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O que é hibridismo cultural

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Existe um movimento de assimilação muito comum na humanidade, onde vários elementos acabam se unificando. Graças a isso que surgem novas variações de elementos cuja existência dá significado diferente à nossa identidade. Entenda o que é hibridismo cultural, seu significado e como isso nos afeta na prática.

O que é hibridismo cultural?

Hibridismo cultural se trata de uma mistura de duas ou mais culturas, gerando uma nova com elementos das antigas. Com isso, hábitos, atitudes e costumes antigos acabam sendo transformados e originando novas formas de viver. Foi assim que muitas civilizações e estilo de vida surgiram nos últimos séculos.

Desse modo, é possível resgatar um modo de vida que esteja se desfazendo aliando ele a um mais recente. Claro, há diversos motivos para esse movimento ocorrer, principalmente no âmbito político. Mas em alguns casos isso pode chegar a acontecer de forma natural e sem qualquer intervenção autoritária por cima.

Muitos estudiosos alimentam uma longa conversação a respeito da hibridação cultural e seus efeitos. É avaliado os impactos que isso causa nas novas gerações e no significado da própria história da humanidade. Por outro lado, outros pontuam os benefícios que isso traz em relação as diferenças culturais.

Causas

É muito simplista apontar uma única causa para a expansão do hibridismo cultural no mundo. Isso porque há estudos que apontam essa tendência há bastante tempo e influenciado pela própria época. Ou seja, os elementos do modo de vida atual é que podem decidir como essa jornada é construída.

Contudo, dentre as causas apontadas, a intensificação da globalização é um ponto mais comum em cada estudo. Os meios de comunicação têm se propagado em escala global e conectado diversos povos e culturas. Por meio disso, fica mais fácil mergulhar no modo de vida de alguém, entendê-lo e até assimilá-lo.

Assim, diferentes povos podem se comunicar de maneira unificada e se entenderem, independente da própria origem. Todavia, estudiosos apontam o encerramento de algumas tradições, já que sua perpetuação fica comprometida. Por sua vez, outros indicam uma maior tolerância ao que é diferente culturalmente.

O valor da identidade

O processo de hibridação cultural é uma tendência normalizada atualmente e até esperada com força por muitos há bastante tempo. Cada povo possui uma delimitação territorial imaginária em que suas ações e modo de pensar identificam a sua existência. Aliás, é daqui que saem alguns esteriótipos positivos e outros tantos negativos.

Por exemplo, o Brasil é marcado pelo samba, praias, clima quente e pessoas que correspondem isso, assim como a violência. O Japão, apesar de menor, é visto pelo ritmo frenético das pessoas em meio à cidade e as belas paisagens locais. Cada aspecto citado aqui faz com que essas peças constituam a imagem e identidade dessas regiões.

A diferença entre esses elementos é o que pode causar familiaridade para alguns e estranhamentos a outros. Mesmo ainda, cada cultura continua a agir de maneira independente e simultaneamente no mundo. Porém, o contato cada vez mais fácil dos povos acaba aproximando vários lados e convergindo isso a um ponto específico.

Prós

O caminho que o hibridismo cultural tem alcançado acabou recebendo apoio de muitos interessados em seus resultados. Através disso teríamos acesso a novas perspectivas que facilitariam um entendimento coletivo sobre pilares importantes à nossa existência. Com isso, teríamos:

Respeito

Entender o diferente quando estamos mais próximos dele acaba por dar origem ao respeito. Influenciados pelos mais conservadores ou extremistas, acabamos, às vezes, fazendo um juízo inadequado sem dar compreensão. A hibridação das culturas faria com que fôssemos mais respeitosos e gentis com quem possui berço cultural diferente.

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Valorização

Muitos estilos de vida acabaram por ser marginalizados graças a incompreensão coletiva sobre eles. No momento em que entendemos a sua real natureza e como isso impacta no modo de vida, valorizaríamos a sua existência. Isso pode ser possível quando povos diferentes passam a dividir o mesmo teto e meios de informação.

Tolerância cultural.

Por fim, aprenderíamos a ser mais tolerantes e menos ignorantes quanto à uma cultura diferente. Convivendo mais perto do que é diferente nos desfaríamos de preconceitos infundados e até violentos. Imagine quantas uniões positivas poderiam acontecer se um grupo de dispusesse a entender a dinâmica de outro?

Contras

Por outro lado, o hibridismo cultural possui os seus opositores que alegam as deficiências da unificação cultural. Muitos se descontentam que os cenários capazes de surgir e limitar a diversidade natural do mundo. Os contras mais apontados são:


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Tradução cultural

A hibridação não traria a qualquer pessoa a sensação de estarem completas como muitos imaginam. Nisso, não existiria um processo sadio de adaptação e readaptação tão fácil quanto alguns defendem. A verdade esbarra em um duro caminho de tradução cultural contínuo aos povos resultantes.

Oposição de significados

Os trilhos do hibridismo tem trazido variadas formas de significação, muitas delas novas. Contudo, isso acaba contradizendo, às vezes, as diretrizes culturais colocadas em seu berço de origem. Nisso, esse conflito poderia ocasionar uma crise de identidade ao indivíduo por não entender a qual lado pertence.

Jogos políticos e econômicos

Outro ponto bastante criticado são as relações de poder e controle existentes nessa unificação. Isso indica que ela pode ser forçada a se construir graças aos interesses dos mais poderosos. Um esquema político e dominante para conduzir a vida de toda a população do mundo.

Mascaramento

O hibridismo cultural também pode servir de catalisador de poderes para as culturas hegemônicas. Isso porque ajudaria a mascarar a quebra de muros entre as culturas mais subalternas e dominantes. Em suma, esse mascaramento ajudaria no aumento de determinados produtos resultantes da mistura de povos, escondendo a imposição por trás disso.

A exemplo, a influência americana da comida fast-food, música, filmes hollywoodianos… Etc. Por meio disso se estabelecem como ícones de um estilo de vida que precisa e deve ser seguido. No mascaramento, seríamos induzidos a nos tornamos esteriótipos da beleza, luxo e com saúde física, o que não é verdade.

Hibridismo cultural Peter Burke

O hibridismo cultural serviu de pauta literária para uma discussão a respeito do novo mundo. Peter Burke, historiador inglês, analisou bem a proposta da globalização cultural e sua ligação com a hibridação. Hibridismo cultural, Burke mostra um debate da globalização cultural se valendo de uma perspectiva histórica para fazer seu mapeamento.

A obra se divide em cinco partes, acompanhando a divisão dos aspectos resultantes desse processo. Com isso, vemos:

  • A variedade de objetos que são hibridizados;
  • Variação termos e teorias inventadas para se discutir a interação cultura;
  • A variedade de situações nas quais os encontros acontecem;
  • Múltiplas possíveis reações a itens culturais não familiares;
  • Variedade de possíveis resultados ou conseqüências da hibridização no longo prazo.

A proposta do livro é mostrar uma vista panorâmica que o autor defende como variado, imenso e bastante disputado.

Considerações finais sobre hibridismo cultural

Mesmo sendo uma tendência natural, muito ainda se discute sobre os impactos do hibridismo cultural. Por um lado temos aqueles que validam a continuação de culturas antigas como forma de afirmação. Na unificação elas correriam o risco de serem apagadas e dar lugar a uma cultura dominante benéfica somente para alguns.

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Além disso, outros creditam esse mesmo caminho a uma vista mais tolerante e igualitária de todos. Por meio disso nos colocaríamos à disposição do outro e abraçá-lo para melhor entendê-lo. Cada visão é importante para que percebamos melhor as nuances dessas transformação e como ela pode nos impactar.

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