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Imperativo Categórico: conceito de Kant

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Hoje vamos acompanhar um pouco da biografia do filósofo alemão, Immanuel Kant (1724 – 1804),
um dos expoentes do Iluminismo e dono de notáveis obras ao longo de sua carreira acadêmica.
Além disso, nosso foco aqui será o entendimento do conceito intitulado Imperativo Categórico.

Mas, qual foi a inspiração de Kant para criá-la? Como essa teoria pode ser aplicada na prática, ou seja, no contexto das nossas vidas? Então, venha conosco para saber mais!

Infância e ingresso no mundo da Filosofia

Immanuel Kant nasceu em Königsberg, capital da Prússia Oriental, antigo território do império
alemão. Foi o quarto de nove filhos e passou praticamente toda a sua vida na sua cidade natal. Seus pais tinham orientação luterana e deram a Kant uma educação rígida. Por isso, tais ensinamentos orientavam-no a levar uma vida simples, com respeito ao próximo e obediência à moral.

Com dezesseis anos, Kant é admitido na Universidade de Königsberg, onde iniciou e se aprofundou
na filosofia de Wolff e Leibniz. Seu professor e orientador, Martin Knutzen, de cunho racionalista, o
apresentou a física matemática de Newton.

Saída da universidade, primeiro livro e retorno

Após a morte de seu pai, em 1746, Kant teve que abandonar a universidade e passou a sustentar sua
família, dando aulas particulares. Ainda assim, Kant continuou estudando e em 1749 publicou sua
primeira obra, Pensamentos sobre o verdadeiro valor das forças vivas.

Já no ano de 1754, Kant consegue voltar à universidade, concluindo o doutorado e tornando-se
conferencista particular. Dentro de suas matérias lecionadas estavam filosofia moral, matemática
física e lógica. E não só isso, mas também metafísica e geografia.

Outras obras publicadas

Os ensinamentos veiculados na universidade levaram Kant a discorrer sobre as ciências naturais e a
física. Isso pode ser claramente visto no seu livro História Universal da natureza e teoria do céu
(1755).

Neste livro, o filósofo discorre sobre a criação da nebulosa e a alegação de que o sistema solar foi
formado a partir de uma grande nuvem de gás. Tais estudos foram importantes para o rumo da
Astronomia.

Além disso, já na década de 1760, Kant finalmente é aprovado para a cátedra de Lógica e Metafísica. Essa função que ele ocupa até o fim de sua vida. Suas obras principais são, por exemplo:

  • Crítica da Razão Pura (1781);
  • Fundamentação da metafísica dos costumes (1785);
  • Crítica da razão prática (1788) e Crítica da Faculdade do juízo (1790).

Curiosidades

Em 1792, Kant escreveu A Religião dos limites da simples razão. Essa obra foi criticada pelo Rei
Frederico Guilherme II, que alegava que os seus livros levariam a sociedade prussiana a questionar
os valores religiosos. Por isso, Kant foi proibido de escrever ou lecionar algo dessa natureza, o que só voltou a acontecer cinco anos depois, após a morte do rei.

Além disso, Kant levava uma vida extremamente regrada e metódica. O filósofo acordava, caminhava, estudava, comia e lecionava sempre nos mesmos horários. Conta-se que os vizinhos costumavam acertar o horário dos seus relógios baseados nas suas caminhadas matinais.

Voltando um pouco no tempo

Estamos chegando ao foco do nosso artigo e aqui, Kant nos mostra uma de suas principais teorias: o que é Imperativo Categórico e quais as suas implicações em situações práticas. Antes de nos debruçarmos às explicações, precisamos observar novamente o caminho traçado por Kant.

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Para que ele pudesse chegar nesse ponto, foi preciso beber da fonte de dois grupos dominantes (os empiristas e os racionalistas), e assim, ser o responsável por uma verdadeira revolução filosófica.

Podemos dizer que o kantismo permanece como objeto de estudo até os dias atuais. Por isso,
precisamos dar mais um passo atrás, para que possamos compreender um pouco desse conteúdo
demasiado denso.

Racionalistas x Empiristas

Immanuel Kant passou quase toda sua vida adulta nas salas de aula, ministrando lógica para seus
alunos, mas encontrava-se em um dilema. Aliás, era a educação religiosa aliada aos estudos acumulados, faziam com que ele estivesse naquele redemoinho filosófico que percorria todo o século XVIII.

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    No chamado mundo moderno, tínhamos os racionalistas como Descartes e Spinoza, que defendiam
    o conhecimento humano advindo da pura racionalidade e do intelecto. Sendo assim, as ideias já
    nascem com o ser humano, elas são inatas. Entretanto, a nossa capacidade de racionalizar sobre qualquer assunto é desenvolvida com o tempo.

    Por fim, os empiristas como John Locke e David Hume advogavam que o conhecimento era puramente advindo das experiências práticas que temos cotidianamente. Isto é, que o ser humano ao vir ao mundo, é como uma tabula rasa, uma mente “em branco”, que só pode aprender algo mediante as vivências que coletamos ao longo da vida.

    Kant e o Imperativo Categórico

    Immanuel Kant já estava com quase 60 anos quando, após escritas e reescritas, conseguiu adotar
    uma metafísica capaz de contemplar ambas as teorias – racionalista e empirista. Sem que abrisse
    mão do rigor metodológico e, principalmente, crítico.

    No livro Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Kant estabelece um modelo ético baseado na
    capacidade racional de julgar. Isto é, todas as nossas decisões precisam ser pautadas por
    julgamentos. Então, mas quais tipos de julgamentos são esses? É o que veremos a seguir nas três
    formulações do Imperativo Categórico.

    Você está gostando do nosso post? Então, comente abaixo o que você está achando. Aliás, continue lendo, pois ao final do texto, temos um convite para você!

    Primeira formulação

    Kant nos diz que a nossa vida deve ser regida por uma série de julgamentos. Porém, esses
    julgamentos não podem ser cometidos sem critério, ligados apenas às nossas convicções. E sim,
    dotadas de uma lei moral interna e racional.

    Isso mesmo, são decisões que tomamos nas quais necessitam ter seu status elevado, de uma forma
    que possam se transformar em uma lei. Além disso, uma lei, como sabemos, não atinge apenas indivíduos, ela abrange a sociedade num todo. Por isso, evocamos a primeira formulação do imperativo categórico:

    “Age somente segundo uma máxima onde possas querer que se torne uma lei universal”

    Para que uma ação tenha validade, seja cercada de um embasamento ético e moral e que ela seja
    benéfica, ela deve ser em prol de todos nós. Se eu tomar uma decisão pautada em enganar uma pessoa para o meu benefício, mesmo que não seja algo tão prejudicial (uma omissão da verdade, por exemplo), ela perde a sua validade. Esta ação deve ser ética e moralmente boa para todos.

    Segunda formulação

    “Age como se a máxima de tua ação devesses ser uma lei universal para todos os seres racionais”

    Kant nos diz aqui que todos os seres racionais devem estar dentro desse espectro moral. Por exemplo, caso uma pessoa perca a sua capacidade cognitiva, seja por alguma doença mental
    degenerativa ou por causa de algum acidente, ela não tem mais a obrigatoriedade de obedecer a
    essa máxima universal.

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    Terceira Formulação

    “Age de tal modo que possas usar a humanidade a todo o momento como um fim e nunca como um meio”

    Nesta “lei”, Kant determina que tudo que eu fizer, mais uma vez precisa estar carregado de um
    simbolismo correto e não prejudicial a ninguém. Eu não posso criar planos e usar as pessoas para
    atingir meu objetivo. Além disso, pode ser considerada a lei mais “prática” de Kant.

    Considerações Finais sobre Imperativo Categórico

    Por fim, acompanhamos neste texto o conceito de Imperativo Categórico de Kant e as suas possíveis consequências para os seres humanos. É um tema bastante interligado com os aspectos
    psicanalíticos. Por isso, convidamos você a se matricular no nosso curso online de Psicanálise
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