Você sabe quem foi Irena Sendler? Então, venha conhecer a história da ativista que salvou milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial.

Irena Sendler: quem foi, sua vida, suas ideias

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Você sabe quem foi Irena Sendler? Pois, saibe que ela teve uma grande trajetória como ativista. Nesse sentido, sua vida foi marcada por uma profunda dedicação às causas humanitárias. Embora não fosse uma pessoa com grandes poderes em mãos, seu trabalho salvou mais de 2500 vidas no século XX.

Comprovando sua dimensão para os direitos humanos, em 2007 o governo polaco apresentou Irena como candidata ao Nobel da Paz. Dito isto, continue a leitura e saiba quem foi Irena Sendler e conheça a história da ativista que salvou milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial.

Quem foi Irena Sendler?

Nascida em 1910, na Polônia, Irena Stanisława Sendlerowa foi uma assistente social do departamento de bem-estar social de Varsóvia. Seu objetivo no trabalho sempre foi proporcionar acesso às necessidades básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

No departamento de bem-estar, ela organizava refeições comunitárias na cidade, buscando espaços e alimentos para as ações. Ademais, ela atuava ao lado de enfermeiras providenciando roupas e medicamentos para pacientes em cuidados médicos.

Seu espírito de solidariedade e simpatia com as etnias discriminadas ia muito além do seu papel profissional. Isso pois, sua vida pessoal também era dedicada às pessoas marginalizadas.

Dessa forma, todo esse trabalho foi fundamental para a sobrevivência de pessoas confinadas e fugitivas da Segunda Guerra Mundial.

Idealizações de Irena Sendler

Desde jovem, Irena se mostrou favorável às causas populares. Durante seu período acadêmico, ela estudou literatura e se filiou ao Partido Socialista. Isso porque ela contava com apoio de seu pai, que embora tenha morrido cedo, sempre a instruiu a ajudar os mais necessitados.

A jovem estudante chegou a ser suspensa da Universidade de Varsóvia por três anos. Isso aconteceu porque ela confrontou um professor que discriminava judeus em sala de aula. Por isso, em diversas ocasiões, Irena se assumia judia para poder contribuir com a luta de colegas e outras pessoas em apuros.

Irena Sendler utilizava a braçadeira com a Estrela de Davi como forma de mostrar empatia com os judeus. Além disso, o símbolo a permitia transitar pelo gueto de Varsóvia sem chamar a atenção dos soldados alemães.

Trabalho na Segunda Guerra Mundial

Quando a Segunda Guerra começou, no final dos anos 1930, a assistente social não aceitava o tratamento dado aos judeus. Na época, por causa da invasão alemã, já havia se tornado proibido atendê-los no departamento de bem-estar da Polônia.

Irena Sendler registrava os pacientes  com nomes cristãos. Isso porque, os atendimentos médicos não eram para todos. Além disso, ela adulterava as fichas colocando descrição de doenças contagiosas. Logo, tal estratégia era para que os pacientes não sofressem alguma averiguação nazista.

Nesse sentido, não demorou para a ativista se juntar à resistência polonesa. E esta era uma das maiores e mais importantes na defesa dos judeus. Assim, foi mesmo na Zegota que Irena conseguiu ajudar milhares de pessoas, a grande maioria crianças judias. 

O Zegota foi o conselho polonês responsável pelo resgate dos judeus confinados e/ou fugitivos. Essas eram ações muito perigosas. Logo, a sua própria vida estava em perigo. Isso, caso fosse pega pelos soldados durante o auxílio nas fugas ou se descoberta como cúmplice.

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Sobre o gueto de Varsóvia

No início dos anos 1940 foi criado o Gueto de Varsóvia. Foi quando Irena Sendler pediu autorização do gabinete sanitário para atuar no local como enfermeira. O governo alemão cedeu permissão por medo que as doenças contagiosas se espalhassem pelo país.

Assim, a ativista conseguiu liderar de perto o movimento que resgatava as crianças dos campos de concentração. E mesmo sendo uma ação de risco, nem sempre bem sucedida, mais de 2500 vidas foram salvas por ela.

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    Por esse motivo, muitos pais confiavam seus filhos às mãos de Irena. Assim, a ideira era tirar as crianças do gueto. Desse modo, o Zegota auxiliava os pequenos fugitivos com abrigo e mantimentos para ficarem em segurança o tempo necessário.

    Dessa maneira, usaram várias estratégias para salvar as crianças. Isto é, desde sacos de batatas a caixões. Também existia um cachorro treinado para encobrir os momentos de fuga pelo gueto. E, esse trabalho foi feito por cerca de um ano e meio.

    Irena Sendler e a defesa dos direitos humanos

    Apesar dos judeus serem os mais amparados, qualquer um que precisasse de ajuda recebia a atenção de Irena Sendler. Inclusive os católicos, adoentados, pobres e todos que por algum motivo caíram em miséria.

    Por isso, a assistente social chegou a ser presa, torturada e condenada à morte por não entregar as famílias judias refugiadas. Porém, ela foi salva por integrantes do Zegota. Pois, eles conseguiram subornar os soldados alemães antes de sua execução.

    Nesse sentido, com uma nova identidade, ela continuou seu trabalho como enfermeira em um hospital de Varsóvia. Assim, ela seguiu atuando com o codinome de Jolanta. Ou seja, até as tropas nazistas serem retiradas do território da Polônia.

    Reconhecimento público

    Anos mais tarde, após a Guerra, centenas de crianças — já crescidas — reconheceram o rosto de Irena estampado nos jornais. Isto é, quando as suas ações humanitárias. Desse modo, por duas vezes Irena Sendler foi indicada ao Nobel da Paz. Entretanto, ela não ganhou em nenhuma das vezes.

    A ativista, entretanto, dizia que cada criança salva justificava sua existência na terra e não devia ser motivo de títulos para se vangloriar.

    Obras sobre a vida da ativista

    O filme “O Coração Corajoso de Irena Sendler” foi lançado em 2009. Tal acontecimento foi um ano após a sua morte. O filme dirigido por John Kent Harrison. Ademais, a história tem como base “Mother of the Children of the Holocaust: The Story of Irena Sendler”. E, foi a escritora polaca Anna Mieszkowska quem escreveu o livro.

    O longa conta a história da ativista, incluindo o período em que foi presa pelo governo nazista por tirar as crianças judias do gueto de Varsóvia. A atriz Anna Paquin interpretou Irena e foi indicada ao Globo de Ouro. Esta é uma das premiações mais importantes do cinema e da televisão internacional.

    Além disso, existem muitos outros documentários, filmes e livros que falam sobre a importância de Irena na Segunda Guerra. As obras são excelentes para quem deseja conhecer mais a fundo os seus feitos pelas crianças e povos vulneráveis.

    Considerações finais sobre Irena Sendler

    Depois dessa leitura ficou claro porque a vida de Irena Sendler se tornou destaque nas causas humanitárias. Com essas informações, também é possível compreender melhor as idealizações dos direitos humanos. Ademais, a sua importância para a sociedade.

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