Donald Winnicot Introdução

Donald Winnicott: introdução e principais conceitos

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Donald Winnicott foi um psicanalista e pediatra inglês. No início, aproximou-se das preocupações da psicanalista Melanie Klein quanto à formação da vida psíquica do bebê. Winnicott dizia-se discípulo de Freud, embora tenha contribuído com novas abordagens sobre o ser psíquico humano. Foi analisando de James Strachey.

Neste artigo, o autor Paulo Vieira apresenta uma introdução aos conceitos-chave e à teoria psicanalítica winnicottiana, ideias principalmente do livro “Por que Winnicott?” (Leopoldo Fulgêncio, editora Zagodoni) e da série de lives apresentadas pelo prof. e psicanalista Carlos Lima para o Curso de Formação em Psicanálise Clínica.

Trajetória de Winnicott na Psicanálise

Disse Nietzsche: “Toda a filosofia foi até o momento a confissão pessoal de seu autor”. Esta citação de Nietzsche traz a ideia de que uma filosofia é reflexo do contexto, orientações e preocupações que envolvem o pensador. Sujeito (pensador) e Objeto (temas pensados) se misturam. Assim também se deu com Winnicott, pediatra e psicanalista, que trabalhou e estudou sobre a psicanálise infantil.

A obra de Winnicott é baseada em artigos de divulgação, para jornais e similares, além de entrevistas para rádios e revistas. Não foi, portanto, uma obra toda sistematizada em livros completos, embora alguns de seus artigos e entrevistas depois tenham sido compilados em livros.

O objetivo de Winnicott era a divulgação da psicanálise e a reflexão sobre sua vivência na clínica com crianças.

O Ser e a formação da vida psíquica do bebê

Winnicott focou o atendimento analítico de crianças, isto é, na psicanálise dos bebês e da infância.

Embora o foco seja na psicanálise infantil, muitos dos conceitos winnicottianos e sua forma de pensar a clínica podem ser estendidos a outras fases da vida (adolescência, idade adulta, terceira idade).

Na verdade, há quem aproxime Winnicott e Heiddeger exatamente por uma base filosófica acerca do essencialmente humano, uma temática relevante à filosofia existencialista.

Enquanto Sigmund Freud e Melanie Klein se ocuparam do fazer infantil e seus relacionamentos como formadores da psique humana, Winnicott concebeu o ser psíquico inerente ao humano a partir do seu nascimento.

Diferença entre o Édipo freudiano e o bebê para Winnicott

Para Winnicott, a vida psíquica do bebê é relevante desde antes do complexo de Édipo. Freud não focou seus estudos em bebês, embora tenha criado uma importante obra sobre o desenvolvimento psicossexual desde a infância, dividido em fases.

Winnicott concebeu que a vida psíquica do sujeito começa bem antes do Édipo. Começa quando o bebê começa a se perceber como distinto da mãe, ainda na primeira infância.

Winnicott afirmou: “Eu tenho Freud em meus ossos“. Isso pode ser entendido que Winnicott se considerava dentro da mesma tradição da Psicanálise, guiado por conceitos da psicanálise original.

Então, mesmo que haja esta diferença da concepção winnicottiana em relação ao Édipo freudiano, esta possível diferença só é possível por haver um lugar de partida (em Freud).

Quem rejeite a universalidade do Complexo de Édipo precisaria propor em seu lugar uma nova concepção de como ocorre o amadurecimento psíquico, o processo de autonomização do sujeito e os benefícios/conflitos na relação social com outras pessoas (no caso da criança, especialmente a relação com seus pais ou cuidadores).

A obra de Winnicott é, em seu todo, uma proposta de refletir o que é o humano e como a psique humana se desenvolve na relação do bebê com a mãe e com o mundo.

Mesmo quando neste artigo usarmos o bebê (no masculino), não haverá diferença se é menino ou menina, para os objetivos deste artigo. Um pouco diferente é esta questão no complexo de Édipo freudiano, em que o aspecto da identificação de sexo do bebê terá um papel importante.

Segundo Winnicott, o bebê não existe

“O bebê não existe”, escreveu Winnicott. Isso porque há uma dependência absoluta em relação à mãe. Ou seja, o bebê sozinho não existe: só pode existir na relação mãe-bebê.

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    O bebê e sua mãe formam uma unidade psíquica, indistinta (inseparável) no início para o bebê. Daí porque Winnicott chamava esta fusão psíquica de mãe-bebê. Afinal, o bebê não se distingue da mãe. Em outras palavras, a mãe pode saber que o bebê é um ser separado dela, mas o bebê ainda não entende esta diferença.

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    A preocupação materna primária

    Para a mãe, há o que Winnicott chamou de espécie de psicose materna. A mãe vive em função do bebê. Para isso, a mãe cria uma vida psíquica um tanto quanto “irreal” (embora provavelmente necessária), de supor todas as coisas como sendo relacionadas ao bebê e criando uma “realidade paralela” típica das psicoses. Por exemplo, tudo pode ser visto como ameaça ao bebê, ou tudo é feito em prol da satisfação do bebê, ou tudo é encarado como um aprendizado para melhor cuidar do bebê.

    Assim, para a mãe, tudo é o bebê. Daí Winnicott considerar uma forma de “psicose” da função materna. O mundo da mãe passa a ser cuidar do bebê, viver em função do bebê.

    Apesar do termo “psicose” ser costumeiramente identificado como um distúrbio, Winnicott vê esta psicose como “natural” e relevante nesta fase da relação mãe-bebê. Sem esta psicose, a mãe não se autoafirmaria como mãe, e o bebê não teria a dedicação exacerbada deste outro ser.

    A ilusão de onipotência do bebê

    Ao primeiro gesto de necessidade que o bebê faça, surge uma resposta redentora. É como se o desejo do bebê coincidisse com o desejo do mundo. Assim, se o bebê sente fome, dor ou desamparo, o choro vai mobilizar a mãe (e outros eventuais cuidadores) a compreender e resolver seu problema.

    Esta é uma ação que Freud chamaria de anímica, no livro Totem e Tabu. Anímico no sentido de se entender que tudo tem ânima, alma, tudo tem vida, até mesmo a natureza mineral. Os povos considerados primitivos imaginavam que seus gestos teriam controle sobre a natureza (sobre a chuva, por exemplo).

    Mas, antes de pensarmos pejorativamente a ideia de que este é um hábito primitivo, podemos pensar que ainda hoje nossos desejos e crenças são um tanto quanto anímicos. Acreditamos que nossa psique tem uma ação física sobre a realidade externa, seja de forma direta, seja de forma mediada (por algum elemento divino).

    Assim também é para Winnicott quanto ao sentimento de onipotência do bebê: mas de forma ainda mais exacerbada. Basta um gesto do bebê para surgir o alimento, o afeto, a proteção. A depender de sua idade e nível de amadurecimento psíquico, o bebê ainda sequer saberá que seres “externos” lhe atenderam. Pensará que sua própria mente mobiliza o mundo a seu favor, e que o próprio bebê seja o mundo.

    Pela repetição, a mãe cria uma afinidade extrema e sabe identificar cada necessidade do bebê.

    Vejo, sou visto. Logo existo.

    “Vejo, sou visto. Logo existo”: assim definiu Winnicott, sobre a autopercepção do bebê.

    No útero, o bebê tinha a proteção plena. Suas percepções ainda primitivas não eram capazes de saber que o bebê era algo diferente do entorno de onde estava (sua mãe).

    Ao nascer, o bebê continuará não se distinguindo de sua mãe por um determinado tempo. Não é mais a mesma proteção da redoma do útero materno, mas ainda assim o cuidado e o calor da mãe são muito presentes.

    Com o tempo, o bebê começa a amadurecer aspectos de seu intelecto que permitirão perceber-se melhor. Começa então a ter uma melhor percepção tátil: sua pele começa a demarcar a fronteira entre o eu e o resto. O bebê começa a perceber a limitação de seu ser.

    Mãe suficientemente boa segundo Winnicott

    A mãe é considerada uma função, um papel. Esta função pode ser realizada pela mãe biológica, ou então por outro cuidador que ocupe este lugar, do ponto de vista do bebê.

    Então, falaremos de “mãe” como uma função materna, tudo bem?

    A Mãe Suficientemente Boa é aquela que tem pequenas falhas, que não é perfeita nem negligente. Importante para o bebê ser psiquicamente mais autônomo.

    Então, esta mãe não pode:

    • nem proteger demais, o que impediria o bebê de realizar uma transição que lhe torne competente a enfrentar o mundo e se desenvolver;
    • nem negligenciar demais, sob o risco de o bebê se sentir desamparado, desgostar-se da experiência de viver e correr riscos graves.

    Esta mãe suficientemente boa é a mais benéfica ao desenvolvimento do bebê, porque não é negligente mas também não é perfeita. Se fosse perfeita, protegeria o bebê de todas as condições adversas, sendo que algumas destas condições são importantes para a autonomia do bebê e suas descobertas do mundo.

    Mas, qual seria o grau correto neste equilíbrio? Para Winnicott, a mãe é quem sabe. Ou seja, se a mãe não tem nenhum distúrbio sério que lhe impeça de entender este equilíbrio, ela saberá melhor do que qualquer outra pessoa, especialmente por ter a convivência quase permanente com o bebê.

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    Identificação Cruzada: quando o bebê se identifica com a mãe

    Embora a psique humana seja um aparelho em potencial, ela não é uma estrutura que nasce plenamente desenvolvida no ser humano. Desenvolve-se com a repetição, maturação e a autopercepção do bebê em seu corpo.

    O bebê começa a se perceber como distinto da mãe: é neste momento que ele pode se identificar com a mãe.

    Isto é, o bebê percebe que ele pode ver a mãe e que a mãe o vê: “vejo [minha mãe], sou visto [pela minha mãe], logo existo”.

    “Existo em relação ao mundo”, pensa o bebê. “Pois só posso ver se eu existir e se existirem outras coisas diferentes de mim”.

    Assim como os olhares de mãe e bebê se cruzam, também um(a) passa a identificar o(a) outro(a).

    Em Winnicott, isto é o que se chama de identificação cruzada: primeiro a mãe se identifica com o bebê; neste momento, o bebê não sabe se distinguir muito bem da mãe e do mundo (bebê se sente “parte” da mãe”). Depois, o bebê vai se vendo distinto da mãe, aí ele retribui uma identificação com a mãe.

    Uma tendência humana é a da reciprocidade: queremos retribuir um favor que alguém nos faça. A identificação cruzada baseia-se neste princípio. Por exemplo, o bebê percebe que é um ser distinto de sua mãe e que sua mãe o alimenta. Então o bebê pode colocar seu dedo na boca da mãe, como uma forma de retribuição por similaridade, do ponto de vista do bebê.

    Estas duas partes continuam conectadas, mas já está se desfazendo a unidade mãe-bebê.

    Holding, Handling e Apresentação de Objetos

    Estes três provavelmente sejam os conceitos mais relevantes e reiterados pelos comentadores da obra de Donald Winnicott.

    São funções que costumam ser atribuídas à mãe suficientemente boa, na busca de garantir as condições para o desenvolvimento saudável do novo sujeito-bebê.

    Importante lembrar que não são fases do desenvolvimento infantil. Essas funções se sobrepõem, ocorrem simultaneamente.

    Conceito de Holding

    A primeira função é o Holding, que costuma ser traduzido como segurar ou sustentar, embora seja normalmente usado no original em inglês. O holding é o suporte psíquico e físico que é oferecido ao bebê pela mãe ou quem exerça o papel de mãe.

    Disse Winnicott: “Tudo isso é muito sutil, mas ao longo de muitas repetições, ajuda a assentar os fundamentos da capacidade que o bebê tem de sentir-se real. Com esta capacidade o bebê pode enfrentar o mundo ou (eu diria) pode continuar a desenvolver os processos de maturação que ele ou ela herdaram.”

    O holding reflete uma junção de afetos relacionados ao proteger, alimentar e limpar. Assim, o holding garante um grau de previsibilidade do ambiente que será importante à vida psíquica do novo sujeito em formação. Haveria um diálogo com a ideia winnicottiana de integração. Também, com a continuidade do ser, a reprodutibilidade da vida, a ilusão de onipotência do bebê e a integração das partes do self.

    Nas palavras de Winnicott:

    “Quando o ato de segurar o bebê é perfeito (e de um modo geral assim é, já que as mães sabem exatamente como fazê-lo), o bebê pode adquirir confiança até mesmo no relacionamento ao vivo, e pode não integrar-se enquanto está sendo seguro. Esta é a experiência mais enriquecedora. Frequentemente, no entanto, o ato de segurar o bebê é irregular, e pode até mesmo ser desperdiçado pela ansiedade (o controle exagerado da mãe para não deixar o bebê cair) ou pela angústia (a mãe que treme, a pele quente, um coração batendo com muita força, etc.), casos em que o bebê não pode dar-se ao luxo de relaxar. O relaxamento acontece então, nestes casos, apenas por pura exaustão. Aqui, o berço ou a cama oferecem uma alternativa muito bem-vinda.”

    Conceito de Handling

    A segunda função (exercida especialmente pela mãe suficientemente boa) é o Handling. Após o nascimento, o bebê passa a existir em função de uma total dependência materna (ou função materna) para sua sobrevivência. A mãe é colocada como a responsável por alimentar e proteger o recém-nascido.

    Handling é às vezes traduzido como manejo, embora na maior parte das vezes seja deixado no original em inglês. O termo deriva de hand (“mão”), abarca o toque de pele entre bebê e mãe (ou quem ocupe a função de mãe).

    Dizia Winnicott que “um bebê pode ser alimentado sem amor, mas um manejo desamoroso, ou impessoal, fracassa em fazer do indivíduo uma criança humana nova e autônoma”.

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    O handling traz a dimensão dos cuidados físicos necessários ao bebê, bem como o manuseio corporal do bebê para atividades relacionadas à proteção, à amamentação, ao banho, entre outras.

    Para Winnicott, o handling ajuda o bebê a perceber os limites ou contornos de seu corpo. Isso ajuda a associar sua vida psíquica interna com o esquema corporal. É o começo da construção da unidade psique-soma (mente-corpo) e da diferenciação Eu versus outro.

    O handling seria uma importante atribuição materna para o desenvolvimento do bebê. A maneira como a mãe e outros familiares e responsáveis manejam e zelam pelo bebê ajudam-no a perceber a si mesmo e ao mundo, bem como a perceber que está inserido em um ambiente relativamente bom que lhe entrega proteção e autonomia.

    Conceito de Apresentação de Objetos

    A terceira função da mãe suficientemente boa é a apresentação dos objetos. Em outras palavras, seria a apresentação de mundo (externalidade ou realidade externa), isto é, propiciar ao bebê um ambiente ao mesmo tempo seguro e desafiador para ele o descubra.

    Este processo é possível por causa dos objetos transicionais (incluam-se também os ambientes, eventos ou fenômenos que sustentem esta transição).

    Consiste em oferecer ao bebê objetos substitutos da satisfação que, a princípio, o bebê só obtinha com a mãe. A partir desses objetos e eventos transicionais, o bebê vai se autonomizando em relação à mãe, amparado agora por novas descobertas e encantos que o os objetos transicionais lhe oferecem.

    Objetos não quer dizer somente objetos inanimados. Em psicologia e filosofia, objeto é o destino de uma ação do sujeito, é o destino de um sentimento, emoção ou atenção. Assim, os objetos transicionais podem ser coisas ou novas pessoas, distintas das pessoas do círculo primitivo do bebê.

    É como se o bebê usasse esses objetos como estágios ou transições para, depois, ter autonomia para descobrir o que quiser. É uma processo integrativo importante para a autonomia do ser, pois permite um maior descolamento do bebê em relação à mãe, bem como permite a curiosidade e manutenção da atenção para além da mãe.

    Este novo mundo (apresentado pela mãe em pequenas doses) irá no começo nutrir a ilusão inicial de onipotência do bebê e conservar a proximidade com a mãe, mas gradativamente vai gerando no bebê a ideia de diferenciação, autonomia e complexificação das relações lógicas e relacionais.

    Para Winnicott, “o bebê desenvolve a expectativa vaga que se origina em uma necessidade não-formulada. A mãe, em se adaptando, apresenta um objeto ou uma manipulação que satisfaz as necessidades do bebê, de modo que o bebê começa a necessitar exatamente o que a mãe apresenta. Deste modo o bebê começa a se sentir confiante em ser capaz de criar objetos e criar o mundo real. A mãe proporciona ao bebê um breve período em que a onipotência é um fato da experiência.”

    Assim, os objetos transicionais e os fenômenos/eventos transicionais ajudam o bebê a superar a angústia do desapego à mãe. São substitutos nesta transição do desapego pela mãe. São exemplos: brinquedos, novos ambientes, conhecer amiguinhos, aprender conceitos/palavras/músicas etc.

    Integração, Personalização e Realização para Winnicott

    Anteriormente, vimos uma tríade winnicottiana relacionada às tarefas da mãe suficientemente boa: handling, holding e apresentação de objetos.

    Uma outra tríade winnicottiana diz respeito à perspectiva do bebê. Em linhas gerais, os três itens mencionados como tarefas dos cuidadores podem ser relacionados de maneira aproximada com esta outra tríade, também de conceitos de Donald Winnicott:

    • Integração: significa que o bebê começa a “juntar suas partes”, isto é, sentir-se inteiro. No handling, esta perspectiva integrativa começa a ocorrer, com o bebê equilibrando-se na mão dos cuidadores e percebendo-se como um todo.
    • Personalização: significa que o bebê começa a se ver como uma pessoa, distinta das demais pessoas e do mundo. No holding, a personalização terá oportunidade de se desenvolver: a pele do bebê é tocada, e o bebê passa entender uma fronteira entre seu ser e o exterior.
    • Realização: significa que o bebê começa a ter uma percepção do seu contato com uma realidade externa mais complexa. Na apresentação de objetos, a realização irá se desenvolver, com a mãe (ou cuidador) apresentando ao bebê objetos transicionais que marcarão um gradativo desapego à mãe e um engajamento ativo para os desafios da realidade exterior.

    Este artigo de Introdução a Winnicott foi escrito por Paulo Vieira, coordenador de conteúdos do Curso de Formação em Psicanálise Clínica.

    3 thoughts on “Donald Winnicott: introdução e principais conceitos

    1. Muito bom artigo! Tanto o Complexo de Édipo e a mãe suficientemente boa, o bebe e a mãe são dependentes um do outro.

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