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Educação Não Violenta: princípios e técnicas

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Você sabe o que é educação não violenta? Então, você veio ao lugar certo para entender mais sobre o assunto. Por isso, confira o nosso post agora mesmo!

O que é educação não violenta?

De modo geral, a educação não violenta (ENV) usa teorias como a comunicação não violenta, o zen-budismo, a atenção plena (mindfulness) e a inteligência emocional. Assim, a utilização desses conceitos serve para estabelecer uma criação que está voltada para a consciência emocional de uma criança.

Esse tipo de educação visa educar sem violência. Assim, os pais prezam ensinar os seus filhos por meio de diálogo e da compreensão dos sentimentos. A educação não violenta não se resume somente ao castigo físico, mas também à forma como os responsáveis e pais se comunicam com os seus filhos.

Princípios da educação não violenta

A educação não agressiva possui princípios na sua composição. Por isso, é importante compreender quais são eles para entender melhor esse tipo de educação. Então, leia os próximos tópicos para saber mais.

1 – Atenção plena (mindfulness)

Embora achemos que a prática de mindfulness é indicada somente para as pessoas adultas, as crianças podem ter bom aproveito disso. Afinal, elas também possuem suas ansiedades e preocupações.

Mindfulness é um conjunto de práticas que auxiliam a pessoa a prestar atenção no momento atual, sem deixar que o futuro e o passado o afetem. Ou seja, é sempre estar consciente do que está ocorrendo à nossa volta.

Por isso, é fundamental ensinar às crianças a poderem desenvolver essa prática desde cedo. Já que ao saber lidar com as suas emoções e sensações, eles serão indivíduos mais conscientes e equilibrados.

2 – Comunicação Não Violenta

Outro conceito bastante importante para esse tipo de educação é a Comunicação Não Violenta (CNV). Essa é uma técnica de comunicação que foi desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg. Então, a CNV visa melhorar os relacionamentos entre as pessoas.

Com isso, a Comunicação Não Violenta ajuda as pessoas a serem mais conscientes. Além disso, ensina elas a serem mais perceptivas com relação às que estão a sua volta e prestar atenção ao momento presente da conversa.

Quando se segue esses preceitos, é possível que as interações ocorram de forma mais respeitosa e atenciosa.

3 – Disciplina Positiva

Já a disciplina positiva é uma abordagem desenvolvida pela psicóloga Jane Nelsen, que tem o objetivo de educar os pequenos de forma firme e gentil. Aliás, abre mão de ações mais punitivas como gritos e castigos, e de recompensas para que a criança altere o comportamento.

Para pôr isso em prática, uma dica é se colocar no lugar do pequeno. Além disso, sempre ajudando-o a desenvolver um senso de responsabilidade ao chamar para solucionar problemas do cotidiano.

4 – Inteligência emocional

Por fim, o último princípio que compõem a educação não violenta é a Inteligência Emocional. Ela gira em torno da questão sobre como lidamos com os nossos sentimentos. Por isso, esse tipo de inteligência trabalha com a habilidade em reconhecer e avaliar as nossas próprias emoções.

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Com isso, a pessoa consegue expressar os seus sentimentos e se comunicar melhor. Além disso, acaba desenvolvendo a colaboração e a empatia.

Qual é a importância da educação não violenta na formação de uma pessoa?

A maneira como uma criança se desenvolve, em especial, no que se refere a sua educação, irá influenciar no seu caráter. Aliás, há consequências no adulto que ela se tornará no futuro. Então, quando é adotado a educação não violenta na sua formação, será priorizado:

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    • o diálogo;
    • o respeito;
    • uma comunicação acolhedora.

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    Além disso, será valorizado os sentimentos tanto dela quanto dos demais pessoas. Com isso, os pais e os responsáveis vão estar preparando essas crianças para serem pessoas que, com certeza:

    • lidam com as sua frustrações;
    • sabem como resolver os seus problemas;
    • são proativas e empáticas.

    Livro: Educação Não Violenta

    A obra escrita pela psicanalista Elisama Santos visa ajudar a “estimular autoestima, autonomia, autodisciplina e resiliência em você e nas crianças”, segundo a sua sinopse. Para escrever esse livro, a autora partiu da sua experiência como consultora de comunicação não violenta.

    Por isso, ela propõe sempre que haja uma conversa entre os pais e as mães para construírem uma relação respeitosa, que de certa forma será passada para os filhos. Sendo assim, a autora aponta caminhos que podem ajudar nesse processo.

    Além disso, o livro traz uma ideia muito diferente da cultura autoritária que utiliza a violência e a repressão como forma de educar.

    Saiba mais sobre o livro

    A psicanalista Elisama Santos apresenta essa questão por meio de relatos reais de pessoas que pediram a sua ajuda. Além disso, traz uma visão da sua própria vivência. Então, o livro Educação não Violenta é uma dica de leitura para quem compreender mais sobre o assunto.

    5 mitos sobre a educação não violenta

    1 – Permissividade

    Não confunda a educação não violenta como sinônimo de liberdade geral. Cabe aos pais e responsáveis saberem o que seu filho pode ou não pode fazer. Afinal, não é saudável para as crianças terem essa permissividade direto, ela precisa compreender quais são os limites e que suas ações geram consequências.

    2 – Fala mansa e calma

    Embora gritar não seja a solução para nada, falar de forma mansa e calma não é algo que educação não violenta defende. Então, os pais e os responsáveis precisam falar de maneira firme para que a criança compreenda a situação e respeite-os.

    3 – Criança fraca que não sabe lidar com as frustrações

    Como já vimos no post, esse terceiro mito cai por terra. Afinal, um dos princípios da educação não violenta é justamente a inteligência emocional que ajuda a lidar com os seus sentimentos. Então, a frustração é uma dessas emoções em que a criança aprende a compreendê-la.

    4 – Criança mal acostumada

    Esse é outro mito bastante comum, mas não é assim que as coisas funcionam. Quando é utilizado a violência, a criança não aprende por meio de palmadas, por exemplo. Só com o diálogo sincero e firme ela irá compreender o que fez de errado.

    5 – Pais perfeitos

    Por fim, achar que os pais que seguem a linha da educação não violenta são perfeitos é uma ideia muito errônea. Isso porque eles são antes de tudo seres humanos, logo podem cometer erros. Contudo, ao errar é importante remediar a situação, pois assim estará passando um aprendizado fundamental para os filhos.

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    Considerações finais sobre educação não violenta

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    One thought on “Educação Não Violenta: princípios e técnicas

    1. Muito bom artigo! Os cinco mitos da educação não violenta, ajudarão muito aos pais e aos educadores.

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