medo crônico de velocidade

Medo crônico de velocidade: causas e tratamentos

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Você já deve ter conhecido alguém que adorasse dirigir motos, carros ou outros veículos com rapidez. Porém, nem todo mundo compartilha desse entusiasmo. Muitos, inclusive, preferem se afastar o tanto quanto for possível de tudo o que é veloz. Em vista disso, neste artigo, você vai saber mais sobre o medo crônico de velocidade, as suas possíveis causas e os tratamentos disponíveis.

Sobre o medo de velocidade

O medo crônico de velocidade é conhecido pelos terapeutas como tacofobia. Embora muitos especialistas não a considerem uma fobia verdadeira, a tacofobia traz o mesmo aspecto ansioso de outros medos. De um jeito ou de outro, a pessoa afetada tem graves problemas com tudo o que se move de forma rápida.

Por conta disso, dirigir veículos ou até entrar neles se torna um desafio complicado de ser feito. O medo de velocidade faz com que a pessoa diminua o seu ritmo de vida e deixe a rotina mais simples como puder. Por exemplo, por causa dele, pessoas escolhem morar perto do trabalho, supermercado e hospitais. Assim, eles não precisam ir até eles de carro ou moto.

Um caso pouco conhecido é de um senhor de meia idade do interior de Pernambuco que evitava se locomover de carro. Segundo histórias locais, ele ia até as cidades vizinhas a pé e preferia demorar em vez de usar o veículo. De forma irônica, ele foi vítima de acidente de trânsito em uma de suas peregrinações.

Limitações

Para quem convive com o medo crônico de velocidade, o ato de usar qualquer veículo é quase impossível de ser feito. Em virtude da sua rapidez, angus meios de transportes provocam temores profundos e descontrolados em certos indivíduos. Ente eles estão:

  • carros;
  • motos;
  • barcos;
  • trens;
  • aviões;
  • e outros

Por essa razão, eles reagem com ansiedade a objetos que se movem com velocidade.

De acordo com alguns terapeutas, o medo do que é veloz está associado à falta de controle que se sente devido à rapidez. A falta de previsão e a tendência para o caos que a velocidade pode trazer pode deixar muita gente desconfortável e temerosa. Um exemplo claro disso é o momento em que uma pessoa fica desesperada para descer da montanha-russa.

Para quem possui medo da velocidade, o cotidiano costuma ser limitado em diversos sentidos. Isso porque a autonomia dessa pessoa fica reduzida por precisar da ajuda ou de amigos ou família para ter alimentos e outros itens necessários. Se possível, ela sempre escolhe morar perto do trabalho e de estabelecimentos aonde pode chegar com uma caminhada.

Causas do medo de velocidade

As causas do medo crônico de velocidade ainda são estudadas, mas a genética e o ambiente podem influenciar na sua manifestação. Ter histórico de doenças mentais na família, sobretudo relacionadas com a ansiedade, abre espaço para desenvolver fobias. Mas em geral, tanto a genética como o ambiente em que alguém cresceu continuam a ser estudados pelos especialistas como fatores determinantes para o transtorno.

Além disso, eventos que causam traumas na história do paciente são capazes de provocar medo do que é veloz. É provável que a criança que andou de montanha-russa e não teve uma boa experiência ou uma pessoa que presenciou acidente de trânsito desenvolveu temores como esse. Nesses casos, o trauma envolvendo grandes velocidades leva a pessoa a se afastar de situações parecidas para se preservar.

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Sintomas

Assim como outras fobias, o medo crônico de velocidade não se manifesta sem deixar um rastro visível de sintomas. Embora eles sirvam para identificar mais rápido o problema, a consulta com um terapeuta vai dar a certeza em relação ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Ainda assim, você pode se manter atento a sinais como:

  • ansiedade ao pensar em velocidade, que pode evoluir para um ataque de pânico;
  • repulsa por lugares com movimentação rápida, como tráfego ou rodovias;
  • medo de se mover com rapidez;
  • medo de objetos que se movem de forma rápida;
  • dificuldade em lidar com as próprias emoções;
  • tensão muscular e sudorese.

Fobias ligadas a automóveis

Tacofobia ou medo crônico de velocidade é uma das fobias ligadas a automóveis que afetam uma parcela considerável da população. Além dela, outras fobias ligadas a locomoção são:

Amaxofobia

É o medo de andar de carro, que é se alimenta pela ansiedade de entrar no veículo. Em suma, a mente do indivíduo passa a criar situações em que acidentes ou travagens vão acontecer de forma abrupta. Essa fobia costuma ser mais comum em passageiros, pois eles não estão conduzindo o carro e não têm controle do veículo.

Gefirofobia

Em síntese, esse é o medo que uma pessoa tem de atravessar pontes ao utilizar qualquer veículo. Para esclarecer, o indivíduo pensa que vai cair da ponte e atingir a sua lateral ou que ela vai quebrar e se desfazer. Por isso que o motorista reduz o ritmo ao passar por ela sentindo incômodo com o som metálico das juntas de dilatação.

Estenofobia

Por sua vez, a estenofobia é o medo de lugares apertados onde um motorista não consiga passar. Ruas apertadas ou túneis costumam causar desconforto, fazendo uma pessoa reduzir a velocidade ou se afastar das bordas do caminho. Por causa disso é comum que essa pessoa tenha problemas para estacionar, ocupem duas vagas ou parem de maneira não adequada.

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    Tratamento para medo de velocidade

    Até o momento, de acordo com alguns especialistas, não existe um tratamento específico para o medo crônico de velocidade. Contudo, a terapia de exposição pode ajudar a diminuir os sintomas e recuperar a qualidade de vida do paciente. Assim, a pessoa em terapia vai ser exposta de forma segura a um elemento em velocidade elevada e com o tempo a sua tolerância vai aumentar.

    Vale dizer que o terapeuta precisa ser capacitado e experiente para que a exposição não piore o problema em vez de amenizá-lo. Conforme a exposição controlada se desenvolver, o indivíduo vai ganhar autonomia e os sintomas do transtorno passam a diminuir. Apesar dessa pessoa não poder controlar a velocidade do mundo, ela vai ver que pode, ao menos, controlar suas reações e emoções em situações de ansiedade.

    Para o paciente se acostumar, o terapeuta pode exibir vídeos de corridas ou pedir para ele imaginar tais cenas. Além disso, a pessoa vai ser aconselhada a acelerar aos poucos ao dirigir, sempre fazendo esse momento ser o mais confortável possível. Dessa maneira, a ansiedade pode diminuir e permitir que o paciente se liberte dos seus medos e angústias.

    Medicamentos

    Ainda que os medicamentos para ansiedade possam ajudar, utilizar a medicação sozinha não vai trazer tantos resultados para o tratamento. Assim sendo, é necessário combinar o tratamento prático e o medicamentoso para que o paciente possa superar de forma eficaz o problema.

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    Por isso que alternar o tratamento de exposição, dessensibilizando o indivíduo contra a ansiedade, e adicionar o ansiolítico é o caminho mais indicado para recuperar o bem-estar do paciente e conseguir a sua recuperação.

    Considerações finais sobre medo crônico de velocidade

    O medo crônico de velocidade, apesar de parecer simples, pode fazer uma pessoa viver de modo bem limitado. Imagine você não conseguir percorrer grandes distâncias por ter pavor de carro ou não conseguir se aproximar do tráfego.

    Assim como outras fobias, a pessoa com medo de velocidade precisa de ajuda para compreender as causas do problema e encontrar a solução. Afinal, todos nós temos o direito de viver bem, sem limitações ou qualquer impedimento, e, assim, conseguir ter vida mais plena e produtiva.

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