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Menopausa: 3 aspectos psicológicos nessa fase

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Com o passar do tempo, temos de nos adequar com as mudanças físicas e psíquicas que nosso corpo enfrenta. Para as mulheres é particularmente delicado, visto que pode ser mais complexo para elas. Vamos entender os aspectos psicológicos da menopausa e como lidar adequadamente com eles.

Sobre a menopausa

Quando se fala em envelhecimento feminino, a menopausa entra em discussão rapidamente na conversa. Isso porque se mostra como uma fase crítica da mulher, onde a mesma experimenta alterações físicas, psíquicas e emocionais avassaladoras. Por causa disso, seu comportamento muda, o que dá aos desinformados a impressão de alguém “louco”.

A partir dos 41 anos, a mulher entra em um período transitório de mudanças e novidades, nem sempre tão boas. Quem viveu ou conviveu com mulheres nessa fase sabe das instabilidades que o momento acaba alimentando. Entre os sintomas comuns está a depressão e labilidade emocional, levando as mulheres de um extremo a outro.

É preciso prestar mais atenção a essa fase, já que pode ser perigosa às mulheres. Por conta das mudanças, elas podem vivenciar transtornos psiquiátricos que dificultam ainda mais sua passagem. Contudo, cabe ressaltar que o desconhecimento acaba gerando uma série de mitos sobre o tema. Acompanhadas corretamente, elas podem viver de forma plena.

Alterações psíquicas

A inserção de hormônios, bem como o círculo vigoroso que percorrem, muda a mente das mulheres. A menopausa não se trata de um transtorno, mas, sim, de uma adaptação. Assim como na adolescência, as mulheres entram em um novo ciclo, vivenciando essa passagem de maneira diferenciada. Para algumas, pode vir na forma de:

Irritabilidade

O fluxo intenso de mudanças ao qual passa acaba por causar instabilidade emocional nas mulheres. Elas podem ir de um estado depressivo a um agressivo e retornar a um aspecto choroso em pouco tempo. Ainda que entendam o que passam, se tornam irritadiças pela incapacidade de se controlarem.

Desânimo

Infelizmente, a disposição e perspectiva também podem decair bastante durante essa fase. Muitas mulheres relatam a dificuldade em manterem a mesma rotina que possuíam anteriormente. Pouco a pouco, acabam focando no que é apenas essencial, como trabalho e afazeres domésticos. Mesmo que seja difícil, é preciso quebrar essa auto imposição.

Memória

Um dos sinais mais comuns da menopausa é o declínio da memória. Seja pela transição ou por conta da idade e tarefas, as mulheres têm mais dificuldades em se lembrarem de sua rotina. Mesmo as coisas triviais e corriqueiras perdem o seu lugar de valor na memória. Nesse caso, se valha de lembretes e agendas para otimizar seu dia.

A perimenopausa

Um hábito comum da população é olhar para essa transição de forma generalizada sem vê-la por partes. O climatério, nome da grande mudança ao qual as mulheres vivem, começa por volta dos 40 anos. Em geral, se estende até os 65, mudando o corpo e mente de cada ente feminino. É nesse período de tempo que ocorre a menopausa.

Antes a isso, temos a perimenopausa, época de mudanças hormonais importantes quanto ao estrogênio e progesterona. Contudo, cabe ressaltar que é aqui que a mulher se encontra mais vulnerável que antes. A mesma passa a ter os sintomas físicos e mentais de forma exacerbada e bastante incômoda por um bom tempo.

Isso fica visível nas reclamações sobre a sensação de calor intenso, mesmo em épocas mais frias. Em geral, é acompanhado de bastante irritabilidade, seja pela oscilação de humor ou incapacidade de controle. Sem contar também na insônia ou problemas para dormir. Muitas se deitam, não pegam no sono e quando conseguem acordam cedo demais.

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O fator externo como influência

A menopausa não é construída exclusivamente com a ação dos hormônios como a maioria pensa. Fatores psicossociais influenciam diretamente no desenrolar do processo, moldando a forma de como tudo é visto e sentido. Assim, o ambiente externo e a relação que elas mantêm com ele podem originar transtornos mentais.

A exemplo, podemos citar a mulher que se dedicava aos filhos e mantinha uma vida social. Repentinamente, tem de lidar com a saída deles de casa e tem de conviver com a síndrome do ninho vazio. Em alguns casos, a relação conjugal também está sendo mudada. Nesse caso, um diálogo deve adequá-la ao novo quadro de vida emocional.

A forma como a mulher lidará com tudo isso dependerá exclusivamente de sua composição interna ao longo do tempo. Sua mente, emoções e personalidade darão para ela formas de lidar adequadamente com essas modificações. Assim, os resultados positivos ou negativos vão variar de como ela vive e sente a vida.

Reposição hormonal

A reposição hormonal visa equilibrar toda a perda gerada durante a menopausa, aliviando seus sinais. Com isso, o conceito de saúde aqui se aplica ao campo físico e mental, de forma integrada. Ainda que se trate de campos diferentes, esses lados devem ser olhados de forma sistêmica. Quando pensamos em reposição, devemos pensar que:

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Um bem, mas controlado

Por desconhecimento, muitas pessoas acabam pensando na reposição de forma igualitária. Porém, cada caso de mudança é único e se manifesta de forma diferente. A reposição visa aliviar os sintomas sentidos por cada mulher, mas deve ser feita de forma minuciosa. O cuidado aqui proporciona o alívio pretendido.

A reposição não engorda

A injeção de hormônios não afeta em nada a sua composição física e biológica. O que acontece é que os padrões alimentares de anos anteriores continua a ser mantido. Já que a atividade metabólica se mostra reduzida, não há como processar tão rapidamente essa ingestão calórica. As mulheres podem engordam, mas o tratamento não age nisso.

Comentários finais sobre a menopausa

Infelizmente, até por preconceito, muitas pessoas reduzem a menopausa a um momento de loucura feminino. Essa incompreensão impede que as mulheres sejam atendidas socialmente como deveriam. Isso porque o apoio as ajudaria a passar por esse momento de forma mais tranquila e até mais humanizada.

As composições mentais se tornam mais voláteis e precisam de maior atenção para que não comprometa a vida dessas mulheres. Assim, a proposta de um acompanhamento social e médico daria a elas o conforto que necessitam nesse momento. Não só o corpo, mas a mente e suas ramificações podem ser auxiliadas.

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