complexo na psicanálise

O que é Complexo em psicologia

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Você sabe o que é complexo? Não? Então, esse post irá te explicar mais sobre esse termo e como ele está relacionado com a psicologia. Por isso, não perca tempo e confira agora mesmo.

O que é complexo?

Se você der uma olhadinha em algum dicionário, você encontrará facilmente esse termo. Mas o que significa complexo? Segundo o site Dicio, a palavra é um adjetivo e a definição explica que é algo de difícil compreensão.

A etimologia da palavra complexo vem do latim complexus. Aliás, os sinônimos do termo são:

  • complicado;
  • difícil;
  • incompreensível;
  • confuso.

Complexo em psicologia

Para a psicologia, complexo é um padrão central de memórias, emoções, percepções e desejos que ficam no inconsciente de uma pessoa. Esse modelo gira em torno de temas comuns, como status e poder.

Ou seja, o termo foi criado para definir que uma palavra ou conjunto delas podem ativar nossas emoções. Isso pode ser chamado de complexo de tonalidade afetiva. Porém, o processo dessas ideias trazerem afetos à tona acontece de forma involuntária.

Na verdade, para nós, algumas palavras estão muito ligadas com algumas emoções ou alguns afetos. Por fim, o termo complexo é mais utilizado nas obras de Sigmund Freud, Alfred Adler e Carl Jung.

Complexo na psicanálise

Na psicanálise, o termo é muito usado por Freud no Complexo de Édipo. Para ele, esse complexo é importante para a formação da personalidade de uma pessoa. Já para Jung, todos nós temos vários complexos, alguns sabemos quais são e outros não conhecemos.

Por fim, outro autor que usa bastante o termo é o Adler. Para ele, o complexo mais importante é o Complexo de Inferioridade. A teoria defende que a pessoa ultrapassa a sua inferioridade para ser superior.

Carl Jung

Mas hoje vamos falar mais sobre a teoria do Complexo de Carl Jung. Para o criador da Psicologia Analítica, tanto o complexo de Freud quanto o do Adler podem existir. Porém, ele defende a coexistência de outros complexos.

Para facilitar a sua compreensão, imagine uma pessoa que tem um complexo paterno forte. E toda vez que ela escuta a palavra pai ou outras parecidas, ela sentirá algum impacto muito forte.

Aliás, isso pode acontecer com qualquer um, tendo outro grupo de palavras. Enfim, a lista para isso é enorme, pois tudo o que pode afetar uma pessoa pode ser descrito como um complexo. Podendo ser um afeto ou uma emoção que está ligada a uma palavra ou grupo de palavras.

Teoria do Complexo

A Teoria do Complexo surgiu de um experimento de Jung, o Teste de Associações de Palavras. Primeiro, as pessoas deviam responder quais eram as primeiras palavras que vinham na mente delas ao escutar um determinado termo.

Por exemplo, quando o aplicador do teste dizia a palavra “casa”, a pessoa que estava fazendo o teste deveria falar o primeiro termo que ela tivesse em mente.

Durante as aplicações, Jung observou que algumas palavras, as pessoas levavam mais tempo para responder. Já em outros casos, nem conseguiam fazer associações. Mas em outras situações, algo que acontecia com mais ocorrência, essa associação era feita rapidamente.

Qual é o motivo?

Essa variação de tempo para responder ocorria sem que a pessoa percebesse ou soubesse explicar o motivo. Por causa disso, Jung começou a investigar quais os motivos e os elementos que pudessem estar relacionados com essas reações tão diferentes numa mesma pessoa.

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    Jung chega a uma conclusão. As palavras que uma pessoa demorava ou não estabelecia uma associação podia estar relacionado a uma situação conflituosa para ela. Por isso, teria uma evitação do Ego para que aquela pessoa pensasse mais sobre o tema que a palavra se referia.

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    Dessa forma, Jung admitia que a Consciência da pessoa estava perturbada por conta desses estímulos verbais. Além disso, ele defendia que teria fatores inconscientes envolvidos.

    Saiba mais…

    Os estudos de Jung comprovaram a Teoria do Complexo que se tornou o volume II de suas Obras Completas que tem o título de “Estudos Experimentais”. No livro, ele descreveu todas as suas pesquisas que basearam a ideia de Complexo.

    Porém, quando Jung chega ao final desses estudos ele percebe que não é necessário mais continuar com o Teste de Associações. Isso porque ele já conseguiu ter conhecimentos suficientes sobre os geradores dos complexos na pessoa.

    Por fim, podemos dizer que o Complexo é um grupo de ideias e que não apresentam uma realidade ruim. Na verdade, ele é um conjunto de conteúdos. Entretanto, Jung afirma que o Complexo pode gerar um transtorno mental.

    Como os complexos podem determinar a nossa vida?

    Até o momento, nós já falamos um pouco sobre os testes que Jung desenvolveu. Mas como isso pode estar presente no nosso dia a dia? Para responder, vamos te exemplificar alguns casos que Jung estudou.

    Em um dos testes do Jung, ele usou algumas palavras, por exemplo:

    • cabeça;
    • água;
    • anjo;
    • navio;
    • lavrar;
    • gaveta.

    Uma das pessoas que estava realizando o teste tinha tentado cometer suicídio por afogamento. Essa pessoa demorava mais para responder a palavra “água” e “navio”. Já uma outra pessoa, que era suspeita de um crime de furto, demorou para responder na palavra “gaveta”. Isso porque a palavra fazia referência ao seu crime.

    Entenda

    Mas o que isso tem haver com a nossa realidade? No nosso dia a dia, temos a tendência de fazer coisas e dizer que estejam relacionados com os nossos complexos mais fortes.

    Imagine só: uma pessoa que tenha medo de lugares fechados, por exemplo. Ela evitará de qualquer jeito lugares como esse. Além disso, ela impedirá até mesmo os seus pensamentos sobre o assunto. Isso porque até mesmo palavras que remetem a essa fobia vão lhe trazer emoções correspondentes, como o medo.

    Você conhece a frase “a boca fala o que o coração está cheio”? Pois é, isso resume toda essa explicação. Em uma sessão com um psicólogo, a pessoa tem mais chance de falar o que quiser. Além disso, como já explicava Freud, a nossa associação de ideias estará ligada aos nossos complexos.

    Considerações finais

    Como podemos concluir, os nossos complexos são ativados sem que saibamos deles. Além disso, eles acabam sendo condutores da nossa vida psíquica. Uma pessoa que tem um forte complexo de dinheiro e de poder irá reger a sua vida conforme isso.

    Aliás, Jung reconhece ao final dos seus estudos, que há dois complexos mais presentes na vida das pessoas. Um deles é o poder (dinheiro, reconhecimento, bens materiais) e o outro é o sexual (paixão, amor, afetividade e sexualidade).

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