O que é subjetividade? Conceito e exemplos

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Quando falamos que uma pessoa está sendo subjetiva, estamos dizendo que ela está manifestando a sua opinião sobre determinado assunto. Dessa forma, ela não está se atendo aos fatos, optando por não adotar uma postura imparcial e objetiva. Será que a psicologia explica o que é a subjetividade? A resposta é sim!

Algumas considerações sobre a subjetividade

Primeiramente, é necessário destacar que a subjetividade implica a existência de um sujeito. Isso significa que temos que ter em mente que uma pessoa é única em seu modo de pensar, de falar e de agir. Que cada indivíduo tem as suas próprias experiências de vida e são essas particularidades que nos fazem únicos.

Você sabe que mesmo que você tenha algumas características parecidas com a de outras pessoas, o conjunto de todas as suas particularidades te fazem uma pessoa singular. Até mesmo irmãos gêmeos, que têm a mesma aparência, não são iguais. Isso porque eles têm personalidades diferentes e também possuem experiências de vida diferentes.

Assim, é por essa razão que duas pessoas diferentes pode ter opiniões diferentes sobre o sabor do mesmo sorvete. Também é por esse motivo que as pessoas entram em discordância de opinião sobre os mesmos assuntos. Cada indivíduo irá se posicionar no mundo de acordo com os seus valores, princípios e construção.

Subjetividade e sociedade

É importante também afirmar que as particularidades de um indivíduo também são indicativos da sua posição na sociedade. Isso porque as pessoas se agrupam de acordo com as suas semelhanças. Assim, ao mesmo tempo que as nossas particularidades nos façam diferentes um dos outros, elas também nos aproximam em certos aspectos.

Além disso, é necessário mencionar que a preocupação com a subjetividade é uma questão moderna. Isso porque o sujeito pré-moderno era orientado pela ordem religiosa e entendido como parte de um todo social.

Porém, as ideias iluministas trouxeram à tona o individualismo, em que o sujeito age conforme a sua vontade, sempre direcionado pela razão. Essa nova lógica revolucionou o mundo, destituindo governos e colocando o indivíduo no centro das atenções.

A subjetividade na arte

Inclusive a literatura acompanhou essa nova forma de ver o ser humano. Os enredos dos livros passaram a se tratar das histórias de indivíduos com nome e sobrenome, além de outras particularidades. Você já leu o romance Robinson Crusoe de Daniel Defoe? Esse é um grande exemplo de romance que traz as particularidades de seu personagem bem marcadas.

É importante mencionar que, no âmbito da arte, a subjetividade das pessoas é muito bem aceita. Nós sabemos que cada artista tem o seu jeito único de se expressar e é exatamente por essa razão que eles são aclamados. Sabe-se que as experiências de vida um artista e o contexto histórico-social da sua época também influenciam na forma de interpretar a sua obra.

Assim, ao escrever um livro ou ao pintar um quadro, um artista inevitavelmente coloca muito de si na sua criação. É por essa razão que muitos pesquisadores utilizam as obras de algumas pessoas como material de pesquisa para compreender a história de vida delas. A validade desse tipo estudo pode ser questionável, mas ele deixa claro como a subjetividade tem sua importância na arte.

A subjetividade em algumas profissões

Cozinheiros

Pode-se também refletir o quanto a subjetividade é relevante em certas profissões. Nós sabemos que é cada vez mais comum que algumas pessoas procurem certos restaurantes para comer o prato assinado por uma determinada pessoa. As particularidades do cozinheiro agregam valor ao seu prato. A fama de um profissional pode advir das suas experiências de vida ou da sua forma de compor suas criações. De qualquer maneira, existe um aspecto que lhe faz diferente dos demais.

Youtubers

Também pode-se falar do sucesso dos youtubers. Cada vez mais pessoas dedicam seu tempo e trabalho para fazerem diários abertos sobre a sua vida. Eles contam as suas experiências diárias, as suas rotinas, os seus hábitos e os seus hobbies para quem quiser ouvir, mostrando as suas particularidades para todos.

Interessante é que esses influenciadores digitais atraem o seu público por causa das suas características. Isso reforça a ideia de que as nossas singularidades também nos agrupam. Assim, pessoas que falam de moda irão atrair pessoas que gostam do mesmo assunto. Da mesma forma, pode-se falar de assuntos como culinária, esporte e inclusive psicologia, como é o nosso caso.

Jornalistas

No entanto, nem sempre pode-se afirmar que a subjetividade é desejada em todos os âmbitos. No área do jornalismo, por exemplo, exige-se que muitas vezes os profissionais deixem a sua subjetividade de lado para atenderem às exigências da redação. Nesse caso, apenas alguns jornalistas com mais experiência podem manifestar as suas opiniões sobre as notícias veiculadas no jornal.

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Médicos

Além disso, é mais recomendável que um médico se atenha mais aos resultados dos exames de um paciente do que à sua própria opinião sobre a doença. Isso porque entende-se, nesses casos que a opinião desses profissionais tem menos valor e relevância do que os próprios fatos em si. Por essa razão, exige-se deles uma postura mais objetiva.

A subjetividade para a psicologia

Seria possível discutir até que ponto é possível ser verdadeiramente neutro, sem manifestarmos as nossas particularidades naquilo que fazemos. Até a nossa escolha de palavras manifesta quem nós somos. No entanto, importa mais, nesse momento, apontar o que a psicologia tem a dizer sobre a subjetividade, já que essa área estuda o ser humano nas suas várias particularidades, nos seus diferentes modos de ser.

De acordo com as ideias do behaviorismo radical, a subjetividade é um produto social. Assim, tudo o que passa sob a pele de uma pessoa é moldado pela sociedade. Já de acordo com Freud, a subjetividade é constituída pelo consciente e pelo inconsciente. Para o estudioso, cada uma dessas instâncias psíquicas possui as suas próprias leis.

Considerações finais

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