O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente

O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente

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Em sua trajetória Freud buscou formas e caminhos para desvendar, acessar o inconsciente para que se tornasse acessível ao consciente. Do ponto de vista freudiano o inconsciente é regido pelo Principio de prazer. Nem tudo que é inconsciente é recalcado, mas tudo que é recalcado é inconsciente. Freud sempre fez uma analogia do estudo da psicanálise, do inconsciente a partir da poesia e poemas. Tal como se pode notar Freud considera, com efeito, que o poema dramático de Sófocles é a elaboração secundária de uma fonte imemorial de sonho (Freud, 1900/2003, p. 301-308). Confira a seguir sobre “O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”.

Por que o sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente?

Consigo isso traz a suposição de que o poeta tem um acesso privilegiado a esses conteúdos e que o poema apresenta esses desejos infantis, permitindo, assim, satisfazê-los. O prazer poético é, então, um prazer infantil recalcado que o poeta nos permite reencontrar graças a sua criação. E isso serve para todos os poemas.

Partindo do pressuposto dessa caminhada que Freud fez ate chegar ao despertar para o sonho. Trilhou-se caminhos, atentamos para as duas tópicas criadas por ele. A primeira tópica consiste na atribuição das instancias ICS (Inconsciente), PCS (Pré-consciente), C(consciente).

Seria como um lugar na mente como exemplifiquei nos meus escritos intitulado A ponta versus a raiz do iceberg, uma representatividade do iceberg imerso no fundo do mar. A metáfora do iceberg para Freud.

Id, Ego, Superego e o sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente

Já a segunda tópica consiste nas instancias denominado Id, Ego, Superego que faria parte da mente não seria um lugar topográfico, mas sim modelo estrutural. Dessa forma essas duas tópicas se interagem entre si para que haja o funcionamento do aparelho psíquico.

O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente

O inconsciente apresenta certas características peculiares, é atemporal não segue a ordem cronológica da vida. Ambivalente (representação de amor e ódio ao mesmo tempo simultaneamente). E composto só por afirmações não há incertezas ou dúvidas.

Ate então, o acesso no inconsciente era impossível, através de uma linguagem racional se daria apenas a partir dos elementos indiretos como sonhos, chites, atos falhos. Atenta-se aqui sobre sonhos que para Freud sua formação se daria por três vieses principais, os quais são estímulos sensoriais, influência de perturbações tanto do meio externo (barulho, luz) assim como do meio interno (sensações respiratórias ou urinárias).

Restos diurnos episódios vivenciados em vigília quando estamos acordados, nos quais por qualquer motivação, mostraram-se significativos a subjetividade do individuo. Conteúdos inconscientes reprimidos: pensamentos, sentimentos e desejos que se mantém imersos no inconsciente. Neste sentido, o sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente.

Os sonhos

O sonho funciona por três dimensões pela dramatização, condensação e deslocamento, possui conteúdos latentes e manifestos. Sendo assim, e que para que haja um entendimento sobre a dinâmica e funcionamento dos sonhos, faz se necessário compreender que eles possuem uma forma peculiar de funcionamento, organização e linguagem própria e que vão caracterizar seus meios e maneiras de se manifestarem.

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Haja vista que não podemos falar que Freud foi o descobridor do inconsciente como ele mesmo diz “Os poetas e os filósofos descobriram o inconsciente antes de mim. O que eu descobri foi o método cientifico que nos permite estudar o inconsciente.” (Freud).

Todavia, Freud é o revelador, faz revelações do que seria o inconsciente e edifica os caminhos para o acesso ao inconsciente.

O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente e o psiquismo

Para a psicanálise, sonhos é a manifestação de desejos inconscientes e sua interpretação é feita de forma individual, pois depende da associação entre o conteúdo do sonho e o processo de análise pelo qual o sonhador está se submetendo. O sonho é o mergulho para o psiquismo, entrada para uma terra desconhecida, memórias escondidas, traumas e conflitos, desejos e anseios contidos no inconsciente.

Por fim, no sonho o inconsciente elabora desejos e conflitos, que não ferem os princípios do consciente porque são vistos como “ficcionais” Parafraseando Maryan Benmasour que diz: vou contentar-me em dizer que a descoberta de Freud se encontra tomada de uma corrente muito mais geral, na se qual vêem implantar (como uma mão se implanta num corpo já existente) suas concepções mais originais.

De fato, a concepção freudiana da arte e da poesia vem da mesma poética e da mesma estética que a dos românticos. (Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n. 3, p. 463-469, set./dez. 2005). Dessa forma Freud usa do saber poético e da arte para exemplificar o inconsciente, revelando em suas núncias e particularidades através do sonho.

Considerações finais

Sobre o sonho e o sonhar já vimos que na teoria freudiana o sonho é o guardião do sono, mantenedor do sono. Que o sonho pode ser a realização do desejo embora esse desejo não se transparência como algo bom.

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    Ora se revela sob aspectos em estados de vigília ou estado onírico, mesmo que não venhamos a lembrar do sonho ele acontece e é tecido fazendo uma analogia a uma peça de dramatização em lugares, pode-se ouvir e ter percepções de cheiros , cores, gostos.

    Essa historia representada, contada no sonho tem um conteúdo como já vimos latentes e manifesto que por vezes se confunde e é necessário que o analista tenha a participação do analisando para melhor interpretação do sonho e dessa forma acessar o conteúdo inconsciente na historia de vida do individuo. Enfim, o caminho inicial revelado por Freud que possibilita o acesso ao inconsciente é o sonho (cheio de peculiaridades que precisam ser bem articuladas para se entender a real mensagem inconsciente trazida pelo sonho) é a estrada real que conduz ao inconsciente.

    Este artigo foi escrito pela autora Keila Cristina Carlos de Souza ([email protected]), Psicóloga clínica de base psicanalítica há 10 anos. Apaixonada por psicanalise e psicanalista em formação pelo IBPC.

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