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Objetivos da Psicanálise

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Quais os objetivos da psicanálise? Podemos destacar um dos objetivos da psicanálise, sob o aspecto clínico, que é o vínculo entre analista e paciente, em busca de insights. Esses insights ajudam a compreender processos inconscientes, que foram recalcados e que causam sintomas, como a angústia e a ansiedade.

O objetivo da psicanálise sob o ponto de vista científico

Do ponto de vista científico, o objetivo de Freud foi colocar a Psicanálise como ciência hermenêutica, que ajudaria a interpretar fenômenos sociais, culturais, políticos e morais.

Neste artigo, vamos aprofundar um pouco sobre esses dois objetivos da psicanálise, a partir do início das elaborações de Freud.

O desenvolvimento de teorias psicanalíticas

A psicanálise é uma ciência que foi criada por um médico neurologista chamado Sigmund Freud.

A partir das observações de Freud, obtidas através de seus pacientes diagnosticados com neuroses, desenvolveu algumas teorias psicanalíticas de investigação da mente humana sobre:

  • traumas
  • fobias
  • complexos
  • pulsões
  • conflitos
  • transtornos etc.

Os métodos utilizados em casos graves de neurose

As teorias desse neurologista, são utilizadas em clínica para a compreensão do que ele denomina de inconsciente, para trazer ao consciente as causas que causam o conflito gerado no indivíduo que busca o equilíbrio do seu ser.

Nas clínicas médicas tradicionais, são comumente encontrados casos de neurose graves. Esses casos são tratados a partir de métodos com base em antidepressivos, drogas tranquilizantes e outros que minimizam e controlam os sintomas, contudo não eliminam a doença.

A difícil tarefa de conseguir que o paciente colabore com o tratamento

Alguns objetivos da psicanálise, com os quais o analista trabalha, são de suma importância. Um deles é compreender o diagnóstico e explicar ao paciente de hospitais e de centros psiquiátricos o que se passa, para que assim possa tratá-lo ou até mesmo curá-lo com a colaboração do próprio paciente.

Porém, esta tarefa não é fácil, uma vez que os pacientes que estão hospitalizados têm dificuldade em colaborar, pois os resultados do tratamento podem surgir a longo prazo e, nesse tempo, podem ocorrer algumas frustrações, que são acontecimentos próprios dos tratamentos psicanalíticos.

Freud e o início do desenvolvimento de sua teoria

A construção da teoria psicanalítica – A Psicanálise – se constitui como uma teoria desenvolvida por Sigmund Freud, tendo como marco inicial a publicação da obra Interpretação dos Sonhos, no início de 1900.

Os estudos de Freud, que levaram à elaboração da teoria, começaram alguns anos antes, quando ainda eram realizados na área de formação do autor: a medicina (FREUD, 1996b).

A negligência, por parte dos médicos,das doenças nervosas

As doenças nervosas não eram respeitadas pelos médicos da época, pois os aspectos psíquicos não eram considerados científicos, mas apenas o que era mensurável ou passível de algum tipo de comprovação que fosse material.

“Eles não sabiam o que fazer do fator psíquico e não podiam entendê-lo. Deixavam-no aos filósofos, aos místicos e – aos charlatães: e consideravam não científico ter qualquer coisa a ver com ele” (FREUD, 1996b, p. 215).

O pensamento de Freud é fruto de sua época

O autor se dedicou às investigações do psiquismo com forte influência da biologia, devido a sua formação médica.

O pensamento freudiano é fruto de sua época. As explicações teológicas já não satisfaziam e a ciência era o novo modo de entender a realidade.

Ele desenvolve uma teoria científica, mesmo que os positivistas critiquem a Psicanálise, intitulando-a como uma filosofia e não ciência. Freud viveu em uma sociedade patriarcal, burguesa capitalista, em que a mulher era muito demasiadamente oprimida.

O estudo sobre a cocaína

Freud nasceu em 1856, na então Morávia e faleceu em 1939. Mudou-se para Viena ainda na infância. Destacou-se nos estudos e cursou medicina.

Desenvolveu diversos estudos na área médica, inclusive com o alcalóide cocaína e suas propriedades anestésicas. Estudou em Paris com Charcot e aprendeu sobre a utilização da hipnose em pacientes com histeria.

Freud e Breuer

Esses estudos foram mal recebidos pela comunidade científica em Viena. A comunidade científica vienense se apoiava em uma ciência aos moldes positivistas. Aproximou-se de Breuer, um dos médicos de família bem conceituados de Viena, com quem estudou sobre a histeria.

Freud e Breuer utilizavam o método catártico no tratamento de pacientes histéricos, por meio da sugestão hipnótica.

A concepção do inconsciente

No estudo com esses primeiros pacientes Freud percebe que há uma outra lógica operando na estrutura psíquica humana, além da consciência: o inconsciente (Ele se questiona: Por que tanto esquecimento? Para onde vão os conteúdos suprimidos da consciência?).

Freud (1996) concluiu, por intermédio desses estudos, que além da consciência, outra lógica operava no homem, em que alguns conteúdos permaneciam não revelados ao sujeito: o inconsciente.

Conclusão

A Psicanálise considerava tudo de ordem mental como sendo consciente ou inconsciente. O inconsciente é ambivalente, pois o tempo não é linear e contrários coexistem, como o não e o sim.

Dessa maneira, o sujeito pode viver uma dualidade, ou seja, amar e odiar ou querer e não querer ao mesmo tempo, seguindo uma linha dialética.

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