Opiniões: ter a sua, respeitar as dos outros

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Dada à complexidade mental e social de cada ser humano, cada um de nós enxerga o mundo de forma singular. Por conta disso, levantamos nossas próprias opiniões, decidindo e afetando o resultado de algumas coisas e situações. Continue a leitura e saiba como montar a sua e respeitar as dos demais.

Opinião pessoal

Desde de pequenos, somos guiados pelos eventos que acontecem ao nosso redor. Por meio deles, construímos os pilares de uma tendência pessoal para se portar. Dessa forma, as opiniões são resultado direto das percepções que alcançamos durante a vida. É isso que nos movimenta a tomar a frente de alguns objetos.

Além disso, eventos e situações distantes também fazem parte da nossa jornada. Ainda que não se liguem diretamente a nós, servem de pilares porque exemplificam realidades às quais poderíamos ter vivido. São formas de a gente projetar pensamentos sobre suposições e outras ideias. Como dito no ditado, “o sábio também aprende com o erro dos outros”.

Quando temos nossas opiniões formadas, significa que chegamos a um estado de plenitude maior. Não que nos tornemos seres oniscientes, nada disso, mas nos tornamos resilientes a fatores externos. Isso inclui a manipulação em suas diversas formas. Caso alguém não tenha uma opinião formada, se influenciará facilmente por alguma mentira.

Como formamos nossas opiniões?

Muitos fatores influenciam na formação das opiniões. Note que se trata de um complexo sistema de canalização das ideias, sendo necessários diversos pilares para moldá-la. Basicamente, uma pessoa sem história não pode construir uma opinião precisa sobre determinado evento ou objeto. Neste caminho, precisará de:

Experiência

Como abordado no tópico anterior, a experiência é vital para formar uma opinião pessoal. É por meio dela que fará a apresentação de suposições e ideias que se relacionam diretamente com o evento atual. Seria como revitalizar um ponto do passado, trazendo uma nova abordagem e reflexão sobre ele. A sua própria história conta como recurso.

Interpretação

De nada adianta falar sem conhecer sobre o objeto e a sua mensagem. Muitos de nós têm dificuldade de opinar porque não se habilitam a interpretar uma situação. Não entender as nuances daquele momento ou ignorar propositalmente implica na formação de uma ideia equivocada. É preciso ler, entender e só então falar.

Realidade

Muitos de nós vivem em uma espécie de “fantasia” voluntária. Com isso, procuramos fugir da realidade em que vivemos, montando uma proteção para evitar aspectos ruins. Como abordado anteriormente, a experiência universal também nos ajuda a formar palavras precisas. É necessário ver algo para falar sobre, sem suposições.

Respeitando os demais

Assim como utilizamos da realidade para montar nossas opiniões, os outros também fazem o mesmo. Continuadamente, assim como nós, adquirem bagagem para interpretar o mundo à sua volta. Contudo, os caminhos que escolhem filtram a sua percepção sobre determinados eventos. Eles constroem as opiniões usando tijolos diferentes dos nossos.

Por conta disso, eventualmente, nossas opiniões se chocam com as dos outros. É como se dois espelhos imensos se batessem e quebrassem em pedaços bem menores que não conseguimos encaixar. Sem entender por completo a natureza do outro, não encontramos ferramentas para encaixar e sintonizar as mesmas coisas.

Mesmo que não aceite a opinião dos demais, você deve respeitá-la. Pode não parecer, mas vocês estão na mesma posição existencial. Assim como deve respeitar a dele, ele também deve respeitar a sua. Isso se resume na civilidade, onde pólos opostos não trabalham contra a existência do outro.

Por que não aceitamos algumas opiniões?

É bastante vasto as motivações que nos levam a recusar opiniões de terceiros. Muitos enxergam isso como uma afronta à sua própria opinião pessoal, vendo como desrespeito. Ademais, o conflito se segue por outras vertentes, abordando diversos aspectos sociais, mentais e emocionais. São eles:

Contrariam a nossa

Essa é uma das motivações mais infantis que existem. Pelo simples fato de não concordarem conosco, recusamos firmemente a apresentação dos pensamentos de alguém. Para alguns, isso se mostra como uma ferramenta à própria falta de argumentos maiores e mais convincentes para retrucar alguém. Contrariar alguém por pensar diferente é sinal de imaturidade.

Violência moral

Devido à natureza da opinião oposta, nos sentimos particularmente ofendidos. Ao longo da vida, construímos a nossa própria opinião sobre determinado evento, respeitando diversos aspectos humanistas. Quando alguém contrapõe esses pontos, agride a própria história que levamos tempo para construir. Não só isso, mas também a história do objeto em si.


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Equívoco

Como a experiência conta bastante para formar ideias, muitos precisam dela para poder opinar. Entretanto, nem todos possuem o mesmo nível de vivência existencial. O equívoco de alguns perante determinados pontos contribui para levantar uma defesa. Ainda que nós não percebamos, estamos tentando mudar seu ponto de vista tendo em consideração algo mais real.

Respeito X Concordância

Como dito linhas acima, é fundamental respeitar as opiniões de um indivíduo. Ele possui uma história individual e usou dela para montar a sua linha de pensamento. As suas intervenções na realidade ou a de terceiros na sua foi o que motivaram na conclusão delas. Contudo, respeitar é bastante diferente de concordar, já que não devemos subjugar nossa visão.

A natureza de determinada ação pode contrariar a nossa, ferindo ou não sua existência. O conceito de realidade se aplica a aspectos diferentes, dada à percepção individual de cada um. Por exemplo, alguém pode ser extremamente a favor à pena de morte no Brasil. Outra pessoa pode ir na direção contrária, já que conhece a situação do sistema penitenciário daqui.

Ela vai entender que isso se refere à comum situação de impunidade no país, por exemplo. Contudo, leva em conta os diversos casos onde alguém é acusado por engano e passa anos na cadeia.

Montar nossas opiniões e conduzi-las não é uma tarefa exatamente fácil. O mundo está em constantes mudanças e devemos acompanhá-las da forma que pudermos. É por meio disso que conseguiremos focalizar os nossos pensamentos sobre determinados eventos.



Dessa forma, trabalhe constantemente para ter a sua. Ouça as dos demais, mas não se deixe levar por elas em momentos de dúvidas. Ouça, observe e argumente, respeitando da forma que pode a concepção de terceiros. Você se sentirá mais preparado para tudo o que vir à frente.

Opiniões e Psicanálise

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