Teoria junguiana: 10 características

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Criador do método psíquico analítico, Carl Jung proporcionou diversas reflexões a respeito da mente humana. Graças a ele, diversos estudiosos, incluindo Freud, abordaram as mais diversas teorias que envolvem a psique do ser humano. Sobre Jung, descubra 10 características da Teoria junguiana e veja o que a diferenciava de outros caminhos.

A Teoria junguiana e as funções cognitivas

Carl Jung mostrou que cada um de nós pensa, experimenta e sente o mundo de forma individual. As funções cognitivas por ele abordadas se manifestavam em indivíduos extrovertidos e introvertidos, fazendo parte da sua composição. Além disso, existe uma espécie de função dominante, onde as outras, menos trabalhadas, acabam guardadas no inconsciente. São elas:

1. Como funciona o Pensamento segundo Jung?

São as ideias que formulamos em nossa mente consciente antes de tomarmos qualquer ação. São projeções psíquicas da realidade, sendo esta real ou não. Assim, é a partir dai que passamos a compreender melhor o mundo.

2. A importância da Intuição na Psicanálise Junguiana

É uma percepção imediata sobre a realidade, ajudando a pressentir ou diferenciar coisas. Dessa forma, a intuição possui função independente de análise ou raciocínio.

3. O valor da Sensação

Nada mais é do que uma reação a um estímulo feito de forma externa ou interna. Graças a essa percepção, adquirimos um conhecimento intuitivo sobre determinado objeto.

4. O Sentimento na Psicanálise Junguiana

Essa se mostra como uma forma disposta de sentir algo emocionalmente. Dessa forma, percebemos e apreciamos algo de forma interna, em nosso íntimo.

 

Introvertido X Extrovertido

Carl Jung analisa em Tipos Psicológicos, uma de suas melhores obras, padrões de personalidade e comportamento humano. Na obra, somos expostos às singularidades inerentes a cada indivíduo. A percepção junguiana concluiu que isso depende diretamente de cada pessoa. Isso porque a forma como se utiliza de suas capacidades mentais influencia nesses aspectos.

Para Jung, o ser humano funciona como um ímã emocional, possuindo dois lados. Assim, cada um de nós reparte a energia e direciona entre o mundo interno e externo, oscilando em tamanho. A partir daí, ele formulou o conceito de introvertido e extrovertido, que se resume em:

1. Perfil Introvertido

É a pessoa que direciona tudo para o lado de dentro. Isso porque se sente mais acomodado em ficar nos próprios pensamentos e sensações que possui. Dessa forma, o mundo de fora não interessa tanto para ele, visto que o tira da zona de conforto.

2. Perfil Extrovertido

Ao contrário do introvertido, o extrovertido não vê problemas em se projetar. O mundo externo é a sua casa e é onde ele pertence. As relações com pessoas e o impacto que causa no mundo o faz se sentir bem e acolhido no meio.

 

Nove conceitos-chave na Teoria Junguiana

Vamos listar conceitos chave da Teoria de Jung: resumo. Esses conceitos são portas de entrada para este verdadeiro universo, que é a obra deste psicanalista. Vamos juntos?!

 

1. O ego centraliza o consciente

O ego é visto como um dos principais elementos do inconsciente na nossa personalidade, se tornando o seu centro. É por meio dele que direcionamos nossa vida mais consciente e nos aconselha a sempre analisar e planejar as experiências. Nesse ponto, Jung se assemelha Freud, onde ambos afirmam o Ego como catalisador de experiências.

 

2. Somos criaturas conectadas

A Teoria junguiana defendeu a existência de um inconsciente coletivo, pertencente à toda humanidade. Ela afirma que a humanidade possui uma herança psicológica que é dividida entre todos os membros da espécie. Por conta dela, temos acesso a um material psíquico que não é oriundo de experiências pessoais.

Por exemplo, a percepção sobre uma cidade desconhecida que nunca visitamos, mas imaginamos como é.

 



3. Máscaras: O jogo de máscaras sociais para Jung

A vertente junguiana afirma que assumimos determinada identidade no inconsciente coletivo para entrar nele. É uma forma de nos incluirmos naquele meio e nos adaptarmos a ele, mesmo que seja algo desagradável às vezes. Ela ainda afirma que muitos se deixam levar por essa máscara e passam a acreditar nessa imagem ilusória.

 

4. A dualidade da vida

Em meados de 1960, Jung afirmou que a palavra “felicidade” estaria incompleta se não fosse a “tristeza” para equilibrá-la. Segundo ele, a dualidade é uma parte fundamental desses sentimentos. Ademais, afirmou que é normal fugimos de momentos mais cinzas quando estamos felizes.

Para finalizar, concluiu que a razão nos compele que isso não é prudente. A melhor forma de enfrentar tudo seria usar a paciência e tranquilidade e lidar com isso conforme surge.

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5. Os Arquétipos em Jung

Esse conceito criado à Teoria junguiana representa o protótipo de algo ou uma impressão. São as primeiras imagens de algo que justificam o sentido de histórias ocorridas no passado. É por meio daí que criamos o conhecimento e imaginação sobre o inconsciente coletivo. Em pacientes, se mostrava como fantasias que não tinham uma origem rastreável.

 

6. A formação dos Complexos

Ainda que a palavra tenha sido propagada por outros psicanalistas, incluindo Freud, foi Jung quem cunhou o termo. Para ele, a palavra carregava a ideia de conceitos e imagens exacerbadamente emocionais que se mostravam como sua personalidade alquebrada. Cada complexo individual carregava seu próprio arquétipo e se ligavam diretamente à ideia de alma.

 

7. O papel central da Libido

A Teoria junguiana possuía um conceito particular sobre a libido. Para ela, libido se mostrava como uma energia adaptativa. A depender do que era mais importante para a evolução do indivíduo no momento, era usada na comida, morte e sexo. Freud, por sua vez, afirmava que essa energia só tinha cunho sexual.

 

8. Transferência

Carl Jung defendia que a transferência continuava sendo um problema durante a análise do paciente. Entretanto, o mesmo discordava das ideias formais apresentadas por Sigmund Freud. Para viabilizar o entendimento, ele usou da metáfora de substâncias químicas diferentes em composição. Segundo ele, elas mudavam quando se encontravam.

Assim também era o fenômeno da transferência. Ao invés de apenas o psicanalista receber do paciente, segundo Jung, ambos mudavam. A relação entre paciente e médico era feita por mão dupla, sendo um tráfego colaborativo.

É uma marca da terapia junguiana a forma de conceber a relação analista e paciente. Nesta relação, não deve existir uma verdade absoluta e não pode haver um controle autoritário por parte do psicanalista.

 

9. Psicologia Analítica de Jung

A Teoria junguiana enfrentou diversas barreiras quando foi desgarrada da vertente de Freud. Carl Jung se mostrou um eterno preocupado em desvendar as trancas da mente humana. Assim, graças a isso, iniciou um dos maiores movimentos psicanalíticos da história. Seu trabalho mantém a mesma relevância nos dias de hoje, influenciando a nova geração.

Dessa forma, diante de tudo isso, que tanto atrai estudiosos é a sua maneira única de abordar tudo o que foi apresentado até então. Seu trabalho ficou marcado pela sua própria personalidade e profundidade impregnadas nele. Assim, por conta disso, se difere de tantos outros caminhos. Asim, vale a pena se aprofundar e chegar mais perto de sua visão.

Você, agora, já sabe quem foi Carl Gustav Jung. Sua contribuição é costumeiramente chamada de Psicanálise de Jung, Psicanálise Junguiana ou Psicologia Analítica Junguiana.

 

Formas de escrever Jung, junguiano, junguiana

As formas corretas de grafar são:

  • Jung: nome próprio do psicanalista Carl Gustav Jung.
  • Junguiano ou Junguiana: pessoa ou corrente de pensamento que seguem ensinamentos da teoria de Jung.

São formas incorretas de escrever, embora bastante usadas: Young, Iung, jungiano, jungiana, Yung, iunguiano, iunguiana.

 

Teoria junguiana e curso de Psicanálise online

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