inconsciente coletivo

O que é Inconsciente Coletivo para Jung

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Carl Jung sempre se destacou por suas observações, que alteravam a percepção e natureza do mundo. Graças a teoria do inconsciente coletivo, conseguiu mostrar o suposto alcance de nossa mente até um ambiente desconhecido e ainda hoje pouco trabalhado. Assim sendo, hoje, vamos entender melhor o que isso significava para ele, e como podemos inserir esse conceito em nossa vida. Ficou curioso? Então continue a leitura e aumente seus conhecimentos sobre os conceitos de Jung!

Quem foi Carl Jung?

Jung foi um psiquiatra e psicanalista suíço, que atuou por anos e criou a Escola de Psicologia Analítica. Há muitas pessoas que se consideram fãs dele, por sua abordagem psicanalítica abrangente, que dá ênfase a diversas áreas da mente humana, e não apenas a sexual. Ademais, ele analisava a energia criativa das pessoas, e relacionava os símbolos.

Para Jung, o que era Inconsciente coletivo?

Carl Jung definiu o inconsciente coletivo como a parte abissal de nossa mente. Essa região seria construída por informações e impressões herdadas pela família e indivíduos de fora, sendo um campo para guardar ideias pré-concebidas. Assim, ainda que os devolvamos de forma indireta, é nesse lugar onde se escondem nossos traços mais íntimos.

Jung aprimorou essa ideia e afirmou que o inconsciente coletivo é a parte que não sabemos sobre nossa própria essência. Dessa forma, comportamentos, sentimentos e impressões que não controlamos conscientemente residem nessa parte. Assim, estão seguros lá, já que somos incapazes de achá-los sozinhos.

Contrariando Freud, que afirmava que isso era alimentado por vivências pessoais, Jung propôs que se tratava da história da própria humanidade. É um absorvente natural de arquétipos avulsos. Independente de quem seja, família ou não, absorvemos e canalizamos em nós o consenso do grande coletivo externo.

Como perceber isso?

Para alcançar essa consciência, devemos estudar a nossa própria história. Seja em livros, filmes ou até em relatos, nossa vivência +não se assemelha a de alguém? Ainda que não conheça algo, você consegue assumir a forma daquele objeto em sua mente. Para entender melhor, pense alguém que nunca foi à Viena, mas imagina e tem noção de como ela é.

Ainda que não lembremos por completo, nossos sonhos são boas ferramentas de estudo. Por meio deles, conseguimos identificar uma âncora com a comunidade. Por meio dos sonhos, sua mente alcança informações que interliga essa realidade confusa e inconstante com o esse plano de realidade.

No entanto, só conseguimos atingir esse objeto se estivermos inclusos em toda a comunidade. Somos o canal por onde a sua história flui vagarosamente, repassando pelas mãos suas lendas e mitos. Dessa forma, essas experiências são filtradas pelo nosso inconsciente, que produz as figuras que usamos para dar um rosto e significado ao mundo.

Ideia sólida

Uma das maiores características de Carl Jung era a sua teimosia. Ele afirmava que todos deveriam fazer parte desse coletivo para coletar as informações que guardava. Graças às ideias pré-concebidas que temos, possuir tal herança em nossas mentes é algo irrevogável.

Assim sendo, trata-se de um ciclo infinito, em que somos banhados e também contribuímos no enriquecimento dessas informações. Nesse contexto, cada um de nós é um influenciador nato e, ainda que não enxerguemos isso, somos responsáveis por induzir alguém em algum momento. Plantamos a semente de informação que esse ente poderá reproduzir fielmente em seu futuro.

Como identificar o inconsciente coletivo?

Caso não tenha entendido o conceito até aqui, tudo bem. Trata-se de um objeto confuso, mas devemos dar tempo para absorver melhor sua natureza. O inconsciente coletivo difere de outras teorias pelas singularidades que carrega. É uma excelente ajuda para nos entender diante do mundo. Em geral, se mostra em:

Observação

Jung concluiu que os arquétipos mencionados não são vistos em primeira mão. Se quisermos observá-los, precisaríamos achar cada imagem que eles entregam. Continuando um dos parágrafos acima, podemos alcançar isso através dos sonhos.

Comunidade

A ideia é que não somos entes isolados de fato, mas parte de um conjunto completo. Assim sendo, cada indivíduo partilha de uma herança, a observando de forma passiva e também fazendo parte dela. A história é espalhada e enviada a todos os membros, cabendo a cada um interpretá-la da forma que consegue.

Complemento

Enquanto Freud propunha que cada indivíduo fazia sua história sozinho, Jung foi além e concluiu que a humanidade partilhava de um vínculo. Contudo, o mesmo afirmou que esse vínculo social complementava o pessoal. Assim, se os sonhos refletiam a nossa realidade pessoal enquanto dormimos, também podem refletir algo que foge de nossa vida para uma realidade mais ampla.

Dessa forma, ampliando a ideia de inconsciente para os demais membros da sociedade com o inconsciente coletivo, Jung foi além do proposto na teoria de Freud.

Exemplificando

Ainda que precise de um tempo para ser absorvida, a teoria do inconsciente coletivo pode ser entendida por todos. Basicamente, o consenso geral da humanidade nos passou uma representação de um objeto mesmo sem conhecê-lo. Vamos a alguns exemplos:

A figura de Deus

Ninguém nunca viu a figura de Deus. A ideia aqui não é contestar a sua existência ou não, mas nenhum de nós chegou a uma conclusão real sobre o tema. Para interpretar a ideia de forma que entendessem, nossos antepassados alcançaram a imagem de um homem, velho e branco para condensar a figura. Assim, quando muitas pessoas rezam, procuram mentalizar essa imagem para entrar em contato com ela.

Cobras

Durante milênios, a cobra foi tratada como um símbolo de traição, esperteza e medo pela humanidade. Ainda que o seu significado mude conforme a região, fomos induzidos a temer esse animal. Mesmo os que não encontraram o animal de fato, se sentem amedrontados. Dessa forma, graças ao inconsciente coletivo, instantaneamente sabemos que ele coloca nossa vida em risco.

Aranhas

Devido ao seu formato complexo e extrema agilidade, fomos induzidos e ensinados a temer as aranhas. Ainda que haja espécimes belíssimos, seu aspecto físico é motivo de repúdio por boa parte da humanidade. Associamos isso a um objeto que pode invadir o nosso corpo e causar diversos estragos, incluindo a sua proliferação.


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Extraterrestres

Jung já trabalhava sobre o tema em seus estudos. Segundo ele, o inconsciente coletivo creditava a esses seres a figura divina. Seus discos voadores estariam ligados diretamente à ideia de perfeição, algo só alcançado por divindades. Assim, os extraterrestres são frutos de desejos para alguns indivíduos pois seriam uma forma de evitar uma catástrofe do planeta através da abdução.

Comentários finais

Desde a época em que foi concebido, o inconsciente coletivo guarda registro de sua existência em nosso mundo. Seja na arte ou na vida real, quem nunca se enxergou através de outros olhos? Isso dá um imenso crédito de que nossas existências não se conduzem apenas por experiências individuais, mas por meio de uma grande fusão do coletivo.

Jung propôs sua teoria e comprovou que a comunidade nos ajuda a tomar determinados caminhos. Assim, funciona como um imenso júri, onde cada voz fala e responde ao mesmo tempo e na mesma sintonia. De forma simplória, nos lembra do pequeno grilo na história do Pinóquio. É um conselheiro múltiplo, de tamanho diminuto, mas extremamente influenciador.

Você como parte integrante tem algo para nos mostrar? Alguma observação, complementação ou até mesmo dúvida? Deixe seu comentário abaixo e vamos expandir essa conversa. Certamente, os frutos dela servirão para ajudar outras pessoas que escolheram o mesmo caminho que nós.

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