Poliamor

Poliamor: significado, princípios e exemplos

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O termo poliamor tem causado bastante curiosidade tanto entre aqueles que desejam ser praticantes desse tipo de relacionamento quanto entre quem não entende como ele funciona. Sendo você parte do primeiro ou do segundo grupo, confira o artigo de hoje, pois nele tratamos do conceito, de seus princípios e de alguns exemplos.

Para começo de conversa, o que a palavra “poliamor” significa?

Em linhas gerais, o significado de poliamor pode ser compreendido a partir da morfologia da palavra. “Amor” você já sabe o que significa. Quando unimos o termo ao prefixo “poli”, que traz consigo a noção de “muitos, múltiplos”.

Portanto, poliamor significa, em tese, “múltiplos amores” ou “vários amores”. 

Socialmente, a interpretação que mais nos interessa é a de um acordo em que as partes envolvidas podem se relacionar amorosamente com mais de um parceiro. 

Trata-se de um relacionamento amoroso, mas em que todos os envolvidos têm a liberdade para se envolver emocionalmente e sexualmente com outras pessoas.

9 princípios para que o poliamor funcione 

Para abordarmos os princípios desse tipo de relacionamento, extraímos 9 dos 12 pilares do poliamor propostos pelo doutor Kenneth R. Haslam, um famoso especialista em relações poliamorosas éticas, responsáveis e consensuais.

1 – Você precisa conhecer suas necessidades e desejos antes de se aventurar no poliamor

Antes mesmo de decidir se você está emocionalmente pronto para se unir a outras pessoas em poliamor, é importante entender as próprias necessidades emocionais. 

Por exemplo, será um processo muito dolorido se você for uma pessoa ciumenta ou que requer atenção exclusiva de um parceiro.

Ademais, é importante saber qual é a sua linguagem do amor, isto é, como você sente mais profundamente o interesse amoroso de outras pessoas. Isso a fim de não se frustrar.

2 – Cada um dos envolvidos é responsável pelas próprias escolhas

A entrada no poliamor deve ocorrer de maneira totalmente consciente por parte de todos os parceiros. 

Você não só deve esperar e contar com o senso de responsabilidade e maturidade das pessoas com quem se envolver, mas deve ser uma pessoa responsável e madura também. 

Julgamos importante destacar que esse modelo de relacionamento serve apenas pessoas adultas, que sabem o que estão fazendo. Quem ainda tem expectativas infantis quanto ao amor provavelmente se decepcionará.

3 – Seja transparente com seus parceiros e espere transparência no poliamor

A transparência é um princípio fundamental a que todos os parceiros de um relacionamento poliamoroso devem se ater.

Por exemplo, é importante dizer quando você se sente:

  • inseguro,
  • desconfortável,
  • ciumento,
  • desinteressado.

Não adianta permanecer em uma situação que não funciona mais para você. Caso se sinta bem, seja transparente. Do contrário, permaneça transparente.

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    4 – É necessário confiar que todos os envolvidos estão agindo de modo confiável e seguro

    O poliamor muitas vezes envolve uma variedade de parceiros com quem uma mesma pessoa mantém relações sexuais. 

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    Essa é uma questão relevante porque interações sexuais contam com algumas preocupações, como uma gravidez indesejada ou doenças sexualmente transmissíveis.

    Nesse contexto, é natural que os parceiros esperem reciprocidade nos cuidados para evitar problemas. Julgamos importante conversar sobre o assunto antes de dar início ao relacionamento.  

    5 – Não há diferença no tratamento entre os gêneros no poliamor

    Temos aqui um ponto importante. Para quem não conhece muito sobre o assunto, é uma tendência assumir uma perspectiva misógina sobre como o relacionamento amoroso deve funcionar.

    Por exemplos, há homens que gostam de manter relações sexuais com diferentes mulheres alegando que se trata de poliamor. Contudo, esses mesmos homens não se sentem confortáveis quando essas mulheres se envolvem com outros homens e mulheres.

    No poliamor, a igualdade de gêneros é um princípio que não se deve desconsiderar. Homens e mulheres têm o mesmo direito de se relacionarem com quem quiserem, contanto que respeitem as condições que apresentamos aqui para que todos ajam de forma ética.

    6 – Todos os parceiros devem ser honestos uns com os outros

    A transparência é importante no poliamor e a honestidade também é. 

    Destacamos a questão da honestidade porque é comum que, mesmo nos relacionamentos poliamorosos, duas ou três pessoas se configurem como parceiros principais ou centrais.

    Quando um desses parceiros se interessa por outra pessoa, é importante ser honesto e comunicar o sentimento de atração. 

    Se o tempo passar, essa pessoa se envolver com o foco da atração e não contar para o parceiro principal, a decisão pode gerar problemas graves de confiança no núcleo do relacionamento.

    Falamos isso porque envolver-se com outra pessoa sem o conhecimento dos parceiros centrais configura traição.

    7 – Não há espaço para a possessividade no poliamor

    Apesar do que dissemos acima sobre casais “nucleares” ou “centrais” em um relacionamento poliamoroso, deve-se lembrar que a premissa central desse tipo de relação é a não exclusividade.

    Assim sendo, a possessividade não é uma característica compatível com pessoas que resolvem se relacionar dentro da modalidade.

    8 – Todos os movimentos devem ser consensuais

    No poliamor, é importante que os parceiros sejam comunicativos e sinceros a respeito de outros interesses amorosos.

    Por exemplo, se uma das partes se interessa por uma terceira pessoa, o que é esperado, é importante comunicar interesse aos outros envolvidos e obter um consentimento a respeito do movimento de se relacionar com mais alguém.

    A falta de consenso e comunicação é a verdadeira traição nesse tipo de relação. Não é porque o relacionamento se abre para outras pessoas que se trate de uma dinâmica com bagunça.

    9 – Nos relacionamentos poliamorosos, é necessário haver compersão

    Compersão é um sentimento genuíno de alegria e satisfação que uma pessoa tem ao ver o próprio parceiro amoroso ser feliz com outra pessoa. É a total ausência de ciúmes ou possessividade porque há uma conexão profunda com a felicidade do outro. 

    Sem essa característica, muito provavelmente uma relação poliamorosa terá problemas. 

    Por exemplo, os parceiros que concordam com um relacionamento assim devem sentir prazer ao se ver em relações sexuais com outras pessoas. Essa é uma das premissas para existência de casas de swing ou do ménage à trois. Experiências assim devem ser prazerosas para todos.

    E então? O poliamor dá certo para você?

    Considerando tais princípios, você acha que o poliamor é um relacionamento que funcionaria para você? É importante ter em mente todas essas condições para que você se aventure de maneira consciente!

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    Considerações finais sobre o poliamor

    No artigo acima, falamos tudo o que você precisava saber sobre como funciona o poliamor. Além de apresentarmos sua definição e princípios, auxiliamos a sua compreensão com exemplos práticos de situações que podem ocorrer.

    Os relacionamentos humanos são complexos porque as pessoas são complexas e têm necessidades específicas. Assim sendo, cada modelo de relacionamento conversa com essas necessidades e pessoas esclarecidas fazem uma escolha sobre como querem dar e receber amor.

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