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Psicodrama: o que é, quais fundamentos?

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Você por acaso gosta de ir ao teatro? Ou por acaso se interessa por bons filmes e séries? Uma última pergunta: em algum momento você já chegou a imaginar que os atores das peças ou filmes que viu estavam encenando a sua vida? No texto de hoje, vamos falar sobre uma psicoterapia que traz um pouco dessa ideia à tona. Trata-se do Psicodrama, em que pacientes se engajam em uma dramatização com forte carga emocional!

Psicodrama em poucas palavras

Nós definimos a psicoterapia de grupo mais acima, porém vamos trazer aqui nesta parte do texto uma definição mais completa sobre o Psicodrama. Como já dissemos, os pacientes envolvidos na prática escolhem papéis para desempenhar em uma dramatização. Por sua vez, essa narrativa de forte carga emocional que será encenada dá ao terapeuta responsável a oportunidade de apreender os sintomas que afloram na interação entre os participantes.

Na verdade, essa psicoterapia tinha outro nome quando foi elaborada por Jacob Levy Moreno. A princípio, ela era chamada de Socionomia. Em linhas gerais, digamos que a Socionomia estava preocupada em misturar situações fictícias com efeitos reais. Essa é a essência do Psicodrama até hoje, como você já deve ter percebido. Na psicoterapia, o foco da prática está sempre no indivíduo e no modo como ele é com os outros.

Mencionamos também que as encenações possuem uma carga dramática bem pesada. No entanto, isso não se dá porque todas as pessoas ali presentes estão envolvidas e têm problemas de relacionamento. Na verdade, a dramaticidade está na qualidade do tipo de relação que se encena. Por meio desse momento, a expressão de conflitos variados envolve tensão, agressividade, reconhecimento e acolhimento da dor psíquica.

O que acontece nas sessões

Imaginamos que só as definições que trouxemos acima não sejam suficientes para que você tenha uma dimensão do que acontece em uma sessão de Psicodrama. Provavelmente, você está pensando naquelas peças teatrais contemporâneas em que várias pessoas falam um monte de coisas, mas ninguém entende nada. Contudo, já adiantamos que não é disso que se trata o momento.

Quando as pessoas participantes se reúnem, há um primeiro momento de troca de experiências. O evento escolhido para ser encenado pode vir de uma lembrança ou até da narrativa das pessoas presentes. Tendo em vista tudo o que foi compartilhado, o terapeuta responsável irá preparar uma cena protagônica que refletirá a experiência dos presentes.Uma vez que ele tenha feito isso é que começa a encenação.

A princípio, apenas alguns dos participantes encenam. No entanto, o terapeuta e diretor vai acompanhando o desenvolvimento das ações a fim de apontar o momento em que mais e mais pessoas serão inseridas na cena. Ao final, todos os participantes têm atuação na interpretação conjunta do enredo construído também em grupo. Além disso, todos comentam a realidade encenada e apontam soluções para os problemas discutidos.

Quem pode participar das sessões?

A não ser que a pessoa em tratamento seja muito tímida, qualquer um pode participar de uma sessão de Psicodrama.  Na verdade, ser tímido não é nem uma limitação considerando a terapia, mas sim o bem-estar do indivíduo. Ademais, não há restrições envolvendo a participação de crianças, adultos, homens e mulheres. De fato, o Psicodrama é para ser empregado com todos os tipos de pessoas.

Leia Também:  O que é Psicodrama: funcionamento e aplicações práticas

Veja que em uma mesma sessão, podem participar jovens, crianças, velhos e adultos. Por outro lado, é possível tratar de casais, divorciados, famílias disfuncionais e pessoas sem família alguma.  Independentemente das diferenças, a experiência de se colocar na realidade do outro é extremamente enriquecedora em termos de empatia. Uma vez que você realmente está interpretando um outro alguém, verá o quão apertados são os sapatos de alguém que não é você.

Reflita ainda em como pode ser útil trabalhar com pessoas passando por problemas parecidos enquanto metade do grupo já conseguiu superá-los. Enquanto terapeuta, é possível reunir os participantes do grupo de maneira estratégia para que todos possam extrair o máximo da experiência. Enquanto uns voltam para casa pensando em novas alternativas para lidar com situações conhecidas, outros refrescam o espírito.

Psicodrama e Psicanálise podem andar de mãos dadas?

A resposta para essa pergunta é um sonoro sim! Até agora, usamos aqui no texto os termos “terapeuta” ou “diretor”, considerando que o Psicodrama é uma psicoterapia, mas também uma peça de teatro. Contudo, o termo adequado para nomear indivíduos à frente de uma sessão de Psicodrama é psicodramatistas

Para ser um psicodramatista, o único requerimento necessário é trabalhar com grupos. Assim, médicos, profissionais do RH, coaches, pedagogos e professores podem se enquadrar nesse papel. Obviamente, com os psicanalistas não seria diferente, caso trabalhem com terapias em grupo. Esse é um tipo de abordagem que pode ser usado principalmente com os adeptos da Terapia Familiar Sistêmica e Psicanalítica.

Assim, caso você já trabalhe como psicanalista e tenha o interesse de incorporar o Psicodrama em suas práticas, não hesite em se especializar. Há muitos matriais e cursos disponíveis por aí, dos quais você pode se beneficiar muito. Em qualquer profissão, aprender coisas novas é sempre algo bem visto. Já pensou quem você poderá surpreender ao anunciar que trabalha com uma psicoterapia nova?

FEBRAP – Federação Brasileira de Psicodrama

Para saber mais informações sobre cursos e eventos específicos da área de Psicodrama, fique sempre atento ao site da FEBRAP. Lá você conhecerá mais informações sobre a história da psicoterapia e, mais que isso, poderá se cadastrar como psicodramatista. Caso seu interesse seja apenas saber quem trabalha na área porque você quer participar de uma sessão, é possível encontrar instituições cadastradas lá também.

Comentários finais sobre o Psicodrama

No texto de hoje, você aprendeu mais sobre uma psicoterapia diferente. Nela, várias pessoas se unem a fim de interpretar situações dramáticas que podem não refletir sua realidade. Contudo, todos os envolvidos aprendem a se colocar no lugar do outro em uma prática colaborativa e esclarecedora.

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