emoção na psicologia

Psicologia da Emoção: resumo, funcionamento e exemplos

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A psicologia da emoção é o ramo da psicologia que estuda os mecanismos, funções e efeitos das emoções nos seres humanos. As emoções têm um papel fundamental em nossas vidas e influenciam desde nosso humor e bem-estar, até nossos relacionamentos e saúde física e mental.

Mas o que exatamente é uma emoção? De forma geral, pode-se definir emoção como um estado afetivo intenso que envolve mudanças fisiológicas, expressões faciais, alterações comportamentais e padrões distintos de funcionamento mental.

As emoções costumam ser de curta duração, surgindo como resposta a um estímulo interno ou externo significativo.

Segundo a psicologia, existem emoções básicas universais, que são inatas e compartilhadas por todos os seres humanos, independente de cultura ou aprendizado.

Essas emoções primárias incluem felicidade, tristeza, raiva, medo, nojo e surpresa. A partir delas, podem surgir emoções secundárias ou sociais, que variam mais entre culturas.

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Como as emoções funcionam?

Desde os primórdios da psicologia científica, os pesquisadores buscam desvendar os mecanismos por trás do fenômeno das emoções humanas.

Então, várias teorias surgiram tentando elucidar que componentes estão envolvidos na geração de uma emoção, em que ordem eles ocorrem e como interagem.

Teoria James-Lange

A teoria James-Lange defende que a emoção se inicia com uma estimulação sensorial que dispara alterações corporais involuntárias, ativadas pelo sistema nervoso autônomo.

Essas mudanças viscerais e hormonais, como taquicardia, tremores ou rubor facial, enviariam sinais ao cérebro, que interpretaria esse “padrão fisiológico” como uma emoção específica. Ou seja, primeiro ocorre a excitação física e depois surgem os sentimentos emocionais conscientes.

Teoria Cannon-Bard

Já a teoria Cannon-Bard contraria esse modelo, propondo que os componentes fisiológicos e subjetivos da emoção acontecem em paralelo.

A estimulação sensorial ativaria simultaneamente as estruturas cerebrais relacionadas às sensações corporais e à experiência emocional, como o tálamo e o sistema límbico.

Dessa forma, as mudanças físicas e a sensação psicológica surgem juntas.

Teoria de Schachter-Singer

Integrando ambas as visões, a teoria de Schachter-Singer argumenta que são necessários tanto os processos fisiológicos quanto os cognitivos.

Quando ocorre ativação corporal, buscamos uma explicação mental sobre sua causa a fim de experienciar e identificar a emoção. Portanto, a cognição dá significado à excitação interna.

Circuito de Papez

Já o circuito de Papez descreve uma rede neural responsável pelo processamento emocional, englobando estruturas interconectadas como amígdala, hipocampo, hipotálamo e córtex pré-frontal. Essa rede, também chamada de “sistema límbico”, geraria os sentimentos a partir dos estímulos.

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    Visão neurocultural

    Por fim, a visão neurocultural defende que embora existam bases biológicas inatas para as emoções básicas, cada cultura atribui significados e regras de expressão diferentes. Logo, fatores culturais também modelam a forma como experienciamos e expressamos nossas emoções.

    Enquanto ainda não há consenso sobre um único modelo explicativo, a psicologia continua buscando desvendar os fascinantes mistérios por trás do nosso universo emocional.

    Principais componentes da emoção

    As emoções são experiências multifacetadas que englobam diversos processos sincronizados no organismo humano. Quatro grandes sistemas ou componentes compõem o fenômeno emotivo completo:

    Componente subjetivo

    O componente subjetivo se refere à qualidade fenomenológica única da emoção, ou seja, o sentimento pessoal consciente que a experiência emocional evoca. É a sensação interna e privada de “estar” alegre, triste, com raiva, com medo e assim por diante.

    Este estado afetivo é idiossincrático, varia em intensidade e está intrinsecamente ligado à consciência individual de cada pessoa.

    Componente comportamental

    Já o componente comportamental corresponde às expressões externas e manifestações corporais típicas de cada emoção, que têm origem muitas vezes instintiva e servem para comunicação social.

    Engloba elementos como expressões faciais, movimentos corporais, gestos, postura, padrões de ação associados, mudanças na fala e no tom de voz, choro, riso e comportamentos característicos.

    Componente fisiológico

    O componente fisiológico consiste nas mudanças objetivas em variáveis biomédicas como consequência da atividade do sistema nervoso autônomo. Inclui taquicardia, tremores, tensão muscular, alterações na respiração e pressão sanguínea, ruborização ou palidez da pele, sudorese, arrepios, lágrimas, dilatação das pupilas, entre outras respostas do corpo.

    Componente cognitivo

    Por fim, o componente cognitivo envolve os pensamentos, memórias, avaliações e processos mentais relacionados com a geração, compreensão, justificação e potencial regulação da emoção. Este componente dá um sentido pessoal e contextualizado à experiência.

    A interconexão desses quatro sistemas produz o fenômeno holístico das emoções, com influências recíprocas entre eles. A psicologia ainda busca entender todos os seus complexos mecanismos.

    Portanto, em resumo:

    • Componente subjetivo: a própria sensação ou sentimento emocional consciente, única para cada indivíduo.
    • Componente comportamental: envolve expressões faciais, gestos, postura corporal, tom de voz e padrões de ação associados àquela emoção.
    • Componente fisiológico: abrange as mudanças no corpo, como batimentos cardíacos, pressão arterial, sudorese, tensão muscular, liberação de hormônios, entre outras.
    • Componente cognitivo: inclui os pensamentos, avaliações e processos mentais relacionados com a emoção, que ajudam a interpretá-la e regulá-la.

    Funções e efeitos das emoções

    As emoções desempenham diversos papéis cruciais na nossa vida. Algumas de suas funções e consequências são:

    • Motivação para ação: emoções fornecem ímpeto e direcionam nosso comportamento de acordo com nossas necessidades e objetivos. Por exemplo, a raiva pode nos motivar a confrontar algo, enquanto o medo leva à fuga de ameaças.
    • Comunicação e expressividade: as expressões emocionais servem para comunicar nossos estados internos aos outros de forma rápida e universal.
    • Influência social e contágio: as emoções tendem a se espalhar entre as pessoas em um grupo, fenômeno conhecido como “contágio emocional”. Isso influencia as interações sociais.
    • Tomada de decisão: as emoções guiam nossa tomada de decisões, sinalizando resultados positivos ou negativos de potenciais escolhas.
    • Memória e aprendizado: experiências emocionalmente carregadas tendem a ser melhor retidas na memória. As emoções também motivam o aprendizado de respostas frente a eventos positivos e negativos.
    • Criatividade e solução de problemas: pesquisas indicam que certas emoções, em níveis moderados, podem aumentar a flexibilidade cognitiva e ajudar em tarefas que envolvem criatividade e resolução de problemas complexos.
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    Regulação emocional

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    A regulação emocional consiste na capacidade de influenciar quais emoções têm, quando as têm e como as vivenciam e expressam. Isso ocorre por meio de estratégias conscientes ou inconscientes para aumentar, manter ou diminuir uma emoção.

    Algumas das principais estratégias de regulação emocional estudadas pela psicologia são:

    • Seleção da situação: evitar ou buscar certos contextos para provocar ou inibir emoções desejadas;
    • Modificação da situação: alterar fatores objetivos do ambiente para mudar o impacto emocional;
    • Deslocamento da atenção: redirecionar a atenção para aspectos menos emocionais de uma situação;
    • Reavaliação cognitiva: mudar o significado pessoal atribuído a um evento;
    • Supressão emocional: inibir a expressão externa de uma emoção.

    As emoções estão presentes em tudo o que fazemos, portanto compreendê-las é fundamental para o autoconhecimento e para mantermos relações melhores e uma saúde física e mental ideal. A psicologia da emoção continua a trazer novas descobertas nessa importante área todos os dias.

    Considerações finais sobre a Psicologia das Emoções

    Enfim, a psicologia das emoções é uma área fascinante que estuda os mecanismos por trás de nossas experiências emocionais. Compreender as emoções em profundidade é fundamental tanto para a sua jornada de autoconhecimento quanto para aprimorar nossas relações interpessoais e qualidade de vida.

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