psicologia fenomenológica existencial

O que é Psicologia Existencial

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A psicologia existencial compreende que a pessoa é um ser no mundo. Em outras palavras, o indivíduo não está separado no mundo que vive, mas integrado. Você ficou curioso para saber mais sobre esse assunto? Então, continue lendo o nosso post e, ao final, temos um convite especial para você!

Origem da psicologia existencial

A psicologia existencial surgiu na Europa, antes daSegunda Guerra Mundial. Os autores e psiquiatras suíços Medard Boss e Ludwig Binswanger foram os primeiros a utilizarem a psicologia existencial em suas obras. Aliás, ambos tiveram muita influência das teorias de Martin Heidegger.

Tanto Boss quanto Binswanger fizeram uma nova forma de psicologia. Para isso, eles partiram de várias críticas aos sistemas que tinham na época. Um deles, acreditava que a psicologia era oposta ao uso do conceito de causalidade das ciências naturais. Além disso, segundo eles, a psicologia existencial também nega o determinismo e o positivismo.

Ludwig Binswanger

Vale destacar que Binswanger estudou com o pai da psicanálise, Sigmund Freud. Os dois estudiosos foram bons amigos por muito tempo. Além disso, o psiquiatra suíço teve uma grande amizade com Carl Jung, que foi criador da psicologia analítica.

Outro ponto a se levar em conta é que Binswanger foi um dos pioneiros a aplicar a fenomenologia na psiquiatria. Para ele, a análise existencial é sobre a observação da vida humana e tem como objetivo refazer o mundo interno da experiência.

Medard Boss

Boss formou-se em medicina e foi paciente de Freud. Além disso, ele foi assistente de Eugen Bleuler. O suíço estudou psicanálise na Alemanha e em Londres, com vários psicanalistas, dentre eles Ernest Jones e Karen Horney.

No seu currículo, ele trabalhou com o criador da teoria holística do organismo, Kurt Goldstein. Aliás, em 1946, Boss fez amizade com Heidegger em que manteve contato e se interessou por sua filosofia.

Psicologia Fenomenológica Existencial

A psicoterapia existencial usa fenomenologia como método de estudo e tem como objetivo falar sobre a experiência imediata, sem a necessidade de teoriza-la. Segundo Medard Boss e Ludwig Binswanger, para saber mais sobre a existência humana não é necessário usar os métodos das ciências naturais.

Os autores explicam que esse tipo de psicologia necessita de seu próprio método. Além disso, também utiliza tais conceitos:

  • ser-no-mundo;
  • vir-a-ser;
  • liberdade;
  • existência;
  • responsabilidade;
  • espacialidade;
  • temporalidade;
  • entre outros.

Psicologia Humanista Existencial

Não tem como negar a importância da psicologia existencial e como ela influenciou outras psicologias. Depois da Segunda Guerra Mundial, o existencialismo ganhou mais espaço, pois muitas obras sobre o assunto foram publicadas. Além disso, a teoria ganhou força por conta da recuperação de concepções de individualidade e liberdade.

Por isso, falaremos mais sobre a Psicologia Humanista Existencial. Ela foi muito influenciada pela psicologia existencial, pois retomou alguns de seus conceitos e algumas de suas teorias.

Humanismo

Nessa teoria, a pessoa é vista como um todo, sua mente, seu corpo, seu espírito e suas emoções estão integrados. Além disso, as pessoas são ativas e capazes de se desenvolverem para buscar a própria realização.

O humanismo, ainda fala de uma abordagem terapêutica não-diretiva e centrada na pessoa. Pois, toma como partida que a cada um tem responsabilidade para conduzir o seu próprio tratamento.

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Essa abordagem é mais otimista, pois fala que todo indivíduo pode ser uma pessoa melhor a cada dia.  Por fim, todos podem ter o seu “eu ideal” e tem o controle nesse processo.

Saiba mais…

A psicologia existencial humanista teve como criador Abraham Maslow, mas o psicólogo americano Carl Rogers ajudou bastante para essa teoria. Ele descreveu cinco características de uma pessoa funcional. Ou seja, para ele, essa é a personalidade ideal que todos deveriam ter.

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    Segundo Rogers, seguindo esses comportamentos, a pessoa conseguirá ser uma pessoa realizada. Além disso, ele fala que assim a pessoa será um “ser funcional”. Então, vamos ver cada uma delas:

    1. Novas experiência

    As pessoas devem viver todas as experiências e aceitar as emoções que vem com ela. Elas não devem negar os sentimentos negativos, mas sim trabalhar com eles.

    2. Vida existencial

    É necessário dar um sentido à nossa existência e viver o presente, sem deixar de considerar o passado e o futuro. Aliás, devemos aprender a todo o momento.

    3 . Confiam nos sentimentos

    É importante sermos confiantes com os nossos sentimentos. Pois, pessoas que têm essa confiança dão importância em poder fazer as escolhas certas.

    4. Criatividade

    Esse tópico é sobre se ajustar às situações adversas que passamos quase sempre. Aliás, são as pessoas criativas que sempre buscam inovação para sair de uma crise.

    5. Liberdade

    Por fim, uma pessoa realizada sempre quer ter mais experiências novas. Elas querem viver a sua liberdade e fazer o que desejam.

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    Terapia Existencial

    Para sabermos melhor sobre a abordagem existencialista em psicologia, veremos como funciona a terapia existencial. Antes de mais nada, nesse tipo de tratamento a parceria entre o psicólogo e o paciente é muito importante.

    Nessa terapia, eles trabalharão juntos para buscar saber quais os dilemas do paciente. Para que a pessoa possa apropriar-se de seus problemas e enfrentar as suas dificuldades.

    Assim, a pessoa é autora da sua história e faz escolhas com mais consciência. Além disso, essa terapia o ajuda a lidar de forma mais saudável com os resultados de suas decisões. Por fim, saber quais são suas possibilidades e seus potenciais, e trabalhar a partir disso.

    Alguns conflitos trabalhados

    A terapia existencial tem como base a ideia de que as pessoas têm conflitos existenciais. Entre eles têm quatro que são reconhecidos como primários, veremos cada um deles:

    Liberdade

    Para o existencialismo, a liberdade comanda a essência. Pois, como a pessoa é um ser livre, ela deve escolher o rumo da sua vida e viver com as consequências dessa escolha.

    Morte

    Segunda a teoria, a morte é o que determina o fim da existência. Entretanto, é preciso encontrar um equilíbrio para saber sobre esse fenômeno, sem ser dominado por ele. Para a psicoterapia existencial, a morte pode nos motivar a aproveitar a vida.

    Solidão

    A solidão é algo que faz parte da vida, pois em algum momento a pessoa percebe que só depende dela para viver os seus sonhos. Por mais que seja difícil saber sobre esse sentimento, é necessário saber que cada um busca uma maneira própria de dar sentido à vida.

    Sentido da vida

    Para poder entender mais sobre a vida, a pessoa busca dar sentido à ela. Por isso, o indivíduo busca a própria realização para que o sentido da vida seja conveniente a suas ações.

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    Considerações finais sobre a psicologia existencial

    Como você pode ver no nosso post, tentamos te explicar sobre essa área tão complexa. Além de como ela surgiu, influenciou outras psicologias e como a terapia existencial funciona. Então, esperamos que o texto tenha esclarecido as suas dúvidas.

    Por fim, uma forma de saber mais sobre a psicologia existencial é inscrevendo-se no nosso curso de Psicanálise. Sendo 100% online, você terá acesso a um bom conteúdo no conforto da sua casa. Então, não perca essa chance e garanta já a sua vaga!

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