Psicose: significado, causas e tratamentos

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Cada um de nós possui uma visão pessoal da realidade, interpretando-a com base na própria individualidade. Mas o que acontece quando tal percepção fica distorcida e muda por completo a nossa imagem? É o que você vai descobrir ao entender melhor o significado de psicose, suas possíveis causas e tratamentos.

O que é psicose?

A psicose se trata de um transtorno psíquico que interfere sensivelmente na percepção do indivíduo. Na prática, a interpretação dele sobre si e o mundo fica desproporcional quando comparada com a de outras pessoas. Por isso que é bastante comum que os casos apresentem delírios ou alucinações recorrentes.

Em suma, a pessoa psicótica perdeu o contato com a realidade por conta das alterações em sua mente. Assim que o episódio psicótico se inicia, o indivíduo mostra a perturbação em seus pensamentos sem conseguir entender a realidade. Mostrando os sintomas típicos, um psicótico pode ouvir ou ver coisas que os outros não conseguem.

Ademais, a fala da pessoa se torna incoerente, perdendo qualquer sentido e provocando comportamentos inadequados. Sobre os sintomas, eles facilmente incapacitam o paciente, mudando radicalmente seu estilo de vida.

Causas da psicose

Os especialistas ainda tentam entender como se formam as psicoses para definirem a forma de prevenção e o tratamento adequados. À medida que os estudos avançam, alguns fatores se mostraram conectados ao problema, como:

  • Hereditariedade: distúrbios mentais podem ser compartilhados através da genética, como, por exemplo, bipolaridade e esquizofrenia.
  • Mudanças cerebrais: alterações na estrutura do cérebro podem reduzir a massa cinzenta do indivíduo e influenciar em um quadro psicótico.
  • Mudanças no padrão de sono ou nos níveis de hormônio
  • Transtornos interligados: uma pessoa psicótica pode exibir um comportamento que seja resultado de outro problema correlacionado. Cabe ressaltar que a psicopatia por si mesma é um sintoma influenciado por outros transtornos.
  • Abuso de drogas lícitas ou não
  • Depressão: pessoas depressivas podem mostrar sinais psicóticos quando a depressão está em um período de intensidade.
  • Estresse
  • Traumas
  • Efeitos colaterais de medicamentos muito fortes

Sintomas da psicose

Por conta da mudança brusca no comportamento e na personalidade do indivíduo, a psicose pode ser facilmente reconhecida. Isso porque tanto o modo de pensar quanto o humor e o comportamento do paciente se transformam por completo. Para visualizar melhor os sintomas, observe:

  • Delírios: o quadro psicótico contribui para que o paciente desenvolva ideias e crenças que fogem da realidade. Os delírios são nocivos de tal forma que o paciente se convence das suas próprias criações, ignorando por completo a verdade. Por isso que muitos sentem que estão sendo perseguidos. Eles desconfiam de tudo e nada os convence do contrário.
  • Pensamento confuso: em suma, a forma do psicótico expressar os seus pensamentos se altera por não existir mais conexão entre as ideias. Além de não terem sentido, as palavras tendem a ser pouco claras. Inclui-se aqui uma dificuldade maior em se concentrar, a perda de memória e a fala rápida ou devagar.
  • Alucinações: a pessoa afetada pela psicose não apenas pode ouvir vozes, como também ver coisas que não existem.
  • Mudanças afetivas, de modo a ter dificuldade em se expressar emocionalmente e lidar com suas próprias emoções.
  • Comportamento alterado: um quadro psicótico é capaz de abalar o comportamento de alguém, fazendo com que exagere ou se torne o seu oposto natural. Por exemplo, quem era muito comunicativo pode preferir agora o silêncio e solidão.
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Tipos de psicoses

A psicose pode se apresentar nos mais variados tipos, sendo eles:

  • Esquizofrenia: distúrbio de natureza mental que altera profundamente o modo como alguém enxerga e entende a realidade. Dessa forma os esquizofrênicos mostram uma capacidade limitada de entender o que é real ou não.
  • Transtorno esquizoafetivo: age da mesma forma que a esquizofrenia, mas inclui períodos de humor instáveis.
  • Transtorno psicótico breve: embora os sintomas psicóticos possam durar um dia, eles não ultrapassam um mês de duração. Constumam ocorrer por causa de eventos estressantes na vida do portador, mas podem nunca acontecer novamente.
  • Transtorno delirante: Nesse caso, há a existência de uma crença irracional, de modo que o paciente acredita em coisas bizarras e sem sentido. Os sintomas duram mais de 1 mês.
  • Psicose bipolar: a pessoa afetada demonstra sinais da bipolaridade. Além disso, episódios psicóticos acontecem simultaneamente às fases de humor.
  • Uso de drogas lícitas ou não, o que inclui esteroides e estimulantes.

A psicose e a psicopatia

Por conta da forma semelhante em que são escritas, psicose e psicopatia acabam sendo confundidas pelas pessoas. Contudo, lembre que a psicose é um estado patológico que afasta o indivíduo da realidade, fazendo com que ele possa ser antissocial.

A psicopatia, por sua vez, diz respeito a uma condição grave do indivíduo na qual a sua personalidade está bastante deteriorada. Assim, já que não afeta a personalidade, o quadro psicótico em nada tem a ver com a psicopatia.

Diagnóstico

Para que um diagnóstico da psicose seja bem feito é preciso buscar a uma avaliação psiquiátrica. Alguns exames laboratoriais, como a ressonância magnética, vão estudar todo o espectro dos sintomas descritos anteriormente numa entrevista. Dessa forma, será necessário fazer exames de sangue para investigar mudanças nos hormônios e outros componentes no sangue, bem como investigar resíduos de drogas.

Tratamentos da psicose

Para que se consiga eficácia no tratamento da psicose é preciso saber as causas dela e o tipo. A internação forçada será acionada se riscos à saúde e à segurança do paciente forem descobertos. Vale dizer que a parte medicamentosa ajuda no controle dos sintomas, estabilizando o pensamento e comportamento destrutivo do psicótico.

Quanto aos remédios, é preciso seguir as orientações do médico no tocante ao tempo de uso, frequência e tipo. Ademais, o acompanhamento do médico é importante para avaliar o progresso do tratamento e dar espaço ao paciente para se orientar.

Considerações finais sobre a psicose

Nunca é fácil lidar com os quadros de psicose, mas também não é difícil ter a qualidade de vida que o psicótico merece. Tanto ele, como a família e o profissional de saúde devem se unir para estabelecer as ferramentas necessárias para alcançar essa meta. O trabalho em conjunto, principalmente com a participação do paciente, faz uma diferença grandiosa.

Uma vez começado, o tratamento deve continuar, de modo que as medidas estabelecidas pelo médico sejam mantidas. Através delas o paciente manterá o seu progresso, reconquistando autonomia e a percepção sadia de como interagir com o ambiente. Sem mais enganações ou falsas imagens, a partir daqui o paciente poderá encarar a vida com lucidez.

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