A pulsão guia o sujeito, ela movimenta o corpo, os desejos e a própria forma de existir, na obra Comer, Rezar, Amar (2006) Elizabeth traz a experiência do sofrimento, das perdas e do luto como uma dor silenciosa e pelo resgate de si mesma.
Esta dor cresce à medida que se vive aquilo que não se deseja, apenas seguindo um roteiro idealizado socialmente: estudar, casar, comprar uma casa e ter filhos.
Uma das maiores forças da psicanálise encontra-se justamente no momento em que o sujeito se depara com a possibilidade de escolha, ainda que mínima, da sua pulsão de vida.
Ela percebe que pode escolher o que assistir, o que comer, o que vestir.
O outro deixa de ocupar um lugar de determinação absoluta sobre sua vida e passa apenas a coexistir em meio às suas escolhas.
Vontades do Outro
Existem inúmeros “outros” na vida de uma pessoa, outros que autorizam e direcionam ações conforme regras já estabelecidas, regras que pertencem a esse outro e não ao próprio sujeito.
Na obra, Elizabeth atravessa esse processo ao chegar aos trinta anos com uma vida aparentemente estabilizada: consolidada em sua profissão, casada e vivendo na casa que havia acabado de comprar com o marido.
Após o primeiro ano de casamento, seu marido começa a desejar ter um filho, filho este que mudaria completamente a vida da mulher.
É nesse momento que Elizabeth se depara com uma grande questão, um verdadeiro marco em sua trajetória:
Ela desejava, de fato, ser mãe?
Elizabeth, então, confronta-se com a possibilidade de perder algo de si mesma para tornar-se uma outra mulher.
Contudo, essa outra ainda lhe era desconhecida, e a grande questão que emerge é justamente se existia, nela, o desejo, a pulsão de conhecer essa nova versão de si.
O Bloqueio da Pulsão
Quando deixamos a vida passar e seguimos apenas o fluxo daquilo que “deve ser”, daquilo que deve ser para nós segundo o desejo de alguém, acabamos por inibir o próprio desejo.
Reprime-se o desejo por não ser o momento adequado, por medo e, muitas vezes, porque reprimir a própria pulsão de vida já se tornou um hábito.
O excesso dessa repressão pode enfraquecer a pulsão que conduziria o sujeito em direção a novos desejos e novas possibilidades, abrindo espaço para a pulsão de morte , isto é, para aquilo que o leva a se prejudicar.
Nesse movimento, o sujeito coloca-se em risco, deixa de prezar pelo próprio bem-estar e, talvez, sequer saiba o que isso significa.
QUERO INFORMAÇÕES PARA ME INSCREVER NA FORMAÇÃO EM PSICANÁLISEErro: Formulário de contato não encontrado.
Justamente, por nunca ter verdadeiramente experimentado essa possibilidade, a conta inevitavelmente chega.
O cansaço surge e a pergunta sobre o que realmente se deseja fazer da própria vida retorna.
Manifestações Sintomáticas
Liz teve seus sinais, assim como grande parte de nós também os possuímos.
As crises de choro no banheiro, vividas repetidamente durante as noites, representam o momento em que toda aquela dor, medo e sofrimento transbordam, pois o choro é uma linguagem do corpo.
Inicialmente, ela não compreende exatamente o que sente, tampouco consegue nomear aquilo que a atravessa.
Somente ao investigar a si mesma, se permitir a novamente ter pulsão, desejo pela vida é que começa a perceber a dimensão de seu sofrimento.
Em Comer, Rezar, Amar aproxima-se, em muitos aspectos, do próprio trabalho psicanalítico, especialmente no modo como apresenta as forças pulsionais em constante diálogo com o sujeito.
A obra retrata de maneira significativa como a pessoa sente e percebe as comunicações do inconsciente.
Sem retirar, de forma alguma, sua experiência pessoal e espiritual.
A Jornada da Pulsão
Como ela relata no livro, a autora e a personagem, trata-se de uma jornada espiritual, no entanto, podemos ver bastante semelhança com a presença inconsciente de desejo, pulsão, de cuidado e de amparo.
O inconsciente pulsa dentro da linguagem, do pensamento que veio sem ser compreendido, da fala que não era para ser dita , o inconsciente está presente no cotidiano, diante das atividades mais mundanas que prestamos.
Naquele momento, era o que ela precisava.
Ela, que não sabia cuidar de si, dedicou um tempo para se ouvir, ouvir seus desejos e o desejo era o cuidado.
Em um primeiro momento, seus desejos não são levados a sério.
Frequentemente são tratados como brincadeira, minimizados ou até mesmo ignorados “é apenas um pensamento”, “é apenas um choro sem motivos”.
No entanto, permanece em Liz um desejo latente, no fundo, de viver e de buscar algo maior do que aquilo que está vivenciando até então.
O Fantasma de Si Mesmo
Quando vivemos em função do outro, o sujeito desaparece.
Muitas vezes, esse desaparecimento só é percebido quando se chega ao extremo, quando o corpo grita por socorro e por respiro.
A experiência da autora ao retratar esse processo de desaparecer e reaparecer, de perder-se enquanto busca encontrar a si mesma, é delicada e profundamente analítica.
A pulsão guia o sujeito, ela movimenta o corpo, os desejos e a própria forma de existir.
É ela que impulsiona a criação, o desejo e o movimento em direção à vida.
Contudo, a pulsão também pode conduzir o sujeito por caminhos que nem sempre lhe fazem bem, especialmente quando passa a ser orientada pelas exigências do mundo ao redor.
Questionamentos Internos
Em meio a múltiplos artefatos, distrações e encantamentos produzidos socialmente, o sujeito afasta-se daquilo que realmente possui valor para si.
A fala é um dos primeiros marcos através dos quais o sofrimento se torna perceptível ao outro.
“Por que não falou?” foi a pergunta feita pelo marido e é uma pergunta recorrente e digna diante da dor.
Diante da tentativa de compreensão.
Mas, é curioso perceber como falar pode soar sem voz quando aquilo que é dito não encontra sentido ou uma escuta verdadeira.
Falar sem ter onde sustentar é como não dizer uma palavra sequer.
Mais curioso ainda é perceber que, muitas vezes, não ouvimos o que o outro realmente está dizendo, mas estamos apenas aguardando aquilo que desejamos que ele diga.
Esse é um dos pontos centrais para compreender a força da psicanálise: ela se sustenta na fala e na escuta, faz-se perceber a pulsão que de fato nos move.
A Satisfação Temporária
Falar permite que o sujeito se encontre, mas ser ouvido possibilita que ele se veja.
A potência desse encontro consigo mesmo está diretamente ligada à construção e à afirmação da própria identidade.
Um dos momentos bem representados na narrativa cinematográfica ocorre quando Elizabeth, logo após o fim de seu casamento, envolve-se com um homem mais jovem.
A relação aparece inicialmente como uma aventura, uma experiência capaz de fazê-la sentir-se viva novamente, algo novo e aparentemente seguro.
Seguro apenas em seu imaginário, pois a segurança não pode ser plenamente estabelecida no outro.
Muitas vezes, arriscamo-nos e permanecemos em situações que não nos fazem bem por causa de uma falta que tentamos preencher.
Busca-se preencher essa lacuna com pessoas, relações e experiências que prometem completude.
Pulsão Pela Vida
Entretanto, esse movimento frequentemente conduz à perda da própria identidade, pois o sujeito passa a se construir a partir daquilo que lhe é vendido como necessário para se sentir inteiro.
Porém, somos seres faltosos, há eminentemente uma falta em nós e somos movidas por ela, não há preenchimento, apenas direcionamento de satisfação.
Elizabeth se depara com a falta de apetite pela própria vida, com a ausência de pulsação, de desejo e de sentido.
“Eu vinha tentando me convencer de que isso era normal (…) Vinha tentando me convencer de que os meus sentimentos eram comuns, apesar de todas as provas ao contrário.”
Mas, o sujeito só muda quando a dor de permanecer da mesma forma torna-se maior do que a dor da própria mudança.
Essa dor atravessa o corpo e a subjetividade, manifestando-se como um pedido silencioso por transformação.
A Volta Para Si Mesma
A mudança vivida por Elizabeth é profunda, pois exige que ela se reconstrua com inteiro, talvez justamente por já não conseguir reconhecer a si mesma.
Seu processo passa pela tentativa de reencontrar-se nos detalhes mais simples da existência:
Descobrir de que comida gosta, quais sabores aprecia e quais desejos realmente lhe pertencem.
Há sujeitos que não conseguem reconhecer a si mesmos nem mesmo em escolhas aparentemente simples, como escolher uma roupa nova, decidir o que comer ou determinar o momento em que irão comer.
Muitas vezes, não são necessárias mudanças tão drásticas para transformar a vida.
Contudo, para algumas pessoas, grandes rupturas tornam-se o único gatilho capaz de produzir movimento.
Há sujeitos que precisam lançar-se intensamente ao desconhecido para conseguir mudar.
O Cronômetro Da Vida
Outros, ao contrário, necessitam construir essa transformação lentamente, em pequenos passos, como quem ergue algo tijolo por tijolo, modificando gradualmente cada aspecto de sua vida até perceber que já não é mais o mesmo.
Entretanto, independentemente se a mudança ocorrer de forma abrupta ou gradual.
Uma coisa permanece certa: em algum momento, ela precisa acontecer e quem irá determinar este processo é o próprio sujeito, apenas ele poderá guiar os passos do seu caminhar.
Quando Elizabeth decide mudar a trajetória de sua vida, ela reúne seus objetos pessoais, itens da casa e diversos bens materiais em caixas e os armazena em um galpão.
Ao olhar para aquele amontoado de coisas, nota, com certo espanto, que toda a sua vida parecia caber naquele pequeno cômodo.
Nesse momento, o responsável pelo local, ao observar sua reação, lhe diz uma frase simples, mas profundamente significativa:
“Eu ouço isso todos os dias, mas as pessoas nunca voltam para buscar essa vida toda guardada aqui”
A cena evidencia de maneira marcante onde nós, os sujeitos contemporâneos, têm depositado sua noção de vida e identidade.
Não Somos Coisas
É curioso perceber como acreditamos que nossa existência está contida nos metros quadrados que ocupamos, nos objetos que acumulamos e nos bens que possuímos.
Entretanto, não somos essas coisas, tampouco nos constituímos apenas por aquilo que temos.
Há relatos de que o que mais espantaria Platão, na contemporaneidade, seria justamente esta nossa dificuldade em lidar conosco mesmos e a profunda crise de identidade que estamos presenciando na sociedade atual.
Afinal, o que somos? Somos nossa casa? Nosso trabalho? Nossa posição social?
E, se tudo isso nos fosse retirado, o que nos restaria?
O sujeito contemporâneo parece cada vez mais distante de si mesmo.
A identificação excessiva com o material e com aquilo que pode ser consumido tomou grande parte da experiência contemporânea.
Fazendo com que se perca, gradualmente, a capacidade de perceber quem se é para além das posses e dos papéis sociais.
A Busca pelo Irreal
Perde-se também a possibilidade de reconhecer aquilo que realmente importa e aquilo que seria escolhido caso não houvesse constantemente um outro autorizando ou direcionando as escolhas.
Autorizar a si mesmo, escolher o próprio caminho e sustentar as próprias decisões é um processo difícil.
Exige esforço, responsabilidade e, sobretudo, disposição para tornar-se sujeito da própria vida.
Dentro do processo analítico, assim como demonstrado na obra aqui trabalhada, não existe um caminho linear em que tudo se torna maravilhoso após a decisão de mudança.
A escolha pela transformação não conduz imediatamente a uma trajetória marcada apenas por aventuras, encantamento e felicidade.
Haverá simplicidade, silêncio e enfrentamentos profundos.
Muitas vezes, as partes mais difíceis estão justamente nas experiências mais simples da existência cotidiana.
O Desconforto da Pulsão
Quando o sujeito se envolve com algo novo, especialmente com experiências muito diferentes daquelas que viveu anteriormente, é comum que exista um entusiasmo inicial diante das novas paisagens e das novas possibilidades.
Esse movimento pode produzir uma sensação temporária de energia e preenchimento, quase como uma suspensão momentânea da dor, uma anestesia do processo.
Contudo, é nos instantes de solidão, quando se está sozinho consigo mesmo em um café da manhã ou em um almoço, que o sujeito realmente se encontra.
É nesse silêncio que começa a transformar aquilo que antes era apenas sofrimento em possibilidade de apreciação e elaboração.
Haverá dias em que tudo parecerá dor.
Antes de qualquer melhora, muitas vezes é necessário piorar, enfrentar e olhar para tudo aquilo que foi evitado durante a vida inteira:
Os sentimentos ignorados, as experiências que passaram despercebidas, os desejos reprimidos e aquilo que foi recalcado.
A Esperança
Na psicanálise, o retorno do recalcado demonstra justamente esse reaparecimento intenso dos sintomas, das angústias e dos afetos que haviam sido afastados da consciência.
Entretanto, junto desse retorno doloroso, também emerge a possibilidade de vida.
Surge uma nova pulsão, um novo movimento em direção ao existir, permitindo que o sujeito passe a olhar para si mesmo e para o mundo a partir de outros olhos, dando novos significados.
Cultivar um novo comportamento e um novo modo de perceber aquilo que nos acontece não é algo que surge espontaneamente, trata-se de uma escolha, construída e reafirmada diariamente.
Antes mesmo de conseguirmos mudar algo em nossa vida, é necessário reconhecer que existe a possibilidade de escolher de maneira diferente.
Afinal, passamos anos repetindo comportamentos, pensamentos e movimentos que muitas vezes nos ferem, e abandonar aquilo que já se tornou familiar não é simples.
O Medo da Pulsão
Deixar de sentir ou agir da forma habitual não acontece facilmente, porque o novo é um território desconhecido.
O desconhecido assusta, gera angústia, medo e, muitas vezes, raiva diante da dificuldade de conseguir sustentar a mudança.
O caminho da transformação pode ser tortuoso justamente porque exige que o sujeito abandone formas antigas de existir, mesmo quando essas formas lhe causam sofrimento.
Por isso, mudar torna-se também uma prática cotidiana: um lembrete constante de que existe a possibilidade de escolher um pensamento diferente, uma ação diferente e até mesmo um novo tempo para si.
E, quando não for possível escolher imediatamente, talvez seja necessário, primeiro, reconhecer aquilo que se sente, permitindo que outra possibilidade possa surgir a partir desse reconhecimento.
Nem tudo acontecerá da maneira como imaginamos.
A imaginação, muitas vezes, possui uma função de proteção diante da realidade, precisamos da fantasia e da capacidade de imaginar para suportar a própria existência.
Abandono da Fantasia
Entretanto, quando o sujeito passa a viver excessivamente no campo ilusório, isso pode revelar uma falta de investimento na própria realidade.
O excesso de fantasia, nesse sentido, deixa de funcionar como elaboração e passa a evidenciar uma dificuldade de viver a vida concreta através da possibilidade e permanece apenas uma fixação da fantasia.
É justamente com essa falta que Liz se depara ao iniciar sua segunda viagem, em direção à Índia.
Quando a falta não é trabalhada internamente, o mundo oferece excessos como forma de silenciá-la.
Surgem objetos, experiências e promessas de satisfação que tentam preencher esse desejo latente que, muitas vezes, o sujeito sequer consegue nomear.
Encontrar-se com essa dimensão de si não é um processo encantador ou harmonioso.
O Desconforto Necessário
Reconhecer a própria falta e compreender que ela precisa ser elaborada a partir dos próprios desejos, desejos que nem sempre estão ligados ao que pode ser comprado ou consumido, é profundamente difícil.
No filme Eat Pray Love (2010), é possível perceber claramente essa mudança quando Liz deixa o processo de encantamento vivido na Itália e passa ao movimento de enfrentamento e elaboração na Índia.
Na Itália, o prazer, os sabores e as descobertas produzem um estado de deslumbre e revitalização.
Já na Índia, o que emerge não é imediatamente a paz ou o encantamento, mas a irritação.
Esse é um dos primeiros sentimentos que aparecem diante do encontro consigo mesma.
A irritação surge diante daquilo que ela encontra internamente, mas também diante daquilo que deixa de encontrar.
Rompe-se, então, a noção ilusória de que o processo de autoconhecimento e busca da pulsão pela vida ou de autoanálise é necessariamente bonito, tranquilo e reconfortante.
O Deixar Sentir
O contato com a própria subjetividade provoca angústia, dor e desconforto, justamente porque obriga o sujeito a olhar para aquilo que passou grande parte da vida evitando perceber.
Em uma das cenas, um de seus colegas lhe diz, em meio à irritação que ela demonstra, que a questão não está em apenas tentar, mas em entregar-se verdadeiramente à experiência que decidiu viver.
Não basta realizar mecanicamente aquilo que deve ser feito, é necessário envolver-se por inteiro, corpo e mente, naquilo que realmente se deseja buscar internamente.
Expressões como “por que você não deixa as coisas serem como são?”.
“Apenas observe”, começam a surgir para Liz como confrontos diretos ao seu modo habitual de funcionar.
Nesse momento, seu mecanismo de defesa baseado no controle tornou-se evidente.
Durante grande parte da vida, o controle funcionou como uma forma de proteção, oferecendo segurança diante das incertezas e dos medos.
Contudo, é justamente o enfrentamento desse mecanismo que passa a constituir sua trajetória.
Abdicação do Controle
Ao entrar em contato com experiências que escapam ao seu planejamento e ao seu domínio, Liz se depara com algo profundamente angustiante:
O medo de se soltar e de perder o controle sobre o que acha de si mesma e sobre aquilo que acredita conseguir organizar racionalmente.
Como em todo processo analítico, esta resistência aparece.
Liz resiste sem compreender exatamente o motivo.
Foge, irrita-se e se incomoda com aquilo que está sendo mobilizado internamente, movimento que vemos dentro do setting analítico.
Pois, esse movimento se aproxima muito da experiência de quem sai de uma sessão de análise sentindo-se remexido, desconfortável e, por vezes, sem vontade de retornar, justamente porque algo importante foi tocado.
Entretanto, é nesse “remexer” que o sujeito encontra aquilo que precisa elaborar.
Estar em contato com os nossos desejos e pulsão pela nossa vida sem interferências é algo difícil e doloroso.
A Ressignificação
Quando as estruturas internas começam a sair do lugar, muda-se também a forma de perceber a si mesmo e ao mundo.
Aquilo que antes permanecia oculto passa a poder ser visto sob um novo olhar e uma nova significação.
Ao longo do processo analítico, o sujeito passa a reorganizar internamente suas vivências.
Percebendo que aquilo que antes era apenas sofrimento, culpa, vazio ou angústia pode adquirir novas leituras e novos sentidos dentro de sua própria história.
A significação permite que o sujeito deixe de ocupar apenas um lugar passivo diante de sua existência.
E assim torna-se alguém capaz de olhar para aquilo que viveu e produzir novas formas de compreensão e pulsão novamente sobre si mesmo.
Portanto, aquilo que antes era somente marca, sintoma ou repetição pode transformar-se em elaboração, consciência e movimento.
Este artigo foi desenvolvido através do Trabalho de Conclusão de Curso de Formação em Psicanálise Clínica da aluna Natália Nazário.
