síndrome da fadiga crônica

Síndrome da Fadiga Crônica

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As pessoas com uma rotina agitada anseiam por um momento de descanso após um longo dia de trabalho. Contudo, o cansaço para alguns indivíduos pode estar mais relacionado com uma doença do que um esforço físico exagerado. Esse é o caso de quem sofre com a síndrome da fadiga crônica, tema importante que nós vamos esclarecer nesse artigo.

O que é síndrome da fadiga crônica?

A síndrome da fadiga crônica, ou SFC, é um transtorno cujo principal sintoma no paciente é uma fadiga persistente. Embora a pessoa não faça um esforço equivalente ela demonstra com facilidade um cansaço incrivelmente incapacitante. Ainda que esse indivíduo repouse por bastante tempo, a sensação de desgaste não parece melhorar como o esperado.

Tanto os médicos, quanto os pacientes não encontram um consenso de como explicar e lidar devidamente com a síndrome. Tudo o que envolve o problema é confuso, desde as causas, diagnóstico e até o tratamento desse cansaço excessivo. A qualidade de vida do paciente com essa síndrome pode decair bastante, apesar de que a expectativa de vida não diminui.

Antes de nós prosseguirmos com o tema, queremos deixar claro que há diferenças entre ter essa síndrome e estar fadigado frequentemente. Mais precisamente, apenas 10% dos indivíduos queixosos a respeito do cansaço crônico possuem de fato os critérios para serem diagnosticados.

Quais as causas da síndrome?

Apesar dos esforços contínuos, até o momento não foram determinadas com precisão as causas da síndrome da fadiga crônica. Embora existam suspeitas a respeito dos possíveis catalisadores desse cansaço, a maneira como ele se manifesta permanece um mistério. Com tantas teorias para resolver essa questão, os cientistas apostam em uma combinação de fatores, como:

Infecções virais

Muitos indivíduos acometidos pela síndrome manifestaram esse cansaço excessivo após se infectarem com vírus. Por isso que os estudiosos focaram a atenção nas sequelas de vírus que causam gripe ou sinusite, por exemplo. Agora é preciso entender como a infecção vai embora, sem tirar todos os sintomas que remetem à fadiga crônica.

Hormônios em desequilíbrio

Os hormônios de uma pessoa com a síndrome estão em desequilíbrio constante, ainda que não hajam ligações mais claras sobre o porquê disso acontecer.

Sistema imunológico com problema

Médicos constataram que pessoas com SFC tem um sistema imunológico mais fraco do que pessoas sem a síndrome. Contudo, ainda não é claro se essa vulnerabilidade é suficiente para iniciar o transtorno. É possível que esses indivíduos tenham:

  • depressão;
  • fibromialgia;
  • doenças autoimunes;
  • pressão baixa crônica;
  • anemia por carência de ferro.

Características da síndrome da fadiga crônica

As características mais comuns da síndrome da fadiga crônica no paciente costumam se manifestar na forma de:

  • exaustão no corpo e mente que mesmo com longos repousos não desaparece;
  • dores de cabeça, na garganta, nos músculos e nas articulações;
  • dificuldade em se concentrar e de memorização;
  • linfonodos mais sensíveis a dor e ligeiramente maiores;
  • problemas para dormir.
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Além de observar as características e/ou queixas relatadas pelo paciente, os médicos se atentam também aos fatores de risco, como:

Idade

A síndrome é muito mais comum em pessoas entre os 40 e 50 anos.

Estresse

O estresse acumulado numa rotina desgastante talvez colabore para o surgimento da SFC.

Sexo

As mulheres costumam ser mais afetadas pela síndrome do que os homens, mas não há explicações definitivas a respeito do porquê disso.

Diagnóstico

Até o momento não existem testes específicos para diagnosticar a síndrome da fadiga crônica nos pacientes. Já que se tratam de sintomas muito comuns para qualquer doença, médicos realizam testes de exclusão para outras doenças. Ou seja, com o intuito de confirmar o diagnóstico, os testes aplicados nos pacientes vão eliminar a possibilidade da existência de outros problemas.

Quanto às doenças a serem descartadas, as mais comuns são as cardíacas, hepáticas, pulmonares, renais, bem como a obesidade, a dependência química, a anorexia, etc. Além da exclusão da possibilidade de ser outra doença, o diagnóstico leva em conta os sintomas característicos do transtorno. Ademais, é preciso que o cansaço do paciente esteja se repetindo pelos últimos 6 meses para considerar a avaliação.

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    Síndrome da fadiga crônica e fibromialgia

    A relação entre a síndrome da fadiga crônica e a fibromialgia é facilmente encontrada nos casos dos pacientes em consultório. Certamente nem todos os casos de cansaço relatados se encaixam no transtorno, mas muitas pessoas podem apresentar essa combinação sensível de doenças. Os médicos observam o nível de fadiga para “medir” a intensidade das dores de cada paciente.

    É comum para as pessoas com fibromialgia se sentirem esgotadas com facilidade, uma sensação pertinente de cansaço. Contudo, esses pacientes acabam sentindo uma fadiga ainda maior e persistente do que as pessoas sem fibromialgia. A combinação dessas doenças priva o indivíduo de viver saudavelmente e com autonomia para se movimentar com liberdade.

    Síndrome da fadiga crônica tem cura?

    Até o momento não foi elaborada uma cura definitiva para os pacientes com síndrome da fadiga crônica. Além disso, o tratamento disponível não atende por completo as necessidades das pessoas com a síndrome. Entretanto, a psicoterapia e uma rotina de exercícios regulares leves podem amenizar o desconforto vivido pelo indivíduo afetado.

    O acompanhamento é indispensável, pois, de início, os exercícios tendem a agravar os sintomas até o paciente poder se recuperar. As cargas utilizadas devem ser muito leves e somente aumentadas conforme o crescimento da tolerância do paciente. Assim, os exercícios podem trazer um alívio aos sintomas e fazer o indivíduo recuperar a sua qualidade de vida.

    A parte medicamentosa também não é específica, mas os médicos receitam o uso de antidepressivos e pílulas para dormir para o tratamento.

    Convivendo com a exaustão

    O tratamento para a síndrome da fadiga crônica pode estar em desenvolvimento ainda, sendo essencial que as pesquisas sobre o assunto continuem. Porém, o próprio paciente pode criar uma rotina de autocuidado para lidar melhor com esse cansaço. Em vista disso, especialistas recomendam:

    Redução do estresse

    O estresse gera uma resposta emocional no paciente e desgasta rapidamente as suas funções vitais. A fim de evitar possíveis complicações, é preciso que o indivíduo tente relaxar o máximo possível.

    Organização

    Organizar suas tarefas vai impedir que você as faça em um curto espaço de tempo e se canse. O gerenciamento do seu tempo pode ajudar a separar as atividades a serem feitas sem causar desgastes.

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    Melhorar a qualidade do sono

    Por fim, melhorar a qualidade do sono pode ajudar uma pessoa a regular suas funções vitais e descansar. Assim, é preciso dormir e levantar sempre na mesma hora, evitar substâncias como nicotina e cafeína e cortar cochilos diurnos.

    Considerações finais sobre síndrome da fadiga crônica

    A síndrome da fadiga crônica é mais do que capaz de incapacitar uma pessoa de viver com autonomia e saúde. Embora as causas do problema não sejam tão claras, essa informação não deve servir de estímulo para desistir do tratamento. Se você ou alguém próximo desconfia dos sintomas pertencentes a esse problema, busque aconselhamento médico imediato.

    O tratamento disponível atualmente irá diminuirá o mal-estar, dando para o paciente o conforto que precisa. Autonomia não tem preço e nós devemos fazer o possível para manter a nossa intacta.

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