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Síndrome de Burnout: um guia completo

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O atual mundo moderno parece nos colocar em uma competição constante. Assim sendo, queremos ser mais produtivos, mais eficazes e isso, mais cedo ou mais tarde, irá nos causar danos. Por isso, hoje iremos falar sobre a Síndrome de Burnout, uma doença cada vez mais crescente entre nós.

O que é a Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico derivado de condições desgastantes de trabalho. Como consequência, ela gera sintomas físicos, emocionais e psicológicos. Ela atinge aquelas pessoas que costumam trabalhar em demasia. Isso pode ser fruto da execução recorrente de tarefas ou da procura por trabalho em excesso.

Ademais, separamos alguns outros motivos que desencadeiam esse distúrbio:

  • pressão por atingir metas,
  • jornada dupla ou tripla de trabalho,
  • trabalhos que exigem muita atenção,
  • trabalhos que envolvem contato direto ou indireto com pessoas.

Algumas profissões onde o trabalho excessivo pode causar a síndrome de burnout são:

  • professores;
  • bombeiros;
  • policiais;
  • profissionais da saúde;
  • agentes penitenciários;
  • operadores de telemarketing;
  • mulheres com jornada dupla, onde trabalham fora e ainda cuidam da casa e dos filhos.

Estresse e Burnout

Algumas confusões podem ocorrer na definição entre estresse e burnout. Quando recebemos o diagnóstico de síndrome de burnout, é tentador diminuir seu potencial danoso. Assim sendo, é comum acreditar que o burnout é apenas uma crise de estresse. Contudo, não é bem assim.

O estresse, em linhas gerais, ocorre quando o nosso organismo responde a um estímulo. Essa resposta pode acontecer devido a diversos motivos: desde uma apresentação em público a um encontro a dois. A adrenalina liberada no nosso corpo nos prepara para uma reação, que pode desencadear várias coisas. Depois que a situação estressante passa, o corpo relaxa e volta ao normal.

Por outro lado, o burnout ocorre quando existe um quadro de estresse extremo. O nosso corpo, já nesse estado de estresse, não consegue responder aos estímulos necessários para atender determinadas expectativas.

Ou seja, uma pessoa com burnout já passou por situações difíceis. Assim sendo, vive uma exaustão física e mental. Esta é uma condição que pode se aliar a um quadro depressivo ou ao transtorno de ansiedade. Portanto, a pessoa em questão já não consegue desenvolver uma resposta adequada para estímulos variados, causando uma paralisação.

Alguns causadores da Síndrome de Burnout

Home Office

Como dissemos mais acima, essa síndrome na maioria das vezes se dá pelo ambiente do trabalho. Indo mais a fundo nos exemplos citados, observamos os casos onde o funcionário precisa bater metas diárias, semanais ou mensais. Nesse caso, o funcionário sofre uma pressão do chefe diariamente para que alcance seus objetivos.

Em tempos de pandemia, o home office tornou-se um meio de trabalho oficial das empresas. Pesquisas mostram que, nessa modalidade, as pessoas acabam trabalhando mais em quantidade e menos em qualidade. Dessa forma, a produtividade aumenta.

Contudo, essa sobrecarga traz consequências. São exemplos disso o menor convívio com a família e amigos, que gera desentendimentos. Ademais, observa-se a subversão de significados, afinal, a casa e o quarto, que na maioria das vezes são vistos como um lugar de descanso, acabam se tornando lugares de trabalho.

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Por fim, como a comunicação é à distância, celulares e computadores passam a fazer parte do dia das pessoas cada dia mais. Por isso, o funcionário é obrigado a checar sempre se há alguma tarefa a fazer. Isso acaba criando a sensação de que o trabalho nunca acaba.

Estudos

Aliado ao trabalho, existe também a busca dos estudantes pela aprovação em um curso ou uma faculdade, por exemplo. Vestibulares que demandam tempo e esforço exigem muito dos candidatos, que vão buscando a perfeição, através de horas e horas de estudos.

Ademais, somado a isso, pode existir a pressão da família pelo sucesso a alcançar. Muitas vezes, jovens em busca da primeira graduação sofrem com o estigma do “primeiro a se formar na família”. Contudo, nesse contexto, o ideal seria oferecer um apoio incondicional, sem críticas negativas.

Nesse sentido, tal pressão acaba por causar uma condição de exaustão. Assim, leva a pessoa a adquirir a síndrome de burnout.

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    Sintomas da Síndrome de Burnout

    Entre os sintomas mais recorrentes dessa síndrome, além do cansaço físico e mental, transtorno de ansiedade e depressão que já listamos, observamos ainda:

    • Falta de apetite,
    • Irritabilidade,
    • Agressividade,
    • Sensação de incompetência,
    • Dificuldade de concentração,
    • Baixa autoestima,
    • Insônia,
    • Dores no corpo,
    • Pequenas perdas de memória (lapsos),
    • Isolamento social (a pessoa perde a vontade de socializar).

    Outros sintomas incluem:

    • problemas gastrointestinais (gastrite e úlcera),
    • pressão alta,
    • obesidade,
    • infarto,
    • AVC, entre outros.

    Identificando a Síndrome de Burnout

    Algumas barreiras podem impedir um diagnóstico claro de Burnout. Isso ocorre porque muitos dos sintomas são característicos de outras doenças, levando uma pessoa a recorrer a um tratamento diferente, ou mesmo ignorar o problema.

    Ademais, em alguns casos, a recusa ao tratamento acontece pois o portador de burnout tem receio de perder o emprego se ficar afastado. Por isso, vale salientar que quem for diagnosticado com burnout tem direito ao afastamento pelo INSS por até 12 meses. Em casos graves, pode até receber a aposentadoria por invalidez.

    Desse modo, é importante destacar que o diagnóstico só deve ser feito por um profissional, de preferência um psicoterapeuta ou um psiquiatra. É ele quem irá identificar problemas pontuais e dar o melhor tratamento.

    Técnicas de prevenção e/ou tratamento do Burnout

    Ao notar que o Burnout está presente, não só o acompanhamento psicológico, mas também, seguir algumas dicas são importantes para ter mais qualidade de vida. Uma delas é praticar atividades físicas. Essa é uma prioridade que deve ser levada em conta, além do trabalho.

    Fazer exercícios físicos ajuda a liberar o estresse, além de prevenir outras doenças. Portanto, encontre um esporte que seja agradável e, junto a isso, uma forma de lazer.

    Ademais, é bom evitar álcool e drogas como válvula de escape, pois, elas apenas mascaram o real estado emocional que o portador de Burnout se encontra.

    Além disso, saber dizer não é importante como método para evitar o acúmulo de tarefas. Uma pessoa que tem o costume de aceitar tudo o que lhe é imposto vai ficar marcada, deixando alguém sempre a empurrar mais trabalho. Não somos máquinas. Assim, alguém que está passando por estresse extremo deve saber quando é a hora de desacelerar.

    Considerações finais sobre a Síndrome de Burnout

    Mostramos para você o significado da Síndrome de Burnout e como ela pode afetar seriamente a nossa saúde física e mental. As causas são variadas e os sintomas são diversos. Por isso, não negligencie a sua saúde: ao notar os sintomas característicos, procure ajuda médica e psicológica.

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