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Superproteção: significado em Psicologia

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A maioria das pessoas desenvolve um comportamento protetor para cuidar de quem elas amam. Em especial as mães, pois elas podem ser superprotetoras em relação aos filhos. Vamos entender melhor o significado de superproteção para a Psicologia e 10 sinais desse comportamento.

O que é superproteção?

A princípio, a superproteção é insegurança dos pais manifestada em relação a independência dos filhos. Os pais superprotetores acreditam que devem fazer tudo por seus filhos, pois pensam que as crianças são incapazes. Dessa forma, os pais subestimam as capacidades e independência dos filhos.

O desejo dos adultos de proteger os seus filhos e dependentes é algo normal. Afinal, pais amorosos devem zelar pela educação e segurança das suas crianças. Entretanto, a superproteção dos pais retira das crianças responsabilidades importantes para o crescimento delas.

Como resultado, filhos superprotegidos não vivenciam experiências importantes para o seu desenvolvimento. Ademais, as crianças não desenvolvem autoestima, pois elas não conseguem confiar em si mesmas.

O exemplo conta

Os pais superprotetores, quando fazem as atividades dos filhos, indicam assim que as crianças são incapazes de realizá-las. Ainda que não falem, os pais ensinam aos filhos por meio do próprio comportamento. Como resultado, as crianças não desenvolvem a habilidade de acreditar no próprio potencial.

Além disso, a superproteção dos pais afeta de forma negativa as habilidades motoras e a saúde das crianças. Por exemplo, os bebês que não engatinham demoram mais para andar e não fortalecem as defesas imunológicas como precisam. Muitos pais talvez não entendam como proteger demais os filhos prejudica o crescimento deles.

Crescer é se arriscar e tudo bem

A superproteção dos pais não permite que as crianças explorem o seu crescimento e acabem frustradas. Por isso que os filhos se sentem inúteis para realizar atividades que beneficiam o seu crescimento. Logo, as crianças não acreditam em si mesmas e têm problemas para serem mais independentes.

Segundo psicólogos, os pais não devem se culpar quando perceberem a proteção excessiva os filhos. No fundo, foi uma atitude correta que saiu do controle, já que criar filhos é um aprendizado e experimentação. Dessa forma, quando os pais perceberem que estão protegendo demais, é preciso refletir e mudar de postura.

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Como saber se você é uma pessoa superprotetora?

Se você está em dúvida se superprotege as crianças, faça a si mesmo essas 10 perguntas:

1 – Você deixa as crianças fazerem coisas sozinhas, como arrumar os brinquedos ou tomar banho?

2 – Você costuma se aproximar de outras crianças e pedir que elas brinquem com o seu filho?

3 – Você considera as opiniões do seu filho?

4 – Você costuma tirar satisfações com outras crianças quando o seu filho briga com elas?

5 – Você tenta não provocar sofrimento na criança mesmo que ela precise de correção?

6 – Você acredita que seu filho é novo demais para se desapontar?

7 – Você avisa ao professor que tem recado na agenda em vez de pedir para a criança avisar?

8 – Você faz de tudo para atingir as expectativas da criança?

9 – Você tem receio de deixar seu filho brincando só com outras crianças?

10 – É você que decide quais roupas o seu filho vestirá?

Caso você tenha respondido “sim” para cinco perguntas ou mais, talvez você seja uma pessoa superprotetora.

Consequências da superproteção dos pais

A criança que viveu sob a super proteção dos pais terá mais problemas para crescer, com certeza. Tanto que o cuidado excessivo dos pais em relação aos filhos resulta em:

Atraso no desenvolvimento das crianças

Se os pais não deixam uma criança concluir uma tarefa sozinha eles impedem que o filho treine suas habilidades. Por exemplo, dar banho nele, vesti-lo ou levá-lo ao banheiro antes do pequeno indicar essa necessidade. Além de não favorecer o desenvolvimento da criança, ela não consegue amadurecer por causa da vigilância dos pais.

Isolamento

Os pais que protegem demais os filhos justificam para as crianças como o mundo é perigoso. Dessa forma, a criança desenvolve medo da socialização porque não se envolve com atividades sociais. Aprisionar os filhos em casa pode gerar isolamento social ou refúgio em internet ou jogos.

Dependência emotiva

Quando os pais afirmam que o filho não pode ajudar em casa a criança tem a sua autoestima prejudicada. Os adultos que impedem uma criança de brincar, arriscar e escolher criam um dependente emocional. Como a criança se sente incapaz de resolver um problema, ela sempre dependerá dos outros.

A fim de resolver essa questão, os pais devem encontrar funções que ajudem a criança a se desafiar. Basta que os pais ajustem a tarefa ou brincadeira de acordo com a idade e capacidade do filho.

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    Deixe as crianças se frustrarem

    Mesmo que pareça absurdo, os pais não devem proteger as crianças das responsabilidades que elas possuem. Crianças superprotegidas se tornam adultos dependentes, incapazes de entender um “Não” e que acreditam que todos ao redor devem servi-lo. Sendo assim, os pais devem educar os filhos equilibrando a proteção com a independência deles.

    Seis dicas para diminuir a superproteção

    A princípio, uma pessoa pode ter dificuldades para diminuir a superproteção, mas não significa que é impossível. Confira seis dicas de como diminuir a superproteção materna na psicanálise:

    1 – Confie na criança

    Ainda que você sinta dificuldades, permita que a criança realize algumas tarefas por conta própria. Os pais só terão certeza da capacidade do filho assim que o daixarem fazer tarefas. Logo, a criança se sentirá autoconfiante e motivada.

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    2 – Delegue tarefas

    Os pais podem desenvolver pequenas tarefas para os filhos como forma de incentivá-los. Por exemplo, a criança guardar os brinquedos, escolher vegetais na fruteira, regar plantas ou levar o lixo para fora.

    3 – Dê alternativas

    Para as crianças, é importante sentir o poder de escolha. Por exemplo, durante as refeições, os pais podem mostrar os vegetais disponíveis e deixar o filho escolher um para comer. Ainda que os pais continuem no controle, a criança recebe incentivo para tomar decisões próprias.

    4 – Tenha acesso a uma rede de pais

    Se possível, os pais devem conversar com outros pais a fim de lidar melhor com a superproteção dos filhos. Dessa forma, esse grupo divide vivências e se aconselha quando for necessário.

    5 – Ajude a criança a lidar com frustrações

    Os pais protegem os filhos dos desapontamentos, mas essa atitude não ajuda as crianças. Já que todas as pessoas se frustram em algum momento, as crianças precisam entender quando algo sai errado. Assim, é muito melhor que as crianças entendam logo e superar essa sensação ruim.

    6 – Ninguém é perfeito

    Os pais não são perfeitos e podem errar enquanto educam os filhos. O segredo é você não se culpar por isso e fazer o melhor que você pode. Cada lição é uma nova oportunidade para ser uma mãe e pai melhor.

    Considerações finais sobre superproteção

    A superproteção dos pais pode impedir que os filhos se desenvolvam como eles precisam. Em vez de experimentar, a criança estará mais ocupada acreditando que o mundo externo é um perigo. Dessa forma, a criança desistirá de conquistar a própria independência.

    Faz parte do papel de mãe e pai incentivar os filhos a darem o melhor de si enquanto crescem. Afinal, as crianças precisam entender e valorizar a independência, pois deverão fazer escolhas próprias no futuro.

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