Teocentrismo: conceito e exemplos

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O que pensamos e valorizamos influencia diretamente nossas escolhas de vida.

Isso acontece não só na vida pessoal, mas também na vida pública.

Todo governo, por exemplo, tem suas próprias crenças e valores que guiam suas decisões.

Neste artigo, vamos falar sobre uma dessas visões de mundo: o teocentrismo.

Vamos entender o que é e como ele pode influenciar a forma de pensar e agir das pessoas e até mesmo de governos.

O que é criacionismo?

Para entendermos esse conceito, é interessante nós analisarmos primeiramente a etimologia dessa palavra.

Ela é bem simples. O termo vem do grego: “theos” significa “Deus” e “kentron” significa “centro”.

Assim sendo, o teocentrismo consiste em uma ideologia que considera Deus o centro do universo.

É bem verdade que nós conhecemos de perto esse modo de pensar.

Afinal, quem nunca ouviu falar que foi Deus que criou o mundo?

Assim sendo, o criacionismo é uma teoria faz parte do conjunto de ideias teocentristas.

Para quem não lembra, as pessoas cristãs acreditam que Deus criou o mundo a partir de sua palavra.

Assim, o céu e a terra, os grandes astros, as árvores, os animais e o ser humano foram todos vieram à existência graças à vontade divina.

A sociedade ocidental conhece essa teoria. Afinal, nós sabemos que a igreja cristã sempre teve uma participação muito ativa na vida das pessoas.

Pode-se afirmar, no entanto, que essa influência religiosa já foi muito mais intensa. Não podemos nos esquecer do período da Idade Média.

A Idade Média e o teocentrismo

Você poderia perguntar a razão para estarmos dando uma aula de história neste artigo.

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    Vale frisar a importância de sempre termos consciência dos acontecimentos passados para que a gente possa compreender o presente e tomarmos decisões melhores no futuro.

    Sabendo disso, não deixe de relembrar conosco as características da Idade Média.

    Esse foi um período compreendido entre a queda do Império Romano do Ocidente, que ocorreu no ano 476 d.C, e o ano em que os turcos-otomanos conquistaram a cidade de Constantinopla (1453).

    Provavelmente já faz um bom tempo que você não ouve falar dessas datas.

    Assim sendo, nós queremos chamar a sua atenção para a quantidade de anos compreendidos nesse período. Foi muito tempo!

    Sociedade na Idade Média e Teocentrismo

    Na Idade Média, a sociedade ficou dividida em três grupos: o clero, a nobreza e os servos.

    Não vamos esquecer da importância da igreja nesse período. É preciso lembrar que ela teve muito poder e prestígio.

    Em primeiro lugar, o clero foi dono de muitas terras e, portanto, detinha poder econômico.

    Além disso, ele também tinha poder político.

    Não vamos esquecer que os monarcas daquela época tinham uma relação estreita com a igreja.

    O clero tinha inclusive participação na construção das leis daquele tempo.

    Além disso, pode-se afirmar também que os reis usavam a religião para justificar muitas de suas ações.

    A igreja também exercia o seu poder na sociedade medieval.

    É importante destacar que as pessoas norteavam as suas vidas a partir dos princípios bíblicos.

    Pode-se afirmar que a maior preocupação delas era buscar a sua salvação espiritual, já que o homem se enxergava como pecador e carente da misericórdia divina.

    Dessa forma, não há dúvidas que a ideologia vigente era teocentrista.

    Outro aspecto

    Outro aspecto importante de ser mencionado é que, naquele tempo, as pessoas não tinham a opção de escolher um estilo de vida diferente daquele que era pregado pela Igreja.

    Quem questionasse os valores do clero eram punidos.

    Não vamos esquecer que muitas pessoas eram condenadas à morte.

    Nesse contexto, as ideias empiristas também eram fortemente reprimidas.

    É importante destacar que a doutrina filosófica que valoriza a razão não é o teocentrismo, mas sim o antropocentrismo.

    Essa forma de pensamento surgiu na Europa no fim da Idade Média.

    De acordo com ela, o homem é a figura central do universo.

    Por essa razão, os fenômenos passaram a ser explicados então não pela Bíblia, mas pela ciência.

    O teocentrismo e os dias atuais

    Apesar de o teocentrismo ter tido sua maior expressividade na Idade Média, nós não podemos afirmar que hoje não existam pessoas que sejam orientadas por essa ideologia.

    Na verdade, as pessoas religiosas que acreditam na existência de um deus normalmente são adeptas dessa doutrina.

    Não iremos estabelecer aqui qualquer julgamento relacionado à validade de se pensar dessa forma.

    Sempre defendemos a necessidade de se respeitar o modo como as pessoas decidem viver.

    Assim, nosso desejo é expor as características do teocentrismo e mostrar que essa vertente filosófica já teve muita influência na sociedade ocidental.

    Considerações finais

    Neste artigo, vimos que muita gente ainda segue o teocentrismo. A religião continua importante na nossa sociedade, mas já foi muito mais forte no passado.

    Na Idade Média, por exemplo, a ciência era freada e a Igreja ditava as regras da vida.

    A religião também interessa à psicanálise. Não falamos muito sobre isso aqui, mas vale a pena conhecer o que os psicanalistas pensam do assunto.

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