Você sabe o que é teoria do apego e como ela está presente no nosso cotidiano? Então, confira no nosso post para saber mais sobre esse assunto

O que é Teoria do Apego em Psicologia

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Você sabe o que é teoria do apego e como ela está presente no nosso cotidiano? Pois, ela explica sobre os principais vínculos que construímos ainda quando somos bebês. Então, confira no nosso post para saber mais informações sobre esse assunto tão interessante.

O que é teoria do apego?

Para iniciarmos o nosso post, falaremos sobre o significado de teoria do apego. Nesse sentido, a teoria foi desenvolvida pelo psiquiatra britânico John Bowlby, entre as décadas de 1950 e 1960. Então, um dos seus principais objetivos é explicar como ocorrem os fortes vínculos afetivos entre o bebê e seus pais.

Ademais, visa analisar quais são as implicações desse vínculo na vida adulta. Para isso, o psiquiatra recolheu relatos e fez observações sobre a interação da mãe com o seu filhinho. Então, as informações apontavam para uma ideia diferente das que eram vigentes em tal época.

Sendo assim, tal pensamento indicava que o impulso primário, a alimentação é a principal razão pela qual a criança tem um forte laço com a sua mãe. Contudo, a teoria do apego tem como base o conceito de vinculação, algo muito fundamental na construção de relações saudáveis.

Nesse sentido, serve tanto como adoção, quanto acolhimento familiar.

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Vale destacar que a ligação afetiva ocorre também entre dois adultos. Contudo, os bebês e as crianças possuem como base a satisfação para as suas necessidades básicas para terem um vínculo. Por exemplo, os pequenos têm o hábito de expressar por meio de comportamentos de apego.

Assim, o intuito deles é conseguir manter a relação com essa figura de apego, no caso a mãe. Assim, uma das principais diferenças entre o apego e o comportamento de apego (sorrisos, olhares etc) é a intensidade da relação formada.

Afinal, um vínculo de afeição duradouro é apenas para poucas pessoas. Enquanto o comportamento de apego pode ser para várias pessoas. Por fim, o comportamento de apego é algo que todos nós temos. E é fundamental para outros intrínsecos dos seres humanos, como o parental, o exploratório e o reprodutivo.

Teoria do Apego: características

Para compreendermos melhor a teoria do apego, vamos conferir as características desse método do Bowlby. Então, veja as próximos tópicos.

Primeira característica: o bebê estabelece um único laço fundamental

A primeira que trouxemos aqui diz respeito que o bebê apenas possui um laço de afeto fundamental. O desenvolvedor da teoria especulou que a mãe é essa principal ligação. Aliás, ela também se torna bastante dependente deste vínculo.

Já os professores da pré-escola ou cuidadores do berçário, por exemplo, são figuras que recebem, somente, os comportamentos de apego. Afinal, a criança desenvolve apenas uma ligação superficial com essa pessoa para que possa receber o cuidado dele.

Contudo, se o vínculo com a mãe for negado ou interrompido de forma abrupta, o bebê sofre sérias consequências negativas por conta dessa privação. Logo, são afetados:

  • desenvolvimento social;
  • aspectos emocionais.

Segunda característica: os cuidados contínuos são fundamentais nos primeiros anos de vida do bebê

Essa característica está relacionada com um período em que o bebê precisa de cuidados do seu único cuidador, que em geral é a sua mãe. Assim, esse tempo começa com seis meses de idade até os dois anos. Por isso, para Bowlby, uma maternidade tardia não é benéfica para o bebê.

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Afinal, quando há uma interrupção neste vínculo, pode haver danos cognitivos, sociais e emocionais que são irreversíveis. Contudo, nos dias de hoje, essa ideia é questionada, já que muitas mães deixam seus filhos nas creches ou com outros familiares para trabalhar.

Aliás, muitas pessoas foram criadas neste cenário e não têm comportamentos atípicos. Para Bowlby, a interrupção deste vínculo pode resultar em agressividade, em delinquência ou em depressão. Pois, qualquer separação é prejudicial.

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    Terceira característica: essas experiências primárias ditam o comportamento e pensamentos futuros

    Conforme a criança vai se desenvolvendo, ela começa a realizar representações mentais de suas experiências. Tal habilidade é denominada como modelo interno de funcionamento. Assim quando ela tem três anos de idade, esse modelo interno passa a se desenvolver e fazer parte da personalidade do pequeno.

    A criança tem como principal referência o próprio cuidador (mãe) e, assim, ela vai criando uma expectativa sobre si mesma. Além disso, observa as relações sociais e o mundo que está a sua volta.

    Outra questão que influencia o modelo interno de funcionamento da criança é a qualidade deste vínculo. Por exemplo, a presença dos pais na vida dela e as respostas que elas apresentam em seus momentos de estresse da criança.

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    Então, quando este modelo interno é positivo, quando o indivíduo está na fase adulta, ele será autoconfiante e independente. Além disso, ele explorará a sua liberdade da melhor forma possível. Contudo, se for negativo, a pessoa se sentirá insegura e não conseguirá interagir com o mundo a sua volta.

    Para Bowlby, em alguns casos extremos, o indivíduo pode desenvolver a psicopatia sem afeto. O que o torna incapaz de entender os sentimentos das outras pessoas. Por isso, tem o hábito de agir por impulso e sem medir as consequências de seus atos.

    Então, o psiquiatra afirma que os problemas de comportamento vem de experiências na infância.

    Quarta característica: a separação causa ansiedade

    Por fim, falaremos da última característica que tem relação com a separação. Essa experiência torna a criança insegura e ansiosa. Já que ao estar longe da sua figura de apego, ela fica incomodada e não responde aos estímulos sociais de outras pessoas neste ambiente.

    Neste momento de afastamento, a criança chora e protesta por conta da ausência da pessoa que tem um vínculo. Por conta disso, ela não tem interesse no que ocorre no ambiente em que está.

    Saiba mais…

    Segundo a teoria do apego, conforme for passando o tempo, a criança interage com os demais. Logo quando o cuidador volta, ela o rejeita e sente raiva. Para Bowlby, quanto maior for esse tempo de separação, o cuidador terá mais dificuldade para retomar o vínculo.

    Já as crianças que passam por separações mais difíceis na infância, podem se tornar sensíveis com distanciamento na fase adulta. Em casos de abandono, a criança tem um trauma íntimo que afeta os seus relacionamentos futuros.

    Considerações finais sobre a teoria do apego

    Por fim, como podemos ver no nosso post, a teoria do apego é bastante complexa. Por isso, para você que tem interesse em saber mais, é necessário ter boas orientações. Além disso, apostar numa ferramenta que traga um bom conhecimento mais amplo e sólido sobre o assunto.

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