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Depressão: causas, sintomas, terapias (Guia Completo)

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Encontramo-nos em uma época em que a depressão e os tipos de depressão pode se manifestar por inúmeros fatores diretos e indiretos, como:

O primeiro é que, antes da Revolução da Tecnologia, o mundo parecia dar tempo ao ser humano para que ele se acostumasse com novas mudanças. Com a Revolução Industrial, por exemplo, o ser humano ainda dispunha de um tempo para se adaptar a tantas transformações.

A Revolução da Tecnologia, por um lado, vem se desenvolvendo em tempo de nos dar a chance e conviver com as mudanças. Por outro, de repente, tudo muda muito rápido, tudo parece mudar em apenas uma semana – o que, antes, levava um ano.

Assim, não há mais tempo para o individuo acostume com as mudanças. E, nesse ataque constante, os novos valores são atingidos. O que pode ser entendido como um ataque a valores que, por vezes, vêm sendo desrespeitados.

Além disso, o mundo tem perdido o cerimonialismo natural das coisas e da vida, o ritual. E o ritual organiza a mente da pessoa:

  • O ritual do amanhecer;
  • O da plantação e da colheita;
  • O do casamento,
  • O da informação e de tudo isso que nos organizava.

Hoje, dentro de um shopping, por exemplo, não sabe se é dia ou noite. Assim o organismo reage e o indivíduo sente a sensação da solidão e da angústia.

Esse processo faz com que a pessoa pensa não ser ninguém. Ela pensa  que sendo famosa, passa a ser alguém e se liberta da solidão e isso é uma ilusão, só o afeto nos liberta da solidão!

Vivemos num tempo em que tudo contribui para que você se angustie e até desenvolva tipos de depressão. O psiquiatra Augusto Cury, por exemplo, diz que em meio a tanta tecnologia de ponta e remédios nunca existiu tantos doentes emocionais.

A ilusão de ter muitos amigos ou seguidores contribui para a ilusão do afeto que só é retribuído de forma presencial. Hoje, a internet tem o papel de consolar o indivíduo e divertir.

A pessoa expõe as suas melhores coisas na internet e ninguém consegue ser feliz se expondo ou expondo suas melhores coisas, até porque as melhores muitas vezes são ilusórias. Não é humano.

Em sua grande maioria, as pessoas entram na internet para fazer comercial de si. A internet e a vida atual não causam depressão, mas impulsionam.

Obviamente, nós, seres humanos somos desgastados diariamente com sintomas, desejos, traumas inconscientes e embates correlacionados com a vida e os afetos. Nessa sistemática de interação entre o corpo e a emoção, a um desgaste diário aumentado conforme o indivíduo.

Algumas pessoas suportam e reciclam, outras suportam e acumulam; as pessoas se desgastam como uma pilha. Todos na verdade acumulam sintomas psíquicos e nesses acúmulos reverberam para a sua vida.

Notadamente existem pessoas que, através das suas dificuldades de sobreviver, asfaltam caminhos para a depressão e os diversos tipos de depressão. Bem como pessoas com superabundâncias na vida, asfaltam o mesmo caminho.

A falta ou a abundância não ressignifica nada. Quando o sujeito está no equilíbrio da vida, suas emoções estarão sempre sujeitas a expectativas.


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O que ocorre na alma do sujeito. Ao encontrar a falta, o sujeito entra numa ansiedade imperceptível ou perceptível, acumulando para si, um vazio referendado pelas coisas que lhe faltam e, geralmente, com poucas perspectivas de conquistá-las.

Entra em uma somatória do nada em que suas pulsões de vida perdem a identificação. O sujeito entra, assim, em um desgaste psicológico a caminho do vazio e nele se estabelece a melancolia opressora.

Os 10 tipos de depressão?

1. Depressão do desejo

A depressão que o sujeito impõe a si uma forma de descanso emocional. Acende sobre o emocional um basta, uma luta frívola e desnecessária.

Nele, o sujeito permeia no mar agitado para tentar sobreviver na impossibilidade psíquica dos seus afetos, apesar de não haver afetos inconscientes (Freud) por não serem recalcados esses afetos são reprimidos.

Segundo Freud, a repressão é a transformação de um afeto em outro. Nós tentamos modular os afetos diariamente, manipulamos os fatos e movemos de um lado para o outro.

Essas deformações imaginárias conjugadas são repressão do afeto. Nesse descanso arbitrário o sujeito nas suas repressões, instala-se um desejo maior, a fuga.

Na repressão do afeto em forma cotidiana, faz com que o sujeito tenha em si:

  • A angústia;
  • O pânico;
  • O sofrimento.

Freud baseou a retenção do afeto ou sua repressão na histeria, onde o afeto é desligado da representação. Freud monta um arco histórico do afeto.

Segundo ele, qualquer afeto é uma representação de afetos repetitivos de uma vida. Caso eu venho experimentar a alegria é a referência de todas que vivi. Assim como na angústia ou na depressão (tipos de depressão) ou melancolia. Uma linha tênue de depressão, porém, viável.

2. Depressão socializada (participativa)

Nunca em toda a história da vida humana, encontramos, tantos depressivos pelas ruas da vida.

Se não houvesse diferenciação dos sintomas poderíamos generalizar como uma “raça” de depressivos.

Nesse caso, a depressão socializada é o fato da receptividade emocional, ou seja, atrair para si dejetos humanos. Recepcionar o mal para dentro da sua mente, quase que um desejo absoluto em dividir as dores humanas com sua psique.

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Acompanhamos muitas pessoas com depressão adquirida, aquele sujeito que tem um amigo ou a esposa, alguém ligado ao seu dia a dia, com depressão maior. O sujeito interage de forma contumaz com o sintoma e é influenciado pelo sofrimento alheio, contraindo para si a dor do outro.

Por exemplo, muitas pessoas que têm parentes ou amigos com câncer, durante o tratamento, perdem os cabelos. Logo, o sujeito (do afeto) raspa os seus cabelos como forma de solidariedade.

O sofrimento do seu ideal amigo é tão profundo que o sujeito demonstra solidariedade vivenciando a mesma forma de dor e sofrimento. Inconscientemente, ele instala na sua mente uma forte melancolia social e a solidariedade que a depressão busca o sujeito a recebe como parceiro. Portanto uma depressão participativa.

3. Depressão Eufórica e Passiva

A depressão passiva é a mais conhecida por ser a mais divulgada. Ela é quem busca solidariedade, busca a escuridão como amiga, internaliza a solidão e a amizade com a sua pulsão de morte.

Ainda, aprofunda o sofrimento, estabelece limites de ganho, somatiza a perda como um bem maior, retirando-se do mundo a enfrentar.

Na busca do descanso das dores da vida, da luta diária, dos intempéries sociais, da movimentação das pulsões de vida que nem sempre são garantia de felicidade. Também, da perseguição de si mesmo, o sujeito busca se resguardar na passividade.

A depressão passiva é quase que uma esperança de que um dia as coisas irão mudar por si só.

Aliviando a ansiedade da tensão, da insegurança, dos modos operantes, o sujeito como numa maratona, vai se esvaindo, sua capacidade de reflexão vai se tornando falível. Sua energia psíquica e física entra em colapso e seus movimentos físicos e comportamentais se desviam e afastam nesses tipos de depressão.

O sujeito se divide em si mesmo, sem conseguir observar o mal maior.

Nesse momento, as forças se desencontram, o comando é deixado a mercê do acaso e no cansaço da maratona. O sujeito, então, cambaleia na esperança de chegar ao gozo.

Na verdade, ele cai na esperança de garantir a sobrevida e encontra somente uma forma para isso: o descanso.

Nos sintomas adquiridos e vivenciados, nesses tipos de depressão, a depressão se instala como uma salvaguarda; “mesmo que mentiroso”. Mas a verdade e mentira estão separadas de tal forma, que não se sabe, o que é quem nesse momento.

Somente o descanso clama o corpo e a mente poderá salvar o sujeito. Então, ele se entrega a ordem estabelecida e ao descansar como um maratonista seu corpo dói, sua mente chora e entra no mundo da passividade emocional – pois não lhe resta alternativa de sobrevivência.

Chegando ou não ao final da corrida, o sujeito se sente impróprio e perdedor. Isso porque não estava na sua melhor circunstância, se viu e se sentiu fraco, partilhou consigo parte da corrida como vencedor até perder totalmente a energia na estrada.

E, aos poucos, foi se sentindo impotente para prosseguir e sua entrega e sonhos caíram no descanso para sobreviver, nesses tipos de depressão Passivamente, o sujeito não tinha outra escolha a não ser descansar na esperança de se restabelecer e viver.

Encontra guarida, na suposta recuperação da energia que os sintomas doados pela vida lhe tomaram a cada passo da sua caminhada. Uma somatória de desgastes emocionais e físicos que lhe deram como presente o descanso na depressão.

Aliada à depressão do desejo, a depressão passiva se pauta na alienação dos sintomas. O indivíduo interioriza a incapacidade emocional.

Sua libido é, por vezes, separada dos seus sentimentos e é passivamente desconectada da sua boa atuação.  O individuo passa a trocar os afetos pelos sentimentos. A contenção da emoção que seria o destino do afeto.

No caso da depressão eufórica, pró- ativa, o sujeito inverte o descanso. Por medo, a sua ansiedade pressente a queda, a ruína, a fase da morte em vida e se atira as pulsões de vida de forma irracional.

Como um sol iluminando o dia, o depressivo eufórico sai da noite buscando ininterruptamente na força para sobreviver. Ao contrário do passivo, esse sujeito ainda carrega consigo um potencial energético sobre humano.

Assim, pode se demonstrar auto-suficiente e externa seu poder em atos desconexos, mas para ele, uma demonstração de força raciona, nesses tipos de depressão.

Alguns depressivos eufóricos saem para caminhar por quilômetros, andam e andam sem qualquer regra auto estabelecida. Uma descarga energética para se mostrar vivo e se desperta em atividades simultâneas.

Para se salvar da dor profunda da escuridão, acendem luzes em atividades como se não existisse noite. O “basta”, por hoje, o faz encontrar consigo e se torna o pior momento para seu balanço mental.

A euforia, muitas vezes é denominada por fuga, bipolaridade entre outras, penso que é uma extensão da depressão. Ela a depressão é o viés das dores e fugas, das remontagens de sintomas adquiridos através dela.

Ela, a depressão, determina quais parentes virão ao seu encontro para novas disfunções acopladas ao seu sistema adquirido. Não são os sintomas que atraem a depressão e, sim, ao contrário, como num sistema de compensação.

A compensação retorna à depressão pela pressão dos sintomas. Ou seja, pela depressão, o sujeito atrai novos sintomas com a pressão. Ou, retorna à função inicial: a depressão.

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Na maioria dos casos desses tipos de depressão, o sujeito entra em alfa depressiva, abandonando psicologicamente o sintoma adquirido.  Nela, permeia mecanismos de sobrevivência, ou seja, agrega novos termos para sair da sua dor e, munidos de descentralização da vida, formam-se sintomas que são fornecidos a mente, que reverbera em atitudes.

Devemos notar que cada caso tem suas peculiaridades. Não podemos determinar como caso único algum sintoma já estudado em alguém como sendo o mesmo de um novo caso.

Centímetros de tolerância ou intolerância fazem diferença na dose de diagnóstico e cura (caso a tenha), quando determinamos dados diferenciais. A cada caso, mesmo que pré-nominado o sintoma, devemos exercer e cuidar de que, aquela alma, esteja pré-organizada em um ciclo de movimentos depressivos, alternados com violações sistêmicas de sintomas alternativos em contra ponto com esses tipos de depressão.

O sujeito, em defesa da não permanência na depressão, viola o conteúdo, atacando o próprio sujeito com um roteiro subjetivo de agressividade por não aceitar a depressão como regra atual em sua vida. Cria-se mundos paralelos em defesa da dor e do sofrimento depressivo.

O sujeito se atreve a combater o mal com o mal. Seu organismo busca a sobrevivência com ataques de adrenalina num frenesi vicioso e as etapas surgem em união a depressão, fortalecendo novos sintomas agressivos e nocivos, muitas vezes, psicopatizando o sujeito.

4. Depressão com estímulo ao desenvolvimento masoquista

Esse é um caso sui generis. O sujeito busca estimular a sua depressão e desenvolvê-la ao ponto da sua satisfação masoquista, ou seja, a satisfação final dominada pela dor existencial faz com que o sintoma depressivo o leva ao êxtase; ele não sente prazer e sim, satisfação na dor.

De forma inconsciente o sujeito é levado para a profunda dor de alma, e ao ser estimulado pela satisfação, ele (a) prossegue estimulando a pulsão de morte para formar desejos contrários ao prazer do gozo.

A satisfação na dor confunde-se com o prazer da vida, nesses tipos de depressão. Sua dor o livra das dores estimuladas no dia a dia das suas vidas.

Ao seu provocado (o sujeito) pela pulsão de vida, ele como o masoquista sexual, enxerga a dor como prazer, como estimulante ao gozo final. O gozo na vida é percebido através da satisfação da dor e o sujeito estimula a dor da depressão como a subsistência do gozo.

Alinhando a depressão a um estilo de vida que complementa o seu desejo que é encontrado na sua satisfação corporal. Um gozo emocional. Pessoas encontram gozo no carinho, na performance, no aperto, no tapa, na surra e na dor carnal e outras na dor emocional.

5. Depressão Ansiosa

Todo diagnóstico, precede a ansiedade. O sujeito quando detectado com o sintoma da depressão, seu investimento em vida é saber lhe dar com tal sintoma.

Ao se ajoelhar diante da maior e mais forte vida interior da exclusão dos prazeres, libido e dos hormônios da vida o sujeito tombado e entregue ao diagnóstico em sentimentos. Logo, se angustia e a ansiedade pelo fato deferido o faz literalmente um sujeito doente e que tem que ser remediado para sobreviver.

Destituído de auto-estima, prazeres e alegria de viver, atraído pela ansiedade do fato, o sujeito determina em si a depressão em cima da depressão. Gera, portanto, um acúmulo de melancolia em uma crise ansiosa depressiva.

Ou seja, aquela depressão adquiriu uma forma motriz gerada pelo pulsar da ansiedade, acelerando todo metabolismo e pensamentos de forma pulsionais em uma aceleração fora do padrão de vida natural.

Nesse estado de ansiedade pulsional, o sujeito perde o controle dos seus pensamentos e direitos de se controlar, se entrega ao acaso nos sintomas desses tipos de depressão.

A pressão no peito, na cabeça e em pensamentos acelerados o desvia de um relaxamento mínimo e por conta disso, o depressivo vive em orbita extra-terrena – ou seja, perde a concentração das coisas que faz.

  • O sujeito não consegue notar as mínimas coisas por onde passa:
  • O que pega ou come;
  • Não detecta sentimentos entre o belo e o feio;
  • O claro e o escuro;
  • Nem a dor faz parte da sua depressão, mas somente a ansiedade de saber que está depressivo – gerando assim, o acúmulo citado acima (acúmulo depressivo).

6. Depressão ansiosa ou acumulada

Com o tempo, busca descobrir o que é o sintoma através de pesquisas desses tipos de depressão. E assim, vai a cada dia se assumindo, e gerando mais ansiedade em um nível de um transtorno passivo ilusório de sentimentos repressivos.

Chegando ao ponto de viver uma ansiedade crônica por causa de um diagnóstico.

7. Depressão Obsessiva

As atividades do recalque nos seres humanos tende a uma tensão quase subversiva. Ela propõe ao inconsciente reprimir a representação de um ou mais sentimentos na dor e na fadiga mental.

A depressão obsessiva tem por objetivo em sua proteção, aliviar a pressão pulsional advinda do mau recalque. O indivíduo, ao receber tal carga emotiva, acaba nutrindo uma Neurose obsessiva – no caso desses tipos de depressão.

A repetição e a execução constante desse afeto desenvolvem um comportamento ritualístico. O sujeito tenda recalcar numa obsessão e representar com repetições em algum desejo, que suas energias chegam ao ponto do esgotamento físico e mental.

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Emparelhado a isso, a uma alta recriminação do próprio sujeito e desenvolve um angustia social, uma angustia com o outro. E em sua defesa, de forma inconsciente todo esse aparato é agressivo ao sujeito.

Sabendo da existência da neurose obsessiva em si, diagnosticada por Freud, podemos também acrescentar sobre a fase anal sádica, a genital, fálica e oral. Um ponto traçado por Freud no desenrolamento dos sintomas.

Foco um olhar especial no descanso desse sintoma e busco entender que existe uma fase importante unido a esse conglomerado de dores. Para suportar todas essas execuções, a depressão se instala em partes no decorrer de todo o processo.

Ela se vincula num pacto intermediário do individuo para suportar a carga do tal desenvolvimento ao comprimir os sintomas em recalque, entra a fase do descanso depressivo (aliviar a pressão).

Proposta para os tipos de depressão na psicologia

Quando propomos que a depressão é um descanso dos sintomas, não significa, que, é a cura dos sintomas nem responde a questões como quais são os tipos de depressão. Ao contrário, dela pela depressão, os sintomas são atraídos. Como exemplo a síndrome do pânico: o sujeito opta em descansar na depressão da sua segurança do que enfrentar o sintoma saindo às ruas, tendo que enfrentar a sua dor e medo.

O descanso se dá no abatimento pessoal – independentemente se o individuo apresenta sintomas de depressão leve, depressão profunda, graus de depressão, ou seja, dos níveis de depressão ou graus de depressão. O sujeito entra numa catarse de defesa, e seus sentimentos desistem de sentir.

Ao assumir a dor da depressão, ou seja, a inércia de viver, não por vontade própria, mas pode admitir e ceder ao novo sentimento. Cria-se uma plataforma na psique do sujeito, que o faz perceber algo além da vida. Uma troca de vida, para a não vida.

Alinha-se e modula uma nova forma de entrega que vinha sendo desenhado ao longo da vida, seja, quando criança, jovem ou adulto. O tempo não é senhor do desenvolvimento e sim o sujeito é o senhor da nova plataforma.

Existe a linha de pensamento de que a pessoa não escolhe a depressão, ela se estabelece intrinsecamente sem a autorização do sujeito.  Assim como as atuações da vida não nos pede autorização para entrar em nossa mente.

Ou seja, recebemos e geramos em nós expectativas em vida sem ter o controle dos fatos interiorizados em nossa mente.

O fato de as informações entrarem diariamente em nossa mente, não significa que são obrigadas a gerar sintomas existenciais, por recebê-las sem breve autorização. Assim são com os sintomas e os tipos de depressão: eles advêm de fatos introduzidos como traumas ou desafetos.

Não receberam de nós a autorização de um alto flagelo. Os sintomas vão se instalando a cada passo que damos aos porões da escuridão e por motivação própria.

Explicando melhor: o sujeito resolve descer ao porão da sua existência, a cada degrau ele chega mais perto do alvo da escuridão. Ele não deseja escolher retroagir do caminho decidido.

A cada vez se sente mais atraído pelo corredor da morte como fuga para o seu descanso. Não percebe que está se flagelando psicologicamente, ele opta por um caminho que para ele é seguro, mesmo com desprazeres.

Perde-se as sentinelas, morre-se os conselheiros e o caminho está traçado e aprovado. Os sintomas adquiridos na caminhada ao porão, são corpos que rastejam pelos pés do sujeito, então, ele define em ser o caminho para esses parasitas sintomáticos em qualquer que sejam os tipos de depressão.

Ao chegar no porão e por fim, a sua depressão tão almejada se instala e com ele os corpos de sintomas se aninham ou se aninha ao sujeito e com ele faz parceria. Porém, a força maior se faz presente e o sujeito se solidariza consigo encontrando um descanso preliminar, onde, fará da sua vida, uma paz na dor do nada, do vazio.

E assim, terá motivos para chorar sem saber o motivo e sem motivar seus motivos inerentes ao que está vivendo, já que o viver não o motiva e, portanto, o descanso da vida em vida.

A depressão representa a mãe do indivíduo. O local onde, ele se aninha, busca a paz, segurança na fuga da dor. Ele se desaparece na mãe com intuito de voltar ao útero materno e se joga na representatividade do seu afeto materno.

O que o inconsciente não o deixa saber que é impossível o tão desejado retorno aos braços da paz. E, portanto, a dor é imensa, uma mistura de estar no local desejado, ou seja, descansando dos sintomas, dores da vida e recalques, mas na verdade, é como se estivesse na barriga da mãe do lado de fora.

Tentando penetrar no mais alto grau de vida e proteção, porém, a dor da verdade o imobiliza para a vida. Segundo Freud, em sentimento oceânico: é a nostalgia da mãe.

O desejo de não querer sentir a dor não afere o fato de que o individuo queira sair da depressão (independentemente dos tipos de depressão) e é o que normalmente ocorre nos casos dessa representatividade.

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