síndrome de Heller

Transtorno desintegrativo da infância: Síndrome de Heller

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Todos nós esperamos que uma criança cresça com saúde e tenha novas habilidades conforme amadurece. Porém, cientistas já confirmaram que em alguns casos o desenvolvimento infantil pode sofrer uma regressão no aprendizado. Para saber melhor do que se trata, nós vamos te explicar o que é transtorno desintegrativo da infância, os sintomas e os tratamentos.

O que é o transtorno desintegrativo da infância?

O transtorno desintegrativo da infância se trata de uma regressão no desenvolvimento da criança com mais de 2 anos de idade. Também conhecido como síndrome de Heller, o fenômeno faz a criança perder as habilidades que tinha. Em vez de aprender novas habilidades, o filho apresenta uma regressão e “atrofia” no seu corpo e na sua mente.

Por exemplo, você pode imaginar uma família brincando com o filho, o ensinando a andar e a falar. Na brincadeira, a criança e os pais fazem um castelo e brincam de guerrear usando bonecos e outros brinquedos. Após a brincadeira, a criança vai para a cama para dormir.

No outro dia, esse jovem não consegue se comunicar como antes ou não entende algumas coisas. Além disso, o filho pequeno não apresenta a mesma coordenação e habilidades motoras que tinha antes. Em suma, ele regrediu o seu crescimento, perdendo essas informações importantes e úteis para o seu amadurecimento.

Origens

O transtorno desintegrativo da criança é conhecido como a síndrome de Heller. Thomas Heller foi um educador austríaco que identificou e estudou primeiro a respeito desse tema em 1908. Contudo, essa era uma condição rara e haviam poucos casos para estudo, sendo reconhecida como distúrbio apenas nos anos 90.

Hoje em dia, esse transtorno é classificado como um transtorno invasivo do desenvolvimento. Segundo especialistas, com isso também engloba a síndrome de Rett e os transtornos do espectro autista. Por causa de algumas mutações, a síndrome de Heller dá mais em meninos do que em meninas.

Quais são as causas?

Segundo os psiquiatras, o transtorno desintegrativo da infância não tem uma causa esclarecida. Entretanto, algumas suposições falam que o muita gordura no sistema nervoso ou cérebro tenha relação com o distúrbio. Ademais, tumores e infecções cerebrais, genética ou desequilíbrios químicos também são teorias consideradas.

A regressão do desenvolvimento da criança pode variar em cada caso, sendo gradual ou mais abrupta. Porém, até os 10 anos a criança afetada perde habilidades relacionadas a linguagem, sistema motor, sociabilidade e abstratismo.

Embora não se tenha ainda informações concretas, a criança pode desenvolver epilepsia, TDAH ou diferentes alergias alimentares.

Síndrome de Heller: sintomas e diferença do autismo

É normal que nós façamos uma associação imediata do transtorno desintegrativo da infância com o autismo. Enquanto no autismo é possível perceber alguns sinais bem claros do distúrbio já nos 12 meses de vida, as características da síndrome de Heller são:

E quando aparece tarde?

O principal sinal da síndrome de Heller é o aparecimento tardio da regressão de aprendizagem na criança. Ainda que o bebê se desenvolva normal, após os 2 anos de idade ele começa a dar sinais de retrocesso. Dito de outro jeito, é como se ele esquecesse as habilidades psicomotoras adquiridas.

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Abaixo você encontrará mais sinais dessa síndrome:

  • enfraquecimento das habilidades sociais;
  • mudança na manifestação da linguagem, como problemas para falar;
  • perda das habilidades motoras, apresentando dificuldades que antes não tinha.

Critérios do diagnóstico

Para terem a certeza de que se trata de um caso de transtorno desintegrativo da infância, os médicos consideram:

  • desenvolvimento normal durante os dois primeiros anos de vida, manifestando comunicação, relação social e capacidade de adaptação normais;
  • padrões de comportamento repetitivos ou estereotipados nos seus interesses ou maneirismos;
  • falta de interação social, como problemas para se relacionar
  • comprometimento comunicativo, como ausência de fala ou problemas para conversar.

Perda de habilidades já tidas antes dos 10 anos em pelo menos duas dessas áreas:

  • habilidades motoras;
  • jogos;
  • controle do esfíncter;
  • capacidades de adaptação ou sociabilidade;
  • linguagem receptiva ou expressiva.

Exemplo de caso

Até os 4 anos a criança identificada como Reggie, caso clínico DSM-IV, possuía um desenvolvimento considerado normal. Contudo, depois da chegada do irmão mais novo, ele apresentou um retrocesso no seu comportamento. Além de não conseguir mais usar o banheiro, a criança fazia movimentos repetitivos e não se interessava por atividades educativas à idade.

O psiquiatra que o avaliou disse que a normalidade nas suas capacidades cognitivas até os 12 meses. Além disso, exames não detectaram anomalias médicas, como tumores ou machucados no sistema nervoso.  Ainda que os sinais dele mostrasse o transtorno de autismo, o período da manifestação dos seus sintomas não correspondem a esse distúrbio.

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    Afinal, o desenvolvimento dele aconteceu conforme o esperado para uma criança saudável até os seus 2 anos de vida. E mesmo que o nascimento do irmão possa ter o afetado de alguma maneira, o aparecimento do seu distúrbio aconteceu de modo aleatório.

    Tem tratamento?

    Mesmo que não se tenha uma cura, caso seja diagnosticada com o esse transtorno, a criança já começa a ser tratada. Os médicos usam diversas terapias para que o filho aprenda de novo as capacidades que perdeu. Toda criança responderá ao tratamento de forma pessoal, evoluindo aos poucos em seu próprio tempo.

    O paciente terá algumas medidas iguais ao tratamento do autismo. Como remédios para problemas de comportamento e convulsão, se necessário.

    O tratamento que se tem ajudará a criança a ter uma qualidade de vida melhor. Entretanto, a família deve participar dessa recuperação por meio de grupos de apoio e orientação psicológica Como se trata de uma grande mudança para todos, a família lidará melhor com isso  ao ter ajuda e compartilhar suas vivências.

    Conclusão

    Muitos pais não sabem no começo os efeitos do desse transtorno nos seus filhos. Afinal, a criança estava crescendo conforme o esperado e explorando o mundo enquanto aprimorava as suas capacidades. Especialistas dizem que qualquer mudança no comportamento infantil, é necessário que um bom profissional avalie.

    Além da criança, a família também precisa de orientação para saber sobre esse cenário. O conhecimento ajudará os familiares e seu filho a se relacionarem e ter afeto. Mas com dedicação, afeto e paciência as novas conquistas da criança poderão ser comemoradas sempre.

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