conciliação forense e sua relação com a psicanálise

Conciliação Forense e Psicanálise

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Você vai entender o que é Conciliação Forense. O autor Timor Simcsik vai debater se o conhecimento em Psicanálise pode colaborar com a atuação de profissionais conciliadores.

Conhecer psicanálise ajuda profissionais de CONCILIAÇÃO FORENSE?

“DEPENDE” é uma das inúmeras palavras-chave no jargão jurídico, tanto nos estudos escolares como na prática forense, principalmente aplicada nas audiências. Existindo a dependência da e na simbologia judicial, encontrada tanto nos estudos forenses e na prática, seja no Fórum ou no Escritório de Advocacia, as audiências presenciais ou à distância, encontram a alma da Psicanálise Jurídica na palavra “DEPENDE”.

Os estudiosos do Ser Humano (SH), principalmente aqueles com o intuito Psicanalítico ou de Constelações, deverão estar imaginando, uma atuação empreendedora, mas encontram pela frente “n” dependências que os obriga a procurarem caminhos de NOVOS e CONTÍNUOS estudos para aplicarem ações que suplantem aquele momento do “DEPENDE”.

O ato ou fato surge desde o aperto de mão, os olhares, os comportamentos, as primeiras falas e tudo mais que possamos imaginar nas relações entre os seres ditos “humanos”, inclusive até apresentar uma arma, ter um ataque cardíaco ou lacrimas no estilo teatral, com diferentes objetivos pessoais. Um deles, o de influenciar os presentes.

Conciliação, Mediação, Arbitragem

Tudo parece ser DEPENDENTE do SH e das LEIS, ambos autores e atores no julgar e interpretar. Mas existe um item subjacente que pode ser evidente na ideia de Lacan. São os “enigmas que exigem decifração”, que ocorrem nos casos familiares, em três níveis:

  • Conflitos,
  • Problemas e
  • Crises.

Enigmas dos e nos profissionais de CONCILIAÇÃO, MEDIAÇÃO e ARBITRAGEM (simplificados em: CO-ME-AR) são, por ex., os honorários (Res.809/19/DJE-21/03;2019), nos VOLUNTÁRIOS relacionados no DO-27/10/2006 e Edital do CEJUSC/Central-11/12/2013), nas instalações físicas ou até, nos recursos humanos (RHu).

Enigmas que “faculdades, cursinhos, palestras ou aulas” procuram, em diferentes estados “decifratórias”, chegarem ao gaudio do cérebro humano ou, pelo menos, para a compreensão que existe uma grande dificuldade da precisão e fluência da e na leitura da lei, e acima de tudo, no relacionamento humano.

Algo mais do que a simples “decoreba” de datas e número de leis, artigos e semelhantes, pois tudo “DEPENDE” do interessado, que mesmo atento, estuda, decora, interpreta e esquece milhares de leituras “decifratórias”, que o tornam hesitantes e sujeitos à incorreções, pois a “velha” familiarização com os estáticos códigos, esquecem a dinâmica para atingir uma “nova” interpretação.

Ex.: A antiga “Defesa da Honra” familiar é tratada hoje como “Defesa da Vida”. CO-ME-AR pode ser “servido” em aulas teóricas/práticas, mas a quase perfeição pode ser atingida pela auto-análise ou em grupos de psicanálise, sob supervisão, para “driblar” o “DEPENDE” através da interpretação da FALA, que nunca será igual ao PENSAMENTO.

Eis um grande óbice para CO-ME-AR mesmo na melhor Comunicação e Negociação. Idem para o Psicanalista.

Saber ouvir na atuação profissional

Não há resposta-chave para ensinar o “saber ouvir”, pelo motivo do TEMPO, ESPAÇO e MATÉRIA, pois não há possibilidades de se ter um genérico estrado de suporte através da PSICANÁLISE, pois a prática nos demonstra e mostra que a linguagem da escola ou da academia não é aquela que o pensamento dos envolvidos esperavam na “medida individual de um “encontro” psicanalítico.

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A Psicanálise procura entender os debatedores numa querela jurídica, desde que cada parte tenha assim o seu desejo, necessidade, vivência e projeto de presente e futuro de vida mental saudável. Cada profissional CO-ME-AR desenvolve algo mais que os advogados ou partes por um sentido conhecido como “observationis sui” (auto-observação) que entende as situações enunciadas no parágrafo anterior. Essa é sua vantagem e importância na conciliação forense.

Os participantes de uma audiência trabalham com tentativas de um acordo consensual (amigável) entre as partes. Acordo percebido antecipadamente pelo profissional de CO-ME-AR e estimulado por este, quando as partes apresentam manifestações corporais e sensações orais nas percepções vocais. Estes são os fundamentos encontrados nos trabalhos do Pai da Psicologia W.M. Wundt (Univ. de Würzburg–Alemanha).

O resultado também “DEPENDE” das relações entre a hierarquia do Id, Ego e Superego de cada um dos participantes que determinam possíveis estados de histeria de origem psicológica, (ou até orgânica).

A Conciliação Forense e a abordagem psicanalítica

Um conhecimento em PSICANÁLISE talvez possa influir nas ideias debatidas em torno da mesa de CO-ME-AR tem origem na Univ. de Viena, berço cultural do Pai da Psicanálise, o prof. S.S. Freud. Há todo um estado mental na ação administrada pelo conselheiro do CO-ME-AR onde ele destaca, por experiência ou treinamento em PSICANÁLISE, as memórias e as emoções visuais, auditivas, tácteis e olfativas que originam pensamentos passíveis de suporte para a solução do conflito ou desídia.

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    Acordo que também e até deve ter os seus fundamentos na FALA pois muitos pensamentos que ocorrem em torno de uma mesa redonda de negociação, nascem de momentos sem imagens fixas, mas apenas flutuantes, que podemos considerar de abstração, isolando um ou mais elementos dos diálogos e criando uma representação à parte, mas não separada da realidade.

    Um campo fértil para qualquer análise generalista, mas que para o especialista em PSICANÁLISE SISTÊMICA torna-se o famoso “como ver o copo”, meio cheio ou meio vazio. Surge assim, em alguns momentos de uma audiência, principalmente familiar, o que Freud indicou como estado inconsciente, complexo de édipo ou repressão até possíveis, na prática, as ideológicas.

    Escuta paciente do Psicanalista e do Conciliador

    Na recepção e escuta paciente das palavras das partes (inclusive dos advogados) é possível abstrair (abstração = origem: abs + thahere) “alguma coisa de alguma outra coisa” psicanaliticamente, e, num exercício de competência profissional e de relações humanas, preparar resumos, até por escrito, dos acontecimentos e por fim, apresentar uma proposta, normalmente flexível e negociável, pois ela “DEPENDE” dos SHs presentes.

    Interessa ao CO-ME-AR acompanhar as reações a cada frase apresentada, pois elas podem estar ocorrendo durante a leitura ou na seguinte e em especial, numa pausa para uma autoanálise (aquela consulta de si mesmo, numa autoavaliação), além de perceber e interpretar as reações dos terceiros presentes, inclusive dos Estagiários.

    Ler o acordo é o final. Uma parada de leitura por parte do CO-ME-AR pode ter vários significados, como aquele momento de introspeção para um passar, em câmara lenta de um passado longínquo ou, no fechar dos olhos, perceber “flashes” de professores e suas frases, audiências e acontecimentos neles ocorridos ou, nada…

    O que passa na consciência do(s) sujeito(s) envolvido(s) DEPENDE não apenas do interesse no assunto, mas na sua “bagagem ou vivência humanista” que o estimula a aprofundar-se mais no “conviver e pertencer a uma realidade que não é sua”. De maneira reduzida, as Conciliações Familiares, divórcio, guarda de filhos, alimentos, etc, possuem um conhecimento dos procedimentos e regras não-escritas que se tornam subsídios fundamentais para o acordo.

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    O mesmo vale para empresas que contratam CO-ME-AR integrados com as Constelações Fabris ou Laborais.

    Resultado? “DEPENDE” do pensamento e da qualidade da associação com a realidade, que não pode ser levada como bagagem de mão para entender as partes que discutem sobre desejos diferentes, como também em momentos distintos (pré-processual ou justiça comum). Em ambos os casos as partes são convidadas a executar certas tarefas, onde podemos “encarar” nos métodos de Wurzburgo ou o Freudiano.

    Tudo assim parece ter um “DEPENDE”, pois o profissional do CO-ME-AR sempre será uma figura incompleta. Anos de experiência prática ou acadêmica no saber ouvir e reciclagens anuais são fundamentais.

    • CONCILIAR é abrir as GRADES do corpo como d´alma e trazem à tona a tranquilidade do viver na PAZ SOCIAL. MEDIAR tem diferentes sentidos.
    • AMAR é ser livre! AMIZADE é ser preso!
    • FICAR é duvidar! EQUILIBRAR é verdade.
    • ARBITRAR é estar cercado por GRADES que devem ser elásticas, arrancadas e lançadas ao léu.
    • COMUNICAÇÃO existe, mas… Empresas e pessoas são altruístas por causa do nome e reputação, porque na maioria das vezes esperamos algo em troca, física ou moral.
    • NEGOCIAR é tentar manter a LIBERDADE obtida até as próximas grades.

    Este artigo sobre conciliação forense e sua relação com a psicanálise é de autoria do Prof. Dr. Ph.D Independente TIBOR SIMCSIK (prof.epm.tibor@gmail.com) é Psicanalista Sistêmico Empresarial.

     

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