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A Importância da Autoanálise na Profissão do Psicanalista

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Você já praticou ou sabe o que é a autoanálise? Sabia que praticar a autoanálise é importantíssimo para o psicanalista? Não? Então continue a leitura e descubra tudo sobre essa prática e sobre sua ação na profissão de psicanalista!

A história da Psicanálise

De fato, é sabido que Sigmund Freud, o fundador da psicanálise, valeu de seus tutores e colaboradores na compreensão dos males acometidos pelas doenças mentais de seus pacientes. Com o passar do tempo, ele foi criando suas próprias técnicas no sucesso do tratamento e controle dos conflitos internos da psique.

 Na história da psicanálise, vemos que Freud, após a morte do seu pai, dedica-se diariamente a pensar sobre sua vida, isolando-se e passando a observar os sintomas que o assolavam para depois analisá-los. Assim, pode se dizer que isso foi um grande passo na criação da psicanálise.

O que é a autoanálise?

A exemplo da autoanálise, Freud descobriu que existe,entre o consciente e o inconsciente, uma barreira chamada censura. Assim, essa barreira marca o limite entre estes dois níveis de funcionamento mental. 

A importância psicológica da censura impede que conteúdos que estão reprimidos e conteúdos traumáticos surjam na consciência. Isso porque esses conteúdos podem causar angústias. 

É notório a compreensão da psicanálise, no sentido do “eu” enquanto psicanalista, como ser humano limitado a inúmeros fatores que se desencadeiam na mente. Ademais, procurar explicações das mazelas que assolam a psique na compreensão dos fatores desencadeantes no decorrer da nossa história enquanto ser vivente, nos remete a indagações pessoais do motivo de tudo isso.

 Então, é notório saber valer de que todos nós carregamos muitos conflitos internos, que podem desencadear inúmeros acometimentos mentais, e que nos remetem a inúmeras desordens psíquicas. 

A importância da autoanálise

A autoanálise é importante porque nos fortalece na procura da compreensão e no fortalecimento da nossa alma. Pois é através da autoanálise que nos comprometemos a penetrar no mundo imaginário do outro, além do nosso. 

Assim, a compreensão do meio em que vivemos nos remete ao inconsciente, ligando-nos a acontecimentos traumáticos. Muitas das vezes desencadeados por um conjunto de fragmentos instalados no inconsciente.

Ou seja, estudar esses fragmentos que formam a psique e fragmentar o discurso/pensamento na captação de conteúdos latentes, nos transforma em seres mais capacitados na apreensão dos fatos.

Muitas vezes, nós nos vemos fracos, com pensamentos negativos e com a psique desordenada, buscando explicações para este ou aquele fator desencadeante desses males. Por isso, compreender esses sintomas é remeter nosso inconsciente à procura de alívio para alma. 

Os problemas que nós temos podem ser resolvidos com a autoanálise?

Muito dos problemas desencadeados pelas frustrações do inconsciente pode nos levar a distúrbios psíquicos desordenados, acometendo o físico e a coletividade, pois não somos seres que vivem isolados. 

Por isso, saber que existem maneiras práticas, como demonstra a psicanálise, de atenuar tais problemas, nos faz valer de que somos capazes de remeter ao outro a compreensão das neuroses.

O desenvolver psicanalítico pessoal nos aprimora a técnica a ser utilizada no outro, e através do sofrimento e das angústias podemos enxergar muito além de nós mesmos. Por exemplo, como ser capaz de corrigir tais rompimentos com a realidade vivente. 

No que a autoanálise ajuda na prática do psicanalista?

A autoanálise pode provocar situações em que a procura por profissionais capacitados dentro da psicanálise ajude na vertente direcional a seguir. Isso pois, através da fala e da escuta somos induzidos a acreditar no potencial que temos nas compreensões dos fatores que provocam os transtornos mentais pessoais.  


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Assim, temos que romper a barreira do paradigma pessoal e nos transportarmos ao mundo desconhecido do pensamento. Com isso, se apropriar dos seus pontos positivos e negativos em relação a diversos fatores, que desencadeiam males psíquicos.

Ademais, só  conseguiremos se aceitarmos que a maioria destas mazelas psíquicas se formam por meio do nosso inconsciente, e nos conscientizar de que esses conteúdos reprimidos, que não tem acesso direto ao sistema pré-consciente e ao consciente, nos levam a investigações das causas e funcionamentos das neuroses. Ou seja, é descobrir as associações desses em relação às suas produções que irá nos ajudar na nossa prática.

É importante questionarmos o nosso próprio eu?

Os conflitos internos que possuímos e que se instalam no nosso íntimo podem nos levar a desenvolver neuroses. Isso acontece por serem conflitos diversificados e serem a fonte dos inúmeros “porquês” de nossa existência. 

Assim, saber identificá-los já é um grande passo, pois a caminhada se torna mais leve e compreensiva aos nossos olhos e aos olhos de quem convive com a gente. Quantas vezes nos deparamos com pensamentos negativos que nos levam a destruição do nosso  “eu” e ao isolamento? Por exemplo, problemas relacionados com o nosso crescimento enquanto ser vivo, não importando a idade da maturidade em que nos encontramos. 

Isso ocorre porque são problemas psíquicos que se desenvolvem ao longo da vida pensante, por meio do nosso inconsciente. Ou seja, a compreensão destes problemas pode nos trazer a maturidade da sua aceitação.

Conclusão

Pensar nos mecanismos que nos adoecem neuroticamente durante a autoanálise, nos leva a acreditar que estamos no caminho certo, mesmo que nele não encontramos a solução. Portanto, a autoanálise é de fundamental importância para que possamos pensarmos sobre nossas vidas, sobre nossos conflitos e seus sintomas. Isso, mesmo sem efetivamente ter fins curativos.

Então, a autoanálise é fundamental para o profissional de psicanálise, pois nos remete a realidade dos fatos que poderemos encontrar  na escuta do outro. Ao analisarmos nossos “problemas”, encontramos neles o fator da descoberta à luz dos sentidos, que vai além da alma. E é na fragilidade do ser humano que entendemos o ponto chave na busca de soluções.

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O artigo acima foi desenvolvido pelo aluno Marcelo Maciel da Cruz, exclusivamente para o nosso Blog Psicanálise clínica.

 

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