transtornos de ansiedade

Transtornos de ansiedade: o mal do século

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Como objetivos, buscaremos neste trabalho demonstrar o que os dados têm apontado sobre os transtornos de ansiedade, bem como os principais ou mais comuns tipos de ansiedade, as idades acometidas, alguns entendimentos e pontos de vista de diferentes nomes importantes para o tema.

Entendendo sobre os transtornos de ansiedade

Transtornos de ansiedade são condições psicológicas que afetam um número significativo de pessoas em todo o mundo. Eles se caracterizam por uma experiência intensa e persistente de medo, preocupação e apreensão, acompanhada de uma série de sintomas físicos e emocionais.

A psicanálise oferece uma abordagem teórica e clínica valiosa para compreender e tratar esses transtornos, explorando as origens inconscientes dos sintomas e promovendo a cura por meio da resolução de conflitos internos.

A teoria psicanalítica de Sigmund Freud desempenhou um papel fundamental na compreensão dos transtornos de ansiedade. De acordo com Freud, a ansiedade é uma resposta do ego diante de ameaças internas ou externas. Ele distinguiu três tipos principais de ansiedade: ansiedade realista, ansiedade neurótica e ansiedade moral. A ansiedade neurótica, em particular, está relacionada aos conflitos inconscientes e aos mecanismos de defesa utilizados para lidar com esses conflitos.

“A ansiedade é a mãe do pensamento”. (Sigmund Freud)

Os transtornos de ansiedade e a Psicanálise

A psicanálise enfatiza a importância dos processos inconscientes na formação dos transtornos de ansiedade. De acordo com essa abordagem, os sintomas de ansiedade podem ser entendidos como manifestações simbólicas de conflitos emocionais e desejos reprimidos. Por exemplo, um indivíduo que experimenta ataques de pânico pode estar expressando, de maneira simbólica, medos e angústias profundamente enraizados, muitas vezes relacionados a eventos traumáticos passados.

Um dos principais objetivos da psicanálise no tratamento dos transtornos de ansiedade é trazer à consciência os conteúdos reprimidos e os conflitos inconscientes que estão na raiz dos sintomas. Isso é feito em alguns momentos por meio da técnica da associação livre, na qual o paciente é encorajado a expressar livremente seus pensamentos, sentimentos e memórias, sem censura ou julgamento.

Essa exploração do inconsciente permite que os conflitos emocionais sejam trazidos à tona e trabalhados de forma terapêutica.

“A ansiedade é o medo sem objeto”. (Sigmund Freud)

A Associação livre e os transtornos de ansiedade

Além da associação livre, a interpretação dos sonhos desempenha um papel fundamental na psicanálise dos transtornos de ansiedade. Os sonhos são vistos como manifestações do inconsciente e como uma via para a compreensão dos desejos e medos reprimidos.

Ao analisar os sonhos, o terapeuta busca identificar os significados simbólicos subjacentes e ajudar o paciente a trazer à tona questões inconscientes relevantes para o tratamento.

Outro conceito importante na psicanálise dos transtornos de ansiedade é o de transferência. A transferência ocorre quando o paciente projeta sentimentos e emoções não resolvidos em relação a figuras significativas do passado para o terapeuta.

A transferência

Essa transferência permite que os conflitos emocionais sejam revividos e trabalhados em um ambiente terapêutico seguro e de suporte. O terapeuta ajuda o paciente a compreender e analisar esses padrões transferenciais, facilitando o processo de cura e resolução dos sintomas de ansiedade.

Em resumo, a psicanálise oferece uma abordagem abrangente e profunda para compreender e tratar os transtornos de ansiedade. Ao explorar os conflitos inconscientes, a psicanálise busca trazer à consciência as origens dos sintomas e promover a cura por meio da resolução desses conflitos.

Embora seja uma abordagem que requer tempo e dedicação, a psicanálise pode fornecer insights valiosos e duradouros para aqueles que sofrem de transtornos de ansiedade.

“A ansiedade não é simplesmente um sintoma, mas uma mensagem do inconsciente que revela um conflito interno.” (Jacques Lacan)

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    Os transtornos de ansiedade e preocupações

    Conhecendo o contexto dos Transtornos ansiosos “A ansiedade é a reação à perda de um objeto real ou imaginado que é amado ou odiado e que é significativo para o ego”. (Sigmund Freud)

    Existem vários tipos de transtornos de ansiedade, cada um com suas características específicas. Vou descrever alguns dos tipos mais comuns com mais detalhes:

    Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

    É caracterizado por uma preocupação excessiva e persistente em relação a diversas áreas da vida, como trabalho, família, saúde, entre outros. As pessoas com TAG tendem a ter dificuldade em controlar suas preocupações, e isso afeta significativamente seu funcionamento diário. Além da ansiedade constante, podem apresentar sintomas como irritabilidade, fadiga, dificuldade de concentração, tensão muscular e problemas para dormir.

    Transtorno do Pânico

    Caracteriza-se por ataques de pânico repentinos e recorrentes, nos quais a pessoa experimenta uma intensa sensação de medo ou terror, acompanhada de sintomas físicos como palpitações, sudorese, tremores, falta de ar, sensação de sufocamento, tontura e medo de perder o controle ou morrer. Esses ataques de pânico são inesperados e podem ocorrer mesmo em situações cotidianas. Como resultado, a pessoa pode desenvolver medo de ter novos ataques, levando à evitação de certos lugares ou situações.

    Transtorno de Ansiedade Social (TAS)

    Anteriormente conhecido como fobia social, é caracterizado pelo medo intenso de ser julgado ou humilhado em situações sociais. Pessoas com TAS podem ter medo de falar em público, interagir com estranhos, comer em público ou participar de atividades sociais. Esse medo é tão intenso que pode levar à evitação dessas situações. Além da ansiedade social, podem ocorrer sintomas como rubor facial, tremores, sudorese e dificuldade em falar.

    Transtorno de Ansiedade de Separação

    É mais comum em crianças, mas também pode afetar adultos. Caracteriza-se por um medo excessivo e inadequado de se separar de pessoas significativas, como pais, cônjuge ou filhos. Pode manifestar-se através de ansiedade extrema ao se afastar de casa, dificuldade em dormir fora de casa, pesadelos de separação ou preocupações intensas sobre a segurança dos entes queridos. Essas preocupações podem interferir nas atividades diárias e no relacionamento com os outros.

    Transtorno de Ansiedade Agorafobia

    É caracterizado pelo medo intenso de estar em espaços abertos ou em situações nas quais escapar pode ser difícil ou embaraçoso. Pessoas com agorafobia tendem a evitar lugares como shoppings, transportes públicos ou multidões, onde se sentem presas e incapazes de obter ajuda em caso de emergência. Esse medo pode levar ao isolamento social e limitações significativas na vida diária.

    É importante lembrar que cada pessoa pode experimentar a ansiedade de maneira única, e o diagnóstico adequado e o tratamento individualizado são essenciais.

    “A ansiedade é uma reação natural a situações ameaçadoras, mas quando se torna excessiva e irracional, pode levar ao sofrimento psicológico”. (Sigmund Freud)

    Freud e os transtornos de ansiedade

    Freud destaca sua compreensão da ansiedade como uma emoção complexa, relacionada à perda, liberdade, pensamento e reação protetora do ego. Ele reconheceu a importância da ansiedade em nossa experiência psicológica e seu papel na psicopatologia, suas ideias influenciaram significativamente a psicanálise e continuam a ser discutidas e exploradas até hoje.

    Dados demográficos do Artigo:

    A ansiedade é um problema de saúde mental comum em todo o mundo, separamos alguns dados relevantes sobre a ansiedade:

    Prevalência: Uma empresa especializada em soluções de saúde digital, a Doc Way, realizou estudo que evidencia um crescimento de 22,1% nos atendimentos totais de telemedicina e de 1.290% nas consultas de psiquiatria e psicologia em 2022 – um salto de 2.852 atendimentos para 35.898 no ano passado, em comparação com o ano anterior. Também foi percebido uma elevação de 36,5% nos diagnósticos de pacientes com transtornos de ansiedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial sofre com transtornos mentais, o que corresponderia, aproximadamente, a 720 milhões de pessoas. O Brasil é o país que lidera o ranking de ansiedade e depressão na América Latina, com quase 19 milhões de pessoas com essas condições.

    Leia Também:  Gastrite nervosa: principais sintomas e tratamentos

    https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/brasil-e-pais-com-mais-pessoas-ansiosas-tambem-na-america-latina (fonte)

    O Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

    Este está entre os dez motivos mais comuns de consultas médicas e atinge cerca de 264 milhões de pessoas no mundo todo. A característica principal desse transtorno é a preocupação excessiva. Ele pode se manifestar de diversas formas e intensidades, provocando sintomas físicos e psicológicos. Em 25% dos casos, o TAG está acompanhado de outras doenças psiquiátricas, sendo a depressão a mais comum.

    Dependendo das doenças relacionadas e da intensidade do transtorno, os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada podem variar. Porém, os mais fáceis de reconhecer são os físicos, tais como:

    • Fadiga;
    • Tensão muscular;
    • Palpitação;
    • Suor excessivo;
    • ]Dor de cabeça;
    • Disfunção sexual;
    • Disfunção gastrointestinal.

    No entanto, a doença fica mais evidente quando aparecem, ou são reconhecidos, os sintomas neurológicos:

    • Perda de memória;
    • Insônia;
    • Dificuldade de concentração;
    • Irritabilidade;
    • Inquietação.

    https://www.pfizer.com.br/sua-saude/sistema-nervoso-central/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag (fonte)

    Os transtornos de ansiedade: Mulheres vs. Homens

    As mulheres têm maior probabilidade de serem diagnosticadas com transtornos de ansiedade em comparação com os homens. Acredita-se que fatores biológicos, sociais e culturais possam contribuir para essa diferença de gênero, uma análise da literatura científica realizada por pesquisadores da Universidade de Cambridge aponta que mulheres têm quase duas vezes mais chances de sofrer de ansiedade que os homens, sugere nova pesquisa. (https://exame.com/casual/mulheres-tem-duas-vezes-mais-chance-de-sofrer-de-ansiedade/).

    Início na Infância e Adolescência

    A ansiedade pode começar em qualquer idade, mas muitos dos transtornos de ansiedade têm início na infância, adolescência e início da idade adulta. Estima-se que cerca de 31,9% dos adolescentes em todo o mundo tenham um transtorno de ansiedade. Pesquisadores do Hospital Sofia de Crianças, em Roterdã, na Holanda, analisaram mais de mil estudos científicos para entender em que fase cada tipo de transtorno de ansiedade começa.

    Eles descobriram que as doenças se dividem em dois grandes grupos: as que começam na infância e as que aparecem no início da vida adulta.

    Ansiedade de separação – 10 anos: Até os 3 anos de idade, é normal que a criança não saiba lidar com a separação de casa ou dos pais. Mais tarde, se a sensação de medo e insegurança se mantém, o quadro precisa ser tratado. A idade média para o aparecimento do distúrbio é de 10 anos, mas ele pode começar aos 6 e permanecer (ou aparecer de repente) na vida adulta.

    Fobias específicas – 11 anos

    Se você tem um medo extremo de alguma coisa (seja aranhas, escuro ou do Papa), é bem provável que traga esse pavor desde criança. É nessa fase que as fobias aparecem e se solidificam, prejudicando muito o paciente toda a vez que ele precisa lidar com o objeto do medo.

    Ansiedade social – 14 anos

    Lidar com pessoas é difícil para todo mundo e fica pior na adolescência. Talvez seja por isso que a ansiedade (ou fobia) social comece a aparecer nessa fase da vida.

    Agorafobia – 21 anos e os transtornos de ansiedade

    A ansiedade de sair em lugares lotados e abertos geralmente é associada à Síndrome do Pânico, mas, quando aparece sozinha, ela geralmente surge bem mais cedo. A sensação do paciente é que algo terrível pode acontecer e, com tanta gente ao redor, ele não tem como se defender.

    Transtorno Obsessivo Compulsivo – 24 anos

    Os sintomas de TOC começam a aparecer, para grande parte dos pacientes, no início da vida adulta. A doença é marcada por certos rituais que a pessoa precisa repetir para aliviar a ansiedade, como mania de limpeza ou de organização, por exemplo.

    Estresse pós-traumático e os transtornos de ansiedade– 26 anos

    O distúrbio é tradicionalmente associado a soldados, que podem voltar da guerra com flashes apavorantes das cenas que viram por lá. Traumas mais corriqueiros como assaltos também podem desencadear um quadro de estresse pós-traumático – e, felizmente, o quadro é mais comum no início da vida adulta do que na infância.

    Síndrome do Pânico – 30 anos

    Surpreendentemente, uma das doenças mais famosas da lista é uma das últimas a aparecer ao longo da vida do paciente. A síndrome geralmente aparece em situações de transição importantes, que geralmente vem com uma carga grande de estresse. As crises de pânico são marcadas por um medo irracional, acompanhado por falta de ar, suor e coração acelerado.

    Transtorno de ansiedade generalizada – 35 anos

    A ansiedade tradicional é a que aparece mais tarde na vida, caracterizada por uma preocupação exagerada com eventos do dia a dia, sem razão aparente. (https://hospitalsantamonica.com.br/em-que-idade-comeca-a-ansiedade/)

    O uso de ansiolíticos e os transtornos de ansiedade

    Análise crítica O uso de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos é uma questão complexa que merece uma análise crítica. Embora esses medicamentos possam ser benéficos para algumas pessoas, existem várias preocupações que precisam ser discutidas levando todo o contexto em questão.

    O uso tem se tornado cada vez mais comum na sociedade atual, pois esses medicamentos desempenham um papel importante no tratamento de transtornos ansiosos como ansiedade e depressão, apesar dos benefícios que eles podem oferecer, também existe uma série de problemas associados ao seu uso, que precisam ser cuidadosamente considerados, sendo um dos principais problemas é relacionado a dependência e abuso desses medicamentos.

    Ansiolíticos como os benzodiazepínicos, e antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem causar uma sensação de alívio imediato, o que pode levar alguns indivíduos a utilizá-los de maneira exacerbada ou exceder a dose prescrita, buscando sempre um efeito maior.

    O ciclo vicioso e os transtornos de ansiedade

    Esse tipo de comportamento pode levar a um ciclo vicioso de dependência, onde o paciente sente dificuldade em enfrentar os problemas emocionais sem o uso dessas substâncias, sendo que a suspensão pode levar a efeitos colaterais intensos, como tonturas, náuseas, insônia, irritabilidade e até mesmo pensamentos suicidas em alguns casos.

    A renomada Dra. Ana Beatriz aborda o uso de medicamentos, incluindo ansiolíticos, como uma opção de tratamento em certos casos de transtornos de ansiedade e outros transtornos relacionados. Ela enfatiza a importância de uma abordagem individualizada e baseada em avaliação clínica completa para determinar a necessidade e a adequação do uso de ansiolíticos em cada paciente, levando em conta um criterioso monitoramento adequado durante o tratamento com ansiolíticos.

    Ainda ressalta que esses medicamentos devem ser prescritos por um médico especialista, seguindo as doses e orientações adequadas, e considerando os benefícios e os possíveis efeitos colaterais.

    Como tratar

    A Dra. também ao participar de uma entrevista “COMO TRATAR OS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE”, que pode ser conferida através do Youtube no link https://www.youtube.com/watch?v=7l1eh4_Oyxk , bem como em seu livro “MENTES ANSIOSAS” (pág.21), enfatiza a importância de combinar o uso de medicamentos com abordagens complementares como a psicoterapia para tratar os transtornos de ansiedade de maneira abrangente.

    Ainda destaca que a terapia pode ajudar a identificar as causas subjacentes da ansiedade e a desenvolver habilidades de enfrentamento e estratégias que ajuda os indivíduos a explorar as causas de sua ansiedade que podem estar ligadas a eventos como experiências passadas, traumas, crenças disfuncionais ou padrões de pensamento negativos, e, ensinando a esses pacientes estratégias práticas e habilidades de enfrentamento para lidar com a ansiedade de maneira saudável, o que inclui técnicas de relaxamento, respiração profunda, e reestruturação cognitiva capacitando os indivíduos a lidar com os sintomas de ansiedade no momento presente e a enfrentar desafios futuros de maneira mais eficaz.

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    “Sendo assim, é muito importante que ele procure um especialista para estabelecer o diagnóstico e as possibilidades terapêuticas adequadas. Somente o diagnóstico preciso do transtorno (ou patologia) pode assegurar a terapia eficaz. Até porque a ausência de resultados satisfatórios afasta o paciente. Como “bom” ansioso, ele tem pressa, necessidades exacerbadas e muita ansiedade para utilizar pílulas milagrosas.” (Dr.ª Ana Beatriz – Mentes Ansiosas pág. 21).

    Tomem nota

    “As psicoterapias como a de abordagem psicanalítica não apenas ajuda a reduzir os sintomas de ansiedade, mas também fortalece a resiliência e oferece estratégias para prevenir recaídas futuras, aprender habilidades de enfrentamento e adotar uma abordagem holística para a saúde mental, os indivíduos estão mais bem preparados para lidar com o estresse e evitar a recorrência dos sintomas de ansiedade.”

    É importante destacar que a crítica não é dirigida ao uso apropriado desses medicamentos sob supervisão médica adequada, sendo em muitos casos, os antidepressivos e ansiolíticos serem vitais para tratar problemas de saúde mental graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    O principal intuito a crítica aqui exposta se concentra na distribuição de receitas de forma exacerbada, na falta de abordagem holística e no uso excessivo desses medicamentos para problemas que poderiam ser tratados com outras abordagens mais adequadas e menos invasivas já que esses medicamentos podem afetar o sono, o apetite, a libido e causar fadiga, boca seca, constipação e outros desconfortos físicos, em alguns casos, eles também podem contribuir para ganho de peso, o que pode ter efeitos negativos na saúde geral do paciente. É fundamental que os profissionais de saúde estejam cientes dos problemas associados ao uso de ansiolíticos e antidepressivos e que conduzam uma avaliação completa do paciente antes de prescrever esses medicamentos, orientar educar os pacientes sobre os possíveis efeitos colaterais e riscos envolvidos no uso dessas substâncias, bem como incentivar a busca por tratamentos complementares, como psicoterapia e atividades que promovam o bem-estar emocional.

    Os ansiolíticos e os transtornos de ansiedade

    É importante ressaltar que essas preocupações não significam que os ansiolíticos sejam inadequados ou ineficazes no tratamento dos transtornos de ansiedade. Esses medicamentos podem ser muito benéficos para muitas pessoas quando utilizados adequadamente e sob supervisão médica.

    No entanto, é fundamental discutir essas preocupações com um profissional de saúde, avaliar os riscos e benefícios, e buscar abordagens terapêuticas complementares, como a terapia psicológica, para tratar a ansiedade de forma abrangente.

    O impacto causado

    “A ansiedade é uma resposta à falta de significado e à incerteza inerentes à existência humana.” (Jacques Lacan)

    A ansiedade pode ter um impacto significativo na vida das pessoas que a experimentam. Pode interferir nas relações pessoais, no desempenho acadêmico ou profissional e na qualidade geral de vida.

    Pessoas com transtornos de ansiedade podem enfrentar dificuldades em realizar atividades diárias e podem apresentar comorbidades, como depressão e abuso de substâncias. O tratamento para a ansiedade pode envolver uma abordagem multifacetada, incluindo terapia psicoterapêutica como a psicanálise, medicação e mudanças no estilo de vida, são algumas das abordagens utilizadas no tratamento dos transtornos de ansiedade.

    Consequências não tratadas

    Se não tratada, a ansiedade pode ter um impacto negativo na saúde e no bem-estar a longo prazo, pessoas com transtornos de ansiedade não tratados têm maior risco de desenvolver outras condições de saúde mental, como depressão, abuso de substâncias e suicídio.

    A ansiedade é uma questão complexa e multifacetada, e cada indivíduo pode vivenciá-la de maneira única. Se alguém está enfrentando sintomas de ansiedade, é altamente recomendável buscar apoio profissional para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado. A ansiedade pode se manifestar de maneiras diferentes em diferentes faixas etárias como vimos acima.

    Lacan enfatiza a ansiedade como um fenômeno complexo e relacionado à falta, ao conflito interno e à dimensão do desejo, ele explorou a natureza da ansiedade como um sintoma que revela questões fundamentais da condição humana e do funcionamento do inconsciente, suas ideias têm sido discutidas e amplamente estudadas no campo da psicanálise contemporânea.

    Conclusão: sobre os transtornos de ansiedade

    A psicoterapia é amplamente reconhecida como uma abordagem eficaz no tratamento dos transtornos de ansiedade. Aqui estão alguns dos principais benefícios da psicoterapia no tratamento da ansiedade:

    Identificação das causas subjacentes

    A psicoterapia ajuda os indivíduos a explorar as causas subjacentes de sua ansiedade, como experiências passadas, traumas, crenças disfuncionais ou padrões de pensamento negativos. Identificar essas causas pode fornecer insights valiosos e ajudar a entender melhor os fatores que contribuem para a ansiedade.

    Desenvolvimento de habilidades de enfrentamento

    A psicoterapia ensina estratégias práticas e habilidades de enfrentamento para lidar com a ansiedade de maneira saudável. Isso inclui técnicas de relaxamento, respiração profunda, mindfulness e reestruturação cognitiva. Essas habilidades capacitam os indivíduos a lidar com os sintomas de ansiedade no momento presente e a enfrentar desafios futuros de maneira mais eficaz.

    Mudança de padrões de pensamento disfuncionais

    A psicoterapia ajuda a identificar e desafiar os padrões de pensamento negativos e distorcidos que contribuem para a ansiedade.

    Por meio da terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, os indivíduos aprendem a substituir pensamentos automáticos negativos por pensamentos mais realistas e positivos. Essa mudança na forma de pensar pode reduzir a intensidade da ansiedade e promover uma perspectiva mais equilibrada.

    Promoção de autocompreensão e autocuidado: A psicoterapia ajuda os indivíduos a desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmos, de seus padrões de comportamento e de suas necessidades emocionais. Isso facilita o autocuidado e a adoção de práticas saudáveis de gerenciamento da ansiedade, como estabelecer limites pessoais, cuidar da saúde mental e buscar atividades que promovam o bem-estar.

    Prevenção de recaídas

    A psicoterapia não apenas ajuda a reduzir os sintomas de ansiedade, mas também fortalece a resiliência e oferece estratégias para prevenir recaídas futuras. Ao aprender habilidades de enfrentamento e adotar uma abordagem holística para a saúde mental, os indivíduos estão mais bem preparados para lidar com o estresse e evitar a recorrência dos sintomas de ansiedade.

    Citação: “Nossa ansiedade não esvazia o sofrimento do amanhã, mas apenas esvazia a força do hoje.” (Charles Spurgeon).

    Dedicatória: Dedico este trabalho a todos que me antecederam nesta caminhada, fazendo com que se tornasse possível e acessível esse conhecimento que tem ajudado a tantas pessoas.

    Agradecimentos

    Agradeço a minha família que tem me acompanhado desde que iniciei a trajetória. Da mesma forma agradeço as psicanalistas Claudia Stravinni e Alexandra Guiomar Lucio, que muito contribuíram para minha formação, a Clínica Mosaico onde desenvolvo e atendo os pacientes.

    Referências bibliográficas

    IBPC, Psicanálise Clinica apostila módulo 07. Págs 41 a 48 e 73 a 78.

    SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes ansiosas: medo e ansiedade além dos limites. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. (Pag. 21) Habitus, 2006.

    Fontes:

    https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/brasil-e-pais-com-mais-pessoas-ansiosas-tambem-na-america-latina (fonte)

    https://exame.com/casual/mulheres-tem-duas-vezes-mais-chance-de-sofrer-de-ansiedade/ (fonte)

    https://hospitalsantamonica.com.br/em-que-idade-comeca-a-ansiedade/ (fonte)

    https://www.pfizer.com.br/sua-saude/sistema-nervoso-central/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag (fonte)

    Este artigo sobre transtornos de ansiedade foi escrito por Weslley Rodrigues, Brasileiro, natural de Sorocaba/SP, psicanalista clínico formado pela IBPC e associado ao CBPC matricula 2022-1121, Aplicador ABA com metodologias para TEA (Transtorno do Espectro Autista). Contato: [email protected]

    5 thoughts on “Transtornos de ansiedade: o mal do século

    1. Romulo Caixa Ferreira disse:

      Bela explanação do conteúdo!

    2. Geraldo França Paiva Pontez disse:

      Ótima matéria! Muito importante para nosso autoconhecimento e para conhecer melhor sobre causas e efeitos da ansiedade!

      1. Weslley Rodrigues disse:

        Obrigado por comentar! Informações salvam vidas!

    3. Weslley Rodrigues disse:

      Agradeço o carinho em comentar! Informações salvam vidas!
      Att Psi Weslley Rodrigues

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