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Tripofobia: 7 sinais e tratamentos na Psicanálise

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Desde a nossa infância, sempre tememos algo que nos é estranho ou que causa medo. Até aí, é normal, mas imagine ter pavor de buracos agrupados? Nesse contexto, entenda como a tripofobia funciona e como ajudar quem sofre com o distúrbio.

O que é tripofobia?

Derivando das palavras em grego trýpa, buraco e phobia, medo, tripofobia é uma aversão incomum a pequenos buracos reunidos ou padrões irregulares em tecido vivo que lembre o mesmo. Nesse contexto, a comunidade entende a fobia em várias pessoas, mas não a reconhece como uma fobia autêntica.

Ainda assim, indivíduos “tripofóbicos” relatam que sentem pavor diante de objetos ou seres que demonstrem tal padrão de estrutura. Colmeias, formigueiros ou até mesmo agressões na pele provocadas pela acne, como exemplo, são capazes de desestruturar pessoas que sofrem deste mal.

Curiosamente, a origem do termo foi dada através de fóruns na internet, onde essa fobia recebeu nomenclatura ainda no início dos anos 2000.

Sintomas

Embora seja provocada por fatores físicos e visuais, a tripofobia é um transtorno puramente psicológico. Como dito acima, padrões irregulares em superfícies, principalmente vivas, como buracos, provocam repulsa e mal-estar no indivíduo e o mesmo reflete isso no próprio corpo. Dessa forma, geralmente, vem na forma de:

Coceiras

Embora ele mesmo não perceba de início, o indivíduo reflete o incômodo com a fobia através da coceira. A repulsa pelo catalisador do mal-estar causa irritabilidade na própria pele e o paciente, com frequência, tende a se coçar. Entretanto, em casos extremos, o mesmo causa feridas no próprio corpo, ainda que não queira.

Enjoos

Incapaz de lidar por muito tempo com a figura que lhe causa pavor, o indivíduo sente náuseas e enjoos. Assim, a fraqueza dele diante da fobia psicológica pode ser respondida fisicamente através do vômito, por exemplo.

Formigamento

A tripofobia é capaz de elevar os seus efeitos nas pessoas, chegando ao ponto de provocar formigamentos. A sensação assemelha-se com a dormência quando não movemos uma parte do corpo, principalmente braços e pernas, por muito tempo.

Batimentos cardíacos alterados

A adrenalina provocada pela tripofobia proporciona um aumento exagerado da pulsação cardíaca. Ainda que o indivíduo seja saudável fisicamente, esse tipo de alteração repentina não é benéfica à sua saúde, principalmente se apresentar histórico de infarto na família.

Tremores

O pavor diante da figura que lhe causa medo retira o controle sobre o próprio corpo. Em resposta ao medo que sente, uma pessoa pode apresentar tremores e/ou convulsões leves. Geralmente, isso vem atrelado a um ataque de pânico.

Crise de pânico

Chegamos ao sintoma mais grave. A tripofobia é percebida diferente em cada indivíduo, resultando em reações distintas diante da mesma. Contudo, pessoas mais fragilizadas entregam facilmente um ataque de pânico por serem incapaz de lidar com o transtorno. Sem tratamento, isso pode ser bastante prejudicial à sua vida pessoal e profissional. Geralmente, vem acompanhada de crises de choro.

Consequências

Como qualquer transtorno, a tripofobia pode acarretar em consequências que atrapalharão nosso desempenho na vida. Para as tarefas rotineiras, é necessário um controle sobre nossas emoções e sentimentos, construindo algo que chamamos de resiliência. Sem essa proteção, nos mostramos incapazes de conviver em sociedade.

Veja abaixo como ela pode degringolar a sua vida:

Confiança

Uma vítima de qualquer tipo de fobia tem a confiança balançada. Embora se esforce para viver bem, ainda que sem tratamento adequado, ela não se mostra tão capaz diante de situações extremas. Nesse contexto, o medo de sentir novamente o pavor a inibe de ter uma atitude mais proativa quando necessário.

Relacionamentos

Alguns pacientes demonstram excessivo descontrole diante do que lhe causa trauma. Assim sendo, isso pode afetar gradativamente seu relacionamento com um parceiro. Sem o apoio e preparação adequados, ele não entenderá como a sua fobia afeta a sua vida. Nisso, tende a se afastar do companheiro e a relação se degrada aos poucos. Alguns, infelizmente, respondem a isso com agressividade.

Trabalho

Fora de casa, estamos expostos mais facilmente aos estímulos que podem nos causar pavor. Não teremos pleno controle do ambiente onde trabalhamos, então pode haver surpresas.

Diante do que nos causa fobia, podemos responder de forma negativa e comprometer nossa imagem no trabalho. Os sintomas descritos acima interferem no físico e psicológico e afetam nosso desempenho enquanto trabalhamos se não forem tratados.

Doenças

Se permitido, a fobia pode causar outras doenças no indivíduo, principalmente de ordem psíquica. Nesse contexto, considere a depressão, por exemplo. Incapaz de lidar com seus próprios medos, um paciente pode desenvolver um quadro depressivo. Desse modo, ficará ainda mais difícil tratar o que originou essas sequelas no comportamento.

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Tratamento

Apesar da força que a tripofobia exerce em alguns indivíduos, é possível tratá-la e controlá-la. Embora um especialista seja importante para sanar os efeitos dessa fobia, todo o sucesso do tratamento dependerá do paciente. Será ele a se permitir uma estabilidade emocional e física diante desse transtorno.



O especialista fará uma terapia de exposição gradual à fobia, utilizando-se de diálogo e técnicas de relaxamento. Ao invés de se recolher, ele induzirá que o paciente encare o objeto do seu problema. Com o tempo, o mesmo se sentirá mais “confortável” diante do catalisador, suportando os efeitos que este causa nele. A terapia ajudará a diminuir os sintomas no paciente fazendo com que o mesmo mude a sua resposta ao medo.

Além da terapia, o médico responsável indicará o uso de remédios para diminuir a ansiedade gerada pelo transtorno. Exercícios e técnicas de relaxamento, como yoga, farão parte da adaptação do paciente ao transtorno.

Na ficção

Objeto de curiosidade por alguns, a tripofobia é usada como ferramenta para causar pânico em personagens nas produções de terror. O caso mais recente vem da série americana de horror e terror American Horror Story. Sua sétima temporada, intitulada Cult, baseia-se no medo dos personagens para dar seguimento à trama, incluindo a Ally.

Ally é traumatizada pelos ataques de 11 de setembro e carrega algumas fobias que acredita serem controladas. Entretanto, uma seita usa seus medos para atacá-la, como a tripofobia, hemofobia, medo de sangue, e coulrofobia, medo de palhaços. A personagem reage negativamente a essa exposição, demonstrando todos os sintomas descritos acima.

Na trama, é possível ver como isso afeta o seu casamento e relação com o filho pequeno. Devido à incompreensão da esposa, Ally passa a se sentir isolada e seus constantes surtos creditam uma imagem de louca na cabeça do seu filho.

Ainda que não seja reconhecida no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, essa fobia pode prejudicar gravemente seu desempenho no cotidiano. Ela é capaz de te inibir a fazer coisas mais simples, como desfrutar de uma simples fruta, como morango, por exemplo.

Não há vergonha em ser vítima desse mal e procurar tratamento adequado é o mais recomendado. Você é o único que pode conduzir sua vida e tal condição não deve impedi-lo. Seu bem-estar está em jogo, então seja firme. Será difícil nos primeiros momentos, mas você conseguirá se ajudar ou ajudar os outros.

E então? Dúvidas sanadas? Não? Então, entre em contato conosco e deixe sua pergunta. Se conhece o relato de alguém, conta para a gente como ele lida com o transtorno. Isso pode ajudar outras pessoas que também buscam ajuda, mas talvez não saibam por onde começar.

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