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O que é Vida Sexual Ativa?

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A sexualidade é inerente a qualquer ser humano e foi escolhida por Freud como ponto de partida dos seus estudos. Faremos agora uma leitura acerca do desenvolvimento da sexualidade e ressaltando aspectos que contribuem para que uma pessoa tenha uma vida sexual ativa ou não.

Praticamente todas as pessoas têm uma vida sexual ativa, pelo menos em sua imaginação, nos seus desejos. Se algumas pessoas não conseguem concretizar esse imaginário em suas vidas práticas, há que se analisar quais são os bloqueios morais e pessoais que servem de barreira.

Os primórdios dos estudos de Freud

Nos Escritos sobre a Sexualidade, pode-se compreender como ponto de partida a principal fonte para psicanálise: o estudo e sua importância no desenvolvimento da história humana, tratando de aspectos que influenciam ou não a se ter uma vida sexual ativa.

Para Freud a sexualidade é o primórdio de todo seu estudo em que evoca as neuroses e todo comportamento humano. A história se dedica aos mitos, ritos, religiões, crenças etc. Por outro lado, os aspectos parecem dedicar-se de forma mais abrangente, dos quais são:

  • aspectos sociais,
  • antropológicos,
  • biológicos,
  • psicológicos e
  • históricos.

Analisando todo o processo de desenvolvimento no âmbito da história e ao longo dela, identificar e entender a sexualidade implica numa abertura de um campo vasto.

Esse campo gira em torno de uma reprodução interminável de ideologias. Alé disso, conta com estudos científicos ainda não calculáveis que possam simplificar todo conhecimento.

A influência dos aspectos sociais e culturais na sexualidade

Na verdade, olhando para tudo o que foi colhido ao longo da história humana enfrenta-se uma realidade de diversos conceitos e pré-conceitos e distorções, por razões que incluem justamente os aspectos sociais e culturais diversificados.

Isso influenciou psiquiatras, psicólogos e psicanalistas, pois até o próprio Freud teve “sua decisiva influência na formação e transformação de conceitos psicológicos da Humanidade”, conceitos estes errôneos.

As influências primitivas impregnaram diversas diretrizes no comportamento humano. Os
exemplos são diversos e aqui resumindo, serão brevemente anotados. Para iniciar, então, entra o homem da antiguidade com suas crenças e mitos.

A mulher seria o alvo da fecundação inexplicável, onde ainda não havia o conhecimento ou a percepção da cooperação masculina nesse processo. A Religião e a Magia caminhavam juntas, onde se reverenciava o sobrenatural e se manipulava o desconhecido.

Hoje pode-se observar que “é nos ciclos culturais sucessivos que podemos situar e descobrir a gênese dos comportamentos sexuais.

Há um declínio da importância do Feminino?

É certo, não se poderia compreender ou dar um passo sem que houvesse um olhar na visão “antropossociológica” e não apenas na evolução humana de forma biológica, como indivíduo. Como falado acima sobre a influência primitiva na sexualidade contemporânea, e percebendo tais ciclos sucessivos, contempla-se um processo de mudanças.

Porém, essas mudanças não são em termos dominantes, pois há uma diversidade de conceitos. Então entra aqui o problema, que demanda toda uma cadeia onde a distinção de gênero parece não haver uma identidade tão definida, como poderia ser.

O que no princípio da criação denominava-se homem e mulher, tomou outra forma de ser, assim que deixamos de falar apenas em masculino e feminino. Passando assim, a usar os termos bissexual, heterossexual e homossexual, ou o próprio termo identidade de gênero. Esses termos também estão associados a orientação sexual.

Por que se trata de um problema? Porque se na antiguidade os povos, etnias, raças, crenças, mitos, religiões conflitaram em ascender a mulher como o mais importante de toda uma estrutura da evolução. Após mudanças acontecerem há uma queda da importância feminina, colocando agora o homem em ascensão.

Vida sexual ativa, instinto e racionalidade

Isto é, o homem colocado como o objeto central da sexualidade trouxe algumas consequências para as mulheres. Reprimidas e refém das normas culturais, as mulheres se veem incapazes de ter uma vida sexual ativa.

Mas ainda sim com toda a inquietação do ser humano ao longo do tempo, pós homem primitivo, ocorreram mais e mais mudanças. Um exemplo disso era que o indivíduo quando encurvado, se apropriava sexualmente de uma mulher como fazem os animais irracionais.

Com o homem ereto, a história mudou. Um indivíduo com a capacidade de apropriar-se não apenas fisicamente, mas emocionalmente, tendo um contato visual que o coloca diante de sentimentos, ações diferentes. Essa ideia vem nos mostrar que o instinto não é um fator que impera, ele coexiste junto com a racionalidade.

Fatores que levam a repressão de comportamentos

Além disso, nota-se na forma biológica, cromossômica do homem e da mulher, dando a natureza de ambos formas distintas no comportamento. Cada um com seu papel, de um conquistar o outro, na tentativa de satisfação para sobrevivência da espécie, e na satisfação sexual propriamente dita.

No entanto, não continuou dessa forma, pois o homem trouxe em si toda uma cultura de seus ancestrais. Cada um dentro de sua estrutura, que implicou em insatisfação, pois acordou o ser racional, criativo, inteligente com motivações únicas que não faz distinção de objeto sexual. Ele se inclina para as diferenças criadoras do amor entre seres indistintos, criando laços afetivos diversificados.

Não seria de se admirar que isso poderia acarretar conflitos no mundo contemporâneo na quetsão dadiversidade. Por falta de instrução formou-se a guerra da sexualidade, instigando comportamentos que para uns estariam fora do padrão e que para outros o padrão não existe. Ou seja, aí surge as questões que impedem, muitas vezes, que a mulher tenha uma vida sexual ativa.

É necessário amadurecer as ideias

O ser humano não vive apenas de filosofia ou ideologias, mas necessariamente a instrução seria bem-vinda no âmbito familiar, nas escolas, instituições influentes e áreas na sociedade onde o ser humano está inserido.

Isso poderia fornecer um leque de conhecimentos práticos e não apenas informações que sejam empurradas, ou encucadas como uma verdade absoluta de algo que ainda não se concretizou.

O homem deve buscar em si a maturidade para que suas escolhas não perturbe a sociedade. Escolhas que o coloque na posição determinante de relacionamentos saudáveis, que acrescentem inspiração, o envolvendo na criativa.

Porém, não agressiva. Ela de permitir ao outro exercer a sexualidade da maneira que quiser. Repleto de afeto, que não se curve às viroses de um século em que as pessoas vivem na mais intensa variedade de pensamentos, ações, atitudes individualistas e errôneas. Claro que existem acertos, mas parece que estes acertos não têm superado os conflitos e a inconstância de ideias.

Conclusão

Assim sendo, quando o homem decidir olhar o mundo com uma visão de valores individuais e também coletivos, entenderá que não se trata apenas dele mesmo. Mas, também do seu próximo.

E nada melhor que um investimento psicossocial a partir dos órgãos próprios que têm acesso a famílias, lares, instituições e tudo o que envolve a vida social do ser humano. Só assim, haverá uma coerência distinta, em que pessoas buscam extrair de si uma pessoa melhor e com a vida sexual ativa.

 

 

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