comportamentalismo

O que é Abordagem Comportamentalista em psicologia

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Para compreender o comportamento humano, a Psicologia se utiliza de diversas abordagens, dentre elas, está a abordagem comportamentalista, ou behaviorismo (do inglês behavior, que quer dizer comportamento). Nesta categoria, o psicólogo relaciona as atitudes e pensamentos da pessoa conforme o ambiente em que se vive.

Nesse sentido, somos seres adaptáveis e facilmente conseguimos aprender novos comportamentos, conforme o condicionamento ao que é exposto. Ou seja, se enfatiza o contexto de vida do paciente e a sua influência nas suas ações.

Escola comportamental | Abordagem behaviorista

Com o conceito de tábula rasa (ou folha em branco), os behavioristas entendem que o comportamento das pessoas não são influenciados por fatores biológicos. Mas, sim, conforme o ambiente externo e suas experiências na vida.

Desse modo, uma pessoa aprender com circunstâncias da vida e passa a se comportar influenciada por suas experiências pessoais. Por conseguinte, a escola comportamental behaviorista possui uma abordagem comportamentalista que não se basei em questões internas da mente.

Para eles, o paciente deve ser analisado por seus condicionamentos, tendo em vista destes que se originam os comportamentos. Em outras palavras, a abordagem comportamentalista em psicologia visa encontrar a resposta às atitudes humanas pelo seu ambiente externo, não em questões internas.

Pesquisas sobre comportamentalismo

Ivan Pavlov

A pesquisa Ivan Pavlov (1949-1936) sobre condicionamento clássico, foi uma das principais para explicar, na prática, o que é abordagem comportamentalista. Com experimentos realizados com cães, ao passo que trazia um estímulo para recompensar o bom comportamento, estava diante de um tratamento que teve como resposta um condicionamento.

Durante a pesquisa, Pavlov abria uma porta para, então, alimentar os cães e, ao verem a comida, os animas salivavam. Com o tempo, os cães passaram a salivar quando a porta se abria, antes mesmo de verem a comida. Pois, gradativamente, associaram o ato de abrir a porta ao alimento, tornando um estímulo condicionado.

Edward Lee Thorndike

Edward Lee Thorndike (1874-1949) desenvolveu suas teorias logo no início do surgimento do condicionamento operante e, com base em suas experiências, formulou a chamada Lei do Efeito. Que passou a ser utilizada para a abordagem comportamentalista em psicologia.

Desse modo, Thorndike chegou a conclusão de que os seres vivos que têm uma resposta positiva ao seu comportamento, tende, no futuro, a repeti-lo. Ao contrário, se a resposta foi negativa, ele passa a se comportar, em outra oportunidade, de forma diferente.

Com isso, o psicólogo norte-americano se tornou o principal representante do Associacionismo, ao formular a primeira teoria de aprendizagem em Psicologia. Sobremaneira, sua visão era baseada em uma abordagem comportamentalista por associação de ideias, onde primeiro a pessoa aprendia conceitos básicos das situações, até chegar às mais complexas.

Burrhus Frederic Skinner

Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), conhecido também como B. F. Skinner, desenvolvem sua teoria baseando-se no processo de aprendizagem de Edward Lee Thorndike. Porém, sob uma ótica científica, onde Skinner utilizou de medição de padrões de conduta.

Dessa forma, verificou que diferentes situações levam a diferentes padrões de respostas, e cada pessoa responde de maneira individualizada, conforme certos critérios. Como, por exemplo:

  • pré-disposição genética;
  • cultura;
  • estrutura familiar;
  • ambiente;
  • sistema educacional;
  • experiências pessoais.

O que é abordagem comportamentalista?

Basicamente, a abordagem comportamentalista, conhecida também como behaviorismo, é uma das abordagens tradicionais da psicologia. Nesta se defende que os comportamentos humanos são aprendidos, conforme experiências e objetivos de vida.

Este movimento comportamentalista na psicologia, foi fundado por John B. Watson, que o definiu como uma ciência natural, considerando a existência do homem pela continuidade dos comportamentos.

Para a abordagem comportamentalista, as habilidades humanas se desenvolvem conforme as relações com o ambiente e as experiências.

Quais são os tipos de abordagem comportamentalista?

Ao longo dos anos, a teoria de abordagem comportamentalista, ou behaviorismo, foi dividiu-se em outras teorias. Mas todas baseadas na ideia central de Watson. Falaremos sobre cada uma delas a seguir:

Behaviorismo Clássico (ou Metodológico)

O Behaviorismo Clássico deu início aos seus estudos das teorias de Watson, mostrando que os comportamentos têm por base a observação e experimentação. Concluindo que os comportamentos podem ser previsíveis, pois são condicionados conforme os estímulos.

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    Nesse sentido, esta teoria defende que as pessoas são adaptáveis, e seus comportamentos podem ser controlados, a depender dos estímulos que são expostos.

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    Portanto, na abordagem comportamentalista do Behaviorismo Clássico, a mente não tem relação com o comportamento. Ou seja, não está associado a pensamentos, sentimentos ou emoções. Para esta teoria, o comportamento nada mais é que uma resposta aos estímulos que lhe antecedem.

    Behaviorismo filosófico

    Também chamado de Behaviorismo Lógico ou Analítico, o Behaviorismo Filosófico é uma teoria de abordagem comportamentalista que consiste no estudo de estruturas cognitivas. Em outras palavras, a mente se relaciona com os comportamentos ou tendências comportamentais.

    Para esta teoria, emoções e estados mentais tem relação direta com os comportamentos atuais da pessoa. Fundamentada, sobremaneira, pelos estudos de Wittgenstein e Ryle, o Behaviorismo Filosófico, defende ao se estabelecer quais são os comportamentos da pessoa se está, na verdade, descrevendo os seus estados mentais.

    Behaviorismo Radical

    Com grande contribuição de Skinner, esta abordagem comportamentalista considera que os comportamentos são manifestações externas, diante de processos mentais invisíveis.

    Sendo assim, para esta teoria, o comportamento se dá, também, por questões biológicas ou genéticas, diferentemente do conceito de “tábula rasa”.

    Sobretudo, Skinner era um anti-mentalista, pois não considerava os estados mentais davam origem aos comportamentos. Ainda assim, não negava sua existência, apenas o entendia como improdutivo para se entender como se dão as ações humanas.

    Portanto, a abordagem comportamentalista defende que, no geral, o comportamento humano resulta do ambiente em que se vive. Desse modo, as pessoas reagem conforme os estímulos do seu ambiente externo. Assim, os comportamentos podem ser moldados ao se alterar os estímulos.

    Desse modo, o ser humano é capaz de se adaptar e desenvolve novas habilidades, a medida que informações aparecem e diante de experiências. Com isso, esta abordagem é bastante utilizada para ajudar na cura de doenças da mente.

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