Bob Esponja: análise comportamental dos personagens

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Você gosta de desenho animado? Mesmo que você não seja um super fã, provavelmente, você assistiu algum na sua infância. Afinal, alguns desenhos representam a realidade de maneira lúdica. Pensando nisso, achamos interessante trazer uma análise comportamental dos personagens de Bob Esponja.

Vocês estão prontas, crianças? Estamos prontos, Capitão! Então, vamos a esse artigo.

Bob Esponja

Mas antes de fazermos a análise propriamente dita, vamos conversar rapidamente sobre quem é Bob Esponja.

SpongeBob SquarePants é o nome original de quem conhecemos como Bob Esponja Calça Quadrada no Brasil. Porém, nós nos referimos a ele, simplesmente, como Bob Esponja. Ele é o personagem principal de uma série de animação americana que foi criada pelo biólogo marinho e animador Stephen Hillenburg. Ela é exibida na TV fechada pelo canal Nickelodeon.

Muitas das ideias da série tiveram sua origem em uma história em quadrinhos educacional, original de Hillenburg, intitulada The Intertidal Zone. Ela havia sido criada por Hillenburg em meados da década de 1980, mas foi só lá em 1996 que o autor começou a desenvolver a série animada.

A animação havia sido originalmente nomeada de SpongeBoy e teve um título provisório de SpongeBoy Ahoy!. Contudo, estes títulos foram alterados e o nome atual da série que acabou sendo registrado.

Nno que tange o enredo central da história,narra-se as aventuras e o desenvolvimento do personagem-título. Porém, não só a vida dele é abordada, mas também a de seus diversos amigos na fictícia cidade subaquática de Bikini Bottom, ou, para nós a Fenda do Biquíni.

Apesar de contar com um enredo super simples, a série atingiu patamares de reconhecimento enormes. Isso além de, é claro, ter conseguido milhares de dólares com a produção e produtos da série. No entanto, como será que tanta gente acabou se identificando com a vida de uma esponja marinha?

Análise de comportamentos em Bob Esponja

Reconhecimento e aprendizado com modelos

Vale a pena dizer que os problemas que aparecem para os personagens na série são identificáveis. Ou seja, podem ocorrer no cotidiano de quaisquer crianças. Por exemplo: insônia, culpa, estar diante uma situação nova, inconveniência, não saber escrever e ser criticado.

Esse é o grande trunfo dos desenhos animados: a criança pode se reconhecer. Dessa forma, em Bob Esponja, as adversidades podem servir de modelo para a discussão sobre como resolver problemas.

Quebra de regras sociais

Frequentemente o desenho mostra a quebra de regras sociais.

Nesse contexto, vale ressaltar o uso do dinheiro aparecendo bastante, principalmente ligado ao personagem Siriguejo. Para ganhar mais, o personagem chega a “vender sua alma” no episódio intitulado “o dinheiro fala”. Já em outros episódios, ele aceita subornos de clientes. Ou seja, ele vai contra regras sociais morais.

Em contrapartida, Bob Esponja mostra sempre um padrão de comportamento desapegado em relação ao dinheiro.

Valores sociais

O desenho foi concebido nos EUA e por americanos. Dessa forma, não é surpresa que o desenho também transmita muitos valores sociais ocidentais. Estes valores, por sua vez, são retratados por meio de práticas culturais contextualizadas no ciclo social do desenho.

Entre esses valores podemos observar alguns exemplos como: a valorização da amizade (em quase todos os episódios Bob Esponja ressalta o valor da amizade com o Patrick e Sandy) e o apego aos animais (o Bob Esponja tem um animal de estimação – o Gary – e cuida muito bem dele).

Representação dos sentimentos dos personagens

No desenho vemos como os sentimentos dos personagens são explorados. Por exemplo, o Plâncton (personagem que quer roubar a fórmula secreta do hambúrguer de siri) demonstra inveja do Seu Siriguejo. Já o Bob Esponja demonstra culpa quando não consegue agradar alguém.

Análise dos personagens em relação aos “pecados capitais”

Agora vamos falar sobre os comportamentos dos personagens. Afinal, o desenho gira em torno de Bob Esponja mas existem outros figuras fundamentais para a trama. Esses personagens são: Patrick Estrela, Lula Molusco Tentáculos, Sandy Bochechas, Seu Siriguejo, Plankton e o Gary.

Sabendo disso, há teorias que analisam os personagens sob uma perspectiva dos pecados capitais. Mesmo que você não encare esses pecados como algo determinante, é interessante ver como os comportamentos são analisados. Por isso, trouxemos essa análise para você.

Preguiça – Patrick Estrela

A preguiça domina o corpo das pessoas e as impede de realizar tarefas diárias. Ademais, mesmo quando não faz isso, ela faz com que as tarefas sejam efetuadas com desleixo e lentidão. Nesse contexto, o personagem do Patrick sabe bem como é isso é verdade.


NÓS RETORNAMOS PARA VOCÊ


Ele leva uma vida sem o menor compromisso e frequentemente fica jogado na areia. Inclusive, ele já chegou a ganhar um concurso de quem aguentaria fazer “nada” por mais tempo.

Ira – Lula Molusco Tentáculos

O Lula Molusco pode ser definido como um poço de mau humor. Porém, não há como dizer que toda a sua raiva acumulada não é justificada. Afinal, ele se sente rodeado por idiotas que não entendem sua visão de mundo e ainda o atrapalham.

Soberba – Sandy Bochechas

A rotina da Sandy é cheia de bons hábitos. Por isso, ela vive cuidando de sua forma física, e se orgulha disso. Porém, ela não se orgulha só disso.

Ela se orgulha de ter vindo do Texas, de ser um mamífero e de conseguir sobreviver no fundo do mar. É evidente toda sua preocupação com seu “status” e o leve desprezo que sente pelos outros animais. Afinal, ela se acha superior pelas coisas que faz e por quem é.

Avareza – Seu Siriguejo

Como dissemos, o Siriquejo tem uma sede absurda por dinheiro. Sendo que, para ele, qualquer tostão que tenha que gastar já é uma tristeza. O sofrimento é piorado pela sua filha Pérola, uma baleia superconsumista que vive gastando seu dinheiro.

Inveja – Plankton

Plankton é o dono do fracassado restaurante chamado Balde de Lixo. Em decorrência do seu fracasso, ele inveja o sucesso do Seu Siriguejo. Consequentemente, a sua vida é resumida em roubar a tão preciosa fórmula do hambúrguer de siri.

Gula – Gary

No desenho, o Bob Esponja sempre solta a frase: “tenho que alimentar o Gary” ou “não posso esquecer de dar comida para o Gary”. Normalmente, o caramujo aparece comendo algo, sendo que este algo pode ser qualquer coisa. Ele é incessável e com um baixo nível de exigência quando o negócio é se alimentar.

Luxúria – Bob Esponja Calça Quadrada

Comumente ligamos a luxúria a questões carnais, porém, a definição da palavra em si é: “amor excessivo pelos outros”.

Bem, se você assiste o desenho, sabe que isso resume o Bob Esponja completamente.

Dizemos isso, pois, ele tem o hábito de ajudar toda e qualquer pessoa, independentemente da situação. Inclusive, independente se a pessoa quer ajuda ou não. Por vezes, ele deixa suas coisas de lado para ajudar um amigo ou até mesmo alguém desconhecido.

Comentários finais sobre os personagens de Bob Esponja

Há muito a se analisar sobre desenhos animados. Nesse contexto, você concorda com a nossa análise sobre o Bob Esponja? Já pensou sobre os temas que abordamos mais acima ou viu coisas diferentes? Conta para a gente!

Por fim, se você quer saber mais como desenhos como Bob Esponja e a mídia podem interferir nos nossos comportamentos, conheça nosso curso de Psicanálise Clínica online. Nele, falamos sobre a psicanálise e atitudes comportamentais. Além disso, o curso tem início imediato e após sua conclusão você estará apto a clinicar como psicanalista. Confira!

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