Significado de Borderline: saiba tudo sobre o termo

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A mente é um dos aspectos mais sensíveis do ser humano, necessitando de acompanhamento constante. Em alguns casos, até a condição física e biológica de uma pessoa pode interferir negativamente sobre ela. Com base nisso, entenda melhor o significado de Borderline e outras informações pertinentes à síndrome.

O que é a Síndrome de Borderline?

Borderline, ou transtorno limítrofe, é uma condição mental caracterizada pela instabilidade nos relacionamentos interpessoais. Geralmente, os indivíduos apresentam um comportamento impulsivo em relação aos demais. Ademais, sua autoimagem e a visão de si e do mundo costumam ser feitas de forma distorcida.

Até o momento, não foram encontradas as causas específicas para a síndrome. Acredita-se que a genética influencie mais do que o esperado, fazendo com que os pais limítrofes possam gerar filhos semelhantes. Além disso, eventos traumáticos na infância podem alquebrar a mente do indivíduo. Isso inclui abusos físicos e mentais, negligência, separação dos pais…

Cabe ressaltar que o tópico anterior levanta algumas possibilidades, não certezas. Embora haja indivíduos traumatizados por problemas psicológicos e sociais, existem casos onde não há histórico desses eventos nos doentes. Com isso, é possível que algumas pessoas não tenham relações com traumas, mas apresentem o problema. O inverso também ocorre.

Sintomas

A Síndrome de Borderline carrega indícios muito fortes de sua presença, ainda que necessite de uma avaliação rigorosa do médico. Ao longo do texto, você terá base suficiente para construir associações antes de procurar a ajuda dele, caso desconfie. Os sintomas da síndrome se condensam em:

Impulsividade

Indivíduos limítrofes apresentam um comportamento explosivo e descuidado ao mesmo tempo. Eles não conseguem fazer associações cognitivas antes de executar alguma ação, não verificando possibilidades e consequências. Com isso, acabam se colocando em situações onde se arrependerão posteriormente.

Insegurança

Infelizmente, outro sintoma da síndrome afeta a sua autoimagem e comportamento. Os indivíduos se sentem inúteis, duvidando de sua própria autonomia em relação aos demais.

Um sintoma subsequente acaba sendo a depressão, já que o primeiro quadro costuma ser bastante sufocante. Assim, um problema acaba atraindo mais outro.

Relações interpessoais mal desenvolvidas

Graças à impulsividade, ansiedade, distúrbios de humor, um limítrofe acaba conduzindo mal seus relacionamentos. Isso porque as suas emoções oscilam bastante, indo de um estado normalizado até um mais intenso. Por exemplo, é comum terem momentos de normalidade, mas logo alcançarem surtos psicóticos espontâneos e descontrolados.

A ajuda médica

O diagnóstico da Síndrome de Borderline é bastante complexo e, eventualmente, pode levar a erros se baseando apenas nos sintomas. Por isso, é necessário uma minuciosa investigação psiquiátrica a fim de enquadrar devidamente o paciente no problema. Com isso, é feito um processo de associação para identificar em quais sinais este se encaixa.

Muitos profissionais preferem não dizer ao paciente sobre a condição positiva de sua síndrome. Segundo eles, ainda se carrega um estigma enorme sobre Borderline, incluindo o mito do seu não-tratamento. Entretanto, visando a melhora do indivíduo, é preciso alertá-lo sobre sua condição. Deixá-lo na cegueira de consciência pode agravar o problema.

Na consulta, o médico pode estabelecer ligações precisas com este, mirando a sua melhor adequação ao quadro. Assim que este é enquadrado na síndrome, seu tratamento específico se inicia. Cabe ressaltar que a melhora acontece gradativa e visualmente algumas semanas após o início do tratamento.

Tratamento

Felizmente, é possível trabalhar a Síndrome de Borderline com a ajuda da psicoterapia. Por meio dela, o indivíduo aprenderá a controlar seu comportamento e impulsos, bem como entendê-los. O psicoterapeuta trabalhará um tratamento específico, visando otimizar os resultados de modo personalizado. Com isso, o paciente acaba aprendendo:

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Consciência

Ao invés de se guiar por sua natureza fraturada, o paciente acaba compreendendo as suas motivações. Isso permite a ele um maior entendimento de sua condição psicológica e social. Esse é o primeiro passo para que lide adequadamente com o quadro e o faça regredir.

Reações emocionais reguladas

Aos poucos, a impulsividade tão natural a esta pessoa acaba perdendo força por conta do tratamento. Com sua consciência mais lapidada, seus impulsos passam a ficar sob controle do paciente. Gradativamente, isso permite uma melhora em seus relacionamentos, bem como nas respostas que este tinha. Ele passa a sentir menos o desconforto que sentia antes.


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Eficácia interpessoal

Como dito acima, seus impulsos ficam sob controle dele e isso permite se reaproximar dos demais. Com isso, abre portas para que se relacione adequadamente com a família, amigos, colegas e companheiro. Assim, o tratamento se mostra de suma importância para salvar uma relação agredida pelos sintomas da síndrome.

Convivendo com o problema

Assim que a terapia da síndrome de Borderline começar, o paciente precisa se incluir em um novo modo de vida. A ideia aqui é minimizar qualquer implicação oriunda do transtorno. Dessa forma, cabe ao paciente procurar o auxílio psíquico sempre que sentir a angústia dos sintomas surgindo. Do contrário, o mesmo pode causar aflição em seu próprio corpo, além de abusar de drogas.

O psicoterapeuta o ajudará a ter uma diretriz de como viver melhor e adequadamente. Isso inclui ter uma rotina mais regrada, sem excessos físicos e mentais com o intuito de ter mais qualidade. Caso tenha alguma dependência química, é preciso trabalhá-la para potencializar os efeitos do tratamento.

Como indicação, se recomenda atividades físicas moderadas, alimentação saudável e um sono adequado. Isso vai permitir que tenha uma vida higienizada por completo e garanta seu bem-estar. Como reforço, frequente grupos de apoio especificamente voltados a quem tem Borderline.

Considerações finais: Síndrome de Borderline

A Síndrome de Borderline é uma das afecções psíquicas mais sensíveis que existem. Um indivíduo fica a mercê do seu comportamento destrutivo, bombardeando cada chance de uma vida tranquila em sociedade. Se acompanhado, prejudica suas relações. Caso fique sozinho, pode acabar ferindo a si mesmo.

Com isso, o auxílio de um psicoterapeuta é fundamental para ajudar a regular a vida desse indivíduo. Assim que o diagnóstico for confirmado, é preciso construir um plano de ação para adequar o indivíduo a um tratamento contínuo. Não existe cura à síndrome até agora, mas é perfeitamente possível construir um modo de vida mais equilibrado.

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