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O que é catexia para a Psicanálise

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Diariamente, acabamos direcionando a nossa força interna a um meio específico, focando nossas emoções sobre ele. Se você não entendeu muito bem o que isso quer dizer, te convidamos a ler esse texto. Lá atrás o próprio Freud esquematizou algo bem mais profundo do que uma simples observação sobre o assunto e você aprenderá sobre ela aqui. Hoje entenderemos melhor o significado de catexia e como a mesma se estrutura em nossa psique.

O que é catexia?

A catexia se mostra como uma força psíquica que se direciona a um determinado objeto por meio da representação mental. Nisso, concentramos nossa energia mental, focando em determina imagem, ente ou objeto em particular. Isso pode vir desde objetos reais e concretos até os idealizados, como fantasias ou mesmos símbolos. Se você já ouviu alguém falar sobre “focar todas as suas energias em algo”, é disso que a frase está falando.

Tal força tem origem na libido, de modo a focalizar essa essência para um determinado fim linear. Como bem sabe, essa energia acaba servindo de impulso para a manifestação de movimentos visíveis ao meio externo. Por exemplo, a libido colabora na demonstração artística e cultural como algo que move sua criatividade e condensação disso visualmente.

Quando se fala em catexia, isso se direciona a um ponto específico, de modo a fixar unicamente aqui uma representação. A título de exemplo, considere a raiva que sentimos de alguém. A verdade é que nós a catexizamos. Assim, acabamos fazendo surgir uma sobrecarga energética e psíquica.

A classificação das pulsões

Falando agora no trabalho sobre a catexia, a teoria do instinto de Freud se deu a partir de observações clínicas em sua trajetória. Foi dito que que o impulso sexual acabava se centralizando em relação à doença da doença. Havia uma preocupação muito grande dele sobre o impulso sexual, algo que contrariava à época em que o trabalho foi concebido.

Curiosamente, Freud iniciou esse trabalho sobre o instinto de autopreservação por volta dos anos de 1890. Entretanto, isso não foi elaborado durante os próximos 20 anos, até ser retomado. A teoria psicanalítica crescia, porém sua ideia a respeito dos instintos se afastou e se tornou mais abstrata.

Ao longo de três décadas as hipóteses freudianas em relação à classificação mudaram e se desenvolveram. Tanto que na última construção apontou a existência de dois impulsos, sendo eles o agressivo e o sexual. O agressivo acaba gerando uma essência destrutiva enquanto o sexual alimenta o conteúdo erótico nas ações mentais.

A coexistência e inacessibilidade observativa

A ideia de catexia indica que as manifestações de cunho pulsional caminham em ambas as classificações. Quando podemos observá-las, sendo patológicas ou não, transitam pelas pulsões sexual e agressiva. Embora possam ser vistos fundidos, isso não indica que haja igualdade na sua distribuição quantitativa.

Por isso que um ato de crueldade insensível que obedeça o impulso de agressão se acomode inconscientemente no prazer. Ao mesmo tempo em que aquilo pode causar algum mal, acaba sendo gratificante, mesmo que a pessoa não perceba isso. Indo além, não existe um ato de amor puro, mesmo que simples, que não carregue uma carga de agressão.

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Com isso, as pulsões não são observáveis no comportamento humano de forma tão pura ou sem mesclagem. São suposições, hipóteses abstratas sobre os dados em relação à existência. Por meio disso existe a ideia de que podemos compreendê-los mais para que simplifiquemos uma explicação sobre eles.

Pulsão sexual e agressiva

Como aberto linhas acima, a catexia acaba se direcionando em vias diferentes que se cruzam em algum nível. Ainda assim, carregam a natureza própria, algo sensível demais para ser visto em sua pureza existencial e de ser. Sobre as duas, temos:

Pulsão sexual

Mostra-se como um agrupamento de ações e comportamentos que se miram ao ato sexual. Nasce conosco naturalmente, se vinculando à existência da libido. Em estudos da psicologia moderna é indicado que podemos usar esse mecanismo para “aprender”.

Pulsão agressiva

Todos nós também temos um impulso agressivo, de modo que nos inclinemos à destruição em qualquer forma. Isso pode vir desde a projeção mental disso ou mesmo quanto à ação física envolvida na raiva. O ato de machucar alguém ou odiá-lo em seu interior é um exemplo.

Divisão e aceitação

A evidência psicológica atualmente tem influenciado na divisão sobre o impulso agressivo e sexual dentro da catexia. De início, Freud tentava conectar conceitos biológicos básicos para trabalhar a teoria psicológica das pulsões. Com isso, acabou propondo que essas pulsões mudassem para pulsão de vida e morte.

Fica claro que a maioria dos analistas não aceita a concepção em relação ao impulso relacionado com a morte. Os impulsos se relacionam com propostas observáveis, incluindo o exame sobre o aspecto de impulsos importantes à prática e teoria.

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    Divisões

    Para fazer a localização sobre a catexia, os psicanalistas têm usado esse trio de termos:

    Catexia do ego

    Quando o ego se divide consciente enquanto a energia psíquica se conecta a ele. Com isso temos origem da fala sobre libido do ego ou, em outras palavras, narcisismo. Outros nomeiam como auto-libido ou libido do eu, o que diferencia da libido do objeto.

    Catexia da fantasia

    Diz respeito da energia mental direcionada a fantasias, construção de objetos ou fontes inconscientes. Tanto essa quanto o tópico anterior se conectam ao narcisismo que é primário.

    Catexia do objeto

    Indica quando a energia psíquica se liga a um objeto de fora ou longe do sujeito em questão. Sem contar com a representação desse item na mente do indivíduo, que é pouca fixa e mais instável. Já que se liga com um narcisismo secundário, é tão curta ou menos duradoura como ele.

    As provas de existência

    A catexia é vista ainda em nossa infância, começando com o impulso sexual direcionado à ação pelo desejo. No bebê, por exemplo, isso influencia o seu comportamento que acaba exigindo gratificação. Com o passar do tempo, o adulto reproduz isso e inclui o êxtase e sofrimento na sua perspectiva.

    A observação direta disso e conversação se mostra como prova, já que os desejos e comportamentos são vistos nas crianças. Contudo, é visto um bloqueio, porque somos condicionados a esquecer e negar os conflitos sexuais. Por isso que, antes de Freud, não se podia averiguar a presença disso logo na infância dos pequenos.

    Porém, a análise em crianças é possível exibir a significação dos desejos sexuais na infância em paralelo na análise adulta. Em 1905 Freud descreveu os seus pilares essenciais sobre a sexualidade em Três ensaios. Quem estuda essa parte precisa saber que cada fase não é tão diferente entre si como a entrada esquemática faz parecer.

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    Considerações finais sobre catexia

    O conceito de catexia, em simplicidade, diz respeito a canalização linear de energia sobre determinado objeto em específico. Embora sua natureza não faça parte do cotidiano informacional, praticamos isso a todo o momento sem notar. A exemplo, quando direcionamos o nosso amor, ódio ou preocupação com alguma pessoa.

    É interessante notar como isso se desenvolve, de modo a exibir desde as suas raízes até a projeção final. Ainda que as suas cargas sejam opostas em algum nível, elas continuam a interagir livremente entre si. Claro, isso em concentrações diferentes, de modo que uma predomine, mas nunca seja realmente pura.

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