Como a psicanálise pode ajudar pessoas

A importância do Processo Psicanalítico na formação de uma Personalidade Livre

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Neste presente artigo iremos entender como a psicanálise pode ajudar pessoas, continue a leitura para entender mais sobre o assunto.

Entendendo como a psicanálise pode ajudar pessoas

A personalidade do indivíduo é formada através da convivência com seus pais, familiares e a sociedade, de um modo geral. Assim, algumas vezes, ele fica refém de crenças e angústias que o impedem de tomar decisões com segurança e autoconfiança, sem a interferência desses fatores. O processo psicanalítico pode, através do psicanalista, ser um instrumento que levará o indivíduo ao autoconhecimento para que possa gerir sua vida de forma mais livre e leve.

A personalidade ou psique humana é formada na infância, a partir da influência que o indivíduo recebe de seus pais, educadores, líderes religiosos e, posteriormente, da sociedade. A palavra psique tem origem do grego psykhé, e é um termo utilizado para retratar a alma ou o espírito. Seu conceito inclui os pensamentos, sentimentos e comportamentos, sejam eles conscientes ou inconscientes. Através dela, pode-se observar o comportamento humano e sua forma de se relacionar com o mundo.

Baseada na psique, Freud, desenvolveu o modelo topográfico, que se refere ao modo como ele compreende sua estrutura. Esse modelo é formado pelo Consciente, pré-consciente e inconsciente. O consciente é uma pequena parte da mente, que inclui todas as coisas das quais temos consciência em um dado momento. É a capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias.

Ainda sobre como a psicanálise pode ajudar pessoas

O pré-consciente é uma parte do inconsciente que pode tornar-se consciente com facilidade, como as porções da memória que nos são facilmente acessíveis. Nele estão os pensamentos, as ideias, as experiências, os conhecimentos, as lembranças, que podem ser trazidas à consciência, com algum esforço.

Já o inconsciente, guarda elementos instintivos que não são acessíveis pela consciência. Há também o que foi excluído da consciência, censurado e reprimido por trazer dor ou lembrar algum trauma. O que foi excluído, Freud chamou de recalque ou repressão e, de forma ilustrativa, identificou-o situado entre os limites do inconsciente e do pré-consciente.

O recalque seria responsável pelo impedimento ao sistema de conteúdos que seriam angustiantes, insuportáveis ou intoleráveis à psique, sendo advindos de experiências infantis. Desse modo, esses conteúdos angustiantes, formados pela representação mais o seu afeto correspondente, estariam submetidos ao nível inconsciente e, portanto, inacessíveis às demais instâncias.

Achados Psicanalíticos e como a psicanálise pode ajudar pessoas

Ao perceber que seu modelo possuía limitações para um entendimento mais expressivo dos achados psicanalíticos, Freud não o descartou, mas ampliou seu entendimento sobre a dinâmica das instâncias psíquicas propondo uma nova forma de compreensão do modelo estrutural do aparelho psíquico, que é a segunda tópica, uma fase mais madura da obra freudiana.

Na segunda tópica, chamada de Modelo Estrutural ou Dinâmico, Freud divide a mente em três instâncias psíquicas: o id, o ego e o superego. Ele vai sugerir a formulação de um modelo não mais voltado a um entendimento de lugar virtual, mas sim de estruturas ou instâncias psíquicas, que interagem constantemente para que ocorra o funcionamento do aparelho psíquico.

Neste modelo identificou que no id estão os impulsos (pulsões) desorganizados e sem direcionamento. Essas pulsões do id vão buscar sua satisfação, sem considerar a racionalidade, a moralidade ou a sociabilidade. O superego é responsável pela imposição de sanções, normas e padrões. Tem sua formação pela introjeção do conteúdo vindo dos pais. Tem a função de controlar regras sociais e morais que buscam domesticar o que no ID é desejo e pulsão. Possui uma parte consciente e outra inconsciente.

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O ego e como a psicanálise pode ajudar pessoas

O ego advém da primeira infância, onde os laços afetivos com os pais são intensos. Possui sua maior parte consciente. Funciona como o equilíbrio entre as pulsões do ego e a repressão do superego. Força o processo identitário de “ser alguém” perante si mesmo e o mundo externo. Assim, o ego é a personalidade propriamente dita e, como advém da primeira infância, onde os laços afetivos com os pais são intensos, conforme o indivíduo vai crescendo, sua personalidade vai sendo formada através do convívio com os pais e suas regras impostas, o convívio em sociedade com professores e outras pessoas e, algumas vezes, até a religião.

Já o Superego é responsável pelas crenças e toda bagagem recebida pelo indivíduo ao longo da sua formação. Conforme essa personalidade é formada, aquela criança que achava que podia tudo (id) começa a se questionar quando tem que tomar algumas decisões baseadas no superego, onde ficam as crenças, as regras, tudo que vai aprendendo, que vai polindo e moldando essa personalidade. O ego é responsável por fazer essa intermediação entre o id e o superego.

Com isso, percebe-se que o ser humano não é um espírito livre para fazer o que bem entende porque segue regras que foram impostas pela família de origem, pelas pessoas com quem conviveu e que acabaram gerando algumas crenças do que é permitido, do que não é, o que pode, o que não pode, o certo e o errado. No ego também se encontram as angústias, que geram medo e culpa.

Os mecanismos de defesa

Quando algo ruim acontece, o ego envia essa informação de volta para o id, ficando armazenada no inconsciente para que o indivíduo não tenha contato com o que está causando dor ou angústia. Assim, utiliza os mecanismos de defesa pra conseguir lidar com isso ao longo da vida e amenizar essa dor.

As angústias como não ser bom o suficiente, se condenar por errar ou perceber que algo que deseja fazer não é certo e logo não deveria ser feito, faz com que o indivíduo fique preso a algumas situações que causam muita dor.

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    Além disso, questões familiares como a preocupação em desagradar seu pai ou sua mãe aumentam ainda mais essas angústias. Isso mostra o quanto o autoconhecimento é importante para que o indivíduo se sinta mais confortável ao longo da vida. E é aí que entra o processo psicanalítico.

    Considerações finais

    Através dele, o psicanalista age como instrumento para que o indivíduo possa, através da sua escuta ativa, pelo método da associação livre, se ouvir e identificar os locais onde está preso, as crenças que estão causando angústia, bem como aquelas situações que aconteceram na primeira infância, nas fases do desenvolvimento, que o travaram em situações como obsessões, compulsões ou traumas.

    Através dessa escuta livre, o indivíduo traz do Inconsciente o que está guardado e, muitas vezes ele não consegue acessar. Com isso, vai se libertando dessas amarras que o prendem e consegue se comportar no mundo de forma mais livre e fluida, caminhando com suas próprias pernas, criando suas próprias crenças, sem ficar angustiado com as situações que está vivendo e lidando melhor com as decisões que precisa tomar.

    O presente artigo foi escrito por Beatriz Costa. Professora, psicoterapeuta, coach e psicanalista em formação. Contato: [email protected]

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