O que é controle emocional? 5 dicas para alcançar

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O controle emocional é muito importante em nossa sociedade. Afinal, quando nos deparamos com situações de pressão ou momentos difíceis o controle emocional é necessário demais. Isso porque são as emoções que nos mobilizam para a ação, e elas podem despertar o nosso melhor ou o nosso pior.

Esse artigo vem trazer informações sobre o que é controle emocional e as características de quem o tem. Por fim, vamos dar algumas dicas para que você o exercite..

O que é controle emocional

O controle das emoções pode ser traduzido como uma competência. Quem tem, apresenta a habilidade de pôr o seu conhecimento em prática diante de uma determinada situação. Ele tem o potencial de aprender a lidar com diversas situações. A partir disso podemos dizer que a controle emocional provém da inteligência emocional.

O controle das emoções também ajuda a mascarar frustrações e preocupações internas.

Características de uma pessoa que controla as emoções

Para ilustrar, achamos interessante listar algumas das características que uma pessoa com controle emocional apresenta:

Liderança efetiva:

Independente do modo de liderar, todos os lideres possuem inteligência emocional. Por isso, o controle emocional é essencial para os bons líderes. Afinal, eles devem saber lidar com situações delicadas, ter um bom nível de produtividade, dar feedbacks construtivos, ter foco e saber lidar com pressão.

Reconhecimento de fraquezas e forças:

Ter autoconhecimento é fundamental para se desenvolver. Afinal, só assim um profissional saberá como conduzir sua vida pessoal. É preciso ser honesto consigo mesmo sobre quem se é. Reconhecer suas fraquezas e forças não de modo emocional, mas de forma a analisar criticamente isso.

Apenas assim será permitido um desenvolvimento constante do indivíduo.

Conhecimento da origem de seus sentimentos negativos:

É normal perguntarmos a uma pessoa o porquê de ela estar triste, e receber como resposta “eu não sei“. Essa falta de conhecimento indica falta de autoconhecimento. Essa pessoa tem dificuldade de analisar a situação e se analisar. Quando você consegue saber exatamente o que motiva sua tristeza, então você tem, controle emocional.

Facilidade de ler as expressões das pessoas:

Ter facilidade de perceber que as pessoas estão sentindo, e analisar seus gestos são atributos de quem tem controle emocional.

Confiança nos instintos

Se sentir confiante em seguir a própria intuição é a capacidade de confiar em suas emoções, em si mesmo. Quem tem controle emocional sabe que não há motivos para não confiar na sua voz interior.

5 dicas para ter controle emocional

Para te ajudar a conquistar ou manter o controle emocional nós listamos 7 dicas:

1. Tenha uma boa relação com o seu corpo

O controle emocional não diz respeito apenas a coisas abstratas, a sentimentos.

Nossas emoções se manifestam em nosso corpo e tem relação direta com ele. É preciso ter consciência do que dá prazer ao corpo e como isso afeta as emoções. Dessa forma, é possível dominar-se.

Ademais, é necessário aceitar o corpo como ele é e cuidar dele. Cuide da saúde, se alimente, se hidrate, se exercite. Descubra o que você tem prazer em fazer, o que te motiva, te traz positividade. Independente da atividade, ou das atividades, o principal é fazer algo que te motive e ajude.

2. Inspire, expire e reflita

Para ter controle emocional é preciso parar, respirar e refletir. É exatamente isso.

O controle está ligado com a análise de uma situação e atitudes racionais vindas dessa análise. Se você age por impulso diante de uma motivação externa, de um sentimento, você está sendo controlado pela emoção.

Quando você para, respira, dá um passo atrás e vê o momento “de fora”, você tem tempo para se controlar, entende? Oxigenar o seu corpo irá de ajudar a tomar decisões de forma consciente e racional.

3. Nomeie as suas emoções

Raramente nos lembramos de identificar as nossas emoções. Compreender o que estamos sentindo e nomear isso, falar dessas coisas é importantíssimo para controlá-las. Afinal, só conseguimos lidar com o que conhecemos. Através dessa nomeação, podemos nos perguntar o que a motiva e como isso te afeta.



Dessa forma pode-se diminuir sua intensidade.

4. Aceite-se e transforme-se

O processo de autoaceitação é complexo e profundo. Se aceitar, primeiramente, nada tem a ver com “ser convencida” ou arrogante. Se aceitar é saber quem se é e não precisa ter falsa modéstia ou se auto afirmar. A aceitação vem do autoconhecimento. Assim, é preciso ter uma introspecção consciente, meditar e analisar sua vida.

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É necessário compreender seus próprios limites, aceitar suas qualidades e defeitos e reconhecer que perfeição não existe.

É preciso ainda entender que não se pode assumir o peso do mundo todo, mas que se deve assumir as responsabilidades das suas ações. Só quando você conhece quem é e aceita isso, consegue ser realista sobre o que precisa mudar.

5. Entenda que nem tudo diz respeito a você

Um dos principais vilões do controle emocional é a mania de autorreferência. Afinal, quem nunca pensou que tudo que acontece no mundo é sobre si mesmo? Ao chegar em algum lugar achar que estão falando sobre você, rindo de você? Isso é perigosíssimo.

Nem tudo é sobre nós. À nossa volta a milhares de coisas acontecendo. Milhares de relações não nos incluem.

Ter consciência disso tira um fardo das nossas costas. Isso porque é necessário se preocupar com o que realmente nos é importante. Focar no que nos ajuda a crescer e deixar de lado as paranoias de estar sendo julgado e observado.

Conclusão

Vimos que o controle emocional é a habilidade de lidar com os nossos próprios sentimentos, principalmente em momentos de tensão. Não é deixar de sentir, mas sentir, analisar e conseguir controlar de forma positiva as emoções que tentam aflorar.

Em alguns momentos, é preciso se afastar das situações que ativam em nós sentimentos negativos. Não se trata de fugir, mas há momentos que os sentimentos estão tão a flor da pele que qualquer reação pode ser catastrófica. Só quando esfriamos a cabeça e pensamos racionalmente que poderemos tomar decisões assertivas.

Um sentimento não deve ser reprimido, pois ele existe, está ali, e vai procurar um modo de ser externalizado. 

É preciso aceitar que estamos nervosos, ou ansiosos, ou tristes. Precisamos nos permitir sentir. E, ao sentir, precisamos analisar esse sentimento, nomeá-lo, entender como nos afeta. Lembra que dissemos o quanto isso é importante?

Contudo, ao entender e analisar nossos sentimentos, não devemos assumir que nós somos esses sentimentos. Nós os sentimos, eles fazem parte de nós, mas não determinam quem somos.

Só com controle emocional podermos evoluir, nos destacar, alcançar objetivos maiores. Se você tem interesse de saber mais sobre o tema, o nosso curso de Psicanálise Clínica pode te ajudar a se ajudar, além de ajudar outras pessoas também. Confira!

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