Dependência química: tratamento, terapia e formas de ajuda

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Neste material, desenvolveremos o conceito de mostrar o que é a dependência química e o real significado de dependência química. Assim como tratamento para dependentes químicos para que possa retornar ao convívio social de uma forma sóbria.

Esta abordagem é relevante porque, talvez, hoje a dependência química seja uma das maiores causas dos problemas sociais. Isso devido à desinformação e à discriminação social que gera sérios problemas, como:

  • Morte;
  • Roubos;
  • Facções; etc.

Como hipótese, partimos do princípio de que se houver mais informações sobre o assunto e mais formas de tratamento eficazes se pode diminuir fatores. Fatores que tanto prejudicam não só usuários e seus familiares, como também a sociedade.

Como objetivos, buscaremos:

  1. Demonstrar o que se trata essa doença da dependência química;
  2. Formas de tratamento que trazem o dependente ao convívio social e vida mais digna.

Na 1ª parte abordaremos o que é a doença da dependência química, o que causa a busca pela drogadição.

Na 2ª parte entraremos na questão da codependência, o que é um codependente, como age e como deve agir, existe tratamento para a codependência?

Na 3ª parte entraremos nas questões de como tratar a dependência química e conseguir se manter na sobriedade. Assim como exemplos de ajuda para dependência química.

E, para atingir esses pontos, a metodologia empregada foi de pesquisa bibliográfica. Também a participação direta nos grupos de apoio a dependência química, convivendo assim, com dependentes e codependentes.

 

1 ª Parte – A doença da dependência química

A dependência química é uma doença que não tem cura. Ela tem tratamento e ferramentas para que o doente se mantenha em sobriedade.

Temos que ter o seguinte entendimento: a busca pelas drogas normalmente é causada em algum momento. A droga começa a ser usada para que se fuja dos problemas vivenciados no dia-a-dia.

Como exemplos, podemos citar:

  • Fuga por alguém que sofre de algum tipo de paranoia (quer livrar-se daquele sentimento e acaba buscando nas drogas a solução);
  • Quando a pessoa busca nas drogas a solução ela não tem o conhecimento do que isso poderá lhe causar, pois não sabe que é uma dependente química.

 

1. E o que é ser um dependente químico e o significado de dependência química?

A droga atinge o sistema nervoso central, modificando, assim, os comportamentos e pensamentos do usuário. O usuário, por sua vez, se sente mais seguro, mais tranqüilo, como se em um primeiro momento os problemas não existissem mais.

Assim, tendo esse dependente algum tipo de patologia ou geneticamente predisposição a doença acaba sendo alvo fácil para continuar ao consumo. Aquela sensação de prazer momentânea será buscada mais vezes e diversas vezes o que irá causar a dependência química.

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Normalmente se tem, pela cultura, a porta de entrada como sendo a bebida alcoólica e o tabaco, pois em algum tempo atrás era visto como “bonito”, “potente”, utilizar-se desses artifícios. Não se tinha o menor conhecimento por parte dos usuários o quão mal trazia para o organismo.

Depois, na década de 1970, então, com os hippies, começaram a utilizar-se de outros tipos de drogas:

  • Maconha;
  • Cocaína;
  • Barbitúricos; dentre outras.

A doença da dependência química causa problemas não só para o usuário. Causa incômodo e desestruturas de sua família e também para o meio social. Ou seja, todos são envolvidos de forma direta ou indireta com o uso e abuso das drogas.

 

2.  Drogadição e Sociedade

Vamos analisar a sociedade em primeiro lugar.  Essa sofre com o problema da dependência das drogas:

  • Roubos;
  • Latrocínios;
  • Violência;
  • Assassinatos;
  • Dentre outros crimes resultantes do tráfico e da ação de dependentes para que conseguirem a substância.
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Vale saber, que a dependência química coloca o usuário em condição de fazerem de tudo quando estão sob o efeito da substância – assim como necessitam de quantidades maiores com o passar do tempo.

Em consequência, as condições financeiras do dependente vão ficando escassas. Isso porque o problema gera: perda do emprego, da família, se sujeitam a andar de forma deplorável e a fazer de tudo e a qualquer custo pelo uso da sua substância

Assim, os problemas não são causados apenas para o usuário, mas para a sociedade, como envolvimentos com traficantes.

Enxergamos o dependente pelo lado das perdas. A necessidade do uso é tão grande que acaba se autodestruindo a cada dia.

Tudo pelas sensações que a substância traz, como a de fuga, por exemplo.

Mas, em condição de dependente, não se dá conta que de, aos poucos, começa a trazer para si outras doenças, como:

  • Paranoias;
  • Depressão;
  • Mania de perseguição;
  • Dentre outros sintomas que causam o uso e também com o uso excessivo acaba tirando a própria vida, pela dependência química. 

Portanto, é uma doença sócia e muito séria.

 

2 ª Parte – Codependência química

O Codependente é também doente. Uma vez que, pela convivência com o seu dependente, acaba vivendo a vida do outro: facilitando o uso para não se “incomodar”.

Pode, muitas vezes, viver em uma falsa “paz”. Mas, tem – apesar da sobriedade – os mesmos sentimentos do dependente químico, como:

O codependente precisa de tratamento para si e também para saber como lidar com o seu dependente em condição de dependência química.

É a doença dos três “Cs”: Cama, cadeia ou caixão. E trata-se de uma doença progressiva e fatal.

Mais profundamente, podemos considerar que a codependente é o familiar ou quem convive direto com o dependente, podendo ser um amigo também. Tal pessoa é tão doente quanto o dependente, a única diferença é que não utiliza a substância.

Ou seja, o codepentente está sóbrio. Por outro lado, tem inúmeras doenças da psique e do corpo justamente por essa convivência direta.

Podem ser sofrimentos tão profundos ou mais graves do que o do próprio dependente. O codependente, sim, perde a vontade de viver, de se relacionar, tem vergonha daquela situação que vivencia pela dependência química de seu ente querido, sofre de estresse e outros agentes causadores de perturbações.

Por outro lado, devemos entender que, muitas vezes, pelo dependente não estar em condições de buscar ajuda é o codependente quem deve dar o primeiro passo em busca de uma ajuda especializada. Sim, porque – embora adoecido – ainda assim é a parte sóbria por não sofrer diretamente de dependência química.

Mas, nem sempre é tão fácil assim, pois o codependente está tão envolvido pelo quadro do dependente que se sente acomodado naquela situação, sentindo inclusive só do dependente.

Pode não se importar com o seu bem-estar ou sua vida, sendo que a do dependente se torna o seu principal objetivo. Então, o codependente financia para que o dependente não incomode e acaba vivendo a vida do outro ao seguir todos os passos do dependente.

O codependente, frequentemente, não vive a sua própria vida. Sabemos de relatos seriíssimos de pessoas que chegam a amarrar seu dependente em condição de dependência química, o mantendo em cárcere privado para que o mesmo não saia em busca das drogas.

Quando que o mais certo e seguro seria a busca de ajuda especializada para ambos. As ajudas são inúmeras desde a internação em hospitais, como em comunidades terapêuticas, clínicas e daí vem os tratamentos com profissionais capacitados na área, como:

  • Psicanalistas;
  • Terapeutas;
  • Psicólogos;
  • Assistentes sociais;
  • Psiquiatras; entre outros.
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3 ª Parte – Tratamento para dependentes químicos

Como tratamento para a dependência química e tratamento para dependentes químicos, temos as comunidades terapêuticas que é uma importante forma de ajuda para dependência química e de terapia para dependentes químicos. Assim como clínicas e profissionais como psicanalistas, psicólogos, psiquiatras, terapeutas, espiritualidade, assistentes sociais e grupos de apoio.

Os dependentes, normalmente, não estão em condições de tomarem alguma decisão quando se trata de tratamento. Isso porque, geralmente, estão tão dominados pela dependência de drogas que não conseguem dar o primeiro passo em busca da sua recuperação.

Então, quem dá esse primeiro passo é o seu codependente. A partir do momento em que se busca a ajuda necessária, tem-se o conhecimento de que se trata a doença da dependência química. Uma doença que atinge o sistema nervoso central, fazendo que o dependente perca a noção o que faz na sobriedade.

Perde a noção de sua sobriedade e também de suas ações. Assim como de seus em pensamentos.

E é aí que entra os profissionais capacitados. Normalmente, em primeiro plano, temos um médico que fará a desintoxicação das drogas.

Logo após, o dependente pode ser encaminhado para um psiquiatra, que fará a devida avaliação e quando necessário uso de medicações iniciais. Isso para que reduza a vontade do dependente de consumir as drogas.

Encaminha-se então o paciente para o melhor tratamento para dependentes químicos. Isso quando o médico percebe que é necessária uma internação para que o paciente consiga se reorganizar na sobriedade e retornar ao convívio social.

Nesse momento, entram os outros profissionais que também irão fazer avaliações periódicas e orientar as atitudes que a pessoa em condição de dependência química deve daqui para frente seguir. Para tanto vamos nos basear nos 12 passos do livro capacitando ao “Apoio Fraterno”.

3.1 – Tratamento para dependentes químicos e ajuda para dependência química: Apoio Fraternal

Esse grupo é um grupo de auto-ajuda, criado em Santo Ângelo (RS). O grupo atua há mais de 15 anos como ajuda para dependência química e vem se espelhando pelo país em busca de tratar e divulgar o que se trata da dependência química.

  1. Temos como primeiro princípio “evitar lugares, situações e pessoas”: udo o que traga algum tipo de memória química para o assistido. Esse passo deve ser levado muito a sério, porque ele contribuir para evitar recaídas no futuro. Por exemplo, o usuário se acha potente perante as drogas e se sente seguro em frequentar e manter as mesmas amizades e lugares do tempo de uso.
  2. Segundo princípio “caracteres da perfeição”: são as leis morais a serem vivenciadas, como de reforma íntima. De como estava vivendo e o que quero daqui para frente para mim e meus familiares.
  3. Terceiro princípio “é a missão dos pais”: quando os mesmo se dão conta que os pais já fizeram o que deviam e podiam e que agora parte do dependente seguir em frente. Sem questionamentos do que passou, mas sim, viver a sua vida daqui para frente, mesmo convivendo com a dependência química.
  4. Quarto princípio “amor paternal e filial”: quando se tem conhecimento da hierarquia familiar e assim saber o seu lugar dentro desse núcleo.
  5. Quinto princípio “Culpa x Responsabilidade”: fica um jogando a culpa no outro, enquanto que o que se deve fazer é sim tomar uma atitude que normalmente vem dos familiares, para que o dependente não retorne à drogadição.
  6. Sexto princípio comportamento cristão: é saber que se necessita de um amparo espiritual para se fortalecer nos momentos em que se sente enfraquecido em seu cotidiano.
  7. Sétimo princípio “a paz e a espada”. É a família se posicionar: “tema amo, mas não posso aceitar as suas atitudes. Saber que muitas vezes que é necessário fechar as portas para que o dependente se dê conta do que está fazendo com a sua vida.
  8. Oitavo princípio “escândalo e crise”: é o momento de enxergarmos o problema da dependência química de frente. Ou seja, de reconhecer que existe uma doença e que precisa essa se manter em tratamento como disciplina e foco.
  9. Nono princípio “Apoio Fraterno”: entender a importância dos grupos de auto-ajuda – tanto para os dependentes quanto para os codependentes. Entender que a frequências aos grupos vai trazer mais segurança ao tratamento. Entender que a troca de experiências entre todos faz com que dependentes e familiares não se sintam sozinhos na luta contra a dependência química Assim, é possível perceber que tem mais gente no “mesmo barco” e que podem ali se apoiarem uns nos outros para viverem na sobriedade.
  10. Décimo princípio “união familiar”: saber que a família tem a sua hierarquia, mas que também vive em união, ou seja, que uns ajudam os outros. Exemplo: divisão de tarefas, que a serem executadas entre todos os membros da casa. Por isso o nome do princípio: união familiar.
  11. Décimo primeiro princípio “livre arbítrio”: entender que temos nossas escolhas e que se tudo foi feito para o nosso melhor. Assim, cabe a nós nesse momento seguir nosso caminho pela porta que escolhermos e queremos para nós.
  12. Décimo segundo princípio “amar ao próximo como a si mesmo”: ou seja, se colocar no lugar do outro, não fazer para o outro o que não gostaria que fizesse para mim. Também o de amar a si mesmo.
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Então, essas são ferramentas poderosas – tanto para o dependente, quanto que para o codependente. Ambos devem segui-las a risca, se desejam se manter em sobriedade e poder vivenciar a verdadeira paz frente a dependência química.

A doença da dependência química é para toda a vida, não tem cura. Mas, felizmente, existe ajuda para dependência química e manutenção, justamente por se tratar de uma doença do comportamento.

Conclusão

Concluindo, a informação sobre a doença ainda é o maior aliado, juntamente com o tratamento para que se tire o usuário das drogas. Entender quais motivos o levou a usar, o que pode ser modificado na vida e no lar dos envolvidos na dependência química, seguir as ferramentas para se manter na sobriedade a risca.

E basicamente quando se tem o conhecimento da causa saber quais riscos o dependente e seus codependentes estão sofrendo naquele instante sem o tratamento. É melhor um afastamento momentâneo do dependente para que esse volte à sobriedade do que vê-lo morrer aos poucos do lado do codependente.

O codependente também necessita da ajuda e por assim dizer buscar a ajuda necessária para que saiba como tratar e conviver com o se dependente. A dependência química é uma doença do comportamento e não tem cura.

Precisa ser tratada para toda a vida, utilizando-se de todas as ferramentas disponibilizadas. Para que, assim, dependentes e familiares possam ter uma vida em sobriedade e viverem na verdadeira paz.

Bibliografia

Capacitando ao Apoio Fraterno/Edson Luís Cardoso – Santo Ângelo-RS Furi: 2014 Cardoso, Edson Luis.

Este material  sobre o que é O que é dependência química: tratamento, terapia e ajuda para dependência química foi escrito por Franice Radins, concluinte do nosso Curso de Formação em Psicanálise Clínica.

 

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