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4 elementos da Teoria de Freud

Posted on Posted in Teoria Psicanalítica

Freud era um médico neurologista, filho de pai judeu, nascido na Tchecoslováquia e criado na Áustria. Devido ao alto valor que tinha a escola de medicina austríaca Freud ingressou na faculdade e concluiu sua formação médica um pouco mais tarde do que o habitual.

Durante seu curso deu grande ênfase ás pesquisas, fato que resultou em trabalhos inconclusivos. Seu interesse pela psicanalise surgiu quando Freud escutava pacientes histéricos , criou-se então o que se denomina como Psicanalise, bem como sua composição teórica, sua prática, seu método terapêutico e sua ética.

Ele teve o despojamento de reconhecer a ignorância e a impotência diante de um sem número de situações, diante do sofrimento e lançou-se a busca de novos instrumentos, novos conceitos, novas técnicas. Para Freud o ser psicanalista era um oficio que vai muito além de uma formação acadêmica.

1. O Método Psicanalítico para Freud

Pensar em psicanalise é, como Freud mesmo definiu, pensar e executar um procedimento de investigação de processos mentais que, de outra forma, são praticamente inacessíveis, trata-se de um método baseado na investigação para o tratamento de distúrbios neuróticos e uma série de concepções psicológicas adquiridas por esse meio e que se somam uma às outras para formarem progressivamente uma nova disciplina científica.

Denomina-se psicanálise o trabalho pelo qual leva-se à consciência do doente o psíquico recalcado por ele. Ao analisar o Analisado, Freud observa-se durante o seu falar livre, denominado por ele mesmo como Associação Livre, tudo que o sujeito expressa por meio de palavras e sensações manifestas durante o processo analítico.

Ele se deu conta quando um de seus pacientes, diante de suas inúmeras perguntas, respondeu-lhe também questionado o que por que de ele, Freud, não deixar que ela falasse, e que parasse de interromper seu pensamento. Freud começou a dar conta de que o analista atua como um ator cujo papel principal é direcionar, orientar e algumas vezes dar respostas ao sujeito durante sua experiência analítica.

2. Consciente e Inconsciente

Uma base teórica sólida e consistente é indispensável, precisa-se pensar no sujeito tendo em vista estruturas que são fundamentais dentro da psicanalise, que são o ID, Ego e Superego, como modelo estrutural da personalidade, as Neuroses que se subdividem em neurose de ansiedade, fobias e obsessiva compulsiva, as psicoses que se subdividem em esquizofrenias, maníaco-depressiva, paranoia e psicose alcoólica bem como outros conceitos como as fases do desenvolvimento infantil em oral, anal e fálica.

Como exímio leitor e estudioso Freud criou o que se considera um pilar fundamental no entendimento do desenvolvimento infantil, o que Freud mesmo nomeou como o complexo de Édipo.

3. Complexo de Édipo

O complexo de Édipo, baseado no conto de Sófocles retrata o que acontece durante o desenvolvimento infantil, quando a criança, se identifica com um dos progenitores e elege ao final de todo o processo o seu objeto de desejo sexual.

O menino por medo da castração se une ao pai com a finalidade de seduzir de alguma forma o sexo oposto, o menino se posiciona como aquele que é portador do falo, o objeto de desejo que a mãe tinha e que alguém cortou (castração) e a menina se une a mãe como aquela que se une a mãe com a finalidade de seduzir o portador do que ela um dia teve e foi castrado/cortado/extirpado.

No final do desenvolvimento se entende que ninguém cortou nada e que tudo não passou de uma fase de identificação como o sexo oposto, e por que não dizer, com o mesmo sexo, no caso da homossexualidade. Não posso deixar de mencionar as fases infantis e de dar uma definição sustentada às mesmas.

4. Fases da sexualidade infantil

A primeira fase, a fase oral é o período em que a criança é amamentada pela mãe, existe uma perversão no ato de sucção, o que Freud observou é que existe um erotismo infantil nesta fase, onde a criança não realiza o ato de “sugar/chupar” somente com a finalidade de saciar a fome, existe uma sucção do dedo, da chupeta etc. Este ato de sucção em si, tem uma importância muito grande no vinculo mãe-filho.

Logo vem a fase anal, aonde existe um prazer em conseguir reter as fezes e com isto receber elogio da mãe ou do cuidador, em seguida vem a fase fálica, onde o sujeito se dá conta de que tem ou não um falo, logo vem o período de latência e o despertar da sexualidade na puberdade, quando por ações hormonais se desperta as mudanças e manifestações de um desejo sexual intenso no sujeito.

Foi observando o desenvolvimento infantil que Freud se deu conta de que o recém-nascido é na verdade um perverso polimorfo, que desenvolve zonas erógenas ao mesmo tempo em que reage ou responde a necessidades fisiológicas básicas e ao contato como cuidador, o ato de ser higienizado, por exemplo, estimula a formação de zonas erógenas.

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As teorias de Freud passaram e ainda passam por diversas fases de criticas e tentativas de desvalorização, porém fato é que muitas ciências se embasam nas teorias de Freud e muitos sujeitos têm suas vidas melhoradas pelo fato de vivenciarem uma experiência analítica. Ao ser analisado, o sujeito acessa suas nuances psíquicas, permite-lhe visualizar sua própria pessoa e a si mesmo como ser pensante-desejante, uma vez que a ética da psicanalise é com o desejo do sujeito.

Autor: Denilson Louzada, exclusivamente para o Curso Psicanálise Clínica.

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