elementos-teoria-freud

4 elementos da Teoria de Freud

Posted on Posted in Teoria Psicanalítica

A história da psicanálise foi iniciada com Freud, que é considerado o pai dessa técnica terapêutica. Você conhece a história do Freud e suas criações psicanalíticas? Em meio a tantos pensamentos e contribuições, destacamos, hoje, quatro elementos importantíssimos da Teoria de Freud. Quer conhecer mais? Então continue a leitura e aprofunde seus conhecimentos sobre a psicanálise!

Quem foi Freud?

Freud era um médico neurologista, filho de pai judeu, nascido na Tchecoslováquia e criado na Áustria. Freud ingressou na faculdade e concluiu sua formação médica um pouco mais tarde do que o habitual. Isso ocorreu devido ao alto valor que tinha a escola de medicina austríaca.

Durante seu curso, deu grande ênfase às pesquisas. Fato que resultou em trabalhos inconclusivos, como as pesquisas sobre o órgão sexual das enguias. Seu interesse pela menta humana surgiu quando Freud escutava pacientes histéricos. Criou-se, então, o que se denomina como Psicanalise, bem como sua composição teórica, sua prática, seu método terapêutico e sua ética.

Ademais, ele teve o despojamento de reconhecer a ignorância e a impotência diante de um sem número de situações e diante do sofrimento. Assim, lançou-se à busca de novos instrumentos, novos conceitos, novas técnicas. Para Freud,  ser psicanalista é um ofício que vai muito além de uma formação acadêmica.

Elemento um da Teoria: O Método Psicanalítico para Freud

Pensar em psicanalise é, como Freud mesmo definiu, pensar e executar um procedimento de investigação de processos mentais. Estes que, de outra forma, são praticamente inacessíveis. Então, trata-se de um método baseado na investigação para o tratamento de distúrbios neuróticos. Além disso, trata-se de uma série de concepções psicológicas adquiridas por esse meio e que se somam uma às outras para formarem, progressivamente, uma nova disciplina científica.

Ou seja, denomina-se psicanálise o trabalho pelo qual leva-se à consciência do doente o psíquico recalcado por ele. Ao analisar o analisado, Freud observa-o durante o seu falar livre, denominado por ele mesmo como Associação Livre. Tudo que o sujeito expressa por meio de palavras e sensações manifestas durante o processo analítico é considerado.

Assim, ele se deu conta quando um de seus pacientes, diante de suas inúmeras perguntas, respondeu-lhe também questionando o porquê de ele, Freud, não deixar que ela falasse, e que parasse de interromper seu pensamento. Freud começou a dar conta de que o analista atua como um ator cujo papel principal é direcionar, orientar e, algumas vezes, dar respostas ao sujeito durante sua experiência analítica.

Elemento dois da Teoria: Consciente, Pré-Consciente e Inconsciente, Id, Ego e Superego

Uma base teórica sólida e consistente é indispensável. E é preciso pensar no sujeito, tendo em vista estruturas que são fundamentais dentro da psicanalise. Freud criou duas tópicas. Na primeira, ele desenvolveu as ideias de inconsciente, pré-consciente e consciente, que dizem respeito ao que nós temos acesso ou não em nossa mente. Depois, na segunda tópica, Freud criou as instâncias que regulam nossa maneira de ser.  Tais estruturas são o ID, o Ego e o Superego, como modelo estrutural da personalidade. Ademais, as Neuroses que se subdividem em neurose de ansiedade, fobias e obsessiva compulsiva. As psicoses que se subdividem em esquizofrenias, maníaco-depressiva, paranoia e psicose alcoólica, bem como outros conceitos, como as fases do desenvolvimento infantil em oral, anal e fálica.

Como exímio leitor e estudioso, Freud criou o que se considera um pilar fundamental no entendimento do desenvolvimento infantil. O que Freud mesmo nomeou como o complexo de Édipo.

Elemento três da Teoria: Complexo de Édipo

O complexo de Édipo, baseado no conto de Sófocles, retrata o que acontece durante o desenvolvimento infantil. Ou seja, ele explica quando a criança se identifica com um dos progenitores e elege, ao final de todo o processo, o seu objeto de desejo sexual.

O menino, por medo da castração, se une ao pai com a finalidade de seduzir de alguma forma o sexo oposto. O menino se posiciona como aquele que é portador do falo, o objeto de desejo que a mãe tinha e que alguém cortou (castração). E a menina se une à mãe com a finalidade de seduzir o portador do que ela um dia teve e foi castrado/cortado/extirpado.

Ademais, no final do desenvolvimento, entende-se que ninguém cortou nada e que tudo não passou de uma fase de identificação com o sexo oposto, e por que não dizer, com o mesmo sexo, no caso da homossexualidade. Não posso deixar de mencionar as fases infantis e de dar uma definição sustentada às mesmas.

Elemento quatro da Teoria: Fases da sexualidade infantil

A primeira fase, a fase oral é o período em que a criança é amamentada pela mãe. Existe uma perversão no ato de sucção. O que Freud observou é que existe um erotismo infantil nesta fase, no qual a criança não realiza o ato de “sugar/chupar” somente com a finalidade de saciar a fome, existe uma sucção do dedo, da chupeta etc. Este ato de sucção, em si, tem uma importância muito grande no vinculo mãe-filho.

Logo, vem a fase anal, em que existe um prazer em conseguir reter as fezes e, com isso, receber elogio da mãe ou do cuidador. Em seguida, vem a fase fálica, na qual o sujeito se dá conta de que tem ou não um falo. Logo, vem o período de latência e o despertar da sexualidade na puberdade, quando, por ações hormonais, desperta-se as mudanças e manifestações de um desejo sexual intenso no sujeito.

Foi observando o desenvolvimento infantil que Freud se deu conta de que o recém-nascido é, na verdade, um perverso polimorfo. Que desenvolve zonas erógenas, ao mesmo tempo em que reage ou responde a necessidades fisiológicas básicas. E, ao contato como cuidador, o ato de ser higienizado, por exemplo, estimula a formação de zonas erógenas.

Conclusão

Por fim, a teoria psicanalítica de Freud passou e ainda passa por diversas fases de críticas e tentativas de desvalorização. Porém, fato é que muitas ciências se embasam nas teorias de Freud, e muitos sujeitos têm suas vidas melhoradas pelo fato de vivenciarem uma experiência analítica. Ao ser analisado, o sujeito acessa suas nuances psíquicas, permitindo visualizar sua própria pessoa e a si mesmo como ser pensante-desejante. Isso, uma vez que a ética da psicanalise é com o desejo do sujeito.

Gostou do artigo sobre as teorias de Freud para a psicanálise? Continue acompanhando nosso blog e descubra muito mais! Quer aprofundar seus conhecimentos sobre essa técnica terapêutica? Então se inscreva agora no nosso curso, 100% online e completo, de Psicanálise Clínica. Com ele, você estará apto a clinicar e a expandir seu autoconhecimento. Não perca essa oportunidade!

Autor: Denilson Louzada, exclusivamente para o Curso Psicanálise Clínica.

 


NÓS RETORNAMOS PARA VOCÊ


 

 

Foi útil para você? Curta, Comente e Compartilhe!
  •  
  •  

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

onze − dois =