instâncias psíquicas

As 3 Instâncias Psíquicas da Mente para Freud

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Freud e as instâncias psíquicas

No universo psíquico, desconhecemos mais do que conhecemos. Isso parte da premissa do próprio inconsciente. Uma das grandes descobertas do pai da psicanálise (S. Freud), foi ter afirmado que existem processos psíquicos inconscientes. Que, em outras palavras, fica claro que o que nós sabemos sobre nós é a menor parte do que de fato nós somos.

Para Freud, os nossos processos mentais acontecem de maneira conectadas. Ou seja, nenhum pensamento, sentimento ou lembrança acontecem por acaso, de maneira isolada. Isso não acontece por acidente. Por exemplo: quando alguém diz que não quer, quando na verdade quer – isso não pode ser constituído de acidente mental. Outro exemplo: quando alguém diz que vai, quando na verdade não quer ir – isso não acontece por acaso.

Mesmo que pareça que alguns pensamentos ou sensações surjam de maneira espontânea, há elos ocultos por trás deles que ligam esses eventos mentais com outros que ocorreram antes. De acordo com Freud, os processos mentais se desenvolvem de forma contínua, mesmo que as pessoas não estejam conscientes dessa continuidade entre seus pensamentos e sentimentos.

O consciente, pré-consciente e inconsciente

Para entender os eventos mentais, Freud desenvolveu o que ele mesmo chamou de sistema Ics/Pcs/Cs, as três instâncias psíquicas. Uma boa metáfora para entendermos melhor esses eventos é a figura de um ‘iceberg’. A pequena parte que fica na superfície, poderíamos chamar de consciente. 

1. O consciente

O consciente é a parte da mente que lida com as informações da qual o indivíduo está ciente em um dado momento. Por exemplo: na narrativa desta redação, estou dedicando atenção para uma argumentação sólida, de modo a estabelecer relações entre informações novas e as que já tinha sobre o assunto em apreço. 

O consciente agrega as informações que se deseja, de forma intencional em um dado momento. No entanto, o consciente é apenas uma pequena ponta do iceberg, em outras palavras, uma pequena parte da mente. Retomando a metáfora do iceberg, existem ainda partes menos expostas desse ‘iceberg’ que Freud chamou de pré-consciente e inconsciente. Por assim dizer, eles estão submersos nos eventos mentais. A parte mais profunda desse iceberg é o inconsciente. 

Como o consciente funciona enquanto uma das instâncias psíquicas?

É nessa parte do processo mental que ocorrem eventos que nunca foram conscientes e que não podem ser acessados pelo consciente. É nessa parte profunda – no inconsciente – , que ficam armazenadas informações excluídas do consciente, onde elas não podem ser lembradas pelo fato de terem sidas reprimidas ou censuradas. Por exemplo, lembranças traumáticas, que uma vez armazenadas no inconsciente podem influenciar indiretamente a vida mental do indivíduo, sem jamais serem lembradas novamente.

Segundo Freud, uma vez que não há descontinuidade da vida mental, e que embora não se tenha clareza sobre as coisas que estão no inconsciente, os pensamentos e sentimentos que surgem, aparentemente sem sentido, estão relacionados com pensamentos e sentimentos anteriores, ainda que esses elos estejam no inconsciente.

2. O pré-consciente

Voltando à metáfora, vemos o que Freud chamou de pré-consciente, que pode ser definido como uma porção do inconsciente que, com facilidade, se torna consciente. Na figura do iceberg, ele seria o equivalente à parte central ou à parte que está submersa ao nível da água, e que pode ser acessada com facilidade. 

As memórias acessíveis são um bom exemplo do pré-consciente. Por exemplo, o que se aprendeu em determinada aula, qual foi o assunto que se conversou com determinado colega, qual o número do telefone do amigo ou ainda, o que se comeu durante o café. É no pré-consciente que acessamos as lembranças e as memórias mais recentes. 

Como essa instância psíquica atua?

O pré-consciente funciona como um filtro entre o inconsciente e o consciente, e essa tarefa é essencial para o bom funcionamento da vida mental.

Essa é a primeira tópica de Freud, sintetizada como instâncias psíquicas, onde ele apresenta as teorias do consciente, do inconsciente e do pré-consciente e que, nesse caso, para ele, a parte mais importante nesse processo é o inconsciente, o que na metáfora é a maior parte do iceberg.  Para Freud, o inconsciente era a parte ser dissecada, estudada com profundidade, onda havia muita coisa a ser desvendada.

3. O inconsciente

Hoje já é provado cientificamente, pela neurociência e não mais por uma teoria, que o consciente usa apenas 5% de capacidade do seu ‘eu’ em força e energia, isso é justamente a ponta do iceberg. A maneira do uso da força e da energia nesse consciente é racional, ou seja, as coisas têm de fazer sentido. Tem que existir certa lógica. 

Nesse sentido, é fundamental que se construa um processo linear com projetos, metas e sonhos a serem realizados. Já o inconsciente, usa 95% da estrutura do que é o indivíduo.

Pensamentos inconscientes são infinitamente superiores aos pensamentos conscientes. Nesse momento, lembramos da parte submersa do iceberg. A maneira do uso da força e da energia nesse inconsciente é em primeira instância por associação. Ou seja, retomamos a teoria de Freud, em que ele diz que não há descontinuidade da vida mental. Portanto, pensamentos e sentimentos atuais estão relacionados a pensamentos e sentimentos anteriores.

Como o inconsciente funciona enquanto uma das instâncias psíquicas?

 O inconsciente faz associações o tempo todo. Através de uma música que se ouve, de um cheiro que se sente, ou de alguém de quem se fala. O inconsciente faz associações positivas ou negativas; prazerosas ou traumáticas. Enfim, há muito do que se estudar do inconsciente, estamos só no começo.

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Este texto foi escrito pelo aluno do nosso curso Wellington João de Abreu, exclusivamente para o Blog Psicanálise Clínica.



 

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