equilíbrio interior

Equilíbrio interior e o coitado do ego

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Atualmente vivemos em uma sociedade taxativa e sem o equilíbrio interior, ouvimos falar frequentemente sobre a “geração do cancelamento”, “dos tóxicos” ou até mesmo “do politicamente correto”, onde ao abrirmos as nossas redes sociais, noticiários e até mesmo, não tão distante: no trabalho, nos almoços de domingo, e no alento dos encontros religiosos.

Equilíbrio interior e sociedade

Nos deparamos com ambientes que eram pra ser de leveza e sintonia, hoje, com discórdias constantes, com a necessidade exacerbada de provar quem tem a razão, o “certo” ou “errado”, o melhor político, o melhor time de futebol, e infinitas discussões que poderiam ser evitadas, se simplesmente entendêssemos que: – “SIM”, não somos os únicos coerentes neste mundo, existem três verdades, e não necessariamente a sua será a mais aceita e – “NÃO”, você não é obrigado a mudar a sua opinião, porém para o seu bem, precisará aprender a respeitá-las.

Não é por acaso,que ouvimos a expressão “Ego Inflado”, pois segundo Freud ele é o responsável por mediar o querer absoluto, independente das consequências (ID) e o julgamento excessivo (superego). Pois é, estamos vivendo na geração do Superego, onde todos se acham no cargo de dizer o que é certo ou errado, aceitável ou não.

Mas, será que este é o caminho ? será que eu sou tóxico? será que os meus amigos ou os meus pais estão corretos em me julgar? Como conseguirei alcançar o tão sonhado equilíbrio? Será que terei a aceitação plena? A resposta, é que não!

Equilíbrio interior e aceitação

Não existe a aceitação plena, e isso é maravilhoso, em vista que é com as diferenças, que podemos retirar pequenos aprendizados. Mas, porque será que a aceitação dessa informação não é simples, e a todo o momento estamos em um debate interno constante? Vamos analisar a seguir, cada uma dessas perguntas.

Freud em 1932, fez uma publicação dizendo que o Ego serve a 03 senhores, e faz o que pode para harmonizar os reclames e exigências de cada um deles. Analisando esta frase, podemos entender parte de algumas das perguntas realizadas acima, pois o caminho certo, será aquele em que você atenderá os seus desejos, com o cuidado e zêlo das limitações e regras, ou seja, o melhor caminho é aquele em que o seu ego estará em paz!

Referente à toxicidade, é uma questão singular, pois irá depender não apenas da visão alheia, mas sim, do ambiente e da realidade de cada indivíduo. Ou seja, o fato de você achar uma pessoa tóxica, não necessariamente define o caráter e a realidade desse indivíduo. Por isso, o ser taxativo é um assunto muito sério, pois diz mais sobre as suas neuroses, do que necessariamente a do outro.

Equilíbrio interior e o núcleo familiar

Com esta linha de raciocínio, estendemos também para o questionamento de aceitação do nosso núcleo familiar, profissional e amigos. Pois, nem sempre estão certos em te julgar, simplesmente às vezes, não possuem a mesma formação, vivência ou necessidades que você.

Neste caso, devemos trabalhar a empatia (se colocar no lugar do outro), mas sem se esquecer de fazer valer também o seu ID e o Ego, pois não é correto a empatia ser mão única, temos a necessidade de ser uma via dupla, para o bom relacionamento.

Caso isso não aconteça, não será motivo para abalos, pois isso não será egoísmo ou prepotência da sua parte, será um estreitamento com o seu amor próprio e autoconhecimento. Após respondermos estas perguntas, e entender as possíveis divergências nos relacionamentos, compreendemos o difícil papel do Ego em nossas vidas e na Teoria da Personalidade, pois será ele, que irá nos ajudar a filtrar o bombardeio constante de cobranças externas (exigências profissionais e pessoais), além do controle da nossa personalidade, ou seja: até que ponto devemos ceder aos nossos prazeres e quando devemos nos limitar e restringir alguns sentimentos e atitudes intrínsecas?

Conclusão

A realidade é que o equilíbrio interior não é fácil, porém a partir do momento em que nos conhecemos e sabemos as nossas limitações, reduzimos a influência dos fatores externos, aproveitamos a partir de então os pequenos momentos, com o tempo de qualidade e a necessária e possível : “PAZ” interior.

Este artigo sobre equilíbrio interior foi escrito por Letícia Lima(LETICIALIMA.[email protected]), mãe, professora, analista comportamental, formada em Administração e recursos humanos, amante de gatos e estudiosa da psicanálise, apaixonada pela a vida e pelas barreiras que podemos ultrapassar, através do desenvolvimento humano. Prazer, Letícia Lima!

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