esquizofrenia

O real e o imaginário: uma questão da esquizofrenia

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A esquizofrenia é um transtorno mental complexo, que dificulta o sujeito a fazer distinção entre o que é real, de fato, e o que é imaginário. Além disso, também dificulta a ação de se comportar dentro dos padrões, ditos normais, em situações sociais; pensar de forma lógica e ter respostas emocionais normais. Você já ouviu falar sobre a esquizofrenia, suas causas e suas consequências? Não? Então continue a leitura e descubra tudo!

O que é a esquizofrenia?

A falta de execução da função mental, de lógica e racionalidade, faz com que ocorra delírio em inverdades e mitos nas mentes esquizofrênicas. Além disso, os mecanismos cerebrais que promovem sintomas de esquizofrenia, ainda não são muito bem conhecidos. 

Ainda assim, os estudos estão em constante revisão. Mas sabe-se que se trata de uma doença que envolve a química cerebral, e que decorre de alterações nas vias neuronais cerebrais e em vários sistemas bioquímicos, os neurotransmissores. 

Além disso, o ambiente e as relações sociais que, às vezes, funcionam como fatores estressores, contribuem para que a doença se manifeste. Pois funcionam como gatilhos para o início das alterações cerebrais da doença.

 Ademais, o psicótico, e aí inclui-se a esquizofrenia, tem seu funcionamento psíquico anormal, em que perde o contato com a realidade. Daí, cria relações com coisas que não existem, podendo sentir-se em perigo, repentinamente, como se estivesse sendo perseguido. Nas alucinações, os cinco sentidos são usados e são acompanhados por delírios.

Assim, existe uma percepção “real” de um objeto inexistente. Junto disso, o psicótico não apresenta linearidade no discurso, mistura vários assuntos e demonstra desconexão e incoerência. As emoções podem ser rígidas, indiferentes, expansivas, inadequadas, exaltadas, irritáveis e entristecidas

Os tipos da esquizofrenia

A esquizofrenia e seus subtipos são exemplos de transtornos psicóticos, bem como de transtornos delirantes, transtornos psicóticos breves, psicose puerperal e também induzida por substâncias. Assim, a esquizofrenia é uma das doenças psiquiátricas mais angustiantes e incapacitantes. 

Normalmente, ela se inicia na adolescência, podendo se manifestar da infância à fase adulta. Caso se manifeste quando ainda muito jovem, o prognóstico é pior. As causas ainda não são bem conhecidas, mas acredito que fatores genéticos, sociais, emocionais e ambientais possam favorecer seu início, que pode ser lento ou abrupto. 

Para o diagnóstico, é necessário a presença de pelo menos 6 meses de sintomas, no mínimo. Agora, vamos ver alguns tipos de esquizofrenia:

Esquizofrenia Paranóide 

Nesse tipo de esquizofrenia, há delírios persecutórios, que podem predispor à violência e ao suicídio. Ademais, as alucinações auditivas são relacionadas ao tema do delírio. E a pessoa apresenta ansiedade, raiva, afastamento, desconfiança e tende a discutir mais. Às vezes, os esquizofrênicos podem se comportar de forma aceitável, socialmente.

Esquizofrenia Hebefrênica ou desorganizada 

Aqui há a presença de discursos desorganizados. Além disso, há o afeto inadequado, com risos imotivados, mudanças afetivas, pensamentos incoerentes e desorganizados. Também tem rápido desenvolvimento dos sintomas negativos e um mau prognóstico, devido ao embotamento afetivo. O comportamento do indivíduo é desorganizado, e leva a severa perturbação em executar tarefas no dia a dia (vestir-se, tomar banho etc).

Esquizofrenia catatônica

Esse tipo de esquizofrenia se caracteriza, principalmente, pelas alterações psicomotoras. Por isso, pode ocorrer perturbação motora grave, imobilidade ou atividade excessiva, sendo essa sem sentido e não influenciada por estímulos externos. Há também o extremo negativismo, mutismo, ecolalia, ecopraxia, trejeitos faciais. Muitas vezes acaba ferindo outros ou a si mesmo, durante excitação ou estupor.

Como é lidar com uma pessoa esquizofrênica?

Por vezes, a pessoa esquizofrênica acaba exigindo cuidados clínicos, visto que pode ficar desnutrida ou atingir a exaustão. Além disso, os familiares são de crucial importância em situações de recaída, pois o paciente pode não perceber ou não ter autocrítica suficiente para avaliar que algo não vai bem e pedir ajuda. 

Então, os familiares devem estar atentos aos sinais de recaída, que variam de paciente para paciente. E devem procurar conhecer o máximo possível o sujeito que sofre de esquizofrenia, revendo o que é real e o que não é.

Durante as recaídas da doença, o cuidador, familiar ou não, deve, além de dar a medicação, ouvir o paciente o tempo que ele necessitar falar. Assim, deve procurar falar muito pouco, e também não argumentar em contrário, procurando não desqualificar todas as percepções do paciente, bem como não retrucar.


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Além disso, o cuidador deve ser qualificado a propor atividades ocupacionais e também relaxantes, de forma que venha a acalmar o paciente portador de esquizofrenia. Ademais, as pessoas próximas ao paciente precisam saber que a esquizofrenia se trata de uma doença mental crônica,  e que o paciente necessitará controlar as recaídas da doença por durante toda a sua vida. 

Por fim, também devem ter em mente que, se os sintomas desaparecem, não é por que a doença não existe, mas sim que está em remissão e que necessita de cuidados sempre, pois há a necessidade de se manter a doença sob controle, através do tratamento.

Conclusão

Assim, a família, os amigos, os cuidadores e todas as pessoas que convivem com o portador de esquizofrenia deve se informar muito e sempre sobre a doença. Isso para que estejam atentos aos sinais de recaídas e possam ajudar tanto o paciente, quanto as pessoas outras que convivem com ele. De forma a se informarem sobre novos medicamentos e novas formas de terapia que possam fazer emergir mais do real dentro do imaginário.

Assim, fazendo com que o paciente tenha uma qualidade de vida melhor, para que possa viver mais em sociedade. Isto dependendo do grau que a doença se manifesta em cada um.

 Em conclusão, as pesquisas e estudos nesse campo estão em constante reciclagem. E, a cada momento, surgem novos medicamentos, que dão esperança de uma melhor qualidade de vida para muitos esquizofrênicos, que hoje ainda são vistos com preconceito, devido à falta de informação da sociedade. Portanto, torna-se urgente, em se tratando de cuidadores, rever estudos sobre a doença, conhecer bem o paciente e ter em mente a noção do que é real e do que é imaginário para ele. Pois assim contribuiremos para um maior auxílio aos que sofrem.

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Este artigo foi desenvolvido por Karla Oliveira, aluna de nosso curso de Psicanálise Clínica.

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