O que é Ética? Saiba tudo sobre este Termo

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Atualmente, é importantíssimo que nós saibamos o que significa ser ético. Mesmo sendo um termo difícil de ser explicado, é necessário que nós entendamos o que isso significa para agirmos eticamente. Você se acha uma pessoa ética? Você age com ética?

O que é Ética?

A definição de ética do dicionário Michaelis, publicação brasileira da editora Melhoramentos, fala de ética como o ‘ramo da filosofia que tem por objetivo refletir sobre a essência dos princípios, valores e problemas fundamentais da moral. Tais como a finalidade e o sentido da vida humana, a natureza do bem e do mal, os fundamentos da obrigação e do dever. Tendo como base as normas consideradas universalmente válidas e que norteiam o comportamento humano”. 

Por essa definição, para a prática psicanalítica se verifica uma aproximação clara com as noções do Imperativo Categórico Kantiano, relevante conceito filosófico cunhado pelo alemão Immanuel Kant (1724-1804), cujos preceitos trazem a ética, a moral e o ‘fazer correto’ como o foco de suas compreensões e de seus princípios.

Por que a ética é importante?

Profissões, funções e ocupações em geral são norteadas por códigos de ética, que são pensados como uma reflexão sobre o fazer e seu amparo lógico com a realidade. Ademais, em todos os lugares do planeta, a psicanálise é exercida de forma livre e não regulamentada. 

No entanto, ela precisa ser regida por critérios éticos definidos. No que tange a aplicação prática do método terapêutico psicanalítico, a ética legitima a adequada conduta em clínica na relação com o saber, com o paciente e com demais instituições e elementos do contexto. 

A ética na psicanálise

O Portal da Educação traz uma perspectiva interessante sobre a ética: “ao falarmos de uma ética da Psicanálise, estamos falando, em primeiro lugar, de uma proteção aos clientes que estão submetidos a uma intervenção psicanalítica. 

Esse cuidado com o analisando protege-o de eventuais abusos proporcionados pelos analistas ao ocuparem uma posição privilegiada em função do amor de transferência. Dentro desse mesmo enunciado, ainda teríamos uma ética implicada na formação institucional, a qual diz respeito às condições da transmissão do saber psicanalítico

“Embora ela não tenha surgido como uma proposta de nova ética para a modernidade, foi convocada para responder às hiâncias do discurso existencial moderno, além de ocupar uma prática terapêutica e uma posição de Filosofia existencial, que teria respostas para a angústia do nosso tempo”. Assim, a Ética poderia ser a banalização do superego para uma conveniência social. 

Na complexidade das aplicações éticas, sabedores de que as teorias psicanalíticas perpassam tanto por um  método de pesquisa quanto por uma técnica terapêutica, o psicanalista precisa ter presente de que ele é que é um cidadão. Então, é compelido de deveres e de direitos, que denotam cidadania.

Os campos éticos na psicanálise

Diversos campos éticos perpassam as atitudes de um psicanalista. A ética do sigilo profissional, por exemplo, é uma conduta sempre recomendada  no atendimento psicanalítico. Além disso, há a controvérsia recorrente do anotar ou não o que um paciente diz.

Assim, fará o analista o que mandar seu próprio campo ético e capacidade, sendo o paciente esse sujeito único e subjetivo. Isso não contrapõe ampliarmos o debate que sugere Silvia Bleichmar nos seminários “A construção do sujeito ético”, quando a escritora diz que “é hora de explorar cuidadosamente as formas em que o sujeito ético é também neste contexto que determina a cultura.” E acreditando que o semelhante é parte constitutiva da ética no indivíduo, ela ainda prova com o superego: “O sujeito disciplinado não é o sujeito ético”.

A Ordem Nacional dos Psicanalistas tem em seu código de ética ditames bem específicos.  A alínea 7 do artigo terceiro lembra que, entre suas atribuições, o psicanalista precisa “sempre se apresentar como psicanalista. Evitando usar outras denominações profissionais nas quais não tem formação, tais como psicólogo ou médico”.

Os impedimentos, tratados no artigo 11º, corroboram na alínea 3, que é proibido ‘fazer uso de títulos que não possua, tais como se apresentar como médico ou psicólogo’. E, quanto aos relacionamentos profissionais, o artigo 14º é enfático: “Ao profissional de psicanálise cabe esclarecer aos seus clientes e ao público em geral as diferenças entre a medicina, psicologia, psicanálise e psicoterapia, sendo obrigatório sempre se apresentar como psicanalista, de acordo a sua formação e jamais como médico ou psicólogo para somente se auto-promover.”

O inconsciente nas relações éticas

As psicanalistas Miriam Izolina Padoin Dalla Rosa e Andrinea Cordova da Rosa, a partir da óptica de Freud e Lacan, consideram o inconsciente como guia das escolhas humanas. Assim, acreditando ser possível para o homem usar sua potência criadora, podendo ser “ético”, a partir de seu desejo.

“A ética em Psicanálise está em não fazer promessas enganosas de sucesso absoluto sobre o mal-estar humano, pois um processo de análise é ético quando o analista não antecipa as respostas ao analisante. Por isso, não atendendo à sua demanda, e este se torna capaz de reconhecer qual é seu desejo, qual a origem de seu sofrimento (sintoma), e como seu sofrimento está relacionado com suas escolhas na vida”. Isso foi enfatizado no artigo ‘A ética na psicanálise’.


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Conclusão

A ética é parte do desenvolvimento humano e das dinâmicas estabelecidas nas relações.  ‘A psicanálise não é uma proposta ética. Mas um saber de dimensões humanistas que pode contribuir para a construção de uma ética mais adequada às condições das sociedades contemporâneas. Ao abordar o sujeito moderno em suas dimensões inseparáveis de conflito e liberdade, de solidão e sociabilidade’.

Essa sentença consta na apresentação do livro ‘Sobre ética e psicanálise’, de Maria Rita Kehl. Já na obra “Convite à Filosofia”, da filósofa Marilena Chauí , consta que ‘para que haja conduta ética é preciso que exista o agente consciente. Isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal. Além do certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício. Portanto, a consciência e responsabilidade são condições indispensáveis da vida ética.

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