Eu Sou Franky

Eu Sou Franky: análise dos personagens da série

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Você já parou para se perguntar como seria a sua vida se você pudesse ser isento da habilidade de sentir? Para quem já sofreu por amor, é possível que essa pergunta já tenha sido feita. Na adolescência, momento em que estamos fervilhando com sentimentos de toda ordem, talvez essa fosse uma mudança igualmente bem-vinda. No entanto, a série Eu Sou Franky mostra que viver sem emoções pode ser mais complicado e sem graça do que imaginamos!

Eu Sou Franky em linhas gerais

Para começo de conversa, é importante situar você, leitor, na trama da série Eu Sou Franky. Trata-se de uma série infanto-juvenil, mas não deve ser rechaçada ou considerada como tendo menos valor por causa disso. Na verdade, o tema abordado por ela é super profundo e digno de reflexão.

Em linhas gerais, Franky é uma robô que, quando nasce, já tem 17 anos de idade. Ou seja, teoricamente, está naquela fase super difícil que deixa mães e pais com os cabelos em pé. Contudo, dado que é uma robô, Franky não tem qualquer tipo de sentimento em uma fase em que os sentimentos dos humanos estão à flor da pele. Nesse contexto, um questionamento proposto pelo enredo é o seguinte: sentimentos; ter ou não ter?

O objetivo da ciborgue é investigar os sentimentos humanos da perspectiva de alguém que não os têm. À medida em que se relaciona com familiares e amigos, vai descobrindo como as pessoas funcionam e a importância que os sentimentos têm na nossa convivência em sociedade. Bacana, não é? Conheça mais sobre os personagens que fazem parte de Eu Sou Franky mais abaixo!

Análise dos personagens de Eu Sou Franky

Franky

No período promocional da série, afirma-se que a missão de Franky “é se comportar como alguém comum, entender as emoções”. Além disso, coloca-se a questão: “Será que um robô pode sentir as mesmas coisas que nós humanos?”.

Ao assistir a série, você verá que esse questionamento faz parte dos dilemas que Franky enfrenta. Para se enturmar, ela descobrirá que precisará muito dos sentimentos.  Pois bem: como podemos imitar algo que não dá para ver? É certo que temos expressões faciais características. No entanto, a intuição humana nos leva a reconhecer quando um sentimento é falso ou não.

Por esse motivo mesmo é que Franky tem muita dificuldade para proteger o segredo de que não é humana. Só com essas informações, você já deve ter percebido o quanto a trama é complexa. Por fim, destacamos que viver integralmente se torna algo muito importante para a robô. Para ela, ser humano é algo muito positivo. Em uma cena marcante da série, ao discutir com uma personagem, Franky diz:

“Agradeça por ser uma forma de vida. Uma forma de vida bem chata, mas é vida afinal de contas.” 

Co-Protagonistas de Eu Sou Franky

Clara

Clara é considerada a pirralha da série. Com 11 anos, ela é filha da cientista que projeta Franky e de um escritor de livros de auto-ajuda. Para ela, ter uma nova “irmã” é algo intrigante e que muitas vezes traz para ela conflitos e situações degastantes. Sua vida como filha única estava ótima e agora ela precisa lidar também com o ciúmes de sua irmã robô.

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Imagine estar na situação de cuidador de alguém que faz uso de sentimentos de forma equivocada ou então não sente nada! A adolescente passa por altos e baixos ao tentar ensinar um Franky a sentir.

Sofia e Wilson

Wilson e Sofia são os pais de Clara e de Franky. Sofia é a cientista responsável pela criação de Franky, como já dissemos. Em um enredo um tanto digno de Mary Shelley com Frankestein (daí o nome Franky), a criadora acaba amando a criatura como se fosse sua filha.  Às vezes, parece desatenta por estar muito concentrada em seu trabalho, que exige muito tempo e dedicação. Contudo, sempre está disponível para sua família, que ama muito.

Wilson é um homem fora do padrão imposto pela sociedade. Em vez de trabalhar fora de casa, como é escritor, pode estar muito presente para sua família. É um marido e pai amoroso, que apoia Sofia em praticamente todas as suas escolhas. Assim, também não vê barreiras para amar Franky.

Christian

Trata-se do grande amor de Franky, que na verdade não sente nada. Quem sente é ele mesmo, que se apaixona pela robô sem saber do segredo que ela guarda. Essa paixão por alguém que não é capaz de sentir mimetiza alguns relacionamentos humanos. É fato que todos nós temos emoções, mas não é verdade que nos dedicamos da mesma maneira a nossos relacionamentos.

Christian é um rapaz querido por todos, mas apesar disso, passa maus bocados.

Os antagonistas de Eu Sou Franky

Paul

Você verá que nesta série os sentimentos são grandes características definidoras dos personagens. Do lado positivo do elenco, temos boas pessoas que ensinam uma robô inocente como viver e agir de maneira ética e positiva. No entanto, muitos personagens de Eu Sou Franky têm antagonistas que procuram se comportar de maneira oposta. Podemos ver isso em Paul, por exemplo. Ele é outro cientista que também cria um robô.


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No entanto, Paul não ama incondicionalmente como Sofia. Na verdade, ele evita criar laços com o ciborgue que criou. Ademais, não supõe que sua vida será transformada com a chegada dele. De certa maneira, seu personagem mimetiza pessoas que não se encaixam muito bem no papel de pai ou mãe.

Roby

Já que estamos falando em Paul, não poderíamos deixar de falar sobre Roby que, em teoria, é seu filho. Roby é um robô que foi desenhado para competir com Franky, isto é, superá-la em suas habilidades. Contudo, por ironia do destino, acaba manifestando alguns defeitos e se torna extremamente simpático.

Nesse contexto, seu relacionamento com o “pai” é muito complexo. Ele não é quem foi criado para ser, de modo que desaponta seu criador constantemente. Histórias assim nós vemos de sobra no mundo real, não é mesmo?

Tamara

Ainda no quesito competição, precisamos falar de uma das maiores vilãs de Eu Sou Franky. Trata-se de Tamara, a melhor aluna da escola que perde o posto para Franky. Contudo, Tamara não sabe que a colega é uma robô e compete em tudo com ela, inclusive no amor. Para quem não entende muito bem a lógica dos sentimentos humanos, é natural que Franky se sinta confusa sobre a necessidade de Tamara ser tão hostil.

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Considerações finais sobre a série Eu Sou Franky

Esperamos ter mostrado que na série Eu Sou Franky são explorados sentimentos e questionamentos que são muito próprios do ser humano. Enxergar as coisas por uma outra perspectiva pode ser interessante para refletir sobre a lógica e a motivação para que sintamos o que sentimos. A fim de estudar mais sobre o comportamento humano, não deixe de se matricular em nosso curso de Psicanálise Clínica 100% online! Falamos sobre isso por lá.

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