A palavra fetiche vem sendo bastante utilizada nos últimos tempos. Contudo, você sabe o que realmente significa esse termo? Confira!

Fetiche: real significado em Psicologia

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A palavra fetiche vem sendo bastante utilizada nos últimos tempos, em especial, em alguns filmes e séries. Contudo, você sabe o que realmente significa esse termo? Então, confira o nosso post!

O que é fetiche?

Segundo o dicionário online Dicio, a palavra fetiche se refere a qualquer tipo de objeto, ou parte do corpo que pode ser erotizado. Assim, o fetiche diz respeito a intenção de satisfazer os desejos sexuais de uma pessoa. Por exemplo, uma pessoa pode ter fetiche em lamber os pés do parceiro ou utilizar trajes específicos.

Além disso, essa parte do corpo ou algum objeto não tem ligação com o sexo. Então, provoca muito mais excitação do que o próprio ato. Resumindo, a pessoa coloca mais poder em um determinado objeto ou parte do corpo, que acaba servindo como adoração. Por fim, a pessoa acaba sendo influenciada pelo objeto.

Conheça os fetiches mais comuns

  • voyeurismo: a pessoa sente prazer ao observar outras pessoas fazendo sexo;
  • transvestir: o sujeito tem atração em vestir roupas do sexo oposto;
  • odaxelagnia: palavra difícil, mas a pessoa sente mais prazer em morder na hora de fazer sexo;
  • sexo em público: as pessoas sentem mais prazer quando realizam os atos sexuais em ambiente público;
  • sex tape: os sujeitos gostam de fazer sexo quando estão sendo gravados;
  • submissão e dominação: já nessas situações, as pessoas sentem mais prazer pelo fato de rolar um jogo de submissão e dominação;
  • utilização de fantasias: por fim, este fetiche trata-se de usar fantasia para fazer os atos sexuais.

Fetiche em psicologia

Agora que já sabemos o que significa fetiche, vamos entender esse termo na psicologia. Nesse sentido, Sigmund Freud interpreta o fetiche como uma peculiaridade de um determinado objeto ou partes dos corpos escolhidos pela pessoa para serem fetichizados. Aliás, o psicanalista explica que tais objetos servem como substitutos fálicos.

Para exemplificar melhor sobre o fetiche, Freud ilustra uma situação no seu texto “Fetichismo”, de 1927. Quando um garoto descobre que a pessoa a mãe não tem um pênis (o que ele denomina como “castração da mãe”). Logo, ele tenta reprimir essa descoberta.

Nesta situação, a escolha do objeto de fetiche será, portanto, a primeira coisa que o garoto viu após essa descoberta:  algo não semelhante ao pênis. Por isso, o fetiche se dá por algum objeto do corpo ou alguma peça de roupa da mãe.

Saiba mais…

Essa teoria de Freud foca mais nos homens, pois para ele os fetiches são mais comuns em homens do que em mulheres. Entretanto, isso não significa que elas não têm, só que reprimem mais. Afinal, as mulheres têm mais dificuldade de encarar o sexo com menos tabu. Então a “perversão”, é bem mais complicada.

Ademais, Freud ainda explica que essa “adoração” pelo objeto persiste até a idade adulta, quando o garoto começa a se relacionar sexualmente. Sendo que é neste momento que a presença desse tal objeto garante a ele que irá dar tudo certo.

Fetiche é sinal de perversão?

Embora o fetichismo seja tema de vários estudos nas áreas da psiquiatria, psicologia e psicanálise, ele já foi considerado perversão. Entretanto, atualmente o fetiche é visto como um objeto sexual exclusivo de uma pessoa. Ou seja, quando uma pessoa se satisfaz em contato com fetiche, não necessitando de um parceiro sexual.

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o fetiche é considerado um comportamento normal. Contudo, desde que esta prática seja usada para reforçar a excitação sexual, a fim de atingir em condições normais. Por exemplo, solicitar ao cônjuge que use uma determinada roupa como preliminar aos atos sexuais.

Entretanto, o uso apenas do fetiche pode denotar uma imaturidade sexual. Além de um sinal de que não houve uma elaboração do Complexo de Édipo. Seja por negação da castração, com regressão e fixação nas fases pré-fálicas. O objeto significa o próprio falo (pênis-poder) e a pessoa só se satisfaz quando o tem.

Entenda mais…

Regredir às fases pré-fálicas (fases oral e anal) favorece a fantasia de continuidade da intimidade com a mãe. Com isso, às vezes, a pessoa pode ter aspectos sádicos. Por exemplo, sentir prazer em cortar o cabelo das mulheres e guardá-los. É como se assim as estivesse castrando e pegando para si o falo (pênis-poder) delas.

Muitas das vezes, a pessoa não sente como se isso fosse algum tipo de transtorno e, por isso, não procura ajuda. Assim, dificulta ainda mais o diagnóstico, trazendo malefícios para a pessoa. Afinal, a pessoa sempre será imatura, não só no aspecto sexual, mas também em outras questões da vida.

Vale destacar que o fetiche se torna perigoso quando coloca em risco a integridade física e emocional tanto da pessoa, quanto do(a) parceiro(a). Porém, reforçamos que enquanto essa prática sexual for realizada entre adultos e com consentimento de ambas as partes, é uma grande fonte de prazer para os envolvidos.

Há tratamentos para o fetiche?

Sim! Quando a pessoa começa a perceber que não consegue realizar a atividade sexual sem o seu fetiche, liga um alerta vermelho. Veja bem, o fetiche pode funcionar como um substituto da atividade sexual normal ou fazer parte desse ato. O problema é quando se torna o único modo de ter uma relação sexual.

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    Dessa forma, a necessidade pelo fetiche pode ser tão compulsiva e intensa que passa a consumir 100% da vida da pessoa e pode destruí-la. Contudo, a maioria das pessoas que têm um fetiche, não apresenta essas características do transtorno. Já que elas não possuem uma angústia significativa e o fetichismo não interfere com o desempenho de suas tarefas no dia a dia.

    Saiba mais…

    Então, caso a pessoa precise encontrar uma ajuda especializada, de forma geral, ela encontrará um tratamento padrão, que inclui:

    • medicação com algum tipo de antidepressivo;
    • psicoterapia com um psicólogo, psiquiatra ou sexólogo.

    Assim, o sexólogo estuda todas as áreas do sexo, como anatomia, orientação sexual e a dinâmica das relações sexuais. Por conta disso, ele é um profissional ideal para o tratamento. Além disso, ele utiliza técnicas psicoterapêuticas para identificar mitos e crenças disfuncionais sobre a sexualidade.

    Considerações finais sobre fetiche

    Como podemos ver fetiche é um comportamento comum na nossa humanidade. Embora seja algo normal e saudável, quando isso começa a atrapalhar de forma física e emocional, é hora de procurar ajuda de um profissional. Por isso, é sempre estar atento e buscar o conhecimento.

    Dessa maneira, te convidamos a conhecer o nosso curso online de psicanálise clínica. Com as nossas aulas, você desenvolverá o seu autoconhecimento e entenderá mais sobre as áreas que precisa para crescer e alcançar o seu potencial completo.

    Por fim, esperamos que você tenha gostado do nosso post sobre o fetiche. Ademais, não esqueça de saber mais sobre o nosso curso de Psicanálise e evoluir cada vez mais por meio do conhecimento. Não perca essa oportunidade.

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