Gerações Humanas: Olhar Psicanalítico das Características e Interações

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As gerações humanas vão mudando ao decorrer dos tempos. Assim, gerações diferentes têm que aprender a conviver umas com as outras para que não ocorram conflitos de gerações. Entretanto, principalmente para as gerações mais velhas, adaptarem-se diante os costumes das novas gerações.

Por sua vez, as gerações mais novas também perderam muito em relação às antigas. Principalmente em relação à empatia e o convívio com o outro e com a sociedade de uma forma geral. Nesse contexto, a psicanálise pode ser uma ferramenta essencial para entender os conflitos das gerações humanas.

Portanto, no artigo de hoje, o assunto traçaremos uma breve visão acerca das características das gerações humanas. Confira!

Um breve olhar sobre as características das gerações humanas, sua comunicação e suas interações

Atualmente tenho observado como as pessoas estão interagindo umas com as outras. Sou da geração baby boomers e a comunicação era algo interessante e prazeroso, pois era corpo a corpo. A gente conversava olho no olho.

Era “tete a tete”. Sentíamos a respiração, o brilho do olhar, fazíamos a leitura um do outro, olhando as feições, e, assim, sabíamos se a pessoa estava bem ou não. Se falávamos alguma coisa que o outro não gostava, notávamos de primeira e mudávamos de assunto com a maior rapidez.

No final da conversa sempre havia um forte abraço e ali mesmo era marcado outro bate papo. Quando queríamos nos comunicar com uma pessoa distante, escrevíamos cartas e o legal era receber a resposta na porta de casa trazida pelo carteiro do bairro.

Existia uma necessidade de aproximação. As pessoas gostavam de estar perto uma das outras contando suas histórias na trajetória de vida. As crianças brincavam de roda, com bolas de gude e pulavam corda, enquanto os adultos ficavam conversando, rindo e contando seus “causos”. Crônicas do dia a dia permeadas por regionalismos, sentados nas calçadas em frente as suas casas.

Era um tempo em que as interações faziam parte da cultura e do comportamento das pessoas. Assim, as interações eram gratificantes e as tornavam mais populares e queridas na circunvizinhança. A educação que os pais davam para seus filhos era de respeito e com limites, em que todos tinham suas obrigações com tarefas variadas. Crianças e jovens cuidavam de fazer tudo cedo para estarem livres na hora de lazer vespertino, por exemplo.

A poderosa energia do calor humana

Todos nós sabemos que o calor humano transmite uma energia poderosa. Que insere no ser humano uma necessidade maior de querer sempre estar acompanhando e compartilhando emoções e informações. É o querer estar junto, contando suas experiências e compartilhando suas vivências.

Aconteceram muitas mudanças de lá para cá, as gerações seguintes foram sendo moldadas de acordo com o surgimento de novas descobertas e novas tecnologias. As gerações X, Y e Z são as mais independentes em uma ordem crescente de aberturas sociais e sobremaneira quebrar tabus. Assim começou as mudanças das gerações humanas.

As gerações Y e Z são nativas das tecnologias em geral, são imediatistas e conhecedores de tecnologias avançadas. Tratam o chefe com desembaraço e como um igual e, sem muitos rodeios, vão direto ao ponto. Por isso, são rápidos, resolvem tudo em um clique. Não são muito de planejar por horas como faziam os baby boomers.

A importância do planejamento

Considero o planejar muito importante. Nas minhas vivências e trabalhos com as gerações Y e Z notei que, às vezes, as ações tinham que ser refeitas devido à falta do dito planejar.

Sempre ficava alguma lacuna para complementar.  As gerações Y e Z são mais visuais e auditivas, adoram estar conectadas. Sua comunicação é rápida e quase sempre por celular mesmo estando perto do seu interlocutor. Reúnem-se e ficam grudados em seus aparelhos telefônicos. Quando conversam, é para mostrar algo das redes sociais e  WhatsApp.

Em casa se isolam e o silêncio é sepulcral, às vezes, utilizo gestos para me comunicar. Quem conhece libras “tá de boa”, conforme eles falam.

Os conflitos entre as gerações humanas

Para que essas gerações trabalhem em harmonia e que interajam harmonicamente tanto no nível horizontal como vertical, tendo como foco o crescimento pessoal e profissional, os gestores terão que realizar esforços e planejar ações para que os canais de comunicação favoreçam a aprendizagem e a troca de ideias entre as equipes.

Nesse ponto, cabe uma reflexão: as diferenças entre as gerações humanas podem ser a chave para uma aprendizagem compartilhada e inovadora dentro do mundo corporativo?

Na minha vida profissional me deparei com essa questão. Enfrentei esse desafio e realizei ações dentro desse contexto de forma que tive de imediato de realizar uma grande viagem do autoconhecimento.

Tudo isso para compreender melhor as ações e comportamento das pessoas que estão inseridas na geração Baby boomers. Analisando como eles agem, como se comportam, como se comunicam e, diariamente, observando a forma de como interagimos com pessoas e equipes. 

Fiz descobertas que mostraram caminhos e possibilidades focados nos objetivos que antes achava que seria impossível alcançar. Planejar essa ação levou um bom tempo, pois primeiro tive que montar parcerias para o levantamento das gerações.



Dessa maneira, busquei o máximo de informações sobre o perfil de cada pessoa, de cada grupo e realizar entrevistas. Como também, buscar junto à gerência imediata, informações sobre as interações, dificuldades e facilidades que cada empregado apresentava ao desenvolver e realizar suas respectivas atribuições.

Sanando conflitos entre as gerações humanas

Após todo trabalho desenvolvido sobre essa temática, apresentei as partes envolvidas as ferramentas necessárias para a prática de melhorias contínuas, nos procedimentos de trabalhos com parcerias e entre as equipes.

Foi necessário ressaltar para os gestores e suas equipes a importância do conhecimento e habilidades das diversas gerações para a realização dos trabalhos. Buscando sempre um bom desempenho no sentido em que todos se sintam parte do todo, fortalecendo o bom clima organizacional.

Todas as gerações humanas têm características próprias que contribuem para o desenvolvimento de boas práticas, que devem ser disseminadas, para que todas as instâncias da organização saiam ganhando.

O CHA – Conhecimento, Habilidade e Atitude – deve ser trabalhado, divulgado e incorporado. Não é preciso de fórmulas mirabolantes. Temos que, metaforicamente, descer dos saltos, pois ninguém faz milagres, isso fica para os santos. O caminho é desenvolver atitudes que atuem como ferramentas para minimizar essas diferenças.

Como exemplo lançar mão de uma comunicação assertiva, ações de desenvolvimento humano e valorização de trabalhos e parcerias entre as equipes. Tudo isso resultará em melhorias organizacionais, facilitará as interações e promoverá uma comunicação assertiva. Todos esses esforços em conjunto, fortalecerão o mundo corporativo.

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Este texto foi escrito pela nossa aluna do curso de Psicanálise Clínica Marileide Lins de Oliveira.

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