hematofobia

Hematofobia ou fobia de sangue: causas e tratamentos

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No dia a dia, corremos risco de sofrermos pequenos acidentes, como um corte ou uma queda, causando um sangramento. Um exame de sangue como check-up também é rotineiro. Para algumas pessoas, lidar com sangue é normal e faz parte do cotidiano. No entanto, para outras, somente o fato de verem sangue já é motivo para pânico. Por isso, hoje, iremos falar sobre a hematofobia ou fobia de sangue.

Significado de hematofobia

Em suma, a hematofobia, como o nome já diz, é o medo exagerado de ver sangue próprio ou dos outros. Isso acontece, pois nesses casos, o fato de enxergar o sangue vivo está ligado a algo negativo. Assim, pode significar um trauma vivido na infância, quando a criança presencia um grave acidente. Também pode estar ligado até mesmo com a morte de alguém.

Por isso, quando alguém que sofre dessa fobia vê sangue, mesmo que em pequena quantidade, ela entende que algo está errado com seu corpo.

Outro fator interessante é o fato da pessoa evitar objetos cortantes e pontiagudos, como facas e tesouras. O motivo é o risco de sangramento que tais objetos podem causar. Dessa forma, atividades rotineiras são deixadas de lado, como cozinhar e trabalhar, para evitar o possível risco de acidentes.

De qualquer forma, não há uma causa específica ou estudo que comprove a origem dessa fobia.

Sintomas

Talvez o sintoma mais recorrente de quem sofre com a hematofobia seja o desmaio. Quem assistiu o seriado mexicano Chaves e puxar pela memória, vai se lembrar de um episódio específico. Nele, o personagem Kiko desmaia ao ver a barriga de Chaves com uma ferida feita por um cachorro com raiva.

Nesse caso, o desmaio pode ser um mecanismo de defesa do corpo, como se fosse um pedido de alerta ao ver o sangue e fugir daquela visão.

Somado a esse sintoma, temos outros, nem sempre ocorrendo em todas as pessoas como:

  • Pressão alta,
  • Taquicardia,
  • Tremores,
  • Enjoo,
  • Dores de cabeça,
  • Transpiração em excesso.

Outras causas

Já citamos que a origem da hematofobia pode acontecer na infância. Assim sendo, vamos acompanhar alguns gatilhos que podem desenvolver esse transtorno

Programas de TV e filmes

Quando éramos crianças, nossas mães tinham o costume de nos mandar para a cama cedo e não nos deixar assistindo TV de noite. Um dos motivos para isso é que, neste horário, costumam passar programas mais direcionados para adultos. Ou seja, aqueles que contém violência e imagens mais explícitas.

Filmes de suspense e terror – principalmente os chamados slashers – costumam caprichar bastante na exibição de pessoas sendo mortas e feridas. Portanto, como consequência, nessas cenas, o sangue é mais visível.

Sendo assim, crianças que assistem esses conteúdos podem desenvolver essa fobia. Claro que essa exposição não é algo absoluto. Nem toda criança que assistir terá medo de sangue, mas é importante frisar a possibilidade disso acontecer.

Traumas

Como dissemos acima, grandes traumas também colaboram para o desenvolvimento desse distúrbio. Por exemplo, uma criança que tem problemas de coagulação do sangue. A causa pode ser tanto hereditária quanto de doenças como câncer, hepatite ou trombose.

Nesse caso, após tratamento e em casos graves, cirurgias, ao crescer, a criança pode acabar adquirindo a hematofobia. Ademais, leva o problema para a vida adulta, evitando novas intervenções médicas, podendo correr risco de vida.

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Hipocondria

Uma pessoa com hipocondria também fica mais propensa a desenvolver a fobia de sangue. Ao acreditar que há algo de errado com ela, mesmo que não sinta nada, o medo de ver sangue aparece como sintoma.

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    Pequenos sintomas como uma dor de cabeça ou no peito já são suficientes para a pessoa acreditar que tem alguma doença. Nisso, a pessoa imagina que ingerir algum tipo de medicamento por conta própria seja bom para ela.

    Ou seja, quando a pessoa acredita ter uma doença, se automedicar é uma válvula de escape, desde que ela evite algo extremo como uma cirurgia, por exemplo.

    Menstruação

    Pode parecer irônico, mas é possível que mulheres tenham essa fobia. A menstruação em si não é a causa, mas o fato de falar sobre o tema já é um tabu na sociedade. Quando esse período se inicia na vida da criança/adolescente, ela pode sentir dificuldade em expor esse acontecimento, pois, principalmente os homens, ainda enxergam a menstruação como algo nojento.

    A falta de um acompanhamento didático dos pais ao falarem sobre a menstruação podem levar a filha a ficar reprimida e evitar o assunto. Nesse caso, esse medo acaba iniciando uma bola de neve, onde nas fases seguintes, do ingresso na escola, ela não compartilhe desse assunto com as amigas.

    A omissão da escola em não falar sobre a menstruação ajuda a aumentar o tabu. Aulas de educação sexual são fundamentais para um melhor entendimento e compreensão dos alunos de que a menstruação é algo normal e deve ser tratada como tal.

    Por fim, caso esse assunto não seja exposto, a possibilidade de criar um medo em torno desse evento é real. Isso gera uma sensação de insegurança nas mulheres, levando esse medo a um grau maior, fazendo com que a hematofobia possa aparecer.

    Tratamentos

    Antes de tudo, é necessário verificar se esse medo de sangue é algo que acontece repetidas vezes ou se é pontual. No segundo caso, uma das soluções seja enfrentar o medo. Ou seja, se expor a atividades que tenham algum risco de se machucar.

    Podem-se enumerar alguns esportes de contato como o futebol, basquete, futebol americano etc. Ao fazer isso, a pessoa já estará ciente de que o risco de ver sangue pode acontecer com mais frequência.

    No entanto, essa recomendação é endereçada a quem sabe que não tem tantos sintomas ao ver sangue. Nesse cenário, o enfrentamento seja suficiente para acabar com o medo. Mas se o caso for mais grave, outras técnicas devem ser procuradas.

    Psicoterapia e psicanálise

    Em casos onde o portador de hematofobia realmente vá precisar de um acompanhamento, tratamentos psicológicos são viáveis.

    Na conversa com o profissional, o paciente irá ser levado a descobrir a origem dessa fobia. Em casos onde transtornos como a ansiedade e depressão estão relacionados, opções como o uso de antidepressivos e ansiolíticos são importantes.

    Ademais, uma terapia cognitivo-comportamental também é essencial a longo prazo. Outras técnicas como hipnose ou mesmo a EFT (em português, técnica de liberação corporal) são válidas. No caso da EFT, são feitas pequenas pressões em áreas periféricas, usadas na acupuntura que ajudam a liberar sentimentos como a raiva e o medo.

    Considerações finais sobre a hematofobia

    Você acompanhou conosco o que é a hematofobia ou o medo de ver sangue, suas origens e características. Como essa fobia é algo na maioria das vezes relacionada à infância, é preciso realizar um acompanhamento em casos mais graves.

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