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Justiça em Conflito: Humanidade em Busca da Lei

Publicado em Publicado em Comportamentos e Relacionamentos

Em tempos atuais é muito comum termos um pensamento a respeito do que de fato venha a ser Justiça e Injustiça.

Com isso, uma série de situações são apresentadas, algumas até em sentido de passionalidade o que se reverte que muitas das vezes ao ser justo ou praticar a justiça.

É realmente ser vingativo, ou ter sua sanha de revés saciada.

Certamente essa visão é estapafúrdia e inócua, pois não reverte de fato uma construção de que todos os seres humanos ao estar em sociedade precisa ter situações satisfeitas.

Ao possibilitar que tanto suas próprias demandas, quanto às demandas de outras pessoas sejam resolvidas de uma forma equitativa e transparente.

Justiça e Vingança

A ideia neste artigo é justamente ter como parâmetro a obra A República, de Platão, onde em um debate é proposto a ideia de que a Justiça ou o seu inverso, não se pode caracterizar em uma vingança banal.

Ou ainda, fazer “justiça com as próprias mãos”, ou ter uma interpretação “justiceira”, de fato termos uma noção de justiça vai perpassar para uma nuance onde irá configurar uma abordagem psicologicamente falando.

Poderá ter repercussões ampliadas, levantar-se questionamentos propícios e profícuos a esse respeito de que na verdade a justiça se faz em uma atitude que vai além de meros conceitos metódicos e repetitivos em jargões nos ambientes comuns em que estamos.

O chamamento à Justiça no ideal platônico em um debate que Platão vai traçar a respeito da ideia de justiça, seus interlocutores vão trazer situações que vão configurando uma ideia aquém daquelas que comumente nos são reportadas, até por conta de estarmos em uma sociedade.

Em uma das tomadas, no debate entre Platão, Trasímaco e Sócrates surge um entendimento primário do que se percebe a respeito do que é Justiça.

A Verdade

Sendo que o que é dado está dentro de uma proposta de dizer a Verdade, ou seja, quando pensamos em fazer ou ver o que é correto, devemos perceber que ser verdadeiro e expor a mesma é de fato um princípio altamente necessário.

Para se falar da virtude da justiça ou entendê-la como tal: se uma pessoa, por exemplo, reforça a sua mentira como verdade, claramente há nisso uma injustiça

Logo, podemos ter uma ideia que em diversos momentos as pessoas não estão falando a verdade em seus tratos com os demais, mas apesar disto formalizam, seja interna ou externamente ao estarem imbuídos de um ideal de Justiça.

Devemos então levar em consideração que o vigor de uma ideia de Justiça necessariamente se correlaciona com a Verdade, ambas estão aprimoradas para que cada indivíduo em sua vivência possa de fato remeter a esse embasamento.

Busca do Ideal

Certamente deveremos nos remeter a premissa que em diversos momentos uma ou as duas situações podem de fato não estar ocorrendo.

Ou seja, a pessoa pode não estar falando a verdade e dizendo que necessita de justiça, em outro momento a pessoa diz ser a favor da verdade em toda e qualquer situação, mas não desejar a justiça.

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Daí podemos concluir que a pessoa que apenas anseia por um ideal oco de justiça, não pode e não deve ansiar por uma ação a seu bel prazer, ao contrário, argumentos verdadeiros e lógicos devem fazer parte dessa proposição, mas que muitas das vezes não é o que se encontra de fato.

O que devemos entender sobre essa perspectiva é que de forma incondicional a busca da Justiça se dá pela busca da Verdade.

As Consequências

O que de fato para o nosso convivio atual em sociedade em muitos momentos algo muito difícil e conflituoso, que inumeras vezes se percebe não haver uma verdadeira valorização pela Verdade.

Há uma demonstração contínua que o mais importante é ter relevância, e que a realidade e proposta sobre Justiça, não passa apenas de conjecturas opinativas, mas sem uma base sólida e precisa a respeito destas intenções.

Na visão de Platão e seus companheiros de debate, o ser humano justo viverá bem, enquanto o seu oposto viverá em situação má, oras, fica evidente com isso que há uma conscientização de que o injusto, por mais que pareça arca com uma consequência.

Talvez não física em um primeiro momento, mas mais de cunho mental ou no seu inconsciente que lhe cobrará o resto da vida, ou por diversos momentos que seus atos de injustiça virão a tona, independente do tempo e lugar.

Logo, se permeia que a vida de um ser humano, com suas diversas facetas está revelada também em suas fontes de justiça ou injustiça.

Leis e Civilidade

Não como uma mera régua moral, mas como um arcabouço de consequências, sejam eles positivos ou não, tudo dependerá do caráter do indivíduo diante dessa dupla escolha em vários momentos de sua existência.

As Leis em uma sociedade civilizada quando se reporta a ideia de Leis, para Platão essa configuração está para a Justiça, para uma sociedade onde as pessoas buscam de fato uma condição de civilidade, já que vivem com as demais de forma ordeira e urbana.

Devemos considerar neste artigo que o repertório de se entender um local com Leis, deve ser o ideário mais propício para que se possa viver o que chamamos de Justiça.

É importante saber o que de fato é a Lei.

Pois, geralmente a visão ou entendimento sobre Leis, se dá em um contexto de Justiça, mas alheio ao indivíduo e sua vivência cotidiana com os demais, mas na verdade saber entender as Leis é ter uma dimensão mais coerente de um espaço Organizacional.

O Senso Comum de Justiça

Para essa ocorrência positiva, no caso a premissa de se ter Leis, possa de fato ocorrer de forma preponderante e permanente e não uma ideia que se repete muito, mas seus efeitos são dissonantes das realidades reais que o mesmo evoca.

Portanto, devemos além de interpretar, ter um entendimento salutar de que as leis dentro de uma sociedade que busca a justiça onde irá perfazer encaminhamentos que produzirão um senso mais profundo.

É importante saber sobre o conceito de Justiça ou o seu oposto, saindo assim do pensamento típico do senso comum que geralmente relaciona Justiça com vingança.

Muito ao contrário de um sentido de vingar-se, mas diz respeito a possibilitar o acesso coerente às mais altas difusões do que de fato se é Justiça e qual seu impacto, tanto para o indivíduo, como para a sociedade como um todo.

Artigo escrito por Anderson Oliveira com exclusividade para o Blog do Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica.

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