lidar com pessoas tóxicas

Como lidar com pessoas tóxicas

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Em algum momento da vida você já se perguntou o porquê daquela pessoa tão próxima conseguir contaminar ou pesar todo o ambiente? Seja em relacionamentos familiares, no trabalho, amizade ou vida afetiva o fato é que se faz necessária a blindagem contra pessoas tóxicas, para que não nos deixemos contaminar. Mas como identificar se a pessoa que está ao meu lado é de fato tóxica? Continue a leitura do artigo e aprenda a como  lidar com pessoas tóxicas.

Como lidar com pessoas tóxicas

Bem, não há uma definição certeira para o comportamento, mas comumente percebemos que esses indivíduos possuem alguns traços semelhantes. Geralmente são pessoas que reclamam a maior parte do tempo e não são gratas por quase nada em suas vidas.

Dessa maneira, naturalmente desejamos evitar a qualquer custo. Quando passamos um tempo juntos nos sentimos drenados de energia. Falam apenas sobre elas e nós nunca podemos expressar a nossa opinião ou dificuldades e alegrias. São aquelas pessoas que quanto mais convivemos, pior ficamos emocionalmente.

Têm a habilidade de trazer sentimentos ruins que consequentemente acabam com nossas energias física e mental. Identificou alguém assim em seu convívio?

O convívio com pessoas tóxicas

Como é o conviver com pessoas que possuem esses traços comportamentais? Inicialmente é necessário criarmos o entendimento de que muitas vezes elas crescem em famílias disfuncionais e tóxicas.

Isso acontece com frequência e muitas vezes não percebem que agem assim. Quantas vezes as pessoas comentam que viviam a situação e não identificavam que possuíam tais condutas?

Familiares tóxicos e lidar com pessoas tóxicas

Familiares tóxicos são mais complicados, porque muitas vezes não conseguimos evitar o contato, no qual afeta severamente a nossa qualidade de vida. Não é preciso o convívio exacerbado simplesmente pelo fato de possuir o mesmo sobrenome e genética.

Não é porque tal pessoa é da sua família que pode te prejudicar e você precisa aguentar ferozmente, que tenha que aturar tudo e no fim se prejudicar, em alguns casos emocionalmente e psiquicamente.

Os laços de sangue e afetivos não podem justificar situações tóxicas dentro do seu sistema familiar. Uma pessoa tóxica abala nossas estruturas.

Falta de reciprocidade

Sinais para identificarmos se há pessoas tóxicas em nossas relações Falta de reciprocidade: toda relação saudável é boa para as duas pessoas, é uma troca. Ao contrário do que algumas pessoas pensam não é um jogo de interesses, mas sim, entrega.

Se trato bem alguém quero ser bem tratado, se ajudo, uma hora eu gostaria de receber ajuda. Assim, vamos trocando gentilezas na convivência. Quando não existe reciprocidade, somente um concede atenção, assistência, carinho e colo, logo, percebe-se que algo não está fluindo.

Contigo nos bons momentos

Quando apenas um lado doa e tem iniciativa, concluindo que não existe uma contrapartida do receptor, pode ser que a relação esteja baseada no egoísmo e interesse. Contigo nos bons momentos: quando a ocasião é favorável, tudo está bem, todos se respeitam, certo que haverá a participação em massa de todos os churrascos e festas, contudo, quando a pessoa está mal ou na pior, desaparecem os ditos amigos e até alguns familiares.

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Sentimento de culpa

Esse também é um indicativo que precisa ficar atento. Sentimento de culpa: companhias tóxicas sempre fazem o outro sentir o culpado da situação.

Talvez seja porque não telefona ou simplesmente pelo fato de não aparecer no último fim de semana. Transmitem o sentimento de que a pessoa não se preocupa.

Então, os dias passam e percebemos que nossa vida está direcionada para funcionar apenas com o propósito de agradar e acalmar a todos. Isso realmente é muito complicado. E, geralmente, o familiar ou amigo que se queixa dessas faltas, que cobra essa atenção, também não telefona, mas pensa que a pessoas tem a obrigação de entrar em contato.

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    Vitimismo e como  lidar com pessoas tóxicas

    Difícil, não é mesmo? Vitimismo: Tudo o que faço faz gera um drama, uma cena. Esse vitimismo, é caracterizado pela mania do controle, pois agem como uma vítima ou como se tudo e todos estivessem sempre contra essa pessoa. Assim, o intuito é chamar a atenção para si e manter as pessoas reféns das suas lamúrias.

    Isso é uma forma de controle. Sem contar que é complicado ver que uma pessoa que está sempre lamentando, causa aflição e angústia. Um parente fofoqueiro também é embaraçado.

    Pensem, naquela que sempre faz uma fofoca, como quem não quer nada, mas está sempre semeando a raiva e a discórdia. Então ela leva o assunto para outro membro da família, que começa a comentar e a aumentar a história para o outro. É um grande mexerico.

    Mães e pais narcisistas

    Sabe-se que a relação entre pais e filhos é narcísica e tem, na contemporaneidade, um papel não apenas naquilo que o narcisismo é constitutivo do sujeito, mas também como sintoma do laço entre pais e filhos, o que usamos chamar de narcisismo parental (JUNIOR, 2017).

    Tem aquele familiar que é especialista em julgar as ações, decisões, empregos e namoros. O julgamento familiar saudável é aquele que ajuda a solucionar uma dúvida ou um problema.

    Entretanto, há julgamentos que depreciam a pessoa, diminuem consideravelmente a autoestima e fere os nossos sentimentos. O parente fofoqueiro, aquele que te visita e vasculha a sua vida e espalha para o resto da família, àquele que está sempre de mal com todo mundo e sempre briga com os outros, considerando que todos estão errados e apenas ele está certo.

    A relação com a Psicanálise

    Freud (1914/2010) afirma que os pais desejam que seus filhos não tenham que cumprir as leis da natureza e da sociedade, que foram limitadoras de seu próprio narcisismo, com isso, a criança deve realizar todos os sonhos que não foram realizados por seus pais.

    Condizente com isso, Magalhães (2004) acredita que os pais criam o espaço designado aos filhos a partir de sua própria estrutura narcisista. No entanto, a questão não é apenas criticar a sociedade atual, buscando trazer também, o narcisismo como um aspecto fundamental da constituição dos sujeitos.

    Apesar de Freud (1914/2010) abordar o narcisismo com o significado de uma perversão, também traz a ideia de um complemento libidinal do egoísmo, da pulsão de auto conservação, onde cada ser vivo deve ter sua porção, ou seja, o narcisismo faz parte da constituição do sujeito.

    Pessoas tóxicas e o ciclo social

    Às vezes temos em nosso ciclo social, pessoas com vícios, alcoolismo ou usam drogas, no qual há uma tentativa de ajuda e muitas vezes não conseguimos e gera uma grande desestruturação.

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    Posto isso, ocorre mais uma vez uma série de complicações e altera toda a estrutura familiar e torna o ambiente pesado e nocivo.

    Como agir? Ao reconhecermos situações como as apresentadas anteriormente, o primeiro passo é tomarmos consciência do contexto. Posteriormente, concentrar nossa atenção na identificação em como agem e o quanto isso nos deixam abalados, deprimidos ou desconfortáveis.

    O poder de persuasão das pessoas tóxicas

    Pessoas tóxicas têm um grande poder de persuasão, principalmente pelo forte controle emocional. Isso pode provir de nossos pais ou filhos, amigos ou companheiros, enfim, das pessoas que mais amamos e nos importamos.

    Caso detectemos essas atitudes, precisamos confiar em nossas percepções, intuições e afastarmos gradualmente. Não significa que simplesmente sumiremos, mas sim uma forma de preservação de toda a cadeia familiar. Importante não adentrar no drama criado e aprender a lidar com pessoas tóxicas.

    Envolvimento, o mínimo necessário, bem como a convivência. Faça as regras de sua própria vida. Caso não seja possível o afastamento físico, esquive-se emocionalmente, blinde seus sentimentos e controle suas emoções. Ouça sem absorver.

    O problema não é seu

    Entenda que o problema não é seu, mas da outra pessoa. Estabeleça limites com firmeza e com educação. Caso aquele suposto “amigo” propague calúnias e intimidades compartilhadas para os outros, os se as cunhadas competem e depreciem tanto a esposa que acaba promovendo briga entre o seu marido, é o momento de colocar limites.

    Como? Converse com educação e diga que percebe o que fazem e proponha uma trégua. Na hipótese de não funcionar prefira o afastamento, dialogue com o companheiro e cheguem em um acordo ou uma estratégia para viver melhor sem essas interferências.

    No caso dos avós que não respeitam as escolhas e decisões de seus filhos, interferindo na educação que concedem aos seus netos, agradeça a preocupação deles e coloque limites. Eles precisam entender que o filho é um ser pensante e independente, em que sabe criar seus filhos e, eventualmente, precise de uma dica com certeza pedirá.

    Como aprender a respeitar a individualidade do outro?

    Fale sempre com respeito e com carinho, muitas vezes eles fazem isso por excesso de zelo, por falta de percepção ou porque simplesmente querem continuar fazendo parte da vida de seu filho, mas tudo tem limite. A pessoas precisa aprender a respeitar a individualidade do outro.

    Ao perceber que a convivência realmente está muito difícil, afaste. Os ciclos familiares e sociais possuem uma grande importância em nossas vidas.

    E, quando nos machucam, podem também se tornarem o que há de mais destrutivo em nossa existência, por isso a situação é tão delicada. Não sinta culpa se necessário o afastamento.

    Considerações finais

    Mais uma vez é importante repetir: conviva o necessário, essa atitude pode evitar um rompimento definitivo o que é muito mais triste. Não é fugir da família, mas sim encontrar maneiras de aprender a lidar com tudo isso.

    Não tem como mudar as pessoas, mas trem como buscar uma distância que te permita ter paz e autonomia sobre a sua própria vida sem precisar romper. Até existem casos onde o rompimento é muito necessário e não tem outra saída, mas antes disso acontecer podemos nos blindar e tentarmos conviver com mais respeito.

    O presente artigo foi escrito pelo autor Wallison Christian Soares Silva ([email protected]), Wallison é Psicanalista, Economista, especialista em Neuropsicanálise e pós-graduando em Gestão de Pessoas.

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